A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard

10 A jornada insólita até Alucard Dorman


Então nossos heróis se despediram e se embrenharam pela floresta, indo na direção que Daniel lhes indicara:

– Finalmente estamos perto de chegar a Alucard – falou Cole, estalando os dedos.

– É agora ou nunca. Mas pelo jeito vai ser bem difícil o caminho – disse Claire.

– Daniel nos falou que o caminho mais curto é por uma caverna que estará em nosso caminho – falou Suzan.

– É melhor continuarmos a andar – assentiu Kenneth.

Andaram bastante, até o final da tarde, quando acharam uma enorme caverna à sua frente.

– Cacetada! A caverna é grande pra caramba! – exclamou Cole.

– Bom, deve ser essa a caverna que Daniel nos falou. Vamos entrar – disse Vergil, se dirigindo para a entrada.

Andaram por dentro por alguns minutos, até que a escuridão não permitia ver mais nada.

– Cole, será que você pode providenciar um pouco de luz? – falou Claire.

– Claro. Lumem!!! – e uma claridade azul-clara iluminou poucos passos à frente deles.

Andaram mais alguns passos até verem uma parede com a seguinte inscrição: “Para passar, golpes de espada, punhos, machados ou magia não são necessários.”. “Para isso, é necessária uma palavra mágica.”

– Pronto! Daniel nos mandou para um beco sem saída! – falou Cole, desconcertado.

– Esperem gente! Isso é um enigma para nós decifrarmos – disse Suzan, analisando as palavras gravadas.

– Deixe-me ver também – disse Vergil, olhando atentamente para o pedregulho e às vezes de relance para Suzan – Hum... Disse que nada que cause dano fará efeito, mas que com uma palavra mágica, a porta se abrirá.

– Acho que sei. “Porta, abra-se!” – ordenou Suzan confiante, mas nada aconteceu.

Ficaram lá por 15 longos minutos até que Jane falou:

– Acho que a palavra mágica não tem relação nenhuma com magia. Deve ser uma palavra mundana.

– A única que eu conheço é “Por favor” – falou Vergil e um efeito ocorreu: a imensa rocha começou a trepidar e a se mover, liberando o caminho para eles:

– Caramba! Que sorte! – exclamou Cole – Pense num cara sortudo!!!

– Pior que foi sorte mesmo – falou Vergil, ainda estarrecido com aquela situação.

Eles então passaram através da passagem que se formou e saíram numa floresta com árvores totalmente escuras e uma fina névoa cinza.

– Rapaz, querendo ou não, teremos que acampar aqui – falou Kenneth.

– Vamos achar um local – falou Suzan.

Andaram por alguns momentos, até que acharam um aglomerado de árvores em que podiam acampar. Cole pôs seus habituais feitiços nas árvores e os outros armaram o acampamento. Depois que todos foram dormir, Claire ficara na fogueira tentando manipular as chamas. Após tentar muito e conseguir algumas vezes, ela foi dormir. No dia seguinte, eles se levantam e começam a andar.

– Caramba! O castelo tá longe hein? – reclamou Cole, vendo a distância que o castelo estava deles.

– Calma, Cole. Isso depois não se torna nada – disse Kenneth.

– É, mas você não cansa tão rápido feito eu.

– Vamos logo, se dermos sorte chegaremos rápido – falou Claire.

Mas não tardou e surgiram três soldados de aparência forte, brandindo machados e espadas:

– Vocês são procurados da justiça de Alucard Dorman. Nós devemos aplicar suas sentenças.

– E quais seriam elas? – perguntou Cole desdenhoso.

– A MORTE!!! – falou o soldado do meio, correndo para atacar os garotos. Naquele momento, um forte vento soprou. Quando a ventania cessou, viram que o soldado que tinha corrido estava caído ao chão, enquanto Vergil tomou a frente do grupo, emanando ondas de choques com seu fluído azul-claro:

– Bom, não se deve atacar o oponente até que a batalha seja anunciada. No caso, LUTEM!!! – gritou Vergil para incentivar o grupo.

