A Princesa e O Conde

15 Capítulo XV


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece, né galera?
Depois de um looooongo tempo (longe até demais =/) de molho não podendo digitar por mais de 10 minutos, finalmente recebi autorização médica para voltar aos meus afazeres tecnológicos. (todos comemora o/) Isso inclui, obviamente, voltar a escrever! *-*
Enfim, aqui está o penúltimo capítulo para vocês. Espero que apreciem, pois no próximo a fic acabará. Já estou ficando triste e querendo adiar esse final o máximo possível, mas não posso fazer isso com vocês. Já basta o tempo que fiquei com a porcaria da tendinite. =/
Bom, é isso! Enjoy~

Fiquei olhando com cara de idiota para meus pais. Eles tinham um semblante alegre e confiante. Não estava entendo nada. Será que eles já suspeitavam da família do Zero e essa era a prova conclusiva?

- Mãe, pai... O que é ‘finalmente’? – perguntei.

- Minha filha... Seu ex-noivo é maravilhoso! – disse minha mãe empolgada. Hã? Maravilhoso?

- Como assim? – perguntamos eu a Kaname juntos enquanto nos olhávamos confusos.

- Essa é a prova que nós precisávamos para provar que seu tio está tentando realizar um golpe de estado. – disse meu pai balançando a carta nas mãos. Dizendo isso saiu de trás da escrivaninha e foi caminhando a passos rápidos até a porta seguida de minha mãe. – Preciso convocar o conselho! Agora podemos pôr esse meu irmão cruel atrás das grades, querida! – ele parecia bem empolgado. Espera! E a família do Zero?!

- PAI! – ele levou um susto tão grande com meu grito que quase escorregou. – A família do Zero... O que ela tem a ver com tudo isso? – estava nervosa, começando a ficar tonta e com vontade de vomitar. Droga!

- Eles foram os responsáveis por essa carta. – e dito isso saiu do escritório, mas voltou correndo ao ouvir o grito de meu irmão.

- YUUKI! – e foi a última coisa que eu ouvi antes de desmaiar.

Acordei não sei quanto tempo depois em meu quarto. Ele estava com as cortinas fechadas então a escuridão era assustadora. Tentei me sentar na cama, mas senti uma dor na parte de cima da minha mão direita e vi que eu tinha uma agulha nela com uma bolsa de soro pendurada ao lado da minha cama. O que significa isso?

- Você finalmente acordou... – gelei ao ouvir aquela voz. O que ele fazia aqui? – ele estava sentado em uma cadeira de frente para a minha cama.

- Zero? Porque está no meu quarto? O que significa essa agulha e esse soro? – ele levantou.

- Caso não saiba, má alimentação com pouca hidratação e cansaço não são boas combinações para o corpo. – ele fez uma pausa e me olhou indiferente. – Ainda mais para uma grávida. – merda.

- Hum... Quem te contou?

- Yori. – traidora! – Mas foi depois que você desmaiou e seus pais chamaram um médico e ele constatou sua gravidez. Ela achou melhor me avisar antes que seus pais viessem me perguntar alguma coisa. – outra pausa. – Quando pretendia me contar?

- Não pretendia... – o olhar dele foi de raiva. – Até não conseguir mais esconder. – dessa vez foi a minha vez de fazer uma pausa. – O que era aquela carta afinal? Meus pais não me esclareceram coisa alguma. Apenas disse que sua família era a responsável por tê-la conseguido. E isso não significa nada. – ele bufou.

- Às vezes me pergunto como você pode ser tão burra. – QUE?! – Nossos pais são amigos desde antes seu pai assumir o trono. Sempre souberam que o irmão do rei, Rido, não prestava e que sentia inveja do título ter sido dado ao seu pai e não a ele apesar dele ser o mais velho. Depois disso, houve algumas tentativas de golpe de estado, mas todas sem sucesso. Todos do conselho, seu pai, sua mãe e meus pais suspeitavam que a pessoa por trás de todos eles era seu tio, mas como não tinham como provar, nunca puderam prender seu tio somente exilá-lo do país. Algum tempo atrás, meus pais ficaram sabendo de uma tentativa de golpe e comunicaram o rei que os incumbiu de conseguirem provas de que era o Rido por trás dele e a carta é essa prova. Só que há suspeitas de que ele tem espiões pelo castelo e por isso não podiam simplesmente entrar e entregar a carta. A oportunidade surgiu quando vim morar aqui. Ichiru trouxe a carta em uma das vindas dele, me entregou e eu fiquei responsável por entregá-la ao rei, mas eu tive que ver meu pai e o rei acabou viajando que não consegui entregar. Aí você encontrou o livro, contou ao seu irmão e me expulsou daqui complicando ainda mais as coisas... – me senti culpada por ter causado essa confusão, mas se ele tivesse me contado na primeira vez que eu perguntei, as coisas não teriam acabo desse jeito.

