A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard

11 O negro salão do castelo sombrio


Atravessaram o enorme portão negro e chegaram ao hall de entrada: uma cerâmica cinza-polida presidia o chão. Colunas de pedra verde partiam do chão até o teto, decorado com pinturas macabras. As paredes, situadas bem longe deles, tendo quadros com retratos de homens realizando atos mortíferos. Olhando adiante, viram que dois soldados, um com um armadura prateada e outro com uma armadura verde-escura estavam indo em direção a eles. Procurando algum lugar para se esconderem, acharam um local particularmente mais escuro. Escondendo-se lá, ouviram uma parte da conversa dos soldados:

– Já falou com Alucard sobre tirarmos uma folga amanhã? – perguntou o soldado da armadura verde.

– Não, mas eu tô achando que vai ser muito difícil conseguirmos ela, porque ele exige o máximo de seus discípulos – respondeu o da armadura prateada, pouco à vontade.

– Sei... Nossa! Tem que ter um jeito pra cons... – começou o verde, mas foi interrompido, pois Vergil aplicou um soco certeiro na nuca do prateado que o nocauteou. Quando iria começar a correr para avisar aos outros soldados, Claire apareceu na frente dele:

– Você não vai a lugar nenhum! – disse ferozmente, brandindo o machado com violência.

– Isso é o que vamos ver – disse o soldado, puxando uma espada rapidamente.

A luta havia começado: Claire desferiu vários golpes de machado, mas estes eram bloqueados facilmente pelo soldado. O soldado energizou a espada com um tipo de energia roxa e golpeou Claire, mas este golpe foi aparado por um feitiço que Cole havia usado. Jane correu para ajudar Claire, mas um feixe de luz verde quase a atinge. O soldado estava concentrando outro disparo quando Kenneth bradou “Lumem Clausus”: um escudo branco luminoso protegeu todos os membros da patota. O soldado disparou o raio, que estava se dispersando quando batia no escudo:

– Não... Vou... Agüentar... Muito... Tempo... – ofegou Kenneth, cujo escudo estava se enfraquecendo à medida que o soldado aumentava a potência do ataque.

– Esperem! Eu tive uma idéia! – Cole estava concentrando um tipo de energia roxa nas mãos. O escudo de Kenneth se desfizera, mas Cole atirou a energia, ainda protegendo os nossos heróis.

– Boa; Cole! – exclamou Vergil. Mas a batalha de poderes estava sendo ganha pelo soldado.

Quando o raio estava prestes a atingir Cole, Vergil ativou o fluído e bradou “Attonitus Accelero”: sua velocidade havia aumentado mais de 4 vezes, deixando o tempo mais lento. Um trovão começou a se eletrificar ao seu redor, como se o estivesse envolvendo em uma estranha armadura elétrica. Correu deixando um rastro elétrico à medida que avançava. Chegando perto do soldado, bradou “Lupus Contumelia”, energizando sua perna com uma energia azul e aplicando uma voadora no soldado, que caiu no chão, sangrando bastante no rosto. Voltando a velocidade ao normal, ouviu a voz de Kenneth:

– Vamos gente! ATAQUE MASSIVO!!!

Imediatamente, todos fizeram um círculo ao redor do soldado, que depois que se levantou ficou sem entender o porquê daquilo. De repente, Kenneth atirou um raio branco de suas mãos, Suzan atirou uma flecha prateada, Jane lançou uma das adagas laranja, Cole lançou um leão roxo de suas mãos, Claire atirou o machado verde-esmeralda e Vergil disparou um raio azul-claro de sua mão. O soldado não teve como escapar: foi atingido pela imensa energia emanada pelos garotos, que quebrou sua armadura e atravessou o soldado, deixando apenas um pedaço de matéria morta jogada no chão com uma poça grande de sangue.

– Venham. Vamos sair daqui – disse Cole e tomou a frente do grupo até uma estranha porta com uma abertura, exalando um cheiro fétido de corpos mortos.

– Eca! O que deve ser isso? – disse Jane, tampando o nariz.

– Não sei, mas temos que providenciar um modo de conseguir prosseguir – disse Vergil, também tampando o nariz.

– Já sei! Ventulus! – e um tipo de bolha de ar precedeu o nariz de Cole, parecendo dar a ele um suprimento de ar puro.

– Beleza! Agora bota pra gente! – exclamou Claire, quase sufocada pelo cheiro horrível. Cole, então, usou o feitiço em todos. Assim que terminou, todos foram para a porta. Viram que na verdade, era uma escada descendo. Chegando lá, viram que era uma catacumba:

– Caramba! Chegamos a uma catacumba! Geralmente não gosto delas – disse Vergil, tendo essa estranha visão: ouviam-se barulhos de pingos de água por todo o lado, tochas eram postas em série de modo a iluminar o caminho, barulhos de grades rangendo ecoavam pelas paredes de pedra pontiagudas.

– Tô vendo grades mais adiante! – disse Suzan de repente, apontando para um local longínquo, onde se via grades pretas e emplastadas de lama. Chegando até lá, os garotos viram que um número considerável de pessoas estavam mortas, e que poucos estavam vivos, mas com condições de vida deploráveis.

– Por favor, nos ajudem! Precisamos sair daqui! – suplicou uma mulher surrada.

– Esperem que iremos salvá-los! – assentiu Kenneth, acalmando a multidão que ainda estava viva.

– Absobfirmo! – bradou Cole confiante, abrindo todas as grades de uma só vez, produzindo um barulho de coisa quebrando com muito volume.

– Cuidado! Vão nos descobrir! – sibilou Suzan.

– Agora já era!

– Caramba! O que iremos fazer agora? Temos que evacuar todas essas pessoas para fora daqui! – replicou Jane.

– Já sei! – disse Claire – Vamos levá-las agora!

Todos ajudaram as pessoas que estavam com dificuldade para andar e as levaram para fora do castelo. Assim que o resgate terminou, foram atrás das inúmeras escadas. Mas não tardou e 5 feiticeiros apareceram, bloqueando as cinco escadas.

– Vocês não irão passar! – falou o feiticeiro que parecia estar comandando o grupo.

– Nada nos impediu e nada nos impedirá!!! – gritou Kenneth em resposta.

– Vocês são muito fracos! Alucard Dorman nos treinou pessoalmente para que vencêssemos invasores que se autodenominam “Fortes”.

– Isso está muito estranho... – acrescentou Vergil pensativo.

– Agora vocês irão morrer em nome do senhor de toda a terra medieval!!! – disse o feiticeiro, se teleportando para frente dos garotos. Imediatamente, todos os outros feiticeiros teleportaram-se para junto do mestre. Os feiticeiros usavam uma túnica azul-escura bastante surrada e uma foice tendo uma esfera verde na ponta. De repente, o feiticeiro da frente disparou um crânio flamejante que explodiu no peitoral de Vergil. Caiu violentamente para trás e sangrando devido à potência do ataque. Suzan pegou a espada e pulou para desferir um ataque perfurante, mas foi aparada por um feitiço poderoso que bloqueou seu ataque. Cole bradou “Glacies Surculus” e atirou uma longa e afiada estaca de gelo contra um dos feiticeiros, mas este se defendeu do ataque devido a um feitiço do fogo que derreteu a estaca. Cansado daquilo, Kenneth mirou sua mão para um dos feiticeiros e bradou “Sanctus Crinis”: uma luz branca saiu de sua Bíblia e foi disparada em direção a um dos feiticeiros, que não conseguiu bloquear o poder, caindo para trás violentamente. Imediatamente, Jane pulou e o perfurou com uma de suas adagas, bradando “Aqua Emanio”, lançando o feiticeiro para longe com seu túnel de água. Outro dos feiticeiros mandou uma chuva de bolas de fogo contra eles. Kenneth, então, bradou “Lumem Clausus” para proteger todos com seu escudo de luz branca.

Assim que a chuva cessou e Kenneth desfez o escudo, Claire correu com o fluído verde-claro ativo e atirou o machado encantado com o golpe da serpente em um dos feiticeiros. O feiticeiro conseguiu bloquear, mas o machado de Claire, ao cair no chão, imediatamente parecia que tinha ganhado vida e começou a lutar contra o feiticeiro. Quando olharam para Claire, todo o seu braço estava brilhando com a mesma energia do machado. Depois, voltando seu olhar para o feiticeiro, a briga estava muito rápida, mas Claire vencera: o machado perfurou o abdômen, fazendo-o cair morto e sem ação. Quando o machado de Claire estava voltando à sua mão, Cole foi atingido com um tipo de explosão imediata, pois não viram projétil algum. Quando Cole iria de encontro ao chão, Vergil se levantara com o fluído azul-claro ativo e aparando sua queda:

– Valeu cara! – disse Cole ofegante – Mas tu podias ter parado de ficar dormindo pra ajudar a gente!!! – retrucou com raiva.

Vergil soltou-lhe um olhar de censura e virou-se para os três feiticeiros restantes:

– Agora vocês me pagam!!! Incumbo Lupus Offensio!!! – sua mão começou a adquirir energias externas, fazendo seu punho brilhar cada vez mais intensamente com uma luz azul. Decorridos alguns segundos, bradou “Accelero Duo”: sua velocidade estava 6 vezes maior, possibilitando correr para um dos feiticeiros e aplicar um forte soco em seu rosto. Quando o tempo voltou ao normal, viu Suzan correr e aplicar um golpe perfurante, acabando com o feiticeiro que atingiu. Cole bradou “Flamma Efflo”, atirando uma esfera grande de fogo para um deles e explodindo quando chegou perto. Sendo jogado para trás, o feiticeiro não viu que um golpe perfurante de Claire o atingiu, fazendo espirrar sangue para os lados. Assim que viraram sua atenção para o último feiticeiro, ele disse “Depois nos veremos!” e desapareceu no ar com um estalo seco.

– Ufa! Será que essas lutas não acabam nunca? – retrucou Cole com raiva e se jogando em um sofá verde-escuro.

– Você queria o que: invadimos o castelo de um tirano. É fácil supor que ele terá um exército à sua disposição – explicou Vergil.

– Temos que tomar cuidado!!! – sibilou Jane – Eles podem nos atacar a qualquer momento!

– Está bem! Vamos para aquele local escuro e remover os corpos daqui já! – disse Kenneth e com todos, puxaram os corpos para longe, escondendo-os em um local particularmente mais escuro. Após alguns minutos de descanso, os garotos foram subir a escada que o feiticeiro que estava comandando os outros. A escada era bastante grande, assim demorando um pouco para eles subirem, correndo o risco de serem vistos. Por pouco, não são vistos pela guarnição das torres. Ao entrarem em um corredor, viram que era tão negro quanto o hall de entrada, mas as pilastras eram pintadas com um cinza fosco, de modo que o deixava mais sombrio, mesmo sem as pinturas dos atos macabros. Andaram alguns metros até se depararem com uma porta verde-escura. Após segundos, Cole reclamou:

– Ué? Porque ninguém vai abrir? Tão esperando o que?

– Não sei... Está muito fácil... – falou Suzan em tom de mistério.

Jane abriu a porta, revelando uma sala muito ampla e com altura considerável. Após entrarem e fecharem a porta, um vulto os assustou:

– Claire! Pára com isso! – retrucou Jane com raiva.

– Não sou eu!!! Porque toda vez que passa um vulto, você implica comigo?! – disse Claire, ofendida.

– Foi mal! Mas então, quem ou o que é que está passando rapidamente à nossa frente?

– Não é ninguém de nós – disse Vergil, olhando e vendo que o grupo estava completo.

– Olhem! Seis pessoas estão lá na frente! – disse Suzan, olhando para longe.