E o combate começou: um dos soldados lutava contra Suzan e Jane, outro lutava contra Kenneth e Claire e o último lutava contra Vergil e Cole. Suzan desferiu um poderoso golpe no braço do soldado, enquanto Jane usou um duplo ataque de água das adagas no pescoço do soldado, fazendo-o cair no chão, morto. Kenneth aplicara um soco poderoso no queixo do soldado e Claire atacou fortemente com o machado no peitoral, fazendo um corte profundo e espirrando sangue para os lados. Cole atirou uma rajada de feitiços vermelhos contra o soldado, alguns ricocheteando e um perfurando sua perna, atravessando-a com a potência do feitiço, no mesmo momento em que Vergil pulou e aplicou um golpe de bastão na cabeça do soldado, ouvindo o rachar do crânio dele. Suzan por fim bradou “Fluctus Ensis” e atacou os três soldados, fazendo-os voar para longe e bater com estrépito na montanha ao seu lado.

– Boa! – aplaudiu Vergil.

– Isso! Ganhamos fácil essa! – assentiu Cole, feliz.

– Claro, pois somos poderosos – afirmou Kenneth.

– Vamos! – chamou Vergil – Temos que continuar.

Andaram bastante até anoitecer, passando por planícies sombrias e pântanos até o anoitecer. Quando escureceu, acamparam numa área parecida com a que eles acamparam da outra vez.

– Bom, chega por hoje. Estou cansado – falou Vergil, se deitando, mas não dormindo.

– Eu também. Estou exausto – disse Cole, entrando na sua barraca.

– Vamos dormir, pois teremos um dia muito cheio amanhã. Teremos que andar muito – falou Suzan, se dirigindo à sua barraca.

– Pois bem, teremos que descansar – falou Jane e foi para sua barraca também.

No dia seguinte, os garotos acordaram cedo e começaram a andar. Andaram muito até chegar meio-dia, onde pararam para buscar alimentos:

– E aí? Quem vai buscar a comida de hoje? – perguntou Cole, massageando a barriga, demonstrando que estava com fome.

– Eu já fui ontem! – falou Suzan, saindo da linha de vista.

– Eu fui anteontem! – disse Jane, também saindo da linha de vista.

– Deixem, eu vou! – falou Vergil, irritado.

Vergil saiu andando pela floresta e viu um javali muito grande e gordo comendo pacificamente. Chegou muito devagar até que preparou um poderoso soco para aplicar na cabeça do javali. Quando ele estava pronto, bradou “Navitas Offensio”. Seu punho brilhou com uma energia amarela e golpeou a cabeça do javali, que caiu no chão e sangrou.

– Beleza! Agora tem comida pra todo mundo e ainda mais! – disse e pegou o corpo inerte do javali e se dirigiu para os outros. Mas no meio do caminho uma grande arca chamou-lhe a atenção. Deixou a carcaça num local e foi examiná-la. Mas quando iria olhar para a arca, ela imediatamente começou a abrir-se e quando viu tinha vários dentes pontiagudos e uma enorme língua pegajosa. Afastando-se rapidamente, brandiu o bastão e preparou-se para o ataque: a misteriosa caixa avançou pulando para ele, mas este desvia facilmente do ataque. Virando-se, bradou “Incumbo Lupus Eruptio”. Uma energia azul-clara estava sendo concentrada em sua mão e enquanto a caixa iria lhe atacar novamente, ele emanou o poderoso disparo. Este fazia a caixa ir para trás, mas não a danificava. Parando de atacar, a caixa continuou a avançar. Ativando seu fluído azul-claro, desviou muito facilmente da caixa.

– Eu vou vencer essa batalha!!! Perfringo!!! – e uma rajada de trovões em forma de lobo foi emanada de suas mãos, atingindo a caixa, quebrando a proteção de ferro que ela tinha. Depois, bradou firmemente “Lupus Surculus”. Uma esfera azul-clara atingiu e explodiu a caixa em vários pedaços. Parando cansado, pegou a carcaça e de dirigiu para o grupo.

– Finalmente! Tava pensando que tu tinha se perdido! – reclamou Cole.

– Eu tive uma luta, se não percebeu! – assentiu Vergil, irritado e jogando a carcaça na fogueira.

– O que foi que aconteceu com você? – perguntou Suzan, vendo a aparência deplorável de Vergil.

– Nada não – disse ele e se dirigiu para longe do grupo.

E depois que todos comeram o javali assado recomeçaram a andar. Andaram até uma pequena vila, em que várias pessoas estavam transitando por ela. Porventura, entraram em um bar:

– Eita, tá cheio pra caramba aqui! – disse Kenneth, vendo que o bar estava com muitas pessoas e outras raças andando para todos os lados. O barman estava anotando pedidos febrilmente e as atendentes corriam de um lado para o outro, levando diversos tipos de bebidas para as mesas, que não paravam de pedir. Os garotos sentaram em uma que estava vazia e começaram a conversar:

– Bom; o que temos agora que fazer? – falou Vergil.

