Notas iniciais
Recado lá embaixo. Capítulo dedicado a Débora Rezende, que foi minha mão amiga! Beijo gata! Boa leitura!

Isabella acordou cedo aquela manhã. Não é como se ela já não acordasse com as galinhas, mas foi mais cedo aquela manhã.

Mais cedo que Isabella quem acordou foi às ajudantes dá casa. Que foram parar lá depois dá matriarca dá casa Renner Swan adoecer em lamúrias por semanas ao ouvido do marido, o velho e cansado Charlie Swan, que já estava velha e não conseguia cuidar casa grande sozinha. Claro que, tanto Charlie e a esperta Isabella sabiam que eram oito exagero. Renner Swan tinha o péssimo hábito de ser a rainha do drama quando desejasse.

Então, qual escolha tinha o velho Swan se não atender as lamúrias dá esposa cansada ? Só Deus sabe do que se livrou Isabella e seu velho pai se por acaso a matriarca, que por acaso era a rainha do drama ficasse insatisfeita, uma eternidade de tormenta seria pouco para o que sofreriam. Isabella sorriu, meu Deus, como ela pode pensar isso dá mãe ? Ah, ela sabe exatamente como.

Renner Swan tinha o talento de ser amada em um segundo, e ser odiada no próximo. E Isabella sabia exatamente como era.

Acordar cedo, tomar seu café rapidamente antes dos pais era uma tática que Isabella encontrou. Se fizesse isso tudo rapidamente, conseguia sair de casa sem ter que brigar com a mãe. Renner Swan, tinha na cabeça que moças solteiras não deveriam vagar por aí ao centro dá cidade. Basicamente, sua função era sentar e esperar que sua mãe amada e casamenteira arrumasse um noivo para si, o que nunca iria acontecer.

Qual era o problema dá mãe em relação ao casamento ? Por Deus, mal tinha completado seus dezenove anos e a mãe já queria transportá-la para casa de um marido. Mas ela sabia exatamente o que era. Renner tinha amigas, e como toda boa sociedade que se preze fofocas se espalham, e todas as filhas mais novas que Isabella noivaram ou casaram e isso era uma questão de honra para Renner Swan.

E além do mais, ter dezenove anos e ainda solteira era quase um insulto a ' honra ' de Renner Swan que casou-se por sua vez aos dezesseis.

Dezesseis!

Casamento! Isabella tinha horror a essa palavra.

Ouviu-se passos apressados e Isabella se ergueu dá mesa, mastigando o que quer que fosse rapidamente antes de disparar porta fora, correndo literalmente. Ainda pôde-se ouvir o berro dá mãe. Nada fez se não rir dá situação, quando retornasse dá biblioteca conseguiria lidar com o sermão. Por agora, ela se contenta apenas com o livro que pretende buscar.

Caminhava tranquilamente quando ouviu passos pesados. Sorriu ao saber de quem pertencia o som grosso. Sua cintura foi rapidamente agarrada por mãos fortes e ela virou-se ainda rindo.

— Acaso me segue ? — Perguntou com uma irritação fingida.

O garoto em questão, era Jacob Black. Moço por quem estava apaixonada, e que mais à frente poderia vir a ser um compromisso. Sorriu com essa possibilidade, ainda não. Está nova demais.

— Acaso pensas que o mundo gira em torno de tua pessoa ? — Isabella riu, o ombro batendo levemente contra o dele — A onde vai ?

— A biblioteca.

— Sua mãe não a amarrou na mesa... Interessante. — Zombou conhecendo como Renner Swan era.

— Bem que tentou — Riu — Mas eu saí antes. Você conhece minha mãe.

— Sim — Murmurou — Conheço tanto que sei que ela não deixaria que se case comigo.

Isabella fez uma careta. Não pelo fato dá proibição dá mãe ao assunto casamento como o garoto que ajuda o pai no celeiro. Mas pelo assunto de casamento em si. Ela gostava dele, mas nada de casamentos ainda. Mesmo que fosse com Jacob Black.

— Eu decido com quem eu caso — Murmurou — E quando também.

Tentou não parecer mal educada. O que de fato funcionou, mas Jacob sentiu o desconforto evidente. Sorriu balançando a cabeça. Não queria aborrecimentos para Isabella Swan.

— Está recusando meu pedido de casamento ? — Fingiu-se de chocado, mas sorrindo largamente.

— Isso acaso fora um pedido ? — Perguntou ela sorrindo.

— Depende — Brincou — Corro o risco de ser aceito ?

— Depende, isso foi um pedido ? — Sorriram um para o outro é calaram-se por um momento.

Mas não foi atoa, todos os dois com a mente cheia e os pensamentos confusos.