- Ai, ai... – voltei a me deitar. Aparentemente estava cansada demais para discutir.

- Yuuki, você está bem? – ele se aproximou correndo da cama e colocou a mão na minha barriga. Senti vontade de chorar. Malditos hormônios...

- Só estou cansada, Zero. Somente isso. Não durmo direito desde que você saiu daqui. Senti sua maldita falta todos os dias. – já estava soluçando. – Eu sei que eu agi feito uma burra ao te expulsar daqui, mas pense em como eu fiquei quando li a carta e ainda tive que esperar 24 horas para ouvir uma explicação que você não ‘pode’ – fiz aspas com as mãos. – me dar. Fiquei frustrada e irritada com você. O casamento com o Yagari no início foi para te provocar, mas depois senti pena de terminar com ele. Droga, Zero! Você foi praticamente imposto diante de mim, me fez me apaixonar por você e depois acho aquela carta? O que você queria que eu pensasse? Não sou de ferro, sabia? – agora eu estava chorando realmente. Senti o colchão afundar atrás de mim e depois braços envolvendo minha cintura, mas tendo cuidado com a minha barriga.

- Me perdoe, meu amor. Eu juro que queria te contar, mas não confio em ninguém que não seja a Yori e sua família. E como nenhum deles estava por perto, preferi não te contar. Como se tratava de um assunto de estado e do futuro do país, às vezes é bom ficar um pouco paranoico. Sinto muito por tê-la feito sofrer. Sinto muito mesmo. – ele beijou meu ombro. Ah... Esses lábios. Soltei um gemido baixo e ele riu. Não faça esses sons, Yuuki. Caso contrário, esquecerei que você está com uma agulha na mão. – ele deu outro beijo. Virei meu pescoço para poder olhá-lo.

- Não me incomodaria se esquecesse. – e o beijei na boca.

Por um momento ele quis recuar, mas ao ouvir outro gemido saindo de minha boca ele acabou desistindo da ideia. Virei totalmente de frente para ele e consegui encará-lo pela primeira vez desde a festa na casa da Baronesa. Estava mais magro e mais pálido. Senti-me culpada por causar tudo isso a ele. Abracei-o e ficamos assim durante algum tempo. Ele passava aos mãos nas minhas costas e eu agarrei sua blusa.

- Sinto muito. – eu disse ainda com a voz embargada. – Sinto muito se te fiz sofrer. Sinto muito. Sinto muito. Sinto muito. – não conseguia parar de dizer. – Sinto muito mesmo. Fui uma burra e não tenho ideia de como te trazer de volta. – apertei ainda mais sua blusa, puxando o corpo dele para mais perto de mim.

- Não precisa pensar muito, meu amor. – eu levantei a cabeça chocada. – Eu ainda sou seu. – ele abriu o sorriso mais lindo que eu já vi. – E você ainda é minha. – ele colocou a mão na minha barriga novamente. – Ainda mais agora. – e eu voltei a chorar.

- Zero. Eu te amo! – afundei minha cara em seu peito. – Eu te amo muito! Não sei o que eu faria sem você.

- Ah... Eu também te amo, minha princesa. Você não tem ideia do quanto. – ele levantou meu rosto de forma que ficasse de frente para o dele. Ficamos nos olhando durante alguns segundos até eu avançar em sua boca.

O beijo não foi nada calmo. Foi faminto, selvagem e desesperado, mas cheio de amor. Zero alcançou minha mão com soro e cuidadosamente retirou a agulha aproveitando para ficar em cima de mim, mas por peso. Como senti falta dele! Peguei a bainha da blusa dele e a puxei para fora de seu corpo com força. Zero pegou minha camisola (quando foi que a colocaram em mim?) e puxou até a altura da minha barriga. Eu já estava arfando e querendo mais. Alcancei o botão da calça dele, abri rapidamente, puxei o zíper para baixo e com a ajuda de Zero consegui tirá-la do corpo dele fazendo-o ficar somente de cueca. Subi as mãos por sua coxa e sentida sua ereção já firme, rígida e pronta. Zero estava mantendo um pequeno controle sobre si próprio, mas ao sentir minha mão em sua ereção ele a mandou para o espaço. Terminou de tirar minha camisola me deixando só de calçinha. Eu o queria. O queria JÁ! Coloquei minha mão dentro de sua cueca e tirei sua ereção de lá. Ouvi Zero gemer e isso somente me incentivou ainda mais.