– Teremos que dar uma pequena pausa para... – começou Cole, mas um solavanco em seu ombro fez com que ele se virasse com raiva para um orc truculento e gritasse – VÊ SE OLHA POR ONDE ANDA SEU TAPADO!!!

O orc se virou e o encarou com irritação, com um poderoso martelo na mão, mas um homem com uma espada nas costas o interrompeu e disse:

– Vocês não deveriam o ter irritado. Agora ele os desafiou para um duelo na arena agora à tarde – Quando o homem se afastou, Vergil sibilou:

– Muito bem Cole!!! Agora a gente vai ter que lutar!

– Tá! Eu não tive culpa. Foi aquele imbecil que esbarrou em mim! – retrucou Cole em tom defensivo.

– Mas pelo menos se controlava! Porque nós não podemos levantar suspeitas! – falou Suzan, também irritada com a atitude de Cole.

– Exatamente! – falou Jane entre os dentes.

– Bom, é melhor irmos logo. Mas vê se não chama a atenção dessa vez! – falou Vergil.

Eles saíram do bar e procuraram onde é a arena. Após alguns minutos, acharam a arena e se dirigiram até lá. Passando pela porta, viram que um enorme número de pessoas havia se aglomerado na enorme arquibancada. O orc truculento se posicionara quase que no meio da arena e apontou o dedo para Cole, que foi andando até chegar perto dele. Uma pequena pessoa, que supostamente devia ser o juiz, veio correndo rapidamente até chegar perto dos dois e falar:

– Bom, isso será uma disputa mano a mano. O oponente deverá derrotar o outro, mas não mata-lo. Isso deverá ser uma disputa limpa. Um, dois e...

Mas não chegou a completar até o três: o orc correu e acertou um golpe esmagador de martelo no peitoral de Cole. Ofegando muito, se levantou e gritou “Isso é uma injustiça! Ele começou antes de terminar a contagem”. O juiz não impediu o orc, pois levara um golpe de martelo também e fora lançado para muito longe. Perdendo a paciência, Cole apontou a varinha e bradou “INFLICTUM!!!”. Um jorro de luz preta saiu de sua varinha e atingiu o orc, que caiu com o feitiço. Levantando-se com raiva, começou uma corrida para acertar Cole, mas bateu subitamente numa barreira de gelo que este havia conjurado. Quebrou a barreira com um só golpe e continuou avançando. O orc então começou a desferir golpes massivos, mas Cole desviava com certa facilidade. Mas quando se virou para lançar um feitiço, o orc o atingiu na mão, lançando sua varinha para longe. De repente, Cole ativou seu fluído roxo-claro e conseguiu desviar dos golpes com facilidade, correndo para recuperar a varinha. Mas quando ia pegando, o orc lançou o martelo e quebrou-a em duas partes. Virando-se raivoso para o orc, berrou:

– SEU IDIOTA! OLHA O QUE VOCÊ FEZ?!

Mas o orc não parecia com remorso: pelo contrário, estava com uma expressão de felicidade, porque conseguira acabar com a arma de seu oponente. Cole pegou o martelo, e com as entranhas em fúria, atirou na cabeça do orc, que por sorte, atingiu em cheio. Caindo no chão e massageando a cabeça, se virou para Cole novamente e embora um pouco tonto, pegou o martelo e caminhou até Cole, que estava fazendo uma pose de concentração: juntara as mãos como se estivesse rezando e fechou os olhos. De repente, acrescentando-se ao seu fluído, separou as mãos e viu que elas estavam com uma energia roxa as rodeando. De repente ouviram Cole bradar “ICTUS” e um raio vermelho sair de sua mão direita e atingir a cabeça do orc, que cambaleou mais, mas continuou a andar. Então ouviram Cole gritar “LEO SURCULUS” e um poderoso leão laranja sair galopando de sua mão e atingir em cheio o orc, que foi lançado com estrépito para trás e caiu no chão, inconsciente. Um ruído ensurdecedor de aplausos e um solavanco o erguendo do chão seguiram-se dos gritos da patota:

– Isso aí Cole! Beleza, tu conseguisse acabar com o cara! – gritou Vergil para abafar os aplausos.

