Notas iniciais
Olá gente! Tudo bem? Espero que sim. Bem, o tão desejado Damon apareceu... O que será que vai dar em ? haha Fiquem com mais um capítulo de A Proposta e tenham uma boa leitura! Bjs.

Elli

Terminei de comer sozinha enquanto Damon passeava na lanchonete cantando todas as garotas. Eu ainda não entendi muito bem esse negócio dele dizer para todos " Não é ela, é outra bem diferente " quando dizem que me pareço com alguém ou quando as pessoas me encaram e cochicham na maior cara de pau. Mas eu não ligo, nem tenho curiosidade.

Sai da lanchonete e Damon estava fumando lá fora, detesto gente que fuma. Logo ele viu eu me aproximar e jogou a bituca de cigarro no chão.

– Além de poluir o ar polui o solo — reviro os olhos.

– Ah foi mal, defensora da natureza– diz com sarcasmo.

– Olha Damon, acho que você está me enrolando. Abre o porta-malas que eu mesma vou atrás de emprego tá?

– Não. Eu disse que te ajudaria, é o que eu vou fazer.

– Mas eu não quero sua ajuda. Abre logo.

– Não.

– Me diz, o que você ganha com isso em? — fico de frente pra ele e cruzo os braços.

– O que eu quero em troca seria a verdadeira pergunta. E sabe o que quero? — ele alisa minha bochecha com o dedo. Sinto o cheiro de cigarro nele e isso acaba com toda a sua beleza — Você — Damon encaixa os lábios nos meus mas eu o empurro.

– Agora já deu! — grito — Babaca, abre esse porta-malas agora!

– Desculpa Elli... É que você e ela... Tudo bem, vou abrir. Mas você é uma ingrata mesmo!

– Ingrata? Nunca te pedi nenhum favor — ele sorri ironicamente e então destrava o porta-malas. Vou até lá e tiro minhas coisas.

Coloco uma mochila em cada ombro e saio de lá com pressa. É claro que ele ia querer isso, por que um cara como ele iria querer me ajudar sem mais nem menos? Só porque me atropelou? Não não. Nessa vida é um por um cada um por si.

Caminhei por horas debaixo de sol quente, parei em vários lugares e nada de emprego.

A noite já estava quase caindo e eu não parava de pensar naquele abusado, como eu fui tosca em acreditar que ele iria querer realmente me ajudar sem querer nada em troca.

Me sentei na escadaria de um local que não fazia ideia do que era. Coloquei minhas mochilas de lado e desenrolei o hambúrguer que tinha guardado para comer mais tarde quando sentisse fome e o comi.

Fiquei distraída com as pessoas passando na rua até que vi um vulto passar por mim. Olhei para minhas mochilas e elas não estavam mais lá, um desespero bateu. Minhas roupas, celular, dinheiro.... estava tudo lá dentro! Tudo que eu tinha.

Me levantei e vi um cara correr com as duas na mão, comecei a correr atrás dele com velocidade porém um pouco desengonçada pois minhas pernas estavam doendo.

– Ei! Me devolve vagabundo! Alguém me ajuda! — grito desesperada e então ele atravessa a rua. Tento fazer o mesmo mas o sinal abre e sou impossibilitada de fazer o mesmo quando um carro quase me atropela e fica buzinando. Paro de correr e começo a respirar alto. Eu não acredito, isso não está acontecendo, eu só estou sonhando...

– Meeeeeeeerda! — grito bem alto sem me importar passando as mãos pelo meu rosto — Eu sou muito azarada mesmo, que droga! Merda, merda, merda... — falo sozinha e as pessoas que passam por mim me encarando como se eu fosse uma louca.

– Ei, tá tudo bem? — alguém me pergunta.

– Não! Está tudo péssimo! — lamento. Sinto vontade de me matar, de me jogar na frente de um carro ou cair em uma ponte. Tudo que eu consegui nesses anos, o que eu batalhei pra conseguir se foi dentro daquelas bolsas, levadas por um delinquente filho de uma puta.

– Quer um abraço? Você não parece bem — aceito o abraço e deixo minhas lágrimas caírem. Agora sim eu estou perdida. Não tenho dinheiro algum no bolso, apenas algumas moedas. Só tenho meu corpo e as roupas que estou usando, o que dá pra fazer com isso?

Caio na real e percebo que ficar chorando abraçada com um desconhecido não vai me ajudar em nada. Levanto a cabeça e me afasto.

– Obrigada pelo abraço mas isso não muda nada... Stefan? Af — reviro os olhos e limpo o rosto — Obrigada por ser o pivô da minha demissão.

– É eu lamento, e agora mais do que nunca eu quero que aceite a proposta, é o mínimo que posso fazer.

– Mas eu não quero ser uma inútil, ter que pedir dinheiro para homem pra fazer o que tenho vontade, não quero casar assim sem mais nem menos, isso não é vida.

– Claro que não. Você pode trabalhar, meu irmão pode te dar um emprego na nossa empresa de publicidade... Vai por mim Elli, não vai ser a pior coisa do mundo. Você nem vai ter obrigação com ele, só vai ter que se casar e morar na mesma casa.

– Eu não estou tão desesperada — coloco as mãos na cabeça e olho na direção em que o vagabundo levou minhas coisas — Na verdade eu estou sim. E se eu aceitar? Não vai me dizer que ele é um velho feio.

– Não! — ele sorri — Eu diria que muitas mulheres são apaixonadas por ele.

– E porque você não vai atrás delas?

– Porque ele não quer qualquer uma. E você não é qualquer uma, você é a Katherine todinha, tem que ser você. Ele não aceitaria qualquer uma.

– Katherine?

– Depois eu te explico. Agora venha, vou te levar pra casa.

– Não! Espera. Me diz que isso não é uma brincadeira e que você não quer se aproveitar de mim.

– Não é uma brincadeira. É sério — ele olha nos meus olhos me inspirando confiança — E não se preocupa porque você não vai ser obrigada a nada, só a assinar os papéis que dizem que você e ele vão se casar.

– Tá mas antes disso eu vou conhecê-lo né? Não quero ser tão impulsiva.

– Do jeito que você quiser.

Existem pessoas nesse mundo que realmente não batem bem da cabeça, e eu sou uma delas, que droga é essa de aceitar proposta de desconhecidos?

Ainda não estou acreditando que vou aceitar essa proposta absurda. Mas talvez, eu não esteja correndo nenhum risco de quebrar a cara até porque eu já perdi tudo, o que tiver de ser, será.

Stefan disse que me levaria até a casa de uma amiga. Me disse também que compraria roupas decentes e um novo celular pra mim, eu não queria isso mas estou vendendo meu nome e não vou deixar tão barato assim, acabei cedendo.

Ele também me disse que se eu quiser ele vai arranjar um emprego pra mim na empresa de publicidade dele e do irmão. É claro que eu aceitei porque nem pensar de virar aquelas dondocas que não fazem nada da vida, só pedem dinheiro para o marido.

Chegamos até um prédio grande e bonito, ele me guiou até o andar mais alto e então fomos para o apartamento da tal amiga dele.
Stefan tocou a campainha e logo a porta se abriu.

– Ah, quanta demora em? Cadê a ga... — ela me olha boquiaberta — rota. Meu Deus, Katherine teve uma irmã gêmea e nós não descobrimos — diz a garota morena e baixinha. Ela é bonita — Quer dizer, entrem!

– Elli essa é a Bonnie e você vai morar por uns tempos com ela.

– Oi, Elli — ela estende a mão e eu a cumprimento mostrando um sorriso — Bem, espero que possamos ser amiga.

– Eu também — desembucho.

– Você arrumou o que eu te pedi? — pergunta Stefan.

– Sim. Quarto e roupas.

– Olha Elli, hoje você vai ter que se vestir com as coisas da Bonnie mas amanhã ela vai te levar para fazer compras. Aliás, se importam de levar a Mel?

– Quem é Mel?

– Filha dele. E não, a gente não se importa. Já pode ir Stefan, eu assumo daqui- ela empurra ele pra fora do apartamento luxuoso e ele só tem tempo de dar um tchauzinho, começo a sorrir e retribuo.

Bonnie tranca a porta e suspira.

– Ui! Esses Salvatores me deixam doidinha. Não no sentido de... ah, você entendeu né? — ela sorri e concordo com a cabeça — Mas vem, vou te mostrar o seu quarto e te dar algumas roupas pra você tomar um banho e descansar, amanhã o dia vai ser longo. Mas antes vou pedir um japa pra gente — ela sobe a escada transparente com um lindo designer e eu a sigo enquanto olho todos os detalhes perfeitos da casa — Não precisa ficar tímida Katheri... Elli! Desculpa — ela balança a cabeça — Nós vamos nos ver bastante a partir de agora e eu costumo gostar de ser amiga das pessoas que me rodeiam.

– É desculpa, costumo ser um pouco calada mas logo você vai querer me mandar calar a boca! — desabafo e ela sorri.

– Pois então irei adorar!

Tive uma boa impressão dela mas não costumo confiar sempre nas pessoas, vamos ver o que a vida tem pra mim.

Notas finais
Esse foi o capítulo de hoje! rsrs Damon pra variar já começou fazendo merda né? E a Elena/Elli aceitou a proposta! E aí gente, estão gostando da fic? Não deixem de comentar pfv, é importante saber se vocês estão gostando, se querem que eu continue e tudo mais... Façam esse favorzinho rsrs, leitores fantasmas podem aparecer, Mira não morde! Bjs amores, até mais ♥