A Proposta
13 Capítulo 13 - A Resposta de Sara
Notas iniciais
Boa leitura!
Chegaram ao quarto de Sara. Ela procurou se sentar. Estava com quase nove meses e se sentia muito cansada. Estavam calados sem saber como começar. Sara pensava no que Grissom acabara de fazer e nas demonstrações de carinho e afeto e porque não dizer, de amor que ele havia manifestado durante toda a semana. Amava Grissom, mesmo o tempo em que estiveram separados e estivera magoada com ele, não o deixou de amar. Mas a dúvida ainda a perseguia. Teria ele realmente mudado? Ou era uma apenas uma estratégia para tê-la de volta? Estava com medo de descobrir.
Grissom por outro lado, pensava como falar para Sara sobre os seus sentimentos. Estava ciente de que seria provável que ela duvidasse de seus intentos, já que durante muito tempo ele fora um perfeito estúpido. Se fosse com ele, ele teria a mesma reação. Ele a olhou bem fundo nos olhos. A amava muito e estava disposto a fazer o possível e o impossível para tê-la de volta, para tê-la em seus braços e dessa vez para sempre. Foi ele quem quebrou o silêncio instaurado entre eles.
_ Sar... – disse se aproximando dela, colocando-se de joelhos e tomando as suas mãos – eu sei que é difícil, você acreditar em mim depois de tudo o que eu disse e fiz para você. Eu fiz você sofrer, com tudo o que falei. Sei que você ainda está magoada comigo e eu entendo isso. E vou entender se você não quiser mais saber de mim, mas eu tenho que falar algo que está entalado aqui na minha garganta...
O coração de Sara batia descompassado. Grissom ali ajoelhado na sua frente era uma coisa que nunca imaginara ver. Estava ansiosa para saber o que ele tinha para dizer, embora tivesse alguma idéia depois de tudo o que ele já havia feito durante a semana e o que havia feito agora há pouco.
_ Griss... – ela começou a falar mas foi impedida.
Grissom tomou-lhe a boca sob a sua em um beijo avassalador. Não resistiu a provar os lábios de Sara. Estavam tão convidativos. Tentava mostrar a ela o quanto a amava com aquele beijo. Sara suspirou sob os lábios de Grissom. Ele aproximou-se ainda mais, envolveu-a com um dos braços e com o outro evolvia o pescoço alvo, aprofundando o beijo e explorando cada centímetro da boca daquela que havia roubado o seu coração. Afastou-se dela relutantemente.
_ Sar... Eu te amo. Amo e não tenho medo de dizer. Não tenho mais. Eu quero que você acredite quando digo que mudei, que quero passar o resto da minha vida com você. Sem mentiras, sem medos, sem receios, sem acordos. Apenas um.
_ Que acordo Grissom? — ela estava curiosa.
_ Que você me aceite de volta – ele hesitou um pouco – Você me aceita?
Um sorriso brincou nos lábios dela. Não resistiu a fazer uma brincadeira com Grissom.
_ Sabe, eu sou uma mulher casada e grávida – disse colocando a mão na barriga enorme — Eu acho que meu marido não vai gostar de saber que um outro homem está dando em cima de mim.
Grissom riu de volta. Resolveu entrar na brincadeira de Sara
_ Mas você está separada, não está?
_ Estou sim. Mas acontece que amo meu marido. Mesmo que ele tenha me magoado muito, eu ainda o amo. Nunca deixei de amá-lo. Não posso traí-lo.
Ela olhou bem nos olhos de Grissom.
_ Agora falando sério Griss. Vou te dar minha resposta e acho que você já sabe qual será. Tudo o que eu disse é verdade. Eu te amo Griss, amo muito. E mesmo que você tenha me magoado, eu ainda te amo. Nunca deixei de te amar. E eu quero você de volta na minha vida. Eu quero você ao meu lado para sempre.
Eles voltaram a beijar-se como prova da reconciliação. Precisavam sentir um ao outro. A saudade era muito grande.
_ Vamos sair daqui – disse Grissom
_ Para onde vamos? – ela perguntou curiosa.
_ Vamos para casa. Vamos voltar para nossa casa.
_ Vamos.
Deixaram o Hotel. Grissom fez questão de pagar as diárias de Sara, afinal ele se sentia culpado pela saída da morena de sua casa e de certa forma ele tinha razão de sentir culpa. Se não fosse o seu medo de entregar-se a ela com certeza isso não teria acontecido, ela não teria ido embora. Mas agora tudo seria diferente, ele estava diferente. Chegaram ao apartamento.
_ Como eu senti falta daqui! — Sara exclamou.
_ Como eu senti sua falta Sara!
_ Verdade?
_ Sim.
_ Então me prova. Me prova que você sentiu minha falta.
_ Mas Sar... Você já está com quase nove meses não...
Ela não o deixou completar. Aproximou-se dele e disse ao ouvido sussurrando.
_ Você vai negar satisfazer os desejos de uma mulher grávida?
Um arrepio percorreu todo o corpo de Grissom.
_ Sara isso é chantagem...
Ela começou a desabotoar a camisa de Grissom fazendo um caminho de beijos pelo tórax de seu marido.
_ Isso é jogo sujo, Sar... Você sabe que eu não vou resistir...