Não demorou para a cidade seja vista. Ainda sem dizer muito, ambos caminham lado a lado. Claro, alguns olhares maldosos, mas isso é o tipo de coisa que Isabella não se importa.

— Vejo você por aí ? — Disse quando ela parou em frente à biblioteca. Jacob sorriu, não tão empolgado quanto antes. Mas um sorriso.

— Vejo você por aí — Respondeu fazendo um sinal de soldado. Isabella assentiu e entrou na grande sala repleta de livros.

Mal havia chegado ao homem que cuida do lugar, e pode ouvir seu suspiro de exasperação. Ela sorriu, sabia exatamente o porque.

Ela tinha suas crenças, e teve a vaga ideia de que ele esteja irritado com sua presença. Claro, era a terceira vez que voltava na biblioteca em dois dias. Ele se perguntava, como um ser humano era capaz de ler tão rápido um livro de quatrocentas páginas ? Isabella sorriu inocentemente como se não tivesse notado o olhar de desagrado do senhor.

— Bom dia — Murmurou

— Ao devo a honra senhorita ?

— Oh, o senhor sabe — Deu de ombros — Livros, etc...

— É claro. — Respondeu acidamente. Se ergueu de sua confortável cadeira e caminhou em direção as prateleiras onde estava os livros. — Já tem em mente algum senhorita ?

Isabella sorriu empolgada.

— Não, não! — Disse — Tinha a esperança de que o senhor me ajudasse. Creio eu ter lido todos os livros daqui...

Sorriu com a piada. Mas o senhor Crood que tomava conta dá biblioteca não. Ela realmente tinha lido quase todos os livros de sua biblioteca.

— Bom.. — Suspirou cansado e vencido. — Temos este aqui. É novo, e sei bem que a senhorita não lê romances.

— Eu leio sim — Fingiu ultraje. — Algumas vezes pelo menos...

Dei uma risadinha. Tomás Crood apenas deu de ombros e andou até sua mesa colocando o livro encima dá mesma enquanto anotava em seu caderno a data que ela pegou, e a data de entrega.

— Aqui .. — Deu a ela. — Não tenho pressa. Você tem quinze dias senhorita.

Disse de modo educado, mas sem fugir dá real intenção, que por sua vez era mantê-la afastada dá biblioteca.

— Não é como se eu lesse correndo não é mesmo ? — Brincou. Não quero imaginar se fosse. Pensou Tomás, mas apenas pensou. — O castelo do homem sem alma ? Porque o senhor achou que eu gostaria de lê-lo ?

Tomás deu de ombros.

— Uma leitora ávida como a senhorita deveria gostar de qualquer leitura. — Disse de forma lenta. — Além do mais, este livro tem quase seiscentas páginas. A senhorita deve demorar um pouco para ler.

Isabella riu, entendendo exatamente a intenção do homem a sua frente.

— Ou não — Deu de ombros — Obrigada senhor Crood. Até amanhã, ou depois.

Tomás arregalou os olhos.

— Espero que só semana que vem — Murmurou — Até senhorita Swan!

Ela saiu, ainda rindo da cara de pânico do homem que era dono dá biblioteca dá cidade.

Fechou os dedos firmemente contra o livro grosso dá capa verde musgo e pôs-se a caminhar em direção a sua casa. Pensando seriamente no que estava sentindo, era como um frio na barriga. Como um pressentimento ruim, mas não deu muita importância no momento, estava neurótica com a conversa que sua mãe teve com ela sobre assuntos de casamentos.

Suspirou pesadamente, não queria pensar sobre isso agora. Sentiu o choque contra seu corpo e a dor aguda no traseiro quando atingiu o chão, virar-se e xingar todas as gerações dá pessoa que fez com que caísse estava em primeiro plano, mas murchou totalmente quando deparou-se com um garoto. Ele era pequeno, parecia ter entre sete ou oito anos. Cabelos claros caindo levemente sobre os olhos que por sua vez eram verdes. Mas toda beleza foi estragada pela sujeira em que o menino estava.

Passado seu estupor momentâneo ela se ergueu rapidamente do chão, e sorriu para ele. Que parecia assustado, esperando um tipo de reação violenta que não veio. Isabella puxou-o pela mão pequena e se agachou ao altura dele.

— Você está bem ? — Perguntou observando as reações confusas do menino. Ele não respondeu, apenas balançou a cabeça encarando o chão em seguida. Isabella tocou-lhe a face erguendo-a para ela — Você pode falar ?

Ele balançou a cabeça em seguida novamente. Isabella suspirou, ela sentia que ele estava com medo.

— Porque estava correndo ? — Perguntou, mas sem resposta imediata. — Você pode me dizer ?

— Eu tenho que ir. — Disse simplesmente, olhos verdes arregalados procurando algo. — Por favor, me deixe ir.

