A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard
12 A luta contra nós mesmos
De fato, seis adolescentes estavam andando em direção a eles. Mas assim que chegaram perto, tomaram um grande susto: eles eram exatamente iguais a eles. Melhor dizendo, eram exatamente os seus opostos:
Tinha uma lutadora que era parecidíssima com Vergil, exceto que seu uniforme era totalmente preto. Tinha também uma devota que era muito parecida com Kenneth, exceto que ela usava uma roupa vermelha. Uma bruxa com vestes cinza-escuro era muito parecida com Cole. Um espadachim mal-encarado era parecido com Suzan. Um moço, que usava duas adagas, tinha uma roupa verde-escura e era muito parecido com Jane. Um rapaz forte usando um machado tinha muita semelhança com Claire. Todos tiram uma pele um pouco verde e eram versões com alturas opostas às que eles tinham:
– Ora, ora, ora. Olhe quem temos aqui – disse a lutadora com uma voz aguda e infantil, que causou a Vergil inteira aversão.
– Isso! Finalmente temos alguém à altura para lutar! – falou o espadachim, com uma voz muito grossa, fazendo Suzan contorcer o rosto, parecendo que ela estava fazendo um grande esforço para não ir bater nele.
– Beleza! Vamos começar? – disse a bruxa, que sendo a mais alta do grupo, parecia meio desengonçada. Cole estava energizando suas mãos com uma magia poderosa.
– Espera aí! – disse Vergil, que estava quase que com o fluído azul-claro ativo – Quem são vocês?
– Somos vocês – disse a devota, parecendo pouco displicente.
– Não tem como! Você só podem ser clones malignos!!! – gritou Suzan.
– Sabia que você iria dizer isso. Pois é, acertou. Mas vamos acabar com os originais agora! – disse a lutadora e ficou em posição de ataque. Imediatamente, todos ficaram também.
Várias lutas ocorreram ao mesmo tempo:
Vergil ficou em posição de ataque e imediatamente correu para tentar infligir o máximo de socos que pudesse. Mas quando chegou perto, ela desviou fácil, aplicando um soco em suas costas, fazendo-o cair no chão. Recompondo-se depressa, virou-se e bradou “Accelero”: o tempo ficara 2 vezes mais lento, mas a garota estava na mesma velocidade que ele. Correu até ele e iniciou uma seqüência de socos espetacularmente rápidos, mas Vergil estava conseguindo desviar, apesar de está-lo fazendo com dificuldade. Por fim, por um mau jeito acabou levando um forte soco nas costelas e caiu no chão ofegando. Olhando para a lutadora, viu que ela estava usando uma técnica parecida com a sua:
– Essa não! Ela vai usar o “Lupus Ira Eruptio”!
– Correção garoto! É o... CORNIX IRA OCCURO!!! – um raio de cor rosa saiu de sua mão e atingiu Vergil, mas este se levantara rapidamente e estava bloqueado o raio com suas próprias mãos, fazendo o jorro rosa ser disperso para todos os lados. De repente, o fluído azul-claro de Vergil aparecera com muita força, desviando a rota da luz rosa. Ele bradou “Accelero Duo” e ficou 4 vezes mais rápido, mas quando viu a garota estava também na mesma velocidade que ele, mas a batalha estava mais justa. Vergil correu até ela e tentou desferir vários chutes, conseguindo acertar vários deles. Ela se retirou para trás, sem ar, enquanto Vergil bradava “Lupus Offensio” e corria para atacá-la com um forte soco energizado. Mas quando estava perto o bastante, ela o atacou com um golpe esmagador em seu rosto. Sentindo a dor do ataque, Vergil retardou a posição, sendo um alvo fácil, levou vários socos poderosos, deixando-o sangrar no chão. Não agüentando mais, um tipo de poder começou a lhe dar forças. Esse poder o fez conseguir desviar do punho negro que iria lhe atingindo, mas a energia cessou e ele voltou ao normal, porém bastante ofegante:
– O que foi isso? – berrou a garota, espantada.
– Não sei. Só sei que essa luta vai terminar agora!!! – gritou Vergil em resposta.
– Isso eu quero ver!
Vergil ativou seu fluído azul-claro novamente e bradou com suas forças “Accelero Tris!!!”: a velocidade estava 8 vezes maior, possibilitando falar “Attonitus Orbis” e disparar uma esfera de trovão, que deixou a garota paralisada ao chão e presa a um tipo de corrente eletromagnética.
– Agora você vai ficar aí! – disse Vergil e caiu exausto no chão, com os sentidos falhando, mas permanecendo consciente.
