A Proposta

5 Capítulo 5 - O Encontro - 2º dia


Notas iniciais
Vejamos o segundo dia do Encontro. O que mais vai acontecer ao nosso casal preferido? Bom só lendo para descobrir! Boa leitura!

A noite anterior ainda estava muito presente na memória de Sara. Aquele primeiro dia de Encontro se revelara muito melhor do que ela esperava. Ao que tudo parecia, todos haviam acreditado que ela e Grissom eram realmente casados. Todos, excetos talvez Júlia, seria difícil que ela acreditasse. Afastou seus pensamentos de Júlia. Desfrutou da maciez da cama em que estava. Lançou um olhar para onde Grissom dormia: o sofá. Ele estava tão lindo! Como o amava! Estava sendo difícil a permanência com ele no mesmo quarto e não acontecer nada. Ela até tentara convencê-lo a dormir na cama com ela, mas ele não aceitou.

Mexeu-se na cama. Um sorriso brincou em seus lábios. Um carrossel de emoções a envolvia. Devido a noite anterior, e a Grissom sentia uma imensa alegria e ao mesmo tempo sentia uma raiva intensa. Como pudera acreditar que ele seguiria adiante? Que ele lançaria fora todos os seus receios? Com o que aconteceu na noite passada, pode perceber que ele sentia algo por ela. Não sabia dizer exatamente o que era. Desejo? Carinho? Realmente não sabia. Deixou-se levar pelas lembranças.

Eles dançaram coladinhos, sentindo o coração dele bater junto ao seu. E como num passe de mágica os lábios se encontraram, pareciam que foram feitos um para o outro, com um encaixe perfeito. Lembrava que ele dissera:

_ Sara vamos sair daqui – ele disse quando afastou os lábios dos dela em um sussurro.

_ Vamos – ela respondeu sem pestanejar.

Seguiram de mãos dadas para o quarto que dividiam, ambos cientes da corrente elétrica que os percorria. Entraram no aposento. Grissom voltou a beijá-la com sofreguidão. Há muito tempo sonhava com esse momento, conhecer o sabor dos lábios de Sara. Sentira ciúme do homem louro que a mulher, a tal Júlia, insinuara que fora íntimo de Sara. Será que fora antes de conhecê-lo?, ele se perguntava. Voltou sua atenção para a boca macia e suculenta de Sara. Começou a explorá-la com a língua. Estava louco de desejo. Passou a mão pelas costas de Sara, sentindo o próprio corpo responder com força ao simples contato com a pele da morena que lhe tirava o sono. Nenhuma mulher o fizera sentir dessa maneira antes. Resolveu ampliar o passeio. Levou a mão aos seios de Sara, queria sentir a suavidade, a maciez da pele dela. Abaixou o vestido até a cintura delgada. Ela não usava soutien.Vislumbrou os dois montes a sua frente como se contemplasse a mais bela obra de arte. Acariciou-os suavemente. Abocanhou um dele, enquanto acariciava o outro com a mão. Sara gemeu de prazer.

_ Griss...

Ele aprofundou a carícia. Levou a mão para a região entre as pernas delgadas. Afastou a peça que protegia o objeto de seu desejo e tocou-lhe intimamente. Ela estava molhada, quente. Grissom foi tomado de uma consciência súbita. Afastou-se bruscamente de Sara.

_ Meu Deus! O que eu ia fazer? Isso não devia acontecer...

Grissom a acertara em um lugar muito sensível: seu ego. Como ele podia acreditar que um relacionamento entre eles não podia acontecer? Eles eram adultos, desimpedidos, eram livres, podiam fazer o bem entendessem. Grissom apressou-se em completar:

_ Sara, por favor me perdoe, eu estava fora de mim

_ Você não precisa pedir desculpas. Eu também queria.

_ Isso não vai mais acontecer.

_ Por que Griss? Nós somos adultos, não devemos nada a ninguém. Vamos deixar rolar. Nós dois queremos. Não é pecado sentir-se atraído por alguém.

Sara não estava sendo totalmente sincera. Ela o amava com todo o seu coração. Queria estar com ele, ser amada por ele. Mas se não podia ter isso que fosse pelo menos algo físico.

_ Vamos dormir Sara.

Ele sabia que seria difícil dormir, principalmente depois da prévia que tivera de como seria ter Sara em seus braços. Deitou-se no sofá. Dormiu e sonhou com Sara.

Tudo isso acontecera na noite passada. Grissom já havia acordado e se vestido. Observou Sara na cama. Ela estava acordada mas parecia que estava perdida em seus pensamentos. Como queria saber em que ela estava pensando! Decidiu chamá-la precisava tirar algumas dúvidas sobre a vida dela, já que ainda se passariam por marido e mulher.

