A Procura do Destino
8 A Volta do mal - 1
Notas iniciais
Lúcia saíra do Monte de Aslam, havia recebido um recado de que os outros haviam chegado. Pedro andava na frente, nervoso. Caspian logo atrás, e os outros logo mais. Todos estavam frustrados e de cabeça baixa.
-O que houve? – Lúcia
-Pergunte á ele! – Pedro se referindo á Caspian
-HEI! –Caspian nervoso -Se tivéssemos ido antes não teria acontecido isto!
-Sim, mas se não tivesse atacado Miraz estariam todos vivos!
-Tudo seria melhor sem vocês aqui!
-Foi você que nos chamou não se lembra?!
-Eu não chamei ninguém...
-Oh, mas é claro que NÃO!
-Vladmir... – Sussurrou Caspian a si mesmo. Artórios ficou de cabeça baixa, se lembrando do amigo.
-Quem é Vladmir? – Susana com um aspecto triste.
-Majestade! – Gritou Ripchip.
Todos olharam para trás, Trumpkin estava ferido no colo de Artórios, o mesmo o colocara no chão. Lúcia correu até ele, apoiou a mão em sua cabeça e deu uma gota de seu “chá”.Todos esperavam ansiosos pela cura olhando fixadamente. Trumpkin acordou.
-Que dor de cabeça! – o anão
Lúcia sorriu e o abraçou.
Caspian deu as costas e entrou no Monte. Logo vinheram os outros, menos Pedro que via uma estranha movimentação á frente do Monte, na floresta.
Delayne havia seguido o exército, de longe e com cautela. Estava na floresta á frente ao Monte de Aslam.Sentou-se abaixo de uma árvore e olhou para Destro.
-Queria que falasse... – A moça, não triste nem desapontada, mas com um tom de zombação.
Agora, começou a lembrar de Nathaniel, sua mãe, Danielle, Ortiz, e todos aqueles que viveu durante anos, e talvez, nunca mais os veria.
-O que iremos fazer agora Destro?
O cavalo relinchou isto queria dizer que havia intrusos. Tirou da bainha sua espada, sim, ela havia levado (havia me esquecido de mencionar).
-Calma Destro... – Sussurrou a jovem ao animal acariciando-o.
Logo uma mão cobrira sua boca, ela mordeu a mão, se virou e reconheceu o rosto, era Pedro.
-Você? – a jovem
-Ia fazer a mesma pergunta... – Pedro segurando a mão, pois doía, afinal levara uma mordida.
-Está doendo?
-Não... CLARO que não! – Pedro com um tom esnobe.
-Me desculpe, mas o que queria que eu fizesse?
-A pergunta é se veio nos espionar...
-Não! Eu... Só estou aqui. –ela fazendo esforço para não contar a verdade, Pedro só iria rir da sua cara se contasse o ocorrido.
-Se veio, irei cumprir o que lhe disse, vou te matar sem piedade.
-Claro, então vamos lá... –Delayne pegando a espada, sabia que isto seria impossível, analisou que agora, ele estava com fraqueza, à mão que mordera era a que ele manejava, e agora, não ficara encantada com seu rosto, apenas ele com o dela.
Pedro atacou de esquerda, Layne pulou para o lado fugindo do ataque, depois bateu nas costas dele com a ponta da espada, quando se recuperou, bateu o punho da espada na mão que empunhava a espada, fazendo o objeto cair e Pedro grunhir. Agora, era a vez de Layne colocar a espada no pescoço de Pedro. Ele a encarou, mas ela não caia mais em seus “encantos”.
-Não irei te atiçar se é que pensa. – O Grande
-Não irei fazer o mesmo que você... –A moça jogou sua espada no chão, deixando Pedro livre do “sufoco” — Uma vida pela outra.
Enquanto isso, lá dentro do Monte, Caspian olhava os desenhos dos reis, as histórias e todo o resto. Até que, aparecera um anão, cabelo e barba negros e um nariz.. BEM feio.
-Ei... Rapaz...
Caspian o encarou.
-Quer ser mais do que eles?
O jovem olhou para os desenhos, e lembrou-se da briga com Pedro, e de seu suposto “afeto” por Susana, queria ser mais do que O Grande rei, queria ser melhor o bastante para poder ser digno de ficar com a Gentil. Ele concordou mesmo engolindo um seco.
-Então me siga...
Caspian o seguiu, foram até a sala da Mesa de Pedra. Foram ao outro lado, que ficara á frente do desenho de Aslam, onde haviam duas colunas, dando realce á imagem do grande leão. Escutou barulhos, olhou para trás e, de lá, saíram um lobisomem e uma espécie de “bruxa” falando coisas que nem mesmo entendia. Era magia. A bruxa ia fazendo um círculo com Caspian dentro, logo depois, Tirou de dentro de sua manta um cajado de gelo, o cajado da Feiticeira Branca. Quebrou-o com toda a força na murada, o gelo de sua ponta, não quebrou, apenas começou a entrelaçar-se entre as colunas, assim, se formou ao meio delas, um grande espelho de gelo, formando uma imagem, um rosto, era a própria Feiticeira Branca.
Caspian foi indo para trás, tentando ir embora, mas o lobisomem o segurou e cortou sua mão.
-Não, isto não está certo! – Caspian
-Vamos, apenas uma gota... – A Feiticeira, Jadis
Jadis começou a fazer uma mágica, até sem pronunciar nada, fazendo O jovem ir se aproximando como se estivesse encantado. Assim, o lobisomem o soltou.
-Parem agora mesmo! – Pedro entrando na sala junto com Edmundo e Trumpkin
Pedro e Edmundo mataram o lobisomem. Logo, o Justo se dirigiu á bruxa, Trumpkin lutava com o anão, e Pedro correra até Caspian e o empurrou, acabando seu encanto, mas isto não impediu de apontar a espada á Feiticeira.
-Oh, Pedro, quanto tempo...
O Grande permaneceu paralisado.
-Vamos, sabe que não pode ganhar o inimigo facilmente, sabe que precisa de mim...
Pedro ia abaixando a espada estava ficando fraco. Até que algo entrou no gelo e o espelho começou a se despedaçar. Lá atrás estava Edmundo com sua espada.
-Não há de quê! – O Justo á Pedro e Caspian que estavam chocados.
Os olhares de todos se voltaram á entrada, estava Susana, com os olhos cheio d’água. Caspian olhou para ela, mas a mesma o ignorou e saiu da sala.
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