Suzan ficou em posição de ataque. O espadachim mirou a espada para ela e começou a disparar esferas de energia negra, mas ela conseguia desviar e bloquear com a espada. Após cessarem os ataques, ela atirou uma flecha que acertou o braço do espadachim, fazendo-o soltar a espada. Mas quando Suzan iria golpeá-lo com a espada, o espadachim pegou sua espada com a mão esquerda e defendeu-se do golpe rapidamente. Suzan repôs a espada logo e partiu para o ataque, mas o espadachim a atingiu na perna, fazendo-a mancar um pouco. Ficando de pé com dificuldade, bradou “Accelero Ensis” e atacava furiosamente o homem, embora ele estivesse rápido como ela. Mas ela conseguiu o atingir com um golpe surpresa que aplicou quando ele iria atacá-la. Recuando um pouco, virou-se para ela e agitou a espada antes de perfurar o chão, formando uma fissura que estava indo de encontro a ela. Bradando “Ventus Ensis”, sua espada fez uma propulsão de ar que a levou para uma área de menos risco. Voltando à tona, bradou “Frenum Ensis” e posicionou a espada de forma que ficasse à frente do seu corpo, preparada para perfurar algo. De repente, começou a avançar para o homem flutuando poucos centímetros do chão e com muita velocidade. Após um flash branco cegante, ela passou através do espadachim, que caiu ao chão sem ação, mas não estava com nenhum ferimento. Após isso, Suzan se apoiou na espada, cansada. Mas não tardou e o espadachim se levantara com sua espada em mãos e arrancou a flecha do braço, dando um grito de dor. Suzan se levantou e ativou seu fluído vermelho-claro e bradou “Frenum Ensis” com vontade, mas não tendo certeza se iria dar certo, pois ouvira isso da voz de Daniel no seu sonho. Ela perpassou o espadachim com muita velocidade, formando vários cortes em seu corpo. Virando-se, viu que ele caíra ao chão sem ação. Ficou cansada, apoiando-se na espada.
Cole juntou as mãos de forma que energizou-as com a força do leão e a bruxa alta puxou um tipo de pérola negra, assim emanando um tipo de névoa escura. Encobrindo Cole, que não conseguia ver nada, lançou vários feitiços de modo que tentasse atingir a bruxa, mas não obteve sucesso. De repente, ouviu um barulho de algo cortando o ar. Olhando para os lados, mas só vendo aquela névoa, tentou ouvir de onde vinha o ataque. Após isso, um corte foi feito em seu braço. Sentindo uma dor intensa, esmurrou o chão gritando “Glacies Inflictum”: várias estacas de gelo o rodearam por alguns momentos, até que elas começaram a avançar pelo chão, como se estivessem sendo jogadas com força, assim dispersando a névoa com o solavanco do ataque. A bruxa tentou lançar uma esfera de fogo verde, mas Cole foi mais rápido e conseguiu repelir com um ataque de água. Depois, bradou “Glacies Surculus” e disparou uma estaca de gelo, mas a bruxa formara um escudo de chamas verdes que fustigavam furiosamente. De repente, ela lançou o escudo contra Cole, mas ele ativou o fluído roxo-claro e desviou, porém não desviando de um impacto repentino que o atingiu nas costelas, fazendo-o cuspir sangue. Voltando-se furioso, bradou “Intertio” e prendeu a bruxa com grossas cordas. Depois, bradou “Glacialis Flatus” e a congelou com um sopro gelado. Por fim, gritou “Leo Ira Surculus”, assim quebrando o gelo e matando a bruxa.
Kenneth foi pego de surpresa por uma esfera negra de poder que lhe atingiu no peitoral. Ofegando um pouco, se levantou e correu para atacar a baixinha devota com “Lumem Punire Duo”. Mas ela não se intimidou e continuou a mandar esferas de poder negro. Kenneth conseguia se defender, pois bradou “Lumem Clausus”. Chegando perto dela, bradou “Incumbo Clausus” e concentrou todo seu escudo de luz em seu braço. Tentou desferir vários socos, mas a devota conseguia desviar e defender de alguns, exceto que vacilou por um momento e levou um soco luminoso no rosto. Sendo lançada para trás, levantou-se rápido e apontou as mãos para Kenneth, começando a concentrar energias em suas mãos. Percebendo a jogada dela, Kenneth pôs o escudo em sua frente em tempo de bloquear uma rajada negra. Quando ela cessou, seu escudo quebrou. Depois, viu que ela apontava as mãos para o teto, concentrando energias externas. Pensando rapidamente, ativou seu fluído marrom-claro e bradou “Draco Crinis”: uma forte luz vermelha luminosa foi lançada de sua mão ao mesmo tempo em que a devota lançara um raio negro contra ele. Ambos foram atingidos: Kenneth fora lançado para trás, bastante ferido. A devota ficou ferida, mas conseguiu permanecer em pé, conjurando uma faca de energia negra e atirando-a contra Kenneth. Levantando depressa, viu que não daria tempo de criar um escudo. Só pensou em se concentrar bastante. Vendo que conseguiu fazer a faca parar de avançar contra ele, pairando no ar centímetros perto de atingi-lo. Após isso, ativou sua aura branca e gritou “Incumbo Sanctus Crinis” e uma forte luz branca o rodeou, aumentando ainda mais o brilho de sua aura. Assim que as luzes pararam de se concentrar nele, ele as disparou em uma forte rajada luminosa contra a devota, que não teve como preparar outro golpe e foi atravessada, caindo ao chão inerte e em uma poça de sangue. Kenneth ficara bastante cansado, mas conseguia permanecer em pé, embora com dificuldade.
