Notas iniciais
Oi meninas, joia ? Então, aqui estou eu! Boa leitura!

Mal o sol nasceu e Isabella estava de acordada, não consegui pegar os olhos durante a noite. Seu corpo ficou tenso o tempo todo, Seus pensamentos vagando para o que poderia vir a acontecer. Não levantou cedo como de costume, ao contrário, ficou deitada encarando o teto do seu quarto. O corpo ainda tenso, os pensamentos ainda confusos. Porém, com uma sensação quase boa, ela só ainda não entendia porque.

Batidas leves se fizeram ouvidas, Isabella ergueu-se da cama e pôs-se a abrir a porta. Do outro lado, Enzo estava de pé. Os cabelos ainda bagunçado devida à noite de sono, e o sorriso branco.

— Escovou os dentes ? — Peguntou. Ele riu da sua cara de espanto.

— Eu pedi ajuda a moça que me acordou.

Isabella abriu mais a porta e o deixou entrar. Enzo se jogou na cama dela e pôs-se a observar enquanto Isabella organizava algumas coisas.

— E quem foi que te acordastes ?

— Uma moça de nome Maria.

Isabella sorriu.

— Maria é uma boa pessoa.

— Eu percebi. — Balançou a cabeça. — Ela sorriu para mim, de um jeito especial.

Isabella parou de andar o encarou confusa.

— Porque especial ?

— Eu consigo ler o sorrisos das pessoas. — Deu de ombros. Isabella o encarou com surpresa, mas leve encantamento.

— Mesmo ? E o que o meu diz agora ? — Sorriu emocionada.

— Eu diria que apaixonada por mim. — Isabella deu uma risada alta. E ele continuou — Ou talvez esteja apenas emocionada.

Isabella caminhou até ele, confusa. E assutada, como ele fez isso ? Provavelmente foi algum chute ou algo assim. Mas assustador.

— Não se parece com o garoto que eu vi ontem na rua. — Sorriu — Eu gosto disso.

— Bella?

Ergueu a cabeça encarando a mãe na porta. Renner estava trajando um vestido verde claro, e tinha um pano nas mãos.

— Você tem que ir. — Sua voz saiu baixa, mas mostrava o quanto estava confusa e chateada.

— Tudo bem. — Murmurou vendo a mãe sair rapidamente da porta do quarto. Enzo a olhou confusa.

— Ir para onde ?

— Ao palácio.

O menino arregalou os olhos assustado.

— Não fique assim — Sussurrou — Não tem nada haver com você.

— Como não ?

— Apenas não. — Encerrou com a voz dura. — Deixe-me trocar de roupa. Falo contigo logo mais.

O menino assentiu saindo do quarto. Ainda com medo, ele sentiu no fundo do coração que era por causa dele, mas resolveu não chorar por enquanto. Ele gostava dela, foi a única pessoa que se importou com ele em três anos quando o pai morreu.

Primeiro foi a mãe, que o deixou quando tinha apenas seis anos. E depois passou a viver com o pai que sabia somente jogar, e deixá-lo com fome. Mas quando ele morreu, teve que e virar como podia.

Isabella acabou de abotoar seu vestido na frente e em seguida colocou uma capa pesada. Apesar do sol, fazia uma brisa gelada. Prendeu os longos cabelos castanhos para o alto, deixando sua franja de lado.

Suspirou pesadamente e desceu as escadas. O pai estava sentado na mesa onde costumava ler ou assinar seus documentos, a mãe estava sentada no sofá, as linhas de costura entre seus dedos e ela cantarolava algo que Bella não ouviu.

— Estou indo. — Murmurou. Seu pai a olhou erguendo-se da cadeira indo até ela.

— Não vai dizer ao seu velho pai o que fizestes?

Isabella riu.

— Nada que tenha que preocupar. — Beijou-lhe a face — Voltarei logo.

Renner levantou do sofá em um rompante.

— Somos seus pais. Eu sou sua mãe, não pode me esconder as coisas.

— Mãe... — Murmurou — Eu vou ficar bem. Não deve ser nada demais.

— Como não se fostes chamada no palácio! Com ordens diretas do seu rei!

— Eu o encontrei ontem no mercado. — Exasperou-se. — Enquanto defendia o garoto.

— E o que você fez ? — Murmurou esfregando os rosto nervosamente.

— Nada.

— Você encontrou o rei ? Ele estava no centro de cidade ? E não fez nada ? Esclareça mocinha. Já!

— Eu tenho que ir.