– O que posso dizer? Eu sou demais! – insistiu Cole solenemente.

– Vamos, pois temos que continuar – falou Claire.

Então eles se desvencilharam da multidão que os cercava e continuaram a andar placidamente sobre as planícies sombrias. Andaram bastante até o anoitecer, onde foram procurar um local para acampar:

– Bela batalha Cole – disse Kenneth, dando uma palmadinha nas costas dele.

– É, eu seu que foi – insistiu Cole, ainda cheio de si.

– Caramba, andamos bastante hoje. Estou cansado e preciso de uma boa noite de sono – disse Vergil e desabou para dentro da barraca. Todos riram gostosamente e depois foram cada um para suas respectivas barracas. Mas todos tiveram uma perturbação no mundo dos sonhos: Vergil ouviu a voz de Daniel falando que seu poder do “Trovão dos Céus” podia ser melhorado se apontasse a mão para o céu. Suzan ouviu Daniel falando que seu golpe de “Broca Invisível” ficaria mais forte se ela posicionasse bem a espada e deixasse as pernas bem firmes. Jane ouviu a voz de Daniel lhe dizendo que seu golpe de “Tubo de Água” poderia ser melhorado se ela atacasse com a mão em vez das adagas.

No dia seguinte, todos acordaram cedo e andaram pelas planícies e passando por um grande rio negro (Cole conseguiu fazer o “feitiço da ponte” funcionar direito). Andando mais alguns metros, ouviram um raio e um barulho de água correndo com violência:

– Jane, é você? – perguntou Suzan para a amiga.

– Não, eu estou quieta aqui na minha – respondeu Jane em tom defensivo.

– Mas então, quem é? – falou Vergil, pensativo, não sentindo que Cole estava cutucando suas costas – Ai caramba! O que foi?! – Cole apontou e Vergil sentiu seu estômago desabar: uma enorme torrente de água estava indo rapidamente contra eles – CORRAM!!!!

Todos correram para tentar fugir da torrente de água, mas esta era rápida demais. Então Vergil tivera uma idéia: ativou sua aura e bradou “Accelero”. Sua velocidade estava muito mais rápida e o possibilitou correr mais rápido, assim carregando os outros para um pedregulho a muitos metros da frente. Levou Kenneth, Cole, Suzan, Claire e Jane, deixando-os seguros em cima do enorme pedregulho. Mas quando iria subir, a torrente o levou:

– Caramba! Onde é que tá Vergil? – perguntou Cole.

– Não acredito, ele nos salvou de sermos arrastados – falou Claire.

– Mas acabou sendo levado pela correnteza... – ponderou Suzan.

– Esperem! O que é aqui no ar? – apontou Jane para um ponto longínquo que estava flutuando muito alto.

– Não sei, só espero que não seja coisa ruim – disse Kenneth, também olhando para o ponto.

Após alguns segundos, o ponto começou a se mover com velocidade para eles. Imediatamente todos ficaram em posição de ataque. Mas olhando mais atentamente, viram que Vergil havia descido e pousado na frente deles:

– Vergil! Você está bem! O que houve? – perguntou Claire.

– Eu levei vocês até o pedregulho, mas não iria conseguir chegar a tempo, então usei a super velocidade do trovão para voar por uns momentos.

– Legal! – exclamou Suzan.

– Achei legal também – falou Cole e imediatamente sua voz adquiriu aquele conhecido tom de malícia – Você precisava ver a cara que Suzan fez quando achou que você tinha sido levado. Suzan se virou para Cole com um olhar de fúria e disse – Não diga besteiras!

– Ah tá! Entendo. Hum... – falou Cole com aquele tom de malícia.

– Arg! Cala a boca Cole! Não tem mais o que fazer não – reclamou Vergil em tom de censura.

– Pior que não tenho não! – e todos deram uma gargalhada, exceto Vergil e Suzan, que estavam com uma expressão de raiva.

– Arg, esquece! Vamos! – falou Vergil, tomando a frente do grupo.

Subiram o resto do pedregulho e atravessaram para o outro lado, andando nas sombrias florestas e passando por uma área totalmente desmatada. Quando estava bastante escuro, foram atrás de um local fechado, mas não acharam:

– E agora? Onde iremos acampar? – assentiu Jane.

– Deixe-me ver... – falou Cole – Acho que tem como eu criar uma redoma invisível para nós podermos ficar.

– Como é? – estranhou Vergil.

– Eu vou criar uma redoma de energia invisível, ou seja, quem passar por perto não vai nos achar.

– Pode dar certo.

– Espera! Achei um local ali! – disse Kenneth, apontando para um local bem fechado, onde poucas pessoas iriam imaginar que havia um acampamento ali.

– Certo – disse Cole, um pouco desconcertado.

Chegando lá, todos foram dormir após formarem o acampamento. Após uma noite de sono agradável, todos acordaram. Cole se levantou mais rápido que todos e viu que o céu estava bem azul ao invés do cinza-claro que ficava todas as manhãs. Estranhando um pouco, viu que estava com roupas normais que usava em sua casa. Quando olhou para os lados, viu que Vergil andava de mãos dadas com Suzan, e Claire estava andando de bicicleta. Kenneth estava sentando em uma cadeira, lendo a Bíblia e Jane estava andando na rua:

– Espera aí! Isso tá muito estranho! – falou ele com a voz embargada.

– Não tem nada de estranho aqui Cole – falou uma voz feminina que ele reconheceu imediatamente quando se virou: era Lindsey, uma ex-namorada sua. Tinha cabelos loiros vivos e olhos verdes bastante vibrantes. Chegando muito perto dele, Cole sentiu a respiração dela. Mas quando ela iria beijá-lo, afastou-se dela e com raiva gritou:

– Isso é tudo mentira! Lindsey não falou mais comigo quando terminamos! – e sua visão daquele mundo começou a se embaçar à medida que a visão de um feiticeiro foi aparecendo à sua frente. Levantando-se subitamente, concentrou-se e gritou “Mentis Clausus!”. De repente, o feiticeiro foi lançado para um pouco longe dali e Cole viu que todos estavam acordando com aquele som de impacto. Quando Vergil recuperou a consciência do sonho, viu que Cole atingiu o feiticeiro com um feitiço estopurante, deixando-o inconsciente:

– Caramba! O que houve aqui? – perguntou Kenneth, vendo aquele acontecimento.

– Um feiticeiro estava nos controlando pela magia “Controle dos Sonhos” – respondeu Cole.

– Por isso que eu estava tendo um sonho muito bom – falou Vergil, meio confuso.

– Eu também – disse Suzan, massageando a cabeça.

– O meu também estava bom demais pra ser verdade – disse Jane, com um dos olhos ainda fechados.

– Bem, vamos todos voltar a dormir – disse Claire, caindo de volta na barraca.

– E quanto ao feiticeiro? – falou Kenneth, quase entrando na barraca.

– Eu me resolvo com ele – disse Cole com voz de maquiavélico.

– Está bem.

Cole chegou perto do feiticeiro e falou uma série de feitiços: o primeiro o prendeu com grossas cordas, o segundo apenas fez um lampejo roxo em sua cabeça e o terceiro fez com que uma cápsula roxa envolvesse o crânio do feiticeiro. Depois ele voltou para sua barraca e voltou a dormir.

No dia seguinte, todos acordaram e continuaram sua insólita caminhada pelas sombrias planícies florestais do castelo de Alucard Dorman. Andaram durante várias horas até que uma caravana os mandou parar:

– Quem são vocês? Identifiquem-se! – falou o cavaleiro com uma armadura anelada e com uma grande espada feita de um metal verde.

– Caramba! Vamos gente! Improvisem alguma coisa! – falou Vergil pelo canto da boca.

Seguiram-se dolorosos segundos até que Cole falou confiante:

– Fomos recrutados por Alucard Dorman para prestar nossos serviços a ele.

– Certo... E onde estaria sua folha de requerimento? – perguntou o cavaleiro, desconfiado.

– Err... Está em algum lugar aqui... – e todos começaram a procurar a folha que não existia. Entrando em pânico, Claire tentou disfarçar:

– Err... A perdemos no caminho – disse, mas sem conseguir convencer muito o cavaleiro, que acabou por desembainhar a espada com violência e gritar:

– Mentirosos!!! Irão morrer pela desonestidade!!! – disse e ele correu com seu cavalo para o grupo, que conseguiu se desviar do golpe. Quando se prepararam, toda a caravana tinha puxado as espadas e correndo para atacar os nossos heróis.

