A Princesa e O Conde
16 Capítulo XVI
Notas iniciais
– Como assim não vou mais casar hoje?! – perguntei super irritada. – Eu quero me casar hoje com o Zero, papai!
– Yuuki! Você acabou de quase infartar a mamãe e ainda exige um casamento? Seja coerente, pelo amor de Deus! – reclamou Kaname.
Bem... Em minha defesa eu sabia que ela não iria sofrer um infarto DE VERDADE. Claro, que corria o risco dela desmaiar, mas eu já desmaiei e nada aconteceu. Tudo bem, tudo bem, há o fator idade aqui, mas pô! É da rainha que estávamos falando. Ela só está UM POUCO desorientada. Nada que um chá (ou um bom gole de uísque) não resolva.
– Eu estou sendo coerente! – bati o pé e impedi do Zero me segurar para acabar com a discussão. – Ora, eu já ia me casar hoje mesmo.
– Os únicos problemas, sua louca varrida, são: 1º) o convite de casamento diz que você vai se casar com o Yagari e não com o Zero – eu juro que senti o Zero resmungar atrás de mim –; 2º) tudo já foi cancelado e 3º) MAMÃE ESTÁ DESAMAIADA!
– Argh! – subi as escadas de volta para o meu quarto. Estava irritada e nesse momento não queria falar com ninguém.
– Amor, acho que nós podemos nos casar no final de semana que vem sem problema algum. – falou Zero fechando a porta do quarto atrás de si. Olhei-o com raiva fazendo-o levantar as mãos em posição defensiva. – Bem... Pelo menos é uma ideia.
– Não queria ter que esperar. Vai que nesse meio tempo acontece mais alguma coisa e nos separamos de novo? – meu humor já tinha mudado e eu agora estava triste. Hormônios do mal!
– Nada vai acontecer, sua boba. Ficarei aqui o tempo todo de olho em você e no nosso bebê. – ele sentou ao meu lado no colchão. – Você acha que é uma menina ou menino?
– Não me importo muito com o sexo. Desde que seja parecido com você eu já ficaria mais que feliz. – disse agora feliz. Deitei minha cabeça em sua coxa e ele ficou me fazendo cafuné.
– Eu queria que fosse um menino com os meus olhos e seus cabelos. Ele seria lindo e todas as meninas cairiam aos pés dele. – ele soltou uma risada e eu dei um leve tapa em sua perna.
– Zero! O bebê ainda nem nasceu e você já quer colocá-lo no caminho da perversão? Só por isso vou torcer para ser uma menina. Aí a ensinarei todas as minhas técnicas de conquista. Desde comportamento até modo de se vestir.
– De jeito nenhum! Se ela for se vestir igual a você se vestia para me conquistar não vou ter sossego nunca! Não quero nem imaginar minha preciosa filha fazendo metade das coisas que nós fizemos. Cruz Credo. – ele se arrepiou e foi minha vez de soltar uma gargalhada.
– Você não pode ser ciumento com ela.
– Claro que posso. Eu vou ser o pai dela, oras. – ele beijou minha testa e nos reposicionamos na cama: ficamos deitados abraçadinhos. – Você acha que já terminaram de reformar a ala antiga?
– Já. Tecnicamente, nós nos mudaríamos para lá no dia seguinte que chegássemos de lua de mel, mas...
– Mas as coisas vão sair um pouco diferente. – ele riu.
– Por aí. – ri também.
Continuamos conversando sobre diversas coisas. Colocamos a conversa em dia por assim dizer. Zero me contou tudo sobre o que aconteceu durante o tempo em que ficamos separados e eu fiz o mesmo. Nas palavras dele, “antes só do que mal acompanhado”, quando eu me referi a passar grande parte dos meus dias com o Yagari. Zero às vezes é tão criança... (olha quem fala). Conversamos sobre outras coisas em relação ao bebê, mas fomos interrompidos por batidas na porta.
– Entra! – gritei.
– Yuuki. – era Kaname.
– Mamãe já está melhor. Acho que ela quer falar com vocês dois.
– Já estamos indo. – ele assentiu e fechou a porta. Instantes depois eu e Zero nos ajeitamos e fomos encontrar com minha mãe.
Ela estava no quarto deitada na cama e parecia que tinha acabado de acordar de um pesadelo. Naquele momento eu me senti culpada, mas depois que ela olhou para mim e sorriu senti-me extremamente aliviada. Minha mãe é muito calma, mas acho que o susto que eu dei nela hoje superou qualquer coisa que ela já tenha sentido na vida.
– Mamãe, queria nos ver? – me sentei ao seu lado da cama. – Desculpe por tê-la feito passar mal. Juro que não foi minha intenção... – segurei sua mão.
– Eu sei, minha querida. Eu sei... Só, por favor, não faça mais isso.
– É claro que não vou fazer... – nós duas rimos. – Zero e eu estávamos conversando sobre o casamento que foi adiado e sobre o bebê. Pensamos que quanto antes nos casarmos, melhor.
– Concordo plenamente. Por isso conversei com seu pai e achamos melhor adiar o casamento para sábado que vem. Até lá tudo já vai ter sido recontratado, os convites poderão ser mandados novamente e tudo ficará no seu devido lugar.
– Claro, mamãe. – dei outro beijo em sua mão. – Mais uma vez me desculpe. – ela assentiu sorrindo. – Vamos deixá-la descansar agora. Nos vemos mais tarde, ok? – ela me deu um beijo e nos despedimos.
Zero e eu decidimos ficar no quarto. Depois de todos descobrirem da gravidez (coisa que meu pai ainda está digerindo, eu acho), decidimos dormir juntos sem precisarmos ficar fazendo isso escondido. É tão bom dormir com ele sem precisar ficar se preocupando se alguém vai entrar no quarto e nos ver juntos... Ai ai, que delícia.
UMA SEMANA DEPOIS...
– Fica calma, criatura! — disse Yori enquanto ajeitava o meu vestido.
– Fale por você. Estou em pânico! Respira. Respira. – ar para dentro, ar para fora, ar para dentro, ar para fora. – Semana passada parecia um tempo tão distante!
– É, é... Só que hoje finalmente chegou e você vai casar. Agora me faça o favor e FIQUE PARADA! Que coisa... – ela disse apertando o espartilho. Ah, morri!
– Yori! Tem uma criança aqui você sabe, né? Não aperte tanto... Meu Deus!
– Se você ficasse quieta, eu não teria apertado tanto. Nunca vi uma noiva ficar tão inquieta na minha vida.
– Só me lembre de me dizer essas mesmas palavras quando for a sua vez, ok? – falei mau humorada.
Finalmente o grande dia tinha chegado e eu vou casar. YEY! Estou com os nervos duplamente a flor da pele. Primeiro pela gravidez e segundo pelo casamento. Zero disse que está com medo de casar comigo e eu quase quebrei o braço dele por isso, mas juro que foi sem querer. Ou não...
Meus pais já estavam lá me esperando. Na verdade, todos já estavam lá me esperando e eu aqui, nervosa e ainda colocando o vestido. Será que o Zero vai achar que eu desisti de casar com ele? Ah, pai!
– Amiga, está terminando aí?
– Só falta colocar a saia. Não me apresse... – ela disse concentrada no que estava fazendo. Confiei somente na Yori para me colocar o vestido. Afinal, dentre as mulheres que ajudaram a organizar o casamento e a festa, fora a minha mãe (que já estava na Igreja) e a noiva que meu irmão (que também já estava lá), ela era a única que sabia da gravidez, então sabia até onde podia apertar o vestido sem me matar sem ar.
Finalmente vestida e com o buquê a postos, fomos para a Igreja. Tudo estava lindo e os convidados pareciam ansiosos pela minha chegada. Zero então nem se fale. Ele respirou aliviado quando me viu entrando. Quase senti vontade de rir, mas segurei para não ficar feio demais.
Tentei andar com elegância até o altar, mas o vestido limitava meus movimentos e eu parecia um robô caminhando. Conclusão: eu me sentia meio ridícula. De quem foi a ridícula ideia de colocar um vestido com espartilho?! Ah, minha... Só que isso foi antes do bebê e do fato de eu ter engordado um bocadinho. Oh, vida. Minha sorte foi que o maravilhoso do meu pai estava me guiando então não ficou tão estranho assim. Eu acho, né. Quando finalmente cheguei ao altar e meu pai me entregou ao Zero, eu não pude resistir e troquei uma rápida palavra com o ele.
– Quando isso acabar, arranque meu vestido. – ele sorriu.
– Com todo prazer. – eu sorri.
A cerimônia foi linda e o padre disse palavras maravilhosas sobre compromisso, amor, respeito, união e matrimônio. Jurei para mim mesma que não iria chorar, mas quando o padre falou sobre superar as dificuldades juntos e saber ouvir um ao outro, me lembrei de quando briguei com o Zero por causa de uma coisa boba e isso nos custou nossa separação temporária e comecei a chorar. Acho que ouvi ou minha mãe, ou a Yori, ou a Agatha (ou foram todas, sei lá) chorando também. Foram realmente palavras muito lindas.
– Você, Yuuki Kuran, aceita Zero Kiryuu como seu legítimo esposo para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza até que a morte os separe?
– Aceito, claro. – eu já estava vendo tudo embaçado, mas dane-se. É o meu casamento e eu choro do jeito que eu quiser.
– Você, Zero Kiryuu, aceita Yuuki Kuran como sua esposa para amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza até que a morte os separe?
– Aceito.
– Eu agora os declaro, marido e mulher. Pode beij... – Zero nem para esperar o pobre do padre terminar a fala e já saiu me tascando um beijão. Adorei a demonstração de amor dele e por isso retribuí na mesma moeda. Eu só acho que o padre não gostou muito não.
A festa ia ser no palácio mesmo. Nós fomos primeiro para nós trocarmos de roupa e recepcionar os convidados. Quando soltou o espartilho (ele simplesmente cortou os fios) e eu respirei aliviada quase quis pular em cima dele de alegria, mas se eu fizesse isso nós anteciparíamos a lua de mel e eu acho que meus pais não iriam gostar nada daquilo. Por fim, coloquei um vestido mais soltinho e Zero tirou o smoking para por algo mais ‘leve’ (palavras dele). Quando descemos todos os convidados praticamente já tinham chegado e erma recepcionados pelos meus sogros (preciso me acostumar com essa palavra) e pelos meus pais.
Aproveitamos bastante a festa e na hora de jogar o buque foi uma confusão tão grande, mais tão grande que eu quase fiz uni-duni-tê para evitar que alguém acabasse pisoteado, mas no fim quem acabou pegando o buque foi a Yori. Quase pulei de felicidade ao vê-la segurando o buque e olhando singelamente para o Ichiru. Hum... Sinto algo no ar.
Na hora de nos despedirmos de todos para nossa lua de mel, minha mãe quase chorou, Yori quase chorou e me pediu para voltar logo. Credo! Duas semanas passam voando! Zero e eu decidirmos ir para a Paris já nós gostaríamos de um pouco de privacidade e a cidade é um lugar romântico. Na verdade, Zero disse que queria passar nossa lua de mel trancado no quarto fazendo sexo/amor comigo, mas vamos combinar que por mais que a ideia seja tentadora é a minha única lua de mel e eu vou aproveitá-la, então o convenci de viajarmos. Só que não consegui fazê-lo desistir da ideia de ficar dentro do quarto. Bem, até chegarmos lá eu o faço mudar de ideia. Assim espero, né.
O motorista nos levou até o aeroporto para pegarmos o avião até Paris. O voo foi rápido e tranquilo e eu consegui dormir um pouco. Quando aterrissamos fomos direto para o hotel e eu dormi. Sério. Não aguentei e apaguei mesmo. Parecia uma morta e segundo o Zero (e eu acho que é mentira), eu ronquei.
Depois que acordei, fomos visitar os arredores do hotel e descobrimos ótimos restaurantes e lojas de souvenir. Logo fui comprando presentes para o Ichiru, Yori, mamãe, papai, sogro, sogra, Kaname e Agatha. Zero parecia de mau humor, mas como ele não me falou nada, preferi ignorá-lo. Finalmente voltamos ao hotel e eu consegui descobrir o que tanto irritava meu marido.
– É nossa lua de mel. – ele disse emburrado enquanto tirava o casaco e colocava em cima da cadeira do quarto.
– Sim, eu sei disso. – respondi guardando os presentes já na mala. – Qual o problema?
– Nós deveríamos estar debaixo das cobertas namorando. – ele se aproximou de mim e me deu um beijo. – E não pensar em mais ninguém... – outro beijo.
– Só porque eu me lembrei da nossa família – ênfase no ‘nossa’. – não significa que eu não pense em você menos, meu querido marido. – dei-lhe um beijo.
– Hum... Então será que agora podemos namorar um pouco? – ele foi subindo a minha blusa devagar até tirá-la por completo.
Pois é... Não consegui convencê-lo a sair do quarto todas as noites, mas posso dizer que fui muito bem recompensada.
DUAS SEMANAS DEPOIS...
– Finalmente você está de volta! – Yori pulou em cima de mim me dando um forte abraço. – Já mudaram as coisas de vocês para um dos quartos reformados e fui eu quem ajudou na decoração, então espero que gostem.
– Você tem muito bom gosto, Yori. – falou Zero. Logicamente que concordei com ele. Yori conseguia fazer milagres em qualquer cômodo. – Tenho certeza que vamos gostar, né amor?
– Claro que sim. Confio plenamente no seu gosto. Vamos ver o quarto e aí te dou o seu presente.
– Oba! – ela falou empolgada.
Ela foi nos guiando até o final do antigo corredor (agora reformado) e parou em frente a uma porta de aparência antiga. Era linda e lembrava a Idade Média. Se ficamos encantados com a beleza da porta imagino como está dentro do quarto.
– Preparados? O quarto está bem moderno e a decoração bem leve, mas espero que gostem. – ela parecia ansiosa para receber nossa opinião.
Quando ela abriu a porta só faltou meu queixo cair. O quarto estava L-I-N-D-O! Me lembrava um pouco do meu, mas com a disposição dos móveis era diferente e as cores empregadas também. Zero pareceu gostar de como a prateleira com seus livros ficou colocada no quarto. O closet era bem maior já que agora abrigava minhas roupas e as do Zero. Gostamos também da banheira colocada do banheiro, gostamos da cama que era bem maior que a minha. As cortinas eram escuras, mas o quarto tinha as paredes pintadas de branco. Conclusão: O quarto era maravilhoso e a Yori recebeu altos elogios. Quando eu digo que ela deveria ser decoradora eu tenho completa razão.
Eu dei meu presente para ela que adorou e tratou de colocá-lo na hora. Tinha comprado para ela um cordão com o pingente da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Depois de ela passar horas me agradecendo pelo presente, nos deixou a sós para podermos tirar as coisas das malas e nos ajeitarmos no quarto. Quando finalmente terminamos, descemos com o restante dos presentes para entregá-los ao restante da família. Todos – graças a Deus – adoraram os presentes e começaram a fazer altas perguntas sobre a viagem. Eu teria dito mais coisas se o Zero tivesse me deixado passear à noite pela cidade ao invés de me trancar no quarto, mas não contei isso a eles. Não sou louca.
Jantamos e depois voltamos para o quarto. Iria ser estranho não dormir mais no meu quarto, mas segundo passarinho verde me contou, o meu quarto iria ser transformado no quarto do bebê. Claro que adorei a ideia por isso comecei a pensar em altos planos para a decoração.
– Fico feliz por ter voltado para o palácio. – Zero disse enquanto se aninhava a mim na cama. – Senti falta daqui.
– Também senti. Adoro esse lugar e espero ser muito feliz aqui com você e com nosso bebê. – dei-lhe um beijo.
– Se depender de mim, minha princesa, você será eternamente feliz. – ele retribuiu o beijo.
– Assim espero meu marido. – ri.
QUATRO ANOS DEPOIS...
– Meu Deus! Alguém segura esse menino! – falei correndo atrás do meu filho.
É. Eu tive um menino. Zero fica jogando isso na minha cara pelo menos três vezes ao dia. Como eu queria que fosse uma menina! Na verdade, não me importava o sexo, o que me importava era que viesse com saúde e graças a Deus isso aconteceu. Heisuke nasceu com quase quatro quilos e cinquenta e um centímetros. Como ele coube dentro da minha pequena barriga isso eu não sei, mas ele coube. Tudo bem que me chutava parecendo que estava lutando muay tai e isso doía a beça, mas compreendo: pouco espaço, posição ruim... Eu entendo.
– Heisuke! Não corra na borda da piscina, você pode cair, meu filho! – que peste! O que ele tem de educado tem de levado. Jesus! Nenhuma babá consegue segurá-lo. Só a Yori.
Falando nela, ela está casada com o Ichiru há três anos e já tem uma menina, a Hana de dois anos. Ela é um doce de criança. Aprendeu a andar tem algum tempo então às vezes é meio desengonçada. Heisuke é apaixonado e tem um verdadeiro fascínio por ela. Ichiru é que fala para o Zero tirar o futuro filho devasso (olha só que horror!) dele de perto da filha inocente dele. Eu é que às vezes me meto no meio e falo que meu filho não vai ser nada disso. Mas alguém me ouve? Porra nenhuma...
Meu pai se aposentou do trono e o deixou para o Kaname. Devo dizer que ele tem feito um excelente trabalho administrando o reino, mas às vezes ele pede auxílio do papai. Eu até compreendo porque não se aprende a governar um reino inteiro da noite para o dia. Ah! Agatha está grávida de gêmeos e quando recebemos a notícia minha mãe quase caiu para trás. Ela é A-P-A-I-X-O-N-A-D-A pelos netos (ela praticamente adotou a Yori como filha há muito tempo) e o fato de estar vindo mais dois a deixou nas nuvens.
Onde eu estava? Ah! Correndo atrás do sapeca do meu filho. Ele agora corria pelo jardim. Do que ele tanto corria? Eu sei lá... Quando já estou quase desistindo de correr atrás dele eu avisto Zero andando ao lado do Ichiru com a Hana no colo. O que faço? Grito por socorro, é óbvio. Só um exército para parar essa criança.
– Zero! Segura o Heisuke, pelo amor de Deus. – disse soltando os bofe para fora.
Nisso eu vejo o meu filho parar de correr e andar calmamente, repito, calmamente na direção do Zero que o pega no colo e faz um Hi-Five com ele. Fico sem entender nada, é claro, então vou até lá para tentar entender alguma coisa.
– Eu e o Heisuke estamos brincando de ‘Quem consegue cansar a mamãe mais vezes’, não é filho? – Zero me olha com aquele olhar safado dele.
– É verdade, mamãe! Eu ganhei, papai? – pergunta meu filho todo inocente. Ai que raiva do Zero.
– Hoje de tarde você ganhou, mas vamos ver de noite. – Ichiru prendeu uma risada. Outro bobão.
– Ai Zero, seu... – não pude terminar a frase, pois ele me puxou para um senhor beijo que foi prontamente retribuído.
– Hey! Tem crianças no recinto. – falou Ichiru pegando Heisuke do colo do Zero e o levando para dentro do palácio junto com a Hana.
– Você fica poluindo a cabeça do menino com frases de duplo sentido. – falei dando uma leve toalhada no braço dele. Ele só riu da situação.
– Estou treinando ele para o futuro, meu amor... – ele me puxou novamente para um beijo, mas eu o impedi.
– Pare com isso. Ele é só uma criança.
– Amor, estou só brincando... E nós dois sabemos que Heisuke dorme melhor quando gasta todas as energias dele correndo por aí. Não tenho culpa se ninguém consegue acompanhá-lo. – ele falou sério.
– Eu sei, eu sei, mas sