Notas iniciais
ola! Bem, quem é que estava pedindo Damon mesmo? Segurem esse cap haha bjs, boa leitura!

Elli

Caio para trás de bunda no chão com o impacto do carro nas minhas pernas. A porta do carro se abre e um filho da puta desesperado vem me socorrer.

– Você está bem? — pergunta uma voz bonita de homem segurando meu braço e tentando me ajudar a levantar e então pego impulso.

– Não devia ter freado, podia ter acelerado — resmungo sem olhar pra ele.

A pancada foi forte mas eu sou mais forte. Pego a mochila que está molhada por conta da água acumulada na pista e coloco no ombro enquanto a outra continua na minha mão. Por fim olho de relance para o autor do meu quase homicídio e vejo belos olhos claros preocupados mas não ligo.

– Não te vi...

– Ai tá bom — dou de costas sem querer explicações.

– Espere destrambelhada, você está bem mesmo?

– O que você acha? — sou grossa e ele faz cara feia mas continuo sem olhar direito pra ele.

– Bem, já que é assim, vamos lá... Você ficou maluca garota? — ele grita e eu me surpreendo — Como você entra na pista de noite de uma hora pra outra? Tá afim de se matar? Se joga de um prédio porque assim você morre e ninguém fica com a culpa!

– Olha aqui infeliz, vai pro inferno tá? — falo no mesmo tom e continuo a me distanciar.

– Muito engraçado esse povo que ao invés de ir pra casa fica andando nas ruas de noite, depois é morta, assaltada.. .- diz todo engraçadinho e então me viro de costas. Encaro ele que está com um sorriso bobo no rosto e me aproximo bastante. Seus olhos passeiam por todo o meu rosto e seu semblante muda de desdém para "vi um fantasma"

– Sabe porque eu não estou em casa? — digo sorrindo e ele levanta a sobrancelha querendo resposta — Porque eu não tenho uma. Você pode ter certeza que se eu tivesse, não estaria aqui agora toda molhada procurando lugar para passar a noite — digo calmamente e então sua expressão muda completamente.

– Me desculpa, não sabia... Mas se você quiser eu posso arranjar um lugar pra você ficar. Lá em casa... — antes que ele termine de falar eu dou uma bofetada em seu rosto.

Sem mais delongas continuo meu caminho mancando um pouco a procura de algum lugar para ficar e ouço ele dizer "Mal educada, só queria ajudar", sem me importar dou dedo mas não viro para trás.

Continuo andando debaixo do sereno na noite até que encontro um motel. Não é dos melhores lugares para se dormir mas é melhor que a rua.

Pago 60 dólares para poder ficar lá até no outro dia de manhã mas sem direito a refeições. Subo e deixo as minhas coisas no quarto que parece mais um prostíbulo com uma cama na meio; logo desço e vou até uma lanchonete comprar bastante comida para passar a noite e um pouco do dia amanhã.

Depois de jantar, voltei e fui para o quarto novamente. Minhas pernas ainda estão doendo pela pancada.

Vou até o banheiro, tiro minha roupa e me deito na banheira. Nunca havia entrado em uma antes e nossa é maravilhoso.

Deixo de lado por alguns minutos todos os meus problemas e me concentro apenas nas dores das minhas pernas.

Automaticamente vem na minha cabeça aqueles olhos, lindos olhos que infelizmente não valem a cor que tem.
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Acabei adormecendo na banheira e acordei com as batidas frenéticas de alguém na porta. Me enrolei em um roupão que estava disponível e fui ver quem era.

– A sua estadia já acabou faz uma hora, acho bom você sair logo ou terá que paga pelo tempo que enrolar — diz um cara meio grosso.

– Tudo bem, eu só vou colocar uma roupa — reviro os olhos e bato a porta na cara dele.

Me apresso em colocar uma roupa. Visto uma calça jeans escura desfiada com cós alto e um cropped preto cheio de margaridas, lembro que essa roupa minha mãe me deu de aniversário, por um milagre ela se lembrou de mim.

Coloco meu all star preto de cano médio e pego minhas coisas, saio sem pentear o cabelo e sem passar maquiagem, não que faça diferença até porque raramente passo maquiagem no meu dia a dia e como meu cabelo é escorrido nem me dou o trabalho de pentear.

Saio do quarto e vou até a recepção entregar as chaves do quarto, apoio no balcão e respiro fundo, lá vou eu para mais um dia de...

– Olha se não é a mal educada — olho para o lado e vejo o dono dos lindos olhos azuis, percebo que seu rosto é mais bonito agora, visto nitidamente. Ele arregala os olhos ao me ver — Nossa, você é irmã gêmea...

– Não! — respondo rabugenta e então entrego as chaves para a recepcionista — E pra sua informação meu nome não é mal educada, é Elli — Ele continua me olhando fixamente e então dou uma ombrada nele e saio de lá.

– Nossa mas você é mal educada sim!

– Ta bom — digo já sem paciência — Me deixa.

Elli– ele entra na minha frente — Eu sei que a gente começou bem mal mas por favor, a gente pode conversar?

– Olha, pelo que vejo você é um cara bem de vida, não tem muitas preocupações e não passa por necessidades. Mas eu? — solto uma risada ao lembras da desgraça que é minha vida — Eu não tenho emprego, não tenho casa, não tenho família e não tenho tempo pra gastar com... Você– olho pra ele de cima a baixo.

– Deixa eu te ajudar então! — diz com impulsividade e eu começo a sorrir .

Não! Eu não quero ajuda, eu posso me virar sozinha — tento seguir meu caminho mas ele entra na minha frente.

– Eu não vou te deixar em paz se você não me deixar conversar com você e te ajudar — respiro fundo e conto até três mentalmente

– O que deu nos homens dessa cidade pra querer me importunar toda hora? Ai que merda!

– Você é igual á ela, até o seu jeito impaciente — ele cochicha e eu ignoro — Olha, deixa eu te ajudar então. Eu meio que te atropelei ontem e séria covardia te deixar andar por aí...

– Quer saber? Deixo — digo ainda rabugenta e ele sorri. Logo pega a mochila das minhas costas — O que você está fazendo?

– Já tomou café da manhã? — nego com a cabeça — Então é o que vamos fazer agora. E ah, meu nome é Damon.

Segui Damon até seu carro e ele colou minhas coisas no porta malas. Me senti super desconfortável e nem sei o que me deu pra aceitar uma loucura dessas, eu devo estar delirando.

Durante todo o caminho ele ficou cantando as músicas que tocavam no som com uma voz totalmente horrorosa e desafinada, estragou as musicas do soad.

Ele me levou ao Mystic Grill e quando entramos no estabelecimento muita gente nos olhou, me senti envergonhada pelo fato de está andando com ele. É, eu nem sei porque eu estou aqui com ele, eu deveria pegar minhas coisas e correr atrás de um emprego em mesma, mas sei que ele não vai me deixar em paz então vamos ver o que a vida tem pra mim.

– Elli? — perguntou Elijah quando nos sentamos nas cadeiras do balcão — Achou uma igualzinha em Damon!

– Não que isso seja da sua conta mas essa é a Elli e ela não me interessa — ele da de ombros.

– Que sorte a minha né? — pergunto sarcástica.

– Vamos logo com os pedidos e depois a gente discute nossa relação — diz me encarando. Semicerro os olhos ao olhar para sua cara da pau.

– Porque você não apareceu ontem? — pergunta Elijah preocupado — A clientela achou bem ruim.

– Tive uns problemas — dou um sorriso sem mostrar os dentes — Mas quem sabe depois eu dou uma passadinha aqui.

– Vocês se conhecem? — pergunta Damon confuso.

– Não que seja da sua conta mas Elli e eu somos amigos — Elijah pisca pra mim e dou um sorriso. Damon faz cara de quem ainda não entendeu e acho graça.

Notas finais
Que encontro em? kk Bem, esse foi o primeiro de muitos capítulos que teremos nosso maravilhoso Damon. Gostaram? Não deixem de comentar então! Bjss, conto com vcs ♥