A Proposta
14 Capítulo 14 - Parte I - O Dilema
Notas iniciais
Chegaram à maternidade o mais rápido possível. O tempo entre uma contração e outra de Sara estava cada vez mais curto. A perita tentava respirar compassadamente, no entanto até isso era difícil.
Grissom se dirigiu à recepção. Ele amparava a esposa, que não conseguia ficar de pé, tamanha era a dor que sentia.
_ Boa tarde! Minha esposa está entrando em trabalho de parto.
A enfermeira logo procurou uma cadeira de rodas e ajudou Sara a sentar -se. Percebeu que a paciente estava muito nervosa e apreensiva e que se contorcia de dor.Tentou acalmá-la com perguntas de praxe.
_ É seu primeiro filho?
_ É sim – respondeu fazendo outra careta.
_ A senhora já sabe o sexo?
_ Sim. É uma menina.
_ Bem, eu vou levá-la ao médico para ele dar uma olhada na senhora. Ele vai dizer se está tudo bem com a senhora e com a sua filha – ela viu o olhar questionador de Sara e completou – Não se preocupe isso é de praxe. Enquanto isso o seu marido vai preencher o formulário de entrada e depois nos encontrará na sala do médico. Não é mesmo?
_ Com certeza – Grissom respondeu.
A enfermeira já estava conduzindo Sara para a sala do médico, quando a perita falou para Grissom.
_ Griss
_ Sim querida.
_ Você se esqueceu de ligar para o pessoal do laboratório. Já era para você estar lá, não lembra?
_ Ligarei para Catherine. Não se preocupe.
_ Vamos? – perguntou a enfermeira levando-a para a sala do médico.
-o-
Laboratório de Criminalística de Las Vegas – 18hs p.m.
Catherine andava de um lado para o outro. Estava preocupada. Grissom já devia ter chegado ao laboratório e nada. Nada daquele homem aparecer. Seguiu em direção à sala de convivência onde os outros peritos já se encontravam.
_ E aí Cath, o Grissom já chegou? – perguntou Nick
_ Não, ainda não. E isso está me deixando preocupada. Ele não é de se atrasar. Sempre é o primeiro a chegar e o último a sair – disse a loura.
_ Eu não me preocuparia se fosse vocês – disse Greg tranqüilo – ele deve estar com a mulher dele.
_ Pode até ser, mas isso não justifica. O Grissom é muito responsável, deve estar acontecendo algo e não estamos sabendo – disse Warrick.
_ É como eu já disse, ele deve estar curtindo a esposa, logo eles não terão essa oportunidade toda... – disse Greg rindo.
_ Greg você não tem jeito! Grissom deve ter uma razão para esse atraso...
O toque do celular de Catherine interrompeu a conversa.
_ Willows.
_ Cath, sou eu Grissom.
_ Grissom onde você se meteu? Estamos aqui preocupados com você, cheios de trabalho e...
_ Eu não vou trabalhar hoje. A Sara está em trabalho de parto. Estamos na maternidade.
_ Nossa! Eu não imaginava...
_ Por favor Cath, tome conta de tudo. Você é a supervisora enquanto eu não estou.
_ Tudo bem Griss. Qualquer coisa me ligue.
_ Ligarei. Tchau!
_ Tchau!
Ela desligou o telefone.
_ Era o Gil – disse ela para os colegas.
_ Isso nós percebemos – disse Warrick se aproximando – o que ele disse?
_ Ele não vem trabalhar. Parece que alguém está ansioso para vir ao mundo.
Os colegas se entreolharam, confusos com a afirmação de Catherine.
_ A Sara está em trabalho de parto. Eles estão na maternidade.
_ Está explicado porque o Grissom não está aqui. Eu não disse que ele estava cuidando da mulher dele? – disse Greg.
_ Bem, já que sabemos onde o Gil está, vamos ao trabalho! – disse Catherine.
E dividiu os casos da noite.
-o-
Há alguns quilômetros dali, Sara se encontrava na sala do médico fazendo alguns exames antes de ir para a sala de cirurgia. Ela estava deitada e o jovem médico estava fazendo o exame do toque.
_ Senhora Sidle, a senhora ainda não está com a dilatação suficiente para o parto – ele tirou as luvas – pode se sentar.
Sara obedeceu.
_ Agora vamos medir a sua pressão.
Ele mediu-lhe a pressão. A expressão que fez intrigou Sara.
_ Algum problema doutor?
_ Temos um problema sim. Sua pressão está muito alta e isso não é bom.
Grissom chegou nesse momento.
_ Boa tarde doutor. Sou Gilbert Grissom, marido dela — disse apontando para Sara e estendendo as mãos para o médico – O que a minha esposa tem?
_ Como eu dizia a sua esposa senhor Grissom, a pressão dela está muito alta e isso não é bom nem para ela nem para o bebê. Durante sua gravidez, a senhora teve problemas com pressão alta?
_ Não.
_ Sentiu alguma coisa diferente do normal nesses últimos dias?
_ Há umas duas semanas mais ou menos eu venho sentindo muito cansaço, meus pés inchados.
_ A senhora mediu sua pressão nesse período?
_ Não.
_ Teve algum aborrecimento no último mês?
Grissom e Sara se olharam. Não era hora para manter segredo.
_ Nós nos separamos nesse período. Eu fiquei muito mal.
_ Provavelmente essa é a causa. Mas não se preocupem. A senhora vai ser internada agora e receber medicamentos para baixar sua pressão, e enquanto isso esperamos a dilatação atingir o ideal.
Ele dirigiu-se à enfermeira e deu-lhe ordens para que levasse Sara para o quarto. Enquanto isso resolveu conversar com Grissom.
_ Senhor Grissom, se a pressão de sua esposa não diminuir ou a dilatação uterina não atingir o tamanho ideal, teremos que fazer uma cesariana. E tem mais, com a pressão alta ela corre riscos de ter convulsão. Eu não quero lhe alarmar, só quero deixar o senhor ciente dos riscos que sua esposa corre.
_ Eu compreendo doutor. Eu compreendo. Se por algum motivo doutor, o senhor tiver que salvar a vida de uma das duas, por favor, salve a vida de minha mulher.
O médico sabia que era difícil para Grissom dizer aquilo. Era justamente essa pergunta que iria fazer, e não sabia como. Sempre era muito difícil fazer esse tipo de pergunta.
Saiu da sala deixando Grissom pensativo.
Algumas horas se passaram. Sara havia chegado ao ponto máximo da dilatação, porém a pressão não havia diminuído. Foi necessária uma cesariana. Antes de entrar na sala de cirurgia a morena disse para o médico.
_ Doutor, se algo acontecer durante a cirurgia, e o senhor tiver que escolher entre a minha vida e a de minha filha, escolha a de minha filha. Salve-a!
_ Vai ocorrer tudo bem a senhora vai ver.
_ Eu estou com uma intuição ruim.
_ Não se preocupe daqui algum tempo a senhora terá sua filha nos braços.
Sara foi levada á sala de cirurgia. Tudo corria bem, até a pressão de Sara aumentar ainda mais, provocando convulsão na perita. Havia chegado a hora. O médico tinha que escolher entre a vida da parturiente e do feto. Qual pedido seguir? O do marido ou o da mãe?
Notas finais
Adoro suspense!!! =)
Aguardando os reviews!!! Bjos
E amanhã o penúltimo capítulo da fic. Aguardem!
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