Vergil desviou de um golpe facilmente, pulando e desferindo um soco de energia na cabeça do soldado, que caiu para frente do cavalo e desapareceu na floresta. Jane encantou sua adaga com água e atirou no capacete do soldado, que ricocheteou e caiu do cavalo. Cole manipulara as mãos e bradara “Congelo!!!”. Um disparo com pedaços de gelo brilhantes foi em direção a um soldado que estava com a espada pronta a perfurar seu coração, congelando-o e deixando um bloco enorme de gelo, que Cole atirou um feitiço de impacto e lançou para longe o bloco. Kenneth defendeu-se de um golpe forte com seu escudo de energia e murmurou “Sanctus Accendere”: Uma luz forte brilhou dele, cegando o soldado, que não viu um poderoso soco iluminado o atingiu no capacete, tirando sua defesa. Suzan pegou uma flecha e atirou na cabeça de um soldado, passando pelo capacete e fazendo-o cair morto. Claire pegou seu machado e se defendeu dos golpes rápidos do soldado que estava tentando lhe ferir. Então ela bradou “Flamma Securis” e atacou com um golpe na perna do soldado, fazendo-o cair e levar uma pancada com o cabo do machado. Vergil bradou “Accelero” e correu para aplicar uma voadora no soldado da espada de metal verde, contundindo o braço. Depois, ele falou “Perfringo” e atirou uma rajada de trovões em forma de um lobo, quebrando a armadura e o escudo do homem. Voltando a velocidade ao normal, viu que o homem estava se levantando com raiva. Este brandiu a espada e disse:

– Você é forte, mas não tanto! Morra em nome de Alucard Dorman!!!

– Isso eu quero ver! – falou Vergil em resposta, pegando o bastão e o colocando em posição de ataque.

A luta começara: Vergil defendeu-se dos golpes de espada e aplicou um poderoso soco em seu abdômen. Ofegando um pouco, voltou sua atenção para Vergil, mas o perdera de vista. Olhando desnorteado para os lados, procurou-o, mas só viu os outros heróis que estavam derrotando os seus soldados. O soldado começou a correr, mas só viu um bastão branco indo de encontro a sua cabeça. Acordou todo amarrado a uma árvore, com uma espada mirada ao seu pescoço e uma menina com uma expressão de ameaça:

– Onde é o castelo de Alucard Dorman? – perguntou Suzan, apontando a espada para seu pescoço.

– Não vou dizer nada – falou o homem, que não demonstrava o menor medo.

– Então teremos que forçá-lo a dizer – disse Claire com simplicidade.

– Vamos ver... – falou Vergil, pensando com sarcasmo.

– Vamos pendurá-lo no penhasco – disse Jane, com tom de desdém.

– Vamos afoga-lo – disse Cole, estalando os dedos.

– Não!!! Eu falo, eu falo! O castelo de Alucard fica a dois dias daqui – falou o homem com medo.

– Certo... Muito bem... Agora você pode ir – disse Vergil, soltando o homem.

O homem, quando foi solto, conjurou uma espada verde do nada, atacando Vergil no braço, que caiu no chão com a força do ataque. Cole lançou estacas de gelo que prenderam novamente o homem na árvore, mas este usou uma magia de fogo verde que as derreteu. Em seguida, aplicou uma magia verde em Suzan, que desapareceu em pleno ar. De repente, com uma imensa rapidez, o homem foi seguro pelo pescoço e ouviu-se a voz enfurecida de Vergil:

– Onde ela está? – perguntou de um modo que todos viram que não estava brincando. Sua aura azul aparecera e um forte fluxo de vento os rodeava.

– Não irei dizer! – falou o homem, desta vez não demonstrando medo.

– VOCÊ VAI DIZER SIM! – gritou Vergil, mas Cole apontara onde ela estava: lutava contra muitos esqueletos, a luta estava acirrada. Enquanto todos foram ajudar: Vergil acertou um forte chute no abdômen do homem, fazendo-o cair no chão. Vergil correu rapidamente e não tardando, aplicou um golpe do bastão em um dos esqueletos, fazendo voar seu crânio, mas não o impedindo de avançar. Cole bradou “Adflicto Surculus” e um dos esqueletos se desmontara. Jane murmurou “Celer Laminia”: sua adaga direita brilhou com uma energia vermelha, possibilitando atacar mais rapidamente. Assim, ela atacou com muita velocidade em um dos esqueletos e depois estalou o dedo, fazendo o esqueleto virar uma fina areia branca. Kenneth bradou “Lumem Punire Duo” e suas mãos ficaram luminosas, que aplicou dois pesados socos no esqueleto à frente de Suzan, quebrando os braços. Suzan estava com o fluído vermelho-claro ativo e bradou “Aquila Ensis Duo”. Sua espada brilhou com uma energia prateada e estava refulgindo furiosamente quando quebrou o bloqueio do esqueleto e ela disse “Frenum”. Posicionando a espada à sua frente e como se fosse perfurar algo, de repente, ela começou a avançar, mas não andava com suas pernas. Era como se estivesse usando algum tipo de propulsão para perfurar algo. Então um estranho fluxo de vento a rodeou, formando com a poeira uma estranha broca, que lançou o esqueleto para longe, fazendo-o bater na árvore e se despedaçar:

– Isso! Conseguimos!

– Não conseguiram não – falou o homem de longe e desapareceu em uma baforada de fumaça verde.

– O que foi que ele quis dizer? – falou Cole, que como todos, estava estarrecido com aquela situação.

– Não sei – disse Vergil, pensativo.

– Bom, vamos ficar aqui o dia todo ou vamos até o castelo de Alucard Dorman? – falou Claire, irritada.

– Vamos galera! – disse Jane, tomando a frente do grupo.

Então todos andaram bastante, agora passando por um grande lago preto, parecendo piche. Olhando enojados e correram rapidamente para passar. Chegando a um local relativamente calmo, se sentaram e armaram o acampamento, pois já era bem tarde.

– Bom, ficaremos aqui e amanhã iremos chegar ao castelo de Alucard Dorman, caso aquele homem tenha dito a verdade – disse Vergil.

– Pois é – falou Kenneth.

– Mas, voltando: vocês sabem dizer quem é aquele homem?

– Não. Sei tanto quanto você. Não muita coisa. Só que ele tentou nos matar – falou Claire.

– É... Teremos que ser cautelosos... Cole, tu sabe mais algum feitiço para nos proteger? – perguntou Suzan.

– Não. Só conheço mais o da árvore.

– Eu conheço um! Proteger-nos-á de criaturas das trevas – falou Kenneth, se levantando.

– Beleza! – exclamaram todos.

– Esperem – disse Kenneth e se dirigiu às árvores e murmurou – Sanctus Arbor Clausus – um grosso fio branco e resistente como uma corda se entrelaçou nas árvores, formando um tipo de redoma luminosa ao redor deles.

– Pronto. A nossa proteção divina está feita.

– Ok então. Vamos dormir – falou Vergil e entrou em sua barraca. Após alguns minutos, todos foram para suas respectivas barracas. Após uma agradável noite de sono, Vergil levantou-se cedo e procurou água nos estoques, mas não encontrou.

– Caramba. Teremos que buscar mais água – falou Vergil. Após alguns minutos, viu que Cole havia chegado ao acampamento com seis coelhos mortos.

– Trouxe o almoço! – falou Cole, feliz.

– Precisamos de água – disse Vergil, olhando para os seus estoques.

– Hum... Deixe-me ver... Vamos procurar? – perguntou Cole para Vergil, que se levantou e disse – Certo. Vamos.

E Vergil e Cole se distanciaram do acampamento para buscar água. Infelizmente, as fontes de água que encontraram no caminho estavam todas contaminadas com aquele estranho piche.

– Mas o que deve ter acontecido para que toda essa poluição aparecesse? – falou Vergil, pensativo.

– Não sei, mas seja o que for, teremos que arranjar água de qualquer modo – disse Cole, olhando para aquela imensidão preta.

– Cole, você conhece feitiços para purificar?

– Não, mas acho que Kenneth conhece.

– Certo. Então vamos buscar um pouco dessa água negra e levarmos para ele.

Os garotos pegaram um pouco de água e levaram ao acampamento, em que todos esperam os dois.

– Finalmente! Onde vocês foram? – perguntou Claire em tom autoritário.

– Fomos buscar água – disse Cole.

– E encontraram? – disse Suzan.

– Só encontramos essa água negra – e Vergil mostrou o recipiente em que levaram a água totalmente escura.

– Hum... Assim fica difícil – falou Claire.

– Eu acho que posso purificá-la – disse Kenneth, pegando o recipiente – Deixem-me pensar – sua aura branca aparecera, mas não gerava lufadas de vento como as dos outros. De repente, ouviram-no murmurar “Sactimonia”. Uma luz branca brilhou da água negra, aparecendo uma água totalmente cristalina e de boa aparência.

– Beleza! – disse Cole.