- Yuuki, Yuuki... Vamos com calma. – ele tentava falar, mas sua voz saía rouca e cheia de desejo.

- Não. Não quero ir com calma. Quero-o agora, Zero. – o puxei para mais perto de mim colocando sua ereção perto de minha entrada. – Zero... Por favor...

- E eu querendo ir com calma... – ele puxou sua cueca para baixa e em seguida fez o mesmo com a minha calçinha. – Yuuki, o bebê...?

- Não se preocupe com ele. Você nunca o machucaria. – pus a mão em seu rosto para tranquilizá-lo. – Zero...

- Yuuki... – e ele me penetrou.

Acho que gritei com a força do movimento, mas não quis que ele parasse por isso coloquei minhas pernas em volta de sua cintura para impedi-lo. Ele começou indo e vindo lentamente, mas ao me ouvir gemer e pedindo mais ele apressou os movimentos e então comecei a sentir um som repetitivo vindo de dentro do quarto. Precisei me segurar na cabeceira da cama para evitar andar pelo colchão. Foi aí que percebi que o barulho vinha da própria que estava batendo na parede. Céus! O quão intenso as coisas estão! Zero entrava e saía enquanto controlava as penetrações com as mãos em minha cintura. Eu já estava sentindo meu orgasmo chegando e minha consciência me deixando. Eu ia desmaiar novamente?

- Zero, rápido. – agarrei seu braço. – Eu... – estocada. – Estou... – estocada. – Quase... – estocada.

- Shiii, Yuuki. As pessoas podem ouvir. – ele riu e estocou mais forte. Soltei um grito e gozei.

Não sei muito bem o que aconteceu depois, mas lembro do Zero dizer meu nome antes de sentir uma última penetração profunda e seu sêmen me preencher. Depois disso... O quarto ficou todo escuro novamente.

- Yuuki? Yuuki, minha filha você está acordada? – hum? Era minha mãe me chamando? – Filha?

- Agora estou, mamãe. – falei enquanto me sentava no colchão. – Não fale alto, por favor.

- Desculpe. É... Filha. – eu a encarei. – Você sabe que precisamos conversar não é? Sobre algumas coisas... Específicas.

- Eu sei, mamãe. Eu sei. – só de pensar na ‘conversa’ que teríamos eu já me sentia cansada.

- Seu pai ficou preocupadíssimo com você quando te viu desmaiada no colo de seu irmão. E ficou mais desesperado ainda quando soube que você estava grávida. Bem, conversaremos sobre isso mais tarde. Descanse bastante.

- Claro, mamãe.

- Ah! Filha... Zero está aqui desde ontem. – Zero está aqui? AINDA?! Praticamente pulei da cama, peguei meu robe e fui procurá-lo aos sons dos gritos da minha mãe me pedindo para voltar ao quarto e descansar.

Nisso, meu irmão sai do quarto dele – que fica do outro lado do corredor! – perguntando que gritaria era aquela no meio da manhã. Eu o ignoro e desço as escadas ainda procurando pelo Zero. Merda! Cadê ele?!

- Yuuki? Você deveria ainda estar deitada. – ouço sua voz com tom de irritação bem atrás de mim. Não penso duas vezes e pulo em seus braços.

- Não suma assim tão de repente! Idiota! – o aperto ainda mais em meu abraço e finalmente sou retribuída. Ficamos abraçados algum tempo e quando ele foi me colocar no chão, minhas pernas ficaram fracas e quase caí no chão. Sorte minha Zero ter me segurado.

- Você está bem, amor?

- Culpa sua ter pegado pesado ontem de noite. – falei baixinho só para ele ouvir já que aparentemente tínhamos uma plateia. Ambos coramos.

- Desculpa. – sorrimos.

- Que confusão toda é essa? – ouvi meu pai perguntar no topo da escada. – Yuuki?! Você deveria estar deitada. O médico recomendou repouso absoluto! – ora... Ele também estava irritado.

- Papai! Eu quero me casar! – gritei impulsivamente fazendo todos os presentes (meu pai, minha mãe, meu irmão, Yori – que não sei onde saiu, Zero e os empregados) ficarem surpresos. – Eu vou me casar com o Zero. Hoje! – afinal, eu ia me casar hoje mesmo...

Notas finais
E aí, galera? O que acharam desse capítulo? Perdoem os erros de português. Ele foi escrito muito rápido por que estava ansiosa demais. *-*
Espero que tenham gostado. =]

Beijos e até daqui a alguns dias... o/