A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard

9 A descoberta do segundo nível de energia


Ficaram conversando durante horas até o almoço, quando Roland os chamou:

– Hora do almoço! Venham comer!

– Vamos apostar uma corrida? – falou Vergil para todos.

– Está bem, só não vale usar seu poder da velocidade – disse Cole, que fez todos rir gostosamente – Vou contar: um, dois e TRÊS!!! – e todos começaram a correr, mas Vergil chegou primeiro, pois treinara muito na sua escola.

– Ah! Assim não vale! Você consegue correr rápido demais! – falou Jane.

– Não tenho culpa das minhas pernas serem grandes – riu-se Vergil e todos foram almoçar. Depois do almoço, ouviram uma perturbação fora de lá. Saindo para ver o que era, viram que um guerreiro-bárbaro estava batendo com força numa árvore até que viu os nossos heróis e começou a falar:

– Quem são vocês? – falou numa voz ameaçadora.

– Ah, você fala? – falou Cole desdenhosamente, fazendo o bárbaro correr enfurecido para cima dele. Quando estava a 3 metros de Cole, foi puxado pelo pé por uma corda invisível. Rindo abertamente, lançou um feitiço que o bárbaro foi empurrado para trás. De repente, uma flecha negra raspou a perna de Cole, fazendo-o cair no chão. Quando olharam para ver quem atirou, sentiram um frio que não conseguiam descrever. Seus ânimos foram para baixo quando vira o que era: 3 dementadores, comandados por um ranger das trevas que disparara a flecha contra Cole, com longas capas negras e mãos repletas de feridas avançavam para eles. Cole se levantou e bradou “Expello Scelus”. Um grande leão prateado aparecera e protegeu todos da presença fétida dos dementadores. Recobrando os sentidos, sentiram um estranho fluxo de energia correndo por eles, embora ninguém tivesse ativado o fluído de poder. Quando olharam para o lado, Cole flutuava alguns centímetros do chão e tinha uma estranha aura: não era como seu fluído roxo-claro, mas era como uma aura roxa. Parecia um preto, só que com traços roxos. Seus cabelos refulgiam furiosamente e tinha uma expressão de ira no rosto. Apontando a varinha para os dementadores gritou “EXPELLO SCELUS!!!”: Outro leão prateado surgiu de sua varinha e ajudou o outro, os dois fazendo os dementadores voarem para longe. De repente ouviu-se a voz dele gritando “ICTUS!!!”: um raio de luz vermelha muito forte foi disparado no bárbaro, que foi lançado para longe, perdendo a vista dele. Por último, viu o arqueiro-mago preparar uma flecha-negra e a disparar contra Cole. Mas quando chegou perto dele, a flecha simplesmente retornou com o esvoaçar da ventania emanada por ele. De repente, ouviram a voz de Claire gritar “Accendere Flamma Securis!!!”. Seu machado ficou incandescente e brilhando muito fortemente. Seu fluído verde-claro aparecera e ela correu até o arqueiro, que não conseguiu desviar do golpe, sendo golpeado e morrendo com a intensidade do ataque. De repente, a ventania cessou: Cole agora jazia inconsciente no chão. Roland chegou lá ofegante:

– Eu não acredito nisso!!! Ele conseguiu o segundo nível de energia!!! O único que se tinha conhecimento que havia chegado ao segundo nível de energia era Daniel Valentine!!! Agora vocês devem ir ao encontro dele rapidamente para ele treinar Cole para derrotar Alucard Dorman. Vão e salvem nossa terra desse terrível destino! – disse e os dispensou, indicando a direção onde encontrariam Daniel Valentine.

Então eles partiram assim que Cole acordara (por volta da manhã do dia seguinte). Andaram durante várias horas lhe explicando porque iriam encontrar Daniel Valentine:

– Caramba, eu sou bom mesmo! Eu e o tal Daniel fomos os únicos a chegar ao segundo nível de energia – disse Cole, cheio de si.

– Calma, Cole! Não se sabe se ainda podemos ter o segundo nível de energia – afirmou Vergil.

– É, mas eu fui o primeiro! Hahahahahaha!!! – começou a rir.

– Só quando chegarmos até Daniel iremos descobrir – disse Suzan.

– Exatamente – finalizou Vergil.

Andaram até o anoitecer e acamparam num local um pouco fechado.

– Caramba! Não agüento mais! Para podermos voltar para casa teremos que matar mais pessoas? – disse Vergil, pesaroso.

– É, mas não podemos fazer nada. É a única maneira – disse Suzan, desconcertada.

– Temos que nos garantir e até agora sobrevivemos a todas as avarias que nos são postas no caminho – falou Jane.

– Não se esqueça que teve muitas vezes que quase perdemos nossas vidas, como naquela vez que aquele homem monstruoso quase nos matou – assentiu Claire.

– É, mas Vergil o derrotou – afirmou Suzan e Vergil sentiu-se mais animado.

– Sim, mas teve aquela outra vez que aquele cara da armadura praticamente nos matou – ponderou Cole.

– Naquela vez também não entendi o que aconteceu. Foi como se estivéssemos renascendo – falou Kenneth, pensativo.

– A questão é que não podemos desistir agora. Começamos, e temos que terminar – terminou Jane.

– Então o que devemos fazer é acordar bem cedo e procurar Daniel Valentine, desviando ou mesmo derrotando os obstáculos do nosso caminho. Agora licença que eu vou dormir – disse Vergil, se deitando em uma das barracas. Minutos depois, todos foram dormir. Acordaram muito cedo no dia seguinte e começaram a andar. Por volta de meio-dia, a fome apertando em seus estômagos, chegaram a uma pequena vila, onde poucas pessoas caminhavam nas ruas. Perguntaram a um agricultor:

– Com licença, o senhor sabe onde Daniel Valentine mora? – perguntou Jane.

– Não, não sei! – falou o homem, correndo para longe com velocidade. Todos ficaram desnorteados com aquela atitude:

– Por que será que ele correu? – perguntou Claire.

– Não sei dizer – disse Kenneth.

Eles caminharam até uma das cabanas, mas as portas e janelas foram fechadas com estrépito:

– Eita povo irritado! – retrucou Cole.

– Vamos embora daqui! – falou Vergil, se virando e saindo da vila. Os demais o acompanharam.

Saindo na floresta, andaram alguns metros até perceberem um estranho brilho negro em algumas árvores. Andando cautelosamente, viram que um garoto, com cabelos louros, por volta de 14 anos, estava pairando no ar, com ar de concentração, a poucos centímetros do chão. Usava uma armadura negra decorada com detalhes vermelhos. Percebendo a presença deles, perguntou com simplicidade:

– Quem são vocês? – disse com os olhos ainda fechados.

– Estamos à procura de Daniel Valentine. O senhor sabe onde ele mora? – falou Jane.

– Vocês não responderam à minha pergunta. Quem são vocês? – respondeu ele num tom mais ameaçador, agora abrindo os olhos, revelando um tipo de olho totalmente esbranquiçado.

– Só responderemos se você nos falar quem você é! – retrucou Cole de longe.

– Pois bem: sou Daniel Valentine. E agora quem vocês são? – falou Daniel, agora puxando a espada, que parecia estar encantada com uma aura negra.

– Calma – disse Vergil, abaixando a lâmina com a mão – Somos enviados de Erwin Kimmel e do mago Roland Gradsly. Viemos aprender com você a controlar melhor nossa energia oculta.

– Certo. Mas como vou saber se vocês não irão tentar me matar? – perguntou Daniel, agora guardando a espada, mas ainda desconfiado.

– Porque senão já o teríamos feito, se fôssemos assassinos – respondeu Vergil com simplicidade.

– Bom. Deixe-me ver se vocês têm o fluído de energia – disse Daniel.

– Isso não será necessário, pois Erwin já nos verificou e viu que temos – falou Kenneth, desconfiado por Daniel ter uma aura negra.

– Muito bem, mas preciso saber se vocês têm o segundo nível de energia. E eu não sou mal, caso tenham pensado – disse Daniel com simplicidade. Kenneth levara um susto e ficou mais desconfiado ainda.

– Mas como você irá saber? Você é mais poderoso que qualquer pessoa que eu já tenha visto, pois você foi o único que conseguiu chegar, ativar e usar o segundo nível de energia!!! – exclamou Vergil.

– Não só existe eu que tenha o segundo nível de energia, mas eu fui o único a conseguir controlá-lo com perfeição e a utilizá-lo para aumentar minhas capacidades – falou Daniel, levando o grupo para uma casa enorme de jardim amplo, de aparência calma e tranqüila, exceto que estava com as paredes pintadas de preto.

– Uau! Que casa incrível! – falou Cole, admirado com o esplendor da casa.

– Também não é isso tudo, mas é uma casa muito boa – respondeu Daniel.

Daniel os conduziu até dentro da casa, ao qual era tão grande quanto pelo lado de fora como pelo lado de dentro: tinha dezenas de empregados, móveis luxuosos, grandes quadros e era muito limpa.

– Bom, sei que vocês estão com fome, então pedi para fazerem o almoço – disse Daniel, agradecendo a um de seus empregados.

– Oba! Beleza! Tava morrendo de fome! – exclamou Cole.

– Depois do almoço, vocês podem andar pela minha casa, até eu os chamar para treinar.

Então todos foram almoçar e andar pelo terreno. Vergil caminhava displicentemente, pensativo até que um titilar de aço chamou sua atenção. Olhando para trás, viu que Daniel estava correndo até ele:

– Com licença, será que eu posso falar com você uns minutos? – falou Daniel.

– Certo. O que você quer me falar? – perguntou Vergil.

– Pelo poderes que eu aprendi com meu pai, senti que você tinha um grande potencial, um grande poder oculto. Gostaria de lhe ensinar algumas técnicas extras a você para você poder canalizar essa energia que não foi acordada ainda e se tornar muito forte.

– É sério? Claro que gostaria! Quando começamos? – disse Vergil, entusiasmado, pois iria receber aulas de golpes extras.

– Assim que eu descobrir seu potencial e fazê-lo se libertar. Agora vamos, pois necessitamos de treinar – disse Daniel, chegando a um local muito amplo do seu jardim – Por favor, todos se dirijam aqui! – gritou para os nossos heróis, que imediatamente começaram a correr para lá – Bom o que lhes ensinarei é o chamado “Ataque Combinado”. Vamos ver... Temos uma espadachim, uma mestra das adagas, uma mestra dos machados, um lutador, um sacerdote e um bruxo. Deixem-me pensar...

Daniel ficou flutuando alguns centímetros no ar, com a aura preta o rodeando por alguns minutos, até que ele cessou o vôo e disse para todos:

– Peço a vocês que me ouça atentamente: o bruxo irá atirar um feitiço que faça o alvo ser empurrado para a mestra dos machados, que irá executar um golpe cortante e incrementado, mandando o alvo para a mestra das adagas, que usará uma técnica, mandando para o sacerdote, que socará o alvo para cima, e a espadachim irá golpeá-lo, mandando o inimigo para baixo e por fim o lutador mandará um disparo de energia, acabando com o alvo. Entenderam?

– Que?! – exclamaram todos, absortos com o que ouviram.

– Calma. Vocês aprenderão essa seqüência rápido. Só vão precisar de no máximo três dias.

– Entendo. Então você vai nos ensinar esse tal “Ataque Combinado” para acabar com o inimigo rapidamente? – perguntou Kenneth.

– Exato. Vou lhes ensinar isso e mais: se vocês tiverem a segunda aura de poder, ensinarei mais golpes a vocês.

– Beleza. Estou ansioso para começar – falou Cole, animado.

– Calma. Por hoje, vocês irão aprender técnicas distintas.

– Ok. E quem você vai ensinar primeiro? – perguntou Vergil, esperançoso que lhe ensinasse primeiro.

– Primeiro será o bruxo. Venha aqui, por favor – disse Daniel a Cole, que andou devagar até ele.

– O que irei lhe ensinar é a magia da nevasca. É bem poderosa e exige muito da sua energia. Será que consegue dá conta?

– Farei o máximo que conseguir.

– Pois bem. O feitiço se chama “Niveus Tempestas”. Pois bem, tente o feitiço naquela arena – e apontou para um outro local aberto no seu jardim. Então virou sua atenção para Kenneth.

– Bom, eu sei que isso não é muito minha área, mas eu consigo fazer alguma coisa. Sacerdote venha aqui, por favor. A técnica é chamada “Escudo-Bumerangue Sagrado”. Eu sei que você não usa escudo, mas você irá fazer um escudo com seu poder da luz. Agora crie um escudo de luz ao seu redor.

– Está bem. Lumem Clausus! – e um escudo muito branco encobriu Kenneth.

– Agora me ouça: fale bem claramente “Incumbo Clausus”.

– Ok. Incumbo Clausus! – e todo seu escudo fora concentrado em seu braço, parecendo que ele estava usando um escudo de metal, só que era totalmente branco e muito brilhante.

– Muito bem! Agora fale comigo “Ledo Clausus” e mire naquela árvore lá longe.

– Ok! Ledo Clausus! – e atirou o escudo, como se fosse uma arma: ele saiu girando e cortou a árvore ao meio, voltando ao seu braço depois e desaparecendo – Que massa! Gostei dessa técnica. Vou treiná-la muito. Aonde eu vou?

– Naquela outra arena e treine com os alvos que têm lá – disse Daniel apontando o local e virando a atenção para os restantes.

– Mestra das adagas, venha aqui. O que lhe ensinarei será o golpe “Ruptura”. Você agita as adagas de forma que parecesse como se estivesse atirando lâminas. Então você fala “Rumpere” com clareza. Tente naquela outra arena, pois o golpe é muito poderoso.

– Certo.

– Agora a espadachim, por favor, pode vir aqui? – falou Daniel para Suzan, que andou um pouco relutante até ele.

– O golpe que você irá utilizar é chamado de “Lâmina Final”. Você pega sua espada e a maneja de forma que mande um golpe cortante para o oponente, fazendo-o cortar ao meio. Você mira a espada e fala “Expletum Ensis”. Treine na arena próxima daqui.

– Mestra dos machados, por favor, venha aqui. Bem, o golpe que irei lhe ensinar é chamado de “Machado do Anão”. Você gira seu machado rapidamente e fala “Pumilus Securis”. Se você quiser, pode incrementar ele com uma de suas técnicas. Treine naquela arena ali.

– Agora restou você. O que irei lhe ensinar se chama “Combo”. Combo é nada mais que uma combinação de socos e chutes extremamente rápidos. Você se acelera e fala “Catena Uno”, então executa um soco. Depois fala “Catena Duo” e será enviado rapidamente para próximo do oponente para executar um chute forte. E por fim você fala “Catena Tris”, que irá executar um forte disparo de energia. Treine naquela arena ali e mais tarde eu passo aqui para ver seus progressos.

Tarde adentro, todos estavam começando a dominar os golpes com perfeição. Quando a noite caiu, Daniel Valentine os chamou:

– Vamos! Chega de treino por hoje! Descansem, pois amanhã saberei se vocês têm a segunda aura de poder e irão treinar mais ainda. Por hoje, vão para seus quartos.

Eles então entraram na enorme casa e viram que 2 quartos gigantes estavam os esperando. Entrando, cada um tinha três camas. Os meninos ficaram conversando por um tempo:

– Legal esse Daniel. Achei que fosse um cara chato – disse Cole

– Eu também o achei legal. Fiquei desconfiado no início, pois percebi uma aura de trevas nele, mas depois assenti, pois as trevas não o dominavam – falou Kenneth.

– Ele me ensinou um golpe irado! – falou Vergil.

– Eu também aprendi um golpe muito massa – afirmou Cole.

– Bom, mas vamos dormir, pois amanhã temos um dia cheio – terminou Kenneth, deitando e adormecendo.

Na parte das meninas:

– Gostei do golpe que ele me ensinou – disse Claire

– Eu também – falou Suzan.

– Hum... Estou cansada. Vamos dormir – insistiu Jane, pois não conseguia dormir com a conversa.

No dia seguinte, todos acordam bem cedo e vão comer. Depois do café da manhã, foram para o jardim e viram que Daniel estava treinando. Executava golpes com a espada extremamente rápidos, efetuara disparos de energia negra em alvos, e depois criou um escudo negro para protegê-lo de flechas que estavam sendo atiradas contra ele. Quando terminou, os garotos ficaram de queixo caído com aquelas execuções de golpes.

– Bom, desculpe se fiz vocês esperarem. É que eu sempre gosto de treinar um pouco de manhã.

– Fala sério cara!!! Você é demais! – exclamou Vergil.

– Obrigado. Mas vamos voltar ao nosso treinamento.

Todos voltaram ao local aberto que treinaram no dia anterior e Daniel começou a falar:

– Bom, vocês já conseguiram executar os golpes com perfeição? – perguntou.

– Claro! – responderam todos ao mesmo tempo.

– Pois bem, só mais uma pergunta antes de começarmos: vocês têm o primeiro nível de poder?

– Sim, todos nós temos! – respondeu Cole, ansioso para começar.

– Então, quero que vocês o ativem e me observem – imediatamente, uma ventania inundou todo o jardim de Daniel, fazendo as árvores se mexer com violência. Todos estavam com seus fluídos: Vergil, com seu fluído azul-claro; Suzan, com seu fluído vermelho-claro; Kenneth, com seu fluído marrom-claro; Cole com seu fluído roxo-claro; Jane, com seu fluído laranja-claro e por fim, Claire, com seu fluído verde-claro.

– Muito bem! Agora quero que vocês deixem esse poder fluindo por vocês. Pensem que ele é tudo, que ele é sua força de vontade, sua fonte de energia. Deixem esse desejo tomar conta de vocês e quando não agüentarem mais segurar o poder, quero que o libertem! – falou Daniel para todos, com a voz um pouco abafada pelas lufadas violentas de vento.

Minutos depois, o fluído de Cole fora substituído por uma aura roxa bem mais escura, seus cabelos e suas vestes esvoaçando com o poder, pequenas partículas de gelo se formando ao seu redor.

– Muito bem, bruxo!

Depois de alguns minutos, Jane conseguiu formar uma aura laranja um pouco escura, com gotículas de água orbitando ao seu redor, seus cabelos longos e pretos refulgindo com a força da aura. Depois de alguns minutos, foi a vez de Kenneth criar uma aura muito branca, fazendo seu cabelo e sua batina se esvoaçarem. Após duas horas, mais ninguém havia conseguido.

– Parem! Bom, agora vão descansar, pois passaram muito tempo com a aura ativa. Continuaremos amanhã.

– Ufa! Já não agüentava mais! Vou dormir, estou exausto! – falou Cole; Kenneth e Jane foram para seus respectivos quartos lentamente. Suzan e Claire foram andar, mas Vergil ficou ali:

– Daniel? Uma pergunta: porque Alucard Dorman não lhe persegue?

– Simplesmente não sei a razão, apesar de haver alguns ataques aqui, eles nunca me prenderam. Pode ser que ele ache que eu não sou ameaça para ele, porque eu vivo aqui no sossego de minha casa e não saio por aí arriscando meu pescoço.

– Entendo...

– Agora, você quer aprender um golpe novo? – perguntou Daniel de repente.

– Que?! Claro que sim! – falou Vergil, com ânimo novo.

– Bom, o golpe que vou lhe ensinar se chama “Trovão dos Céus”. Ela faz com que um raio saia da atmosfera e atinja o chão no local que você quiser. Entenda que, além desse golpe ser poderoso e exigir muito de sua energia, só pode ser executado em áreas abertas.

– Certo. Prossiga.

– Pois bem, o nome dele é “Caelum Attonitus”. Você usa sua mão para apontar o golpe para um local e fala, assim invocando o raio.

– Certo.

– Pois bem, treine esse golpe naquele alvo ali – e apontou para um alvo com uns 5 metros de distância.

– Ok! Caelum Attonitus!!! – e um pequeno filete de trovão emanou de sua mão, mas não acontecera nada de mais.

– Com vontade, eu sei que você consegue! – incentivou Daniel.

– CAELUM ATTONITUS! – sua mão se eletrificou e um fraco trovão saiu do céu e atingiu o alvo, mas não o atingiu com força – ARG! Eu consigo!!! CAELUM ATTONITUS!!! – sua mão se eletrificou fortemente e um poderoso trovão saiu dos céus e atingiu em cheio o alvo, fazendo ricochetear e queimar violentamente, deixando apenas um pedaço de carvão incandescente.

– Muito bom! Você aprendeu mais rápido que eu imaginei! Amanhã treinaremos mais, agora vá descansar.

– Está certo – ofegou Vergil, que com a potência do golpe, ficou extremamente cansado.

Nos dias seguintes, eles treinaram com fervor e vontade, assim libertando a aura verde de Claire, com linhas de fogo ao seu redor; a aura vermelha de Suzan, com fortes lufadas de vento rodeando-a e por fim a aura azul de Vergil, com choques fortes o protegendo.

– Bom, vi que todos vocês tem a segunda aura de poder. Agora treinem o ataque combinado que lhes falei com esse saco de batatas – todos deram um riso – disfarçado de alvo. Podem começar!

Daniel põe o saco no meio de todos, então quando se afasta, ouve-se a voz de Cole dizendo “Expello”. Depois, se viu Claire bater com força com o cabo do machado na saca, mandando para Jane, que desferiu um golpe giratório com o cabo das adagas, mandando para Kenneth, que executou um soco luminoso, enviando a saca para cima, onde se viu Suzan dando um pulo altíssimo e atravessando a saca com a espada e retirando. Quando estava caindo, Vergil efetuou um disparo de energia que explodiu o saco, mandando batatas amassadas para todo lado: Kenneth usou seu poder de proteção de energia para se defender da “chuva de batatas”. Cole usou um feitiço da proteção, Suzan criou um fluxo de vento com sua aura e sua espada, Jane e Claire correram para longe antes de Vergil ter concluído o ataque. Vergil usara sua velocidade para desviar de todas. Assim que a “chuva” parou:

– Cacetada Vergil! Usava um golpe mais fraco! – gritou Jane de longe.

– Não tive culpa! Esse é o golpe mais fraco que eu aprendi, a não ser que vocês quisessem que eu esmurrasse o saco – disse Vergil, defensivo, embora risse muito.

– Bom, deixemos de briga e continuaremos nosso treinamento – e todos eles continuaram a treinar com outro tipo de alvo: uma pedra enorme. Conseguiram aperfeiçoar o ataque combinado, mas estavam cansados, pois treinaram 5 vezes seguidas. Quando estavam voltando para a casa, ouviram o grito de Daniel:

– SAIAM DAQUI!!! – não era um grito de aviso ou de medo, mas de ameaça. Eles correram para ajudar, mas quando viram ficaram absortos: Daniel executava golpes extremamente velozes e fortes, fazendo parecer que os soldados nada o afetavam. Derrotando todos os soldados, se virou para os garotos:

– É melhor vocês treinarem logo, pois os soldados estão ficando cada vez mais fortes. Vamos! Descansem por hoje e de noite treinaremos mais! Vão! – falou ele em tom de liderança. Ao final da tarde, todos já haviam acordado e se sentindo bastante renovados. Daniel os chamou e ensinou-os outras técnicas. Quando já haviam treinado muito, Daniel os mandou ir dormir para treinar bem cedo no dia seguinte. Já estavam quase na porta, quando Daniel falou:

– Vergil! Antes de ir dormir, eu quero lhe falar uma coisa.

– Vai Vergil. A gente te encontra no quarto.

Vergil murmurou um “Ok” e se dirigiu ao Daniel:

– Bom, eu sei que você vai acordar mais cansado, mas precisa aprender essa técnica, que vai ser muito útil.

– Certo; qual é ela? – perguntou Vergil interessado.

– Ela é chamada de “Quebra de Defesa”. Um golpe forte e eficiente, apesar de não causar dano. Esse golpe faz com que o alvo não consiga se defender nem criar nenhum tipo de defesa.

– Uau! O que é necessário para executá-la?

– Você tem que estar no mínimo no primeiro nível de energia e manejar as mãos de forma que seu antebraço direito fique na frente de sua mão esquerda aberta. Então você fala “Perfringo” e uma rajada de energia será atirada contra o alvo, eliminando sua defesa.

– Bom, deixe-me ver se entendi: eu fico assim – e Vergil fez as posições de mão – e então falo “Perfringo” é?

– Exato. Ataque aquele boneco que está com um escudo meu de trevas. Se você quebrar o escudo com a magia, eu vou poder fazer outro. Quem não poderá ter mais nenhuma defesa é em quem você aplicou a magia. Agora ataque normalmente o escudo.

Vergil chegou perto do boneco e desferiu uma série de chutes e socos rápidos, mas com o escudo não acontecia nada.

– Pois bem, agora ataque com o poder que lhe ensinei.

– Certo – e posicionou as mãos ao mesmo tempo em que bradou “Perfringo!!!”. Uma rajada elétrica na forma de um lobo saiu dele e atingiu o escudo, que quebrou na mesma hora, deixando o boneco indefeso – Consegui!!! Obrigado Daniel!

– Certo. Agora vá descansar, pois amanhã teremos um dia cheio.

Vergil se dirigiu até o quarto, em que Cole e Kenneth o esperavam.

– É aí, o que foi? – perguntou Kenneth.

– Err... Nada não. Só me avisou para treinar mais.

– Hum... Você está mentindo – falou Cole, astuciosamente.

– Eu não estou mentido nem nada. Agora licença, que eu estou cansado e quero dormir.

– Ele estava lhe ensinando alguma coisa, porque ouvi um grande estrondo elétrico. E eu sei que quem controla a eletricidade é você!!!

– Boa noite Cole!!! – desejou Vergil, irritado.

No dia seguinte de manhã, os nossos heróis treinaram e aperfeiçoaram mais ainda o ataque combinado. No meio-tempo da manhã para a tarde, Vergil foi treinado e aprendeu a habilidade de super velocidade do trovão, podendo pairar no ar por muito tempo até que a gravidade o puxasse de volta. De tarde cada herói aprendeu uma habilidade nova: Vergil aprendera o “Combo do Trovão”; Suzan aprendeu “Broca Invisível”; Kenneth aprendera o “Flagelo do Mal”; Já Claire aprendeu a “Investida da Cobra”; Então Cole aprendeu a “Nova de Congelamento” e por fim Jane aprendeu o “Tubo Cortante de Água”. De noite, aperfeiçoaram a passagem do nível de energia. Dormiram exaustos, mas felizes, pois tinham uma chance maior contra Alucard Dorman.

Ao término do treino do ataque combinado de manhã deles, Daniel falou:

– Pois bem, antes de partirem, eu quero lhes entregar algumas coisas. Venham.

Os nossos heróis acompanharam Daniel até uma pequena forja atrás da casa dele. Ele pediu para que entregassem suas armas para que ele as consertasse. Após alguns minutos, ele retornou com as armas de todos bem brilhantes e parecendo novas, e chegou com duas armas a mais:

– Bom, esse bastão é para o lutador e essa maça é para o sacerdote. Tenho certeza que serão úteis. Agora vamos para o meu portão.

Caminharam bastante até verem um grande portão de metal preto:

– Bom, já ensinei a vocês tudo o que sei. Agora vocês terão chance contra Alucard Dorman, mas não contem a ele, ok? – todos deram uma boa gargalhada – Então, adeus heróis, e salvem o mundo do caos e da escuridão maligna.