A Procura do Destino
7 O Destino de Todos está ligado ao de um só
Notas iniciais
Boa sorte oo
Lembrando: Review me deixa feliz e TE deixa Feliz
Andavam á caminho do Monte de Aslam, Lúcia ficara encantada com Ripchip, um rato muito fofo ela queria acariciá-lo e abraçá-lo, mas percebeu que, o rato era muito sigiloso. Pedro tentara tirar informações de Caspian conversando com ele, Edmundo dialogava um pouco com Trumpkin e Susana, falava com Artórios. A ida foi tranqüila, tanto quanto chegaram rapidamente ao lugar. E lá já tinham alguns Narnianos arrumando e protegendo a fortaleza. Entraram no Monte. Bem, se não contar a história do monte, não irão entender NADA, vamos lá... O Monte de Aslam fica além do grande Bosque, é um enorme baluarte (fortalezas embutidas nas montanhas) que os Narnianos construíram há muito tempo, num lugar de grande poder mágico, onde estava uma pedra de grande magia. O Monte foi todo escavado por dentro de galerias e cavernas, e a Mesa de Pedra está na caverna central. Lá há um lugar para guardar roupas, acessórios e tudo o que precisar, e, além disso, todos os que precisam de um teto, ou os que são habituados a viver debaixo da terra, podem ficar acomodados nas cavernas. Em caso de necessidade, todos (com exceção de gigantes) podem-se refugiar no Monte onde estão todos longe do perigo, menos da fome (hehehe).
Por fim, todos estavam trabalhando, não se podia parar. Susana começou a analisar os locais a fundo e rapidamente, entrou em um túnel escuro, não sabia como arranjar luz então chamou:
-Venham aqui!
Logo seus irmãos e Caspian estavam lá, o Futuro rei pegou uma tocha e os guiou pelo corredor, lá estavam cheios de desenhos, e todos incluíam os Pervensie. Ao final havia uma sala escura com colunas, Caspian ascendeu às tochas da sala e ficou clara: era a Sala da Mesa de Pedra.
-Já havia me esquecido. –Lúcia indo até ela
-Eu também. – Susana a seguindo, olharam para os lados lá também havia desenhos, mas esculpidos em pedras nas paredes, tinham 5, o primeiro era o exército Telmarino, outra a Última Batalha, os animais de Nárnia, e os reis, no meio e bem brilhante, estava Aslam cintilando á frente de todos. Lúcia queria falar que Aslam a ajudara e á seus irmãos, mas ninguém acreditaria.
Mais tarde, Pedro reuniu todo o povo do Monte para dizer como iriam atacar Telmar.
-A guerra é eminente, não podemos evitar que Miraz e os Telmarinos descubram logo nossas intenções então é melhor tomarmos decisões sensatas, ao contrário, podemos ser atacados de surpresa.
-Então devemos atacá-los primeiro. –Ripchip
-Sim.
-Mas o que fazemos se perceberem o ataque? –Edmundo
-Atacamos. –Pedro
-Defendemos. –Caspian ao mesmo tempo. Os dois se encararam nervosos.
-Atacaremos então pelo ar? – Sugeriu Susana querendo evitar briga
-Boa idéia. – Pedro
-Darei minha vida Majestades. –Artórios
-Isto me preocupa. –Lúcia
Todos olharam para a pequena.
-Já estamos em pouco número, e querem lutar, não é sensato.
-Atacamos, se forem muitos, Edmundo dará sinal para o resto atacar... –Sugeriu Caspian, e Pedro concordou.
-Está decidido, atacaremos daqui á 3 horas, Artórios arrume a tropa. – Pedro
-Sim Majestade. – Artórios assim fazendo os guerreiros se ajuntarem, começaram a fazer o esquema.
-Tem certeza de que quer fazer isto? –Caspian a Pedro
Pedro concordou, sabia o que queria.
Em Telmar, Nathaniel entrara no quarto de Delayne, é claro, sem ela estiver no mesmo, começou a vasculhar suas coisas, afinal, ela estava agindo muito diferente desde uns tempos. Ia virar o colchão da cama, mas ao lado, na cabeceia, estava o livro de Nárnia aberto, na página em que a princesa havia parado.
-Mas o que é isto? – Ele pegando o livro, nem ele sabia que em Telmar ainda havia algum livro de Nárnia.