– Vamos trazer mais água – disse Vergil, voltando com vários outros recipientes. Kenneth purificara todos os potes e eles beberam a água. Após todos esses acontecimentos, todos recomeçaram a andar. Caminharam bastante até virem uma área bastante aberta na floresta. O castelo de Alucard Dorman jazia à frente de nossos heróis: era enorme, com muitas torres em volta precedidas por altas paredes negras. Do outro lado, se via uma estranha luz negra que estava sendo emitida da torre mais alta de lá e que uma névoa cinza estava bloqueando o sol através do castelo. Perceberam que era a névoa que estava fazendo o céu ficar negro como breu.

– Bom... É isso aí gente... Temos que invadir... – disse Kenneth, tomando a frente do grupo.

– Mas como vamos entrar sem sermos percebidos? – perguntou Jane.

– Não sei... A não ser que... – começou Cole, que quando terminou a frase, olhou imediatamente para Vergil, que, incrédulo retrucou:

– Que foi?

– Não percebe é? – disse Suzan, adquirindo um tom autoritário – Você é o mais rápido de todos nós. Só você pode abrir o portão de entrada.

– Eu? Mas não posso fazer isso sozinho... Eu não... Consigo – disse Vergil, meio desconcertado.

– Consegue sim! – exclamou Kenneth.

– Está bem, mas preciso de uma distração.

– Hum... Use seu avatar! – disse Cole.

– É mesmo. Vamos ver... Patrono Invocatio! – e uma forte luz azul o cobriu, aparecendo um lobo que estava com um fluído azul-claro e extremamente rápido – Vamos lá!

Vergil e seu lobo correram até perto do portão sem que ninguém os visse. Então Vergil ativou seu fluído azul-claro e correu por cima da enorme muralha. Um dos soldados ouviu uma forte ventania e olhou para a direção em que Vergil estava. Prendendo a respiração, fez seu fluído desaparecer e a do lobo também. O soldado ficou a centímetros dele, mas depois saiu, para o alívio de Vergil. Quando o soldado estava virado de costas e nenhum outro estava o vendo, Vergil aplicou um golpe que fez este cair inconsciente. Arrastando-o para um local escuro, não viu que um soldado atirara uma flecha contra ele, mas o lobo fora mais rápido e pegou a flecha com as mandíbulas. Imediatamente, correu e silenciou o guarda, pois este iria avisar aos outros. Aplicando um golpe que o deixou inconsciente, viu uma alavanca que abria o portão de dentro. Ainda teria que achar a entrada para o portão de fora. Enquanto pensava, não viu que um soldado aplicou um golpe de espada em seu lobo, fazendo-o desaparecer em uma explosão azul inaudível. Enchendo-se de raiva, ativou seu fluído azul-claro e lançou o soldado para longe. Após esse acontecimento, bradou firmemente “Lupus Eruptio”. Um disparo azul-claro foi emanado de sua mão e atingiu o soldado em cheio, quebrando seu escudo e o deixando bastante ferido. Andando cauteloso, Vergil usou a velocidade do lobo para passar para as muralhas do meio. Chegando lá, tropeçou em um soldado, que avisou aos outros e pediu para avisar à Alucard Dorman. Não querendo que isso acontecesse e estragasse o plano, Vergil usou a super velocidade do trovão para correr até o soldado que iria avisar e usou um disparo de energia para mandá-lo para longe. Vendo que os outros estavam dispostos a atacar, energizou os punhos com um tipo de energia azul-luminosa e bradou “Lupus Ira Eruptio!!!”: energias externas estavam se acumulando em suas mãos até que ficasse do tamanho de uma bola de basquete. Atirou-a em um forte disparo múltiplo de energia, que perfurou todos os soldados, mas custando grande parte de suas forças. Com o coração palpitando rapidamente, achou a alavanca para a abertura externa. Puxou-a e desabou sob seu peso, cansado demais pelo golpe que acabara de usar.

– Caramba! Olha ele ali! – ouviu a voz de Suzan.

– Será que ele está bem? – falou Cole de longe.

– Vou tentar ajudá-lo – disse Kenneth e murmurou algumas palavras. Vergil se sentiu renovado e se levantou, embora nem tanto.

– Você está bem? – perguntou Claire.

– Estou. Mas foi difícil de tentar abrir essas portas – ofegou Vergil, ainda cansado.

– Bom, vamos continuar. Não temos tempo a perder.