A verdade era que ele estava adorando as carícias que a esposa estava lhe proporcionando. Ela continuou, tirou toda a camisa e voltou a dar atenção ao corpo do marido. Realmente sentia falta de estar com ele intimamente.
_ E quem disse que eu quero que você resista? Gil, estou morrendo de saudade de você, de ter você comigo, de fazer amor com você...
_ Eu também meu amor...
_ Então prova!
_ Não precisa pedir a segunda vez.
Grissom a levou para o quarto. Queria amá-la sem pressa e com todo o seu ser. O desejo e o amor que reinavam no aposento era quase palpáveis. Como sentira falta de sua Sara, de abraçá-la, de tê-la em seus braços, de sentir o seu perfume, mas agora tinha todo o tempo para compensar o tempo perdido.
Sem mais esperar Grissom tomou a boca de Sara sob a sua para mais um beijo e enquanto a beijava a mão experiente deslizava sob a alça do vestido de Sara para tirá-lo. Jogou a peça longe. Contemplou o corpo de sua esposa. Ela estava sem nada por baixo.
_ Você é linda Sara – disse
_ Pára Griss. Você sabe que eu não me acho bonita ainda mais assim – falou mostrando a barriga.
_ Você está adorável querida. Amo você de qualquer jeito e ainda mais carregando nossa princesinha.
Ele voltou sua atenção aos seios da sua amada que dessa vez estavam maiores e mais sensíveis ao toque de suas mãos. Ela gemeu com a carícia. Grissom levou-a para a cama e a fez sentar em seu colo. Beijou-a mais uma vez possessivamente. Afastou Sara e livrou-se da calça e da boxer que ainda trajava. Ele já não agüentava mais, precisava do corpo de sua mulher, precisava dela, de unir-se a ela, de tornarem-se mais uma vez um só corpo.
Ergueu-a suavemente e fê-la descer sob sua ereção com muito cuidado. Era a única posição mais confortável para ela. E isso era o que importava. Dar prazer a ela. Com movimentos suaves começou um vai e vem. Sara jogou a cabeça para trás. Os olhos dela estavam turvos de tanto prazer. Ele aumentou o movimento estava próximo do clímax. Os corpos foram atingidos por espasmos. Haviam atingido o ápice do prazer. Dormiram abraçados.
-o-
Sara acordou olhou ao redor. Estava sozinha. Havia sido somente um sonho? Não. Não havia sido um sonho. Havia sido real. Ela voltara com Grissom, havia feito amor com ele. Mas onde ele se encontrava? Será que ele havia se arrependido mais uma vez? Se assim fosse ela não agüentaria. Uma lágrima começou a escorrer por sua face. Estava a ponto de levantar-se quando a porta foi aberta.
_Bom dia querida! Já acordada? – disse Grissom entrando no quarto com uma bandeja de café da manhã nas mãos.
Ele olhou bem para ela. Algo estava errado. Ela estava chorando.
_ Ei, por que você está chorando? — disse ele colocando a bandeja em cima do criado e a abraçando.
_ Não é nada! – disse ela forçando um sorriso.
_ Você não me engana. Alguma coisa está te incomodando o que é? Pode me falar.
Grissom fez com que ela encostasse a cabeça em seu ombro e afagou-lhe os cabelos, como quem nina uma criança.
_ Quando eu acordei e não vi você do meu lado, eu pensei que você tinha ido embora. Que tinha achado que tudo não passava de um erro outra vez. – disse ela voltando a chorar.
_ Meu amor, eu não vou te deixar nunca mais. E não vou deixar você partir nunca mais. Ouviu bem? Nunca mais. Você está unida a mim para sempre.
_ Promete?
_ Prometo. Eu preparei nosso café da manhã, com tudo o que você gosta.
Tomaram o café da manhã em clima de namoro. Era como se tivessem se casado agora. Quando terminaram, Sara deu um pulo como se tivesse levado um susto.
_ Griss, eu me lembrei de uma coisa.
_ O que foi?
_ Nós ainda não terminamos de arrumar o quarto da nossa filha, as coisinhas dela...
_ É verdade. E ainda não escolhemos o nome...
_ Quero ver a carinha dela primeiro para depois escolher o nome. Temos que nos apressar para preparar tudo.
Passaram o resto da semana e a semana seguinte preparando o quarto do bebê. O casal estava animado com os preparativos. Já estava quase tudo pronto. Sara estava colocando alguns adereços no berço quando começou a sentir um pouco de dor. Agarrou-se ao berço.
_ Ai! – ela gritou.
_ O que foi amor?
_ Sua filha Griss.
_ O que tem a nossa filha?
_ Ela quer nascer – ela sentiu mais uma pontada e fez uma careta.
_ Mas não é hora...
_ E desde quando bebê escolhe hora para nascer?
Ela olhou para o chão. Havia sentido um líquido escorrer por suas pernas.
_ Acho que ela está ansiosa para conhecer o pai.
_ Vamos para o hospital.
Pegaram a bolsa do bebê e dirigiram-se para a maternidade. Não sabiam quem estava mais nervoso e ansioso se Grissom ou se Sara. A experiência era nova para os dois. Teriam muito o que aprender com a chegada do mais novo membro da família. E ela seria muito bem vinda. No momento tudo o que queriam era chegar logo na maternidade.
Notas finais
Só tenho que agradecer vocês por acompanharem a fic. E continuem comentando...
Bjos!
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