Começou a analisar as páginas e eram da Era de Ouro. Não gostou nem um pouco, o próprio rei havia proibido Nárnia de entrarem e saírem de Telmar, e o mesmo deixava sua filha ter um livro. Mas logo lhe veio uma lembrança, de seu primeiro dia em Telmar, quando o livro chegara às mãos de Miraz, o rei havia o livro não por vontade, simplesmente por medo de Aslam, afinal, o livro aparecera magicamente no castelo.
-Então foi a princesa. – Nathaniel com raiva, a futura rainha de Telmar os estavam traindo, em seu pensamento, pois, para que ela iria querer o livro? Teve esta conclusão assim que abriu o livro num marca-páginas, lá havia a figura de Pedro.
-Ora ora, então a princesa gosta do fantasma...
Nathaniel bolara um plano, infalível, ao seu pensamento. E depois, se retirou.
Logo, á noite, os Pervensie e Caspian sobrevoaram em grifos acima do castelo de Telmar. O exército de Narnianos, grande devo dizer, esperava nos fundos do castelo. Este era o plano de Caspian e de Pedro, depois de umas discordâncias á caminho de Telmar, resolveram ter este plano de ataque, afinal, de noite, todos estavam dormindo inclusive os guardas dorminhocos, devo afirmar que havia muitos J.
Pedro fez sinal para Edmundo descer á torre principal, assim, poderia avisar com a lanterna quando o Exército poderia atacar. Lá havia um guarda, barrigudo, o grifo se escondeu no topo da torre com Edmundo, o Justo segurou o riso quando viu sua aparência, assim, o guarda se virou, mas não os viu, pois se esconderam muito bem.
-Que sufoco... –Sussurrou Edmundo
O grifo atacou o guerreiro silenciosamente com um golpe na cabeça do mesmo, ou melhor, dizendo, abocanhou o intruso, fazendo o Rei se arrepiar.
-Como você pode comer isto? – O Justo
-Instinto Majestade.
Edmundo sorriu, o grifo voou de volta.
Logo Pedro, Caspian, Susana e Trumpkin desceram numa passarela com colunas onde havia dois estúpidos guerreiros, O Grande rei e Caspian os mataram querendo competir.
-Estes foram fáceis. – Pedro
-Claro, eram imbecís! – Caspian
-XIU! Falem baixo! — Susana fazendo um movimento com a boca.
Os dois jovens deram as costas e armaram uma corda, abaixo, (Trumpkin dizia) que era uma biblioteca, e casa de um senhor chamado Ortiz, antigo profeta de Nárnia.
-Tem certeza? – Caspian
-Absoluta. – Trumpkin
Pedro e Caspian desceram primeiro, o segundo bateu na janela, mas nada.
-Vai ver ele não está aqui... – Pedro
Mas logo Ortiz abrira a porta, esbugalhou os olhos, afinal, nunca vira nenhum dos dois em Telmar e reconheceu o rosto de Pedro pelos livros.
-Por Mil Trovões! – Ortiz, mas logo Caspian tapou sua boca. Os dois entraram na biblioteca.
-Trumpkin nos mandou aqui, me diga, onde fica o quarto de Miraz? – Caspian
O futuro Rei tirou a mão da boca do velho, e ficou paralisado, acreditava que eram fantasmas.
-Vocês... Vão me matar? – Ortiz
-Não, mas se não nos disser logo, pode ser que sim. -Caspian
-São fantasmas?
-Claro que NÃO! – Susana que aparecera pela porta seguida de Trumpkin
-Olá meu velho! – o anão
-OH Trumpkin! Quanto tempo... Fez-me agora acreditar que não são fantasmas.
-AH Jura que não somos? – Susana com cara de “DÃ!”
-Este deve ser Caspian... – Ortiz apontando para o mesmo
-Como sabe quem eu sou? – O jovem
-Ajudei Vladmir a fugir com você do castelo, é uma longa história que deve ser contada mais tarde, então, perguntou aonde é o quarto do Rei Miraz, No alto da grande torre, duas janelas abaixo.
-Obrigado. – Caspian indo á porta.
-Receio que precise de um atalho! – Ortiz
Caspian e todos os outros se viraram surpresos, atrás de livros e mais livros havia uma passagem, a mesma era usada pela princesa Delayne para chegar até lá, quando queria, é claro. Mas Ortiz achou melhor não falar da princesa, afinal, tinham mais o que fazer.