Aproximou-se da cama.

_ Sara? – ele a chamou suavemente. Não obteve resposta.

Ela é linda quando acorda, ele pensou, pára com isso Grissom, foi por pensamentos como esses que você quase dormiu com ela ontem. Chamou- a novamente.

_ Ah! Oi Grissom! Bom dia!

_ Bom dia! Dormiu bem?

Ele não sabia porque perguntara aquilo. Ambos sabiam que não nenhum deles havia dormido bem. Ele não esperou a resposta.

_ Sara, posso te fazer uma pergunta?

_ Claro! Pode fazer.

_ Quem é aquele homem louro que estava com sua amiga? Ela disse que vocês eram íntimos...

Sara viu algo nos olhos de Grissom. Seria ciúmes? O grande Gilbert Grissom estaria com ciúmes dela e do Josh? Grissom pareceu ler os pensamentos de Sara porque acrescentou:

_ Se vamos continuar com a nossa farsa, devo saber o que ele representa para você.

_ O Josh foi uma paixão do passado. Ele era meu namorado. Nos dávamos bem, mas logo conheci uma pessoa que mudou minha vida. Terminei com o Josh depois que percebi que estava apaixonada por essa pessoa, mas ela não me correspondeu. Você não precisa se preocupar.

Grissom tratou de mudar o curso daquela conversa, ele sabia muito bem onde ia dar.

_ Vamos sair? Precisamos ver os outros participantes do evento.

_ Vamos! Deixa só eu me arrumar.

Ele saiu dando privacidade para Sara. Dentro de poucos minutos ela estava pronta. Usava um vestido azul claro solto, na altura dos joelhos, uma sandália rasteira e os cabelos soltos.

_ Pronto podemos ir. Para onde vamos?

_ Para a piscina. Vamos?

_ Sim.

Ao chegarem na piscina deram de cara com Júlia. Sara não gostou.

_ Bom dia! Sidle, quero dizer... senhora Grissom! – Júlia tentava a todo custo provocar Sara.

_ Bom dia Júlia! — Sara não conseguia disfarçar sua insatisfação em ver Júlia.

Júlia observou as mãos de Sara e Grissom mais atentamente. Ela sorriu.

_ Que estranho! – ela disse — é a primeira vez que eu vejo um casal casado que não usa aliança.

Sara empalideceu. Haviam esquecido esse detalhe. As alianças. Como puderam esquecer? Seria difícil que acreditassem que eram casados sem a aliança.

Grissom veio em sua ajuda. Abraçou Sara fortemente. Ela assustou-se com o ato.

_ Querida você não lembra que você havia me pedido para modificar nossa aliança? Para acrescentar mais algumas gramas de ouro nela? – Grissom fez cara de quem pedia perdão – Me perdoe querida eu esqueci. Mas assim que chegarmos em Vegas, eu providencio isso.

_ Ai que lindo! Eu me emocionei! Sara, por que você não retribui um gesto tão nobre do seu marido? Por que você não o beija?

Sara sentiu o sangue gelar. Beijar Grissom novamente? Não sabia se conseguiria resistir. Grissom a olhou nos olhos novamente. Tocou-lhe na face e puxou-a para um beijo digno de cinema. Por certo Júlia não teria mais dúvida alguma sobre a autenticidade do casamento deles.

Júlia ficou envergonhada ao ver Grissom beijando Sara daquele jeito. Talvez sua suspeita fosse infundada e eles fossem casados realmente. Resolveu sair deixando os pombinhos sozinhos.´

Estavam completamente envolvidos naquele beijo. Não perceberam quando Júlia os deixou a sós. Foi Grissom quem a afastou e disse:

_ Ela já foi. Sara acho melhor ficarmos separados um pouco, nos encontramos a noite no salão de festas.

Eles sabiam que não conseguiriam manter a sanidade se permanecessem juntos um do outro.

_ Se é isso o que você quer...então tudo bem. Mas tenha cuidado com o que vai responder quando alguém lhe perguntar sobre nós.

_ Ok. Terei cuidado.

Se dirigiram para locais diferentes e não se viram durante toda a tarde. Se encontraram no salão de festas. Entraram no salão juntos de braços dados. Novamente vestiam roupas de gala que combinava uma com outro. Dessa vez o vestido de Sara era azul e a camisa de Grissom combinava com a roupa dela. Imaginavam que a noite seria muito enfadonha, mas se enganaram. Os casais ali presentes quiseram saber sobre o trabalho deles, já quase não perguntavam sobre sua vida pessoal. A noite seguia muito animada com muita música, todos se divertiam. Quando Sara deixou escapar um bocejo, Grissom sugeriu que já era hora de ir para a cama. A lembrança da noite anterior lhes surgiu na mente. Ambos ficaram constrangidos.