Isabella murmurou impaciente. As vezes o temperamento e a intromissão de sua mãe em sua vida era exagerada e muito inconveniente. Seu pai era ao contrário, nem se quer dava opinião em nada. Talvez seja por isso que sejam tão parecidos.

Nas escadas de entrada estava Enzo, e mais à frente à carruagem elegante com chocheiro. Que maravilha! Ironizou.

Desceu os degraus e encarou Enzo que estava com o olhar vago e triste.

— Eu volto logo. — Murmurou para ele. Ele se levantou e abraçou suas pernas.

— Sois está prometendo isso para mim ? — Repetiu as mesmas palavras dela da noite passada. Isabella riu acariciando os cabelos agora macios do garoto.

— De dedinho. — Deu-lhe o mindinho que logo tratou de pegar.

— De dedinho.

πππ

Isabella ergueu o olhar admirada quando entrou nas proximidades do palácio. Era ainda maior do que pensou, os portões tinham metros de altura, as as torres tão altas que poderia muito bem dar uma tonteira a quem estivesse lá de cima olhando aqui em baixo.

Quando a carruagem parou, ela saiu da mesma com ajuda do homem que estava controlando-a. Ficou agradecida pela gentileza, e caminhou até a entrada do palácio.

Não sabia como agir e nem o que falar, estava completamente perdida. O que ela diria ? Oi, eu vim aqui porque fui convocada pelo rei, e Ah, e eu meio que ofendi vossa majestade.

Antes que ela pudesse concluir seu pensamento irônico, uma mulher de estatura média estava esperando na entrada. Ela não sabia se era para ela, mas continuou a caminhar. Quando se aproximou, seu coração estava acelerado no peito e ela estava nervosa.

— Isabella Swan ? — Perguntou antes mesmo de Isabella abrir a boca.

— Sim. — Assentiu. A mulher dos cabelos longos assentiu.

— Eu estava a esperar por ti. — Murmurou — Venha comigo.

Disse e pôs-se a caminhar tendo uma Isabella confusa seguindo-a.

— Pode me dizer para que e porque ?

Ela sorriu e balançou a cabeça.

— Não sabeis mesmo ?

— Creio que não. — Murmurou. — Talvez seja por causa do menino.

— Você saberá. Em breve, venha comigo.

Isabella calou-se por enquanto enquanto seguia a mulher pelos corredores altos e largos do palácio.

Depois de alguns corredores virados, e uma escada cumprida, a mulher parou em frente a uma porta grossa e pesada de maneira. Seu coração acelerou no peito quando duas iniciais brilharam em ouro.

— Entre. — Disse a mulher simplesmente. Isabella não se moveu, então foi empurrada e induzida a abrir a porta.

Seus dedos tremiam sem parar, porque diabos ela estava ali ? Não tinha palavras para descrever o que sentia, mas não era nada bom. Virou a maçaneta devagar, sendo sempre vigiada e monitorada pela mulher ao seu lado.

Quando o trinco fez barulho e a porta se abriu, Isabella perdeu o ar que ainda tinha em seus pulmões ao deparar-se com um quarto, grande, e muito luxuoso. Ainda era dia, mas o comodo era iluminado por velas já que as janelas estavam devidamente fechadas.

— Fique a vontade.

Disse a mulher antes de sair, mal deu tempo de Isabella falar alguma coisa, ela já estava longe. Ainda confusa, adentrou o local até então desconhecido para ela. Estava tudo muito quieto, e bem arrumado. Também tinha uma cheiro bom.

Caminhou até o meio do cômodo, olhando em volta, olhando cada detalhe pequeno. Caminhou até um móvel que tinha ao lado da cama, tinha várias coisas lá, mas apenas uma chamou sua atenção.

Era um anel, de rubi ao que parece. Era grande e tinha o selo do rei, logo o selo que ela se lembrou estar no bilhete que lhe foi mandando na noite passada. Arregalou os olhos assustada. Era dele, o quarto. Virou-se pronta para sair, com medo de ter invadido um cômodo que não lhe era permitido nem agora e nem em mil anos, mas parou no lugar com o que viu parado a sua frente.

Parado na porta, com a expressão desafiadora estava ninguém menos que o rei da Inglaterra. Ele trajava nada mais que uma camisa larga que aparecia seu peito largo e evidentemente musculoso. Isabella não pôde evitar descer seus olhos para os trajes que ele estava. Denunciava todo seu corpo bonito, e como ele era desejado por muitas, ela entendeu muito bem agora.