— Hei — Tentou acalmá-lo. — Não precisa ter medo, eu não vou machucar você.

— Eles vão!

Isabella olhou para trás olhando meia dúzia de guardas caminhando apressadamente em direção a eles. Ou melhor, em direção ao menino. Ele por sua vez, forçou o pulso na falha tentativa de se soltar e correr.

Isabella prendeu seus dedos mais firme e o puxou para si, olhando profundamente o garoto que estava desesperado.

— O que você fez ? — Perguntou com uma pontada de pânico na voz. Ele balançou a cabeça rapidamente, lágrimas em seus olhos esverdeados.

Os guardas se aproximaram com suas armaduras e lanças em mãos. Isabella arregalou os olhos ao ver tantas lâminas em um único lugar.

— Você! — Apontou para o garoto — Vem cá menino!

Puxou-o com violência fazendo Isabella soltá-lo e arfar com tamanha força.

— Por favor! — Ele pediu — Por favor, eu só estava com fome! Por favor!

Isabella arregalou os olhos com a suplica sofrida do garoto. Ela não era de ferro, como poderia ficar indiferente a algo assim ? Seus olhos encheram-se de lágrimas e sua garganta secou antes de sentir seu sangue ferver e ela empurrar fortemente o guarda que segurava o pulso do garoto e o puxar para trás de seu corpo.

— O que está fazendo senhorita?! — Perguntou o guarda com irritação — Este ratinho roubou! Terá a mão cortada!

— Ele roubou o que, posso saber ? — Desafiou com o nariz em pé.

— Uma fruta da feira do senhor da esquina!

Isabella virou-se para o garoto e se abaixou a ele novamente.

— Isso é verdade ?

— Eu estava com fome — Murmurou baixinho — Muita fome.

Seu coração apertou-se e ela se virou novamente ao guarda ameaçador. Sua expressão desafiadora mostrando que estava disposta a tudo.

— Ele roubou para comer! — Rosnou — Isso não pode se quer ser considerado um crime!

O guarda bufou impaciente.

— Quem decide isso somos nós senhorita. Saia da frente, ou levaremos a senhorita também!

— Isso não vai acontecer. — Afirmou escondendo o menino atrás de si. — Nenhum dos dois vai a lugar nenhum.

O guarda riu alto e exageradamente sendo acompanhado pelos demais e empunhou sua espada. Isabella arregalou os olhos mas não se reteve, de repente os burburinhos das ruas dá aclamada Inglaterra cessaram de repente, como se tivesse sido costuradas todas as bocas e Isabella sabia que existia somente UM motivo para isso.

Virou-se devagar, o garoto ainda agarrado a sua perna. Deparou com o peito forte de um cavalo branco, alto e parecia bem caro, um verdadeiro puro sangue. Mais acima, o homem mais belo que ousou por os olhos. Cabelos acobreados, olhos verdes cristalinos acompanham maçãs do rosto altas e a boca avermelhada.

Ele a olhou, primeiramente de uma forma taciturna, esperando que seus joelhos se dobrassem, mas não aconteceu. O que resultou, em um olhar curioso.

— Qual o seu nome senhorita? — Sua voz rouca deixando Isabella com pêlos do corpo em pé. Não era essa a reação que ela queria ter. Não com ele.

— Bella. — Respondeu simplesmente. Nada de senhor, ou qualquer outra coisa que denunciasse seu respeito para com ele. Ele quase sorriu, mas se limitou em apenas tombar a cabeça levemente para o lado.

— Seus joelhos estão com algum problema ? — Isabella enrugou o cenho. Primeiramente confusa, mas logo depois percebeu ao que ele de referia. Sorriu-lhe zombeteira e curvou-se rapidamente pegando dos dois lados do vestido que trajava.

— Majestade. — Murmurou ironicamente. Cada poro de seu corpo fazendo-a ferver de raiva. Como ele pode fazer essas coisas ? Somente porque é rei ? Isso dá-o direito de ser um completo parvo sem educação?

Isabella conhecia exatamente a fama que seu rei tinha, depois de viúvo demorou a voltar a ter alguma luz na vida, mas quando aconteceu virou um dos piores libertinos. Mas quem poderia falar mal do homem mais poderoso do país ? Todas as mulheres dá Inglaterra, das solteiras as casadas. Das viúvas e as encalhadas, todas queriam se deitar na cama do rei viúvo. Exceto uma, ela.

Notas finais
- Comomvo estão ? Espero que bem. Meninas, olhaa eu aqui de novo, vocês acham que tem futuro essa bocuda e o rei da Inglaterra ? Muito romance, muito drama, muito sexo 3:) KKKKKKK' aguardo vocês no próximo. Não vou postar tudo de uma vez como fiz com o duque, mas vou postar u.u ! Beijos da IsaM!