Jane correu e iniciou uma feroz batalha com o mestre das adagas, ficando muito rápida. Jane conseguiu se defender de vários golpes e ainda aplicar um golpe certeiro no abdômen do mestre, fazendo-o recuar. Mas este, vendo o ferimento, se irritou e correu, atacando Jane com um golpe rápido, mas esta conseguiu desviar:
– Você não é rápido o bastante! – desdenhou Jane, vendo que o mestre das adagas era devagar demais para ela.
– Isso é o que você pensa! – e instantaneamente, desapareceu no ar do nada.
Jane olhou para os lados, tentando ver de onde partiam os vários ataques que a estavam atingindo. Tentou ativar seu fluído laranja-claro, mas mesmo assim não conseguia distinguir os constantes vultos que fustigavam à sua visão. Depois de vários ataques que levou, o mestre das adagas reaparecera:
– Hahahahahahahaha! Você não é párea para mim!
– Eu... Vou... Conseguir!!! – e bradou “Celer Laminia”, conseguindo atingi-lo no peitoral, fazendo-o recuar. Depois, murmurou “Tigris Laminia Duo” e aplicou dois golpes esmagadores, fazendo espirrar sangue para todos os lados. Retirou-se para trás, muito ferida e cansada, ofegando bastante.
Claire puxou seu machado e correu para o combate, desferindo golpes superfortes contra o mestre dos machados, mas este estava bloqueando. Em um momento, Claire defendia de um golpe enquanto o mestre dos machados conseguiu aplicar um soco em seu rosto, mandando-a para longe. Recompondo-se, usou uma técnica que deixou seus braços verdes e que manipulava seu machado à distância com movimentos da mão. Assim ficou uma guerra feroz contra o mestre dos machados. Após alguns instantes, este fora derrubado. Quando Claire iria aplicar um golpe, este havia defendido com facilidade e atirara o machado contra Claire, que ativou o fluído verde-claro e desviou com dificuldade. Mas quando Claire retomou o controle do machado, o do mestre dos machados retornara e bateram com estrépito em Claire, mas a sorte dela é que tinha sido bloqueado por sua armadura. Com as costas sangrando um pouco, fez seu machado retornar à mão e aplicou um golpe massivo no peitoral do mestre, matando-o.
Todos haviam derrotado os clones malignos. Extremamente cansados, comemoram:
– Finalmente! Ufa, essas batalhas foram difíceis! – disse uma Jane muito cansada.
– Cacetada! Tô ferido – disse Vergil, vendo que estava com um corte um pouco profundo na perna.
– Não acredito! Olhem o que está acontecendo ali! – apontou Claire para a lutadora e para o espadachim: Ela se arrastava lentamente até o espadachim, onde começou a falar:
– Não morra, por favor! – disse a lutadora naquela voz infantil e aguda, que Vergil, mesmo cansado, quase que ativa o fluído azul-claro.
– Não... Dá... ... ... Eu... Tô... Quase... Morrendo... – arquejava o espadachim naquela voz muito grossa. Suzan já estava com a mão pronta para puxar a espada novamente.
De repente, uma coisa que ninguém esperava aconteceu: a lutadora dirigiu-se para o rosto do espadachim e o beijou. Depois, um pequeno tremor chamou a atenção de todos: uma espécie de fluxo de vento estava se formando ao redor deles. Seus ferimentos estavam se curando, assim possibilitando os dois levantarem sem dificuldade. Suzan tentou disparar uma flecha contra eles, mas foi repelida por uma lufada de vento. Depois que pararam de se beijar, a ventania cessou e os dois estavam em pé, completamente curados:
– Caramba! – exclamou Cole, depois adquirindo um tom muito malicioso – Nunca subestime o poder de um beijo!