Engoliu em seco, não sábia o que fazer. Eram raras as vezes que ela conseguia calar-se por completo. E estar no quarto do rei, com o rei era concerteza uma delas.

— Vejo que nos encontramos outra vez. — Comentou Edward caminhando pelo quarto.

— Não por que eu quis. — Retrucou e pôs as mãos na boca rapidamente. O problema de não ter filtro, agora ela perderia a cabeça na frente de todo mundo.

Mas ao contrário do que ela pensou, ele não a degolou, ou se quer pensou sobre isso. Ele apenas riu.

— Creio que não. — Disse simplesmente ainda com graça. — Me surpreendeu ontem.

Isabella deu de ombros confusa.

— Não sei o motivo senhor. — Murmurou tentando não descer os olhos pelo corpo quase a mostra. Ela não era disso, mas para ele não tinha como não olhar.

Ele riu.

— Agora sou senhor ?

— Algum dia deixou de ser ?

Edward sorriu sem mostrar os dentes. Sua cabeça levemente tombada, o olhar intenso.

— Sabe porque chamei você aqui ?

Isabella negou rapidamente. Não sabia, e esperava do fundo do peito que não fosse nada demais.

— Eu quero que fique aqui.

— Como ? — Perguntou sem entender.

— Quero que fique no palácio.

— Porque ? — Questionou perplexa.

Edward riu maliciosamente.

— Porque desejo que você fique, e que frequente minha cama todas as noites até que eu me canse de vós.

Isabella não sabia se tinha ouvido bem. Como assim ele desejava que ela frequentasse sua cama ? Sua cabeça rodou e ela teve vontade de acordar agora desse pesadelo. Ela não queria ficar, muito menos frequentar a cama de um rei libertino.

— Não posso. — Murmurou debilmente. Edward riu jocoso.

— Mas eu não pedi nada. — Declarou. Isabella sentiu seu estômago afundar-se a coluna.

— Não quero tornar-me a prostituta do rei! — Exasperou-se sem se importar com quem ele era. — O que falarão de mim ?

Edward bufou. O que falarão? É importante o que falarão ? Ele era o rei, quem ousaria dizer o que, sobre o que!

— Não importa o que vão dizer. — Murmurou calmamente — Importa o que eu quero.

— Não me conhece senhor. — Disse entredentes. — Como pode querer-me em sua cama ? A mim ? A simples plebe.

— Porque estar a questionar-me ? Não sou bom, ou belo o suficiente para você ?

— Meu doce Jesus! — Passou os dedos pelo rosto — Não és bom ? Tu és rei! O meu rei.

— Exatamente. Teu rei. Dá-me o que ordeno.

Isabella estava nervosa. Seu coração não sabia se parava, ou se saía voando pela garganta. Suas mãos suavam, não era o tipo de reação que ela costumava ter. Mas lá estava ela, quase tendo uma síncope.

Edward caminhou lentamente até ela, com o olhar intenso, um pouco faminto. Seu corpo fazendo-a ficar ainda menor do que normalmente era. O peito largo e musculoso deixando Isabella hipnotizada com a visão. Sua mão de dedos cumpridos tocando-lhe a face delicada.

— Qualquer mulher — Sussurrou perto de sua face, o hálito fresco deixando-a momentâneamente tonta. — Daria qualquer coisa para estar em seu lugar.

Isso fez Isabella acordar para vida. Como assim ? Quem ele pensava que era para deixar bem claro que várias mulheres dariam qualquer coisa para ser a prostituta do rei. Isso soou como se fosse a chance do ano, como se ser a prostituta do rei fosse um prêmio.

Sem se importar em ser executada por desacato, Isabella o empurrou com força e se afastou dele.

— Eu não sou elas. — Rosnou. — Não sou elas e nem tenho vontade de ser como. Porque não elas então, majestade...

Murmurou cheia de sarcasmo e amargura. Edward riu, uma risada cheia de ironia. Como se estivesse ouvindo uma das melhores piadas do ano.

— Porque elas não me interessam — Disse simplesmente dando de ombros — Você sim.

Afastou-se dela indo até o móvel e puxando seu anel de lá.

— Amanhã à noite, eu quero você aqui. Pronta para mim. Isso não é um pedido.

E saiu batendo a porta pesada atrás de si, deixando uma Isabella atônita e agoniada ser engolida pelo choro que raramente vinha.

Notas finais
- O que acharam ? Esse rei hein, fogo na roupa kkk vejo vocês depois ; Bj da IsaM