A atmosfera pareceu cheia de significados. Ela sentiu o coração disparar e Grissom desviou a vista.

_ Eu... isto é .... se você estiver pronta para se recolher, acredito que posso ir para o bar do Hotel e tomar um copo de Wisky.

_ Seria ótimo estou com sono.

Ele assentiu levantando-se enquanto Sara deixava o salão e subia para o quarto. Preparou-se para dormir.

Sara não podia deixar de pensar no quanto Grissom estava bonito com o fraque preto e a camisa azul, a barba feita. Céus como amava aquele homem. E o beijo? Que beijo!, pensou Sara.

_ Mas o que eu estou pensando? Foi tudo só encenação. Se bem que a noite anterior não tinha nada de encenação...

Tentou ignorar seus pensamentos. Grissom iria dormir no sofá. Era isso que ela queria e também desejava: distância. Ou não seria responsável por seus atos.

Impaciente com os rumos dos próprios pensamentos, procurou deitar-se. No entanto, achou difícil dormir. Ainda estava acordada quando a porta se abriu silenciosamente e Grissom entrou. Ele se movia devagar sem fazer barulho, mas mesmo assim Sara o ouviu tirar as roupas e estremeceu ao imaginá-lo despido. Procurou não pensar nisso. Porém, quanto mais tentava , menos sucesso obtinha.

Ficou acordada até muito tempo depois de Grissom se acomodar no sofá. Escutou-lhe a respiração tornar-se regular, no ritmo do sono. Era irritante que ele pudesse dormir tão depressa enquanto ela ainda se revirava na cama. O sono finalmente a venceu, trazendo sonhos sensuais.

Sara viu-se caminhando num prado, com todos os sentidos alerta. A grama era macia e a brisa suave. Havia perfume de flores no ar. Anoitecia e uma leve claridade dourada desaparecia no horizonte.

Ela não demorou a perceber que estava nua. Podia sentir o ar noturno em cada poro. Mas não sentia vergonha. Parecia natural andar assim, como foi perfeitamente natural Grissom aparecer caminhando ao seu lado.

Ela se deteve enquanto Grissom acariciava-lhe a pele. Beijou-lhe as faces, os olhos, o pescoço, as orelhas. O corpo feminino ardia de desejo enquanto as mãos fortes deslizavam pelas curvas suaves. Sara mergulhava mais profundamente num mar de prazer...

Grissom acordou de repente. Sentou-se olhando em torno. Então escutou um som baixo, vindo da cama, e notou que fora isso que o despertara. Ouviu Sara mexendo-se sobre o colchão e em seguida um gemido.

Pensou que ela estivesse doente, ou tendo algum pesadelo. Por isso levantou-se e acendeu a luz do abajur, aproximando-se da cama. Parou por um momento, fitando-a. Sara atirara longe as cobertas, de tanto movimentar-se, e a camisola, erguida, expunha as pernas longas e belas. Os seios se moviam ao ritmo da respiração ofegante, e os mamilos insinuavam-se, sob o tecido fino.

Naquele momento ela virou a cabeça, umedecendo os lábios. Havia uma certa languidez em seu semblante. Gemeu novamente, e levou uma das mãos ao ventre, acariciando o próprio corpo.

A garganta de Grissom ficou seca. O que afligia Sara não era um pesadelo. Era um sonho apaixonado. Ele observava o desejo marcar o rosto feminino enquanto Sara acariciava os seios.

A paixão de Grissom cresceu até o limite do insuportável. Uma fina camada de suor brilhava, à luz do abajur, na pele macia. Ela se contorceu e deixou escapar um som sussurrado que era em parte um suspiro e em parte um gemido. Sentindo –se numa fogueira, Grissom inclinou-se para tocá-la, mas o bom senso que lhe restara o impediu de fazer.

Sara murmurou algo. Ele podia jurar que era seu apelido, “Griss”, mas não tinha certeza. Respirou fundo, as mãos fechadas, procurando controlar-se.

Nesse momento ela soltou um pequeno suspiro, depois outro, e seu corpo ficou extremamente tenso. Em seguida, depois de um gemido abafado, Sara relaxou.

Grissom compreendeu que sua esposa de fachada chegara ao ápice do prazer. Mordeu o lábio, para conter o próprio gemido. Jamais desejara alguém como a desejava naquele momento. Mas sabia que tomá-la assim vulnerável, depois de haver jurado manter distância, seria uma atitude sem perdão. Ela o odiaria para sempre.

Permaneceu imóvel por longos segundos, lutando para manter o controle. Então virou-se e caminhou vagarosamente para o sofá.

Notas finais
Decepcionadas? Aguardem que no próximo capítulo a tão esperada cena Hot!!!
Não esqueçam de comentar! Bjos!