-Por este caminho receio que tome a quarta porta á esquerda do grande quadro. – O velho homem
-Obrigado. – Caspian entrando na passagem. Logo veio Pedro, pois disse á Trumpkin e a Susana que se precisasse de ajuda voltaria e avisava.
Quando chegaram á segunda porta, Caspian disse:
-É melhor você ficar aqui...
-Mas...
-Acredite, isto é coisa de família.
Caspian seguiu, chegou á quarta porta ao lado do quadro.
-Abra a porta! – sussurrou Pedro
-Vou demorar um pouco para tomar coragem! – sussurrou de volta Caspian
Pedro fez uma cara em resposta.
-O que? –falou baixo Caspian
Pedro olhou para o lado, havia uma porta, bonita, detalhes belíssimos. Ele queria fazer alguma coisa.
Delayne estava em seu quarto procurando o livro.
-Ora, onde ele está? – ela sem paciência sem saber do ataque ao castelo.
Escutou a porta se abrir e fechar.
Ela foi até lá para ver qual era o engraçadinho, mas não havia ninguém olhou para trás e viu uma espada apontada para seu pescoço, logo vira quem a manejava, era Pedro. Entrou em choque, ele era um fantasma ou real.
-Você é um fantasma? – Ela meio que com dificuldades de dizer. Andando para a cortina.
-Se fosse um fantasma seria tão real assim?
-Não sei, mas... – Tirou uma espada da cortina – Se for não vai sentir isto...
Ela o atacou, ele desviou e defendeu fazendo um estrondo entre as duas espadas. Ela percebera que ele era real, mas não suportava a razão de ter invadido seu castelo e seu quarto.
-Quem é você? – Pedro assustado, nem suas irmãs manejavam bem espada.
-Não que viverá para contar a história, mas, sou Delayne, princesa de Telmar.
-Ora, se a princesinha do papai não sabe manejar espada!
-Princesinha do... Ah vai se arrepender! – A princesa com um sorriso, era uma grave situação, mas ela já ficara feliz, mesmo se pudera matar o Grande Rei.
-Deve ser Grande Rei Pedro... Não vejo nada de Grande... Tirando o tamanho da sua confiança. – Delayne analisando o belo J rosto de Pedro
-Ah... Então devia prestar atenção nisto... –Pedro rapidamente a desarmando, afinal prestara atenção em seus “encantos”.
O Rei a empurrou para a parede e colocou a espada em seu pescoço, mais uma vez, assim, não ia ter defesa.
-Vamos, me mate... – A princesa atiçando
Pedro olhava para os olhos dela, perfeitamente desenhados, uma beleza inestimável.
-Acabe logo com isto! – Delayne
Pedro não agüentava mais, não podia matá-la, não agora. Enfiou a espada na parede bem ao lado de seu rosto dizendo:
-Desta vez você venceu, mas prometo que da próxima, te matarei sem piedade.
Depois deu-se de costas e saiu do quarto, deixando Delayne em choque, agora ajoelhada no chão do quarto.
Caspian ainda estava lá fora tomando coragem.
-Ainda está aqui? –Pedro
-O que pensava estar fazendo? – Caspian ao lembrar-se de Pedro entrando no quarto
-Não queria fazer nada.
-Desde que não fizesse nada para acabar com a invasão!
Pedro olhou para baixo, realmente, cometeu um erro.
-O que você fez? – Caspian
Mas foi interrompido por Susana vindo da Passagem.
-Mas... O que estão fazendo aqui? – A Gentil
-Nada... –Caspian pensando em esquecer a situação.
Miraz dormira em seu quarto ao lado de sua esposa, Jade, quando foi acordado por algo pontudo e gelado em seu pescoço, uma espada. E quem a manejava era Caspian, apenas havia ele no quarto, os outros ficaram lá fora.
-De pé... – Disse Caspian, o Rei “obedeceu” mesmo dando boas gargalhadas.
Jade acordou, meio que não acreditando, sua aparência era familiar.
-Quem é você? –Jade
-Caspian. – Respondeu o jovem
-O quê?
-Ora, se não é que está vivo... – Miraz com um sorriso maléfico
-Creio que seus soldados me dariam como Fantasma.
-Se está vivo, pelo meu desagrado, receio que Vladmir também esteja.
-Ele não é da sua conta, isto é entre mim e você.
-Claro, compreendo.
-Por que matou minha mãe e meu pai?
A Rainha pegou uma besta que estava em cima da cama como enfeite, e a apontou para Caspian.
-Seja lá quem for você, abaixe esta arma! – Jade, mas Caspian tentou ignorar.
Susana e Pedro entraram no quarto.
-É melhor não fazer isto... – Susana apontando uma flecha para a Rainha.
-Não esperava que eu desse de mão beijada o castelo aos seus pais, não é? Afinal com eles mortos, cuidei de você como meu filho, até os céus me darem minha filha. Aí, tive que me livrar de você, e por um infeliz imprevisto Vladmir o salvou, amaldiçôo os deuses por me fazer ser tão estúpido e fazer aquele imbecil seu tutor. – Miraz nem ligando para A Gentil e o Magnífico.
-Como pôde... – Jade chocada com uma voz suave, nem ela sabia desta história.
-Pelo mesmo motivo que você vai atirar! – Miraz
-Seu... – Caspian fazendo um pequeno corte na garganta de Miraz, saindo um pouco de sangue.
-E então como vai ser? – Miraz
Até este ponto, Jade não sabia de que lado ficar, de seu marido, ou de seu sobrinho. Mas pensou melhor no futuro de sua filha. Atirou de raspão no braço de Caspian mesmo que chorando, Susana reagiu, mas era tarde, Miraz saira por uma porta de um esconderijo, a flecha entrou na parede. Os Jovens tentaram segui-lo, mas era impossível abrir a porta. Soaram o alarme de invasão. Os três se encontraram lá fora com Ripchip e Trumpkin. Correram para o pátio, Caspian e Pedro começaram a girar a manivela de abertura do portão da ponte.
-Isto é loucura! Por quem está fazendo isto? – Susana sempre reclamando com Pedro.
O Magnífico ignorou.
Lá em cima Edmundo batia em sua lanterna para dar o sinal, afinal era típico de sua lanterna parar de funcionar.
-Ora, vamos!
Até que finalmente ela funcionou, deu o sinal, e o exército começara a avançar.
Edmundo sorriu triunfante.
O portão da ponte abriu, dando caminho para o exército passar.
-Por Aslam! – Grunhiu Pedro junto com os outros atacando os Telmarinos juntamente ao resto dos Narnianos.
Assim se iniciou uma batalha, fortemente armada e reforçada.
Á sacada de uma das torres ligadas ao pátio estava Miraz, Nathaniel e alguns outros Telmarinos. Pedro e Caspian se encararam.
-Irei resgatar Ortiz. – Caspian
Pedro concordou. O Grande rei começou a subir as escadas da torre onde se encontrara Miraz. Um centauro pulou até a murada da sacada, e, sem piedade, Miraz o olhou friamente e o derrubou. Pedro engoliu seco, a maldade de Miraz era imensa. Um arqueiro apontou sua besta para Pedro. Acima havia Edmundo, saltou de sua torre e atacou bravamente o guerreiro, recebendo de volta, um sorriso de seu irmão.
-Obrigado! – Pedro
-Não há de quê! – Edmundo
Caspian entrara na biblioteca procurando Ortiz. Não estava lá.
Delayne andara pelo castelo, assustada, havia uma guerra lá embaixo, viu um dos reis e ainda por cima, seu castelo estava sendo invadido. Deu de cara com Nathaniel.
-Aonde pensa que vai? – O homem
-A... Nenhum lugar. – A jovem assustada
-Ajudar seus amiguinhos Narnianos? – Nathaniel mostrando o livro que havia pegado.
-Como você pôde! – A princesa levantando um braço para dar um tapa nele, mas o mesmo o segurou com força.
-Agora não tem como fugir... Você irá morrer pelo erro que cometeu! – Nathaniel colocando a espada em seu pescoço.
-Não pode... Eu sou a princesa... – Delayne o encarando duramente não demonstrando medo.
-Acho que vão achar que foram os Narnianos. – O homem soltando uma risada maléfica enquanto ia preparando a espada. Mas logo recebera uma batida na cabeça, o fazendo cair tonto. Era Ortiz.
-Tio! – Delayne o abraçando.
-Não temos tempo, precisa fugir...
-O quê? Não, irei ficar com você. – a princesa o encarando triste
-Não entende Nathaniel não descansará até matar ou se livrar de você!
Ortiz pegou em sua mão e foi puxando Layne até a passagem secreta.
-Vamos, entre... – o velho
A moça obedeceu, do outro lado, era a biblioteca. Ela viu Caspian, pela primeira vez. Ortiz chegou e encarou Caspian.
-O que está fazendo aqui? – Ortiz
-Ia te perguntar a mesma coisa! – Caspian
-Quem é você? – Delayne
-Eu sou...
-Não temos tempo... Caspian vá lá para fora já! – Ortiz
-Caspian? – Layne
-Ora que confusão! – O velho
-Eu que o diga... – Caspian
-OK, apresentações mais tarde, agora... – Ortiz pegando uma capa para Delayne- Pegue isto, vá até o estábulo, pegue Destro e saia pelo portão dos fundos do castelo. Fuja para bem longe! E se proteja receio que sabe se cuidar.
-Sim, mas e o senhor? – Layne
-Irei ficar bem.
-Está ajudando uma Telmarina?! – Caspian chocado
-OH, POR MIL TROVÕES! Explico mais tarde!
Delayne abraçou o velho.
-Sentirei saudades.
-Ora, eu também...
A moça sorriu para o velho, olhou para Caspian e disse:
-Cuide bem dele. E prazer em conhecê-lo.
-Cuidarei, e o prazer foi meu, apesar da bagunça.
Layne se retirou pela porta lateral da biblioteca. Fez o que Ortiz pediu.
-Quem é ela? – Caspian
-Sua prima. – Ortiz
-O que?
-Sim, sua prima. Ela não tem nenhuma culpa pelos Telmarinos se quer saber. E está indecisa de que lado ficar.
-Ora, tenho uma prima.
-Sim, mas o que veio fazer aqui com uma guerra lá fora?
Caspian bateu sua mão na testa.
-Que cabeça a minha!! – o Moço
Ortiz olhou em resposta.
-Venha comigo... – Disse Caspian o puxando
-Espere! Para onde?
-Apenas venha!
Caspian foi até o estábulo juntamente com Ortiz, não foi fácil, admito, havia uns guerreiros a caminho do pátio, mas as habilidades do Futuro rei ajudaram muito.
-Ora, você é bom nisto! – Disse Ortiz levantando uma sobrancelha.
Caspian sorriu, ao lado havia três cavalos. Um para ele, outro para Ortiz e o último para Pedro que ficara sem, o resto podia montar em centauros e minotauros.
Saiu montando o seu cavalo e Ortiz o seu, deixando o outro para Caspian levar com as rédeas até o pátio.
Edmundo havia subido de volta na torre, deu o aviso de recuar, mas logo atrás de si estavam três guerreiros.
-Haha, pensa que pode fugir rapaz?
Realmente, não havia saída. Edmundo foi andando de costas até uma abertura na murada. Tinha um plano. Jogou-se da abertura, era alto. Os guerreiros começaram a rir e foram até a murada. Não havia corpo algum lá em baixo. Mas logo aparecera um grifo, e montado nele, Edmundo sorridente.
-RECUAR! – Grunhiu Pedro montando em seu cavalo.
Uns Telmarinos tentaram fechar o portão da ponte, mas um centauro se pôs no meio e começou a colocar força para permanecer aberto. Caspian olhou para a sacada, lá estavam Miraz e uns guerreiros, aparecera Nathaniel com a mão na cabeça.
-O que houve? – Miraz
-Nada senhor, foram os Narnianos.
-Claro.
O Rei olhou para o portão, viu o centauro, morreu de raiva. Tomou uma besta da mão de seus guerreiros e disse:
-ATIRAR!
Assim, todos os arqueiros começaram a atirar na criatura, o fazendo gritar. O centauro estava perdendo a força. Pedro, Caspian, Ortiz, Susana (que montara em Artórios), Edmundo no grifo sobrevoando o pátio, milhares de mortos. O centauro caiu, o portão fechou e não havia como abrirem-lo de volta, muitos Narnianos morreram. Todos haviam atravessado a ponte, que subia devagar, menos Pedro que olhava com os olhos cheios de água seus amigos morrerem lá dentro. Procurou reforço em Artórios, mas o mesmo abaixou a cabeça, junto com tantos outros. Pedro e “seu” cavalo atravessaram a ponte com um salto. Milhares de Narnianos perderam a vida.
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