Todos deram uma risada, exceto os dois clones:
– Riam enquanto podem, pois assim nós nos recuperamos. Vocês não podem nos derrotar! – disse o espadachim.
Vergil caminhava para frente, já com o fluído azul-claro ativo e com a mão esquerda energizada com o poder do lobo e com a direita com o bastão totalmente eletrificado. Depois, juntou as duas mãos na frente do rosto e as esticou violentamente, libertando sua aura azul, que estava querendo refulgir.
Suzan puxou a espada e murmurou algumas palavras, ativando sua aura vermelha e encantando sua espada com o poder da águia.
Ambos correram para golpear os dois, mas estes estavam tão rápidos e fortes quanto eles. Após 5 minutos de luta, Vergil e Suzan estavam perdendo. Após levar uma esfera explosiva de energia rosa e um golpe de espada na mão, tendo as auras desativadas, eles recuaram, bastante feridos:
– Não dá! Temos que fugir! – gritou Claire para os dois.
– Espere! Eu tive uma idéia! – gritou Kenneth – Draco Clausus! – e um escudo vermelho luminoso o encobriu – Laxo! – o escudo começou a expandir, cobrindo os nossos heróis e bloqueando contra os dois clones – Assim estão seguros por enquanto.
Eles batiam furiosamente na proteção de Kenneth, enquanto Vergil ofegava bastante.
– Anda caramba! Você tem que derrota-la! – gritou Cole para incentivar Vergil.
– Vamos amiga! Eu sei que você pode! – disse Jane para Suzan.
De repente, Vergil levantou de um salto, parecendo que tinha levado um choque. E de fato, sim: um fulgor vermelho perpassou seus olhos, como uma energia revitalizante. Uma espécie de armadura elétrica estava tomando conta de seu corpo, deixando-o muito rápido. Sua aura azul reaparecera. Puxando seu bastão, que imediatamente se eletrificou com seu toque, saiu do campo de ação do escudo de Kenneth e voltou para a batalha, com um olhar de fúria. Depois, Suzan saiu do escudo de Kenneth com a aura vermelha ativa e com a espada inteiramente dominada por uma energia prateada, parecendo que estava com uma espécie de aura.
Vergil manuseou o bastão de forma que disparou várias esferas elétricas contra a lutadora, mas esta estava bloqueando com as próprias mãos, embora com dificuldade. Suzan mirou a espada no peito do espadachim e disparou um raio prateado da espada, que o espadachim tentou bloquear com a própria, mas não conseguiu, sendo atingido e levando um corte bastante profundo. Vergil guardara o bastão na bainha das costas e partiu para perto da lutadora, imobilizando-a com uma das mãos, bradando “Accelero Duo” e ficando 8 vezes mais rápido e “Attonitus Offensio”, energizando seu punho com trovão e golpeando-a muito rapidamente, acertando cada parte do corpo que conseguia atingir. Suzan chegou perto do espadachim e o atacou com rapidez, derrubando-o. Quando o espadachim caiu ao chão, Suzan aplicou o golpe de morte: perfurou a espada no coração do espadachim, socando-o no peitoral depois. Vergil, voltando à velocidade normal, largou a lutadora, que estava bastante ofegante. Reunindo toda sua força, bradou “Duodecim Attonitus Lupus Eruptio”: duas esferas elétricas se materializaram em suas mãos, concentrando energias externas. A lutadora, mesmo ofegante, conseguiu interromper seu ataque com um soco em suas costelas. Mas Vergil foi rápido o suficiente para acertar um soco nas costelas da lutadora, que foi lançada para trás com força. Suzan tentara golpeá-la, mas ela se desviava dos golpes facilmente. Ela concentrava energias externas em uma esfera com 1 metro de diâmetro, e disparou contra Suzan, mas ela estava defendendo com sua espada com dificuldade. Vergil energizou ainda mais seu corpo com eletricidade e transferiu toda a energia para suas mãos, onde estava concentrando um poderoso raio. Depois, gritou com todas as forças “Attonitus Eruptio”: um trovão enorme emanou a toda velocidade de sua mão e foi disparado em direção à lutadora, que como estava disparando um raio não teve como defender, sendo atingida em cheio e morrendo eletrocutada.
– Ufa! – disse Vergil, sentando no chão, bastante cansado – Consegui... Cacetada, tô muito cansado... Foi energia demais...
– Conseguimos! – disse Suzan, fazendo sinal de positivo com o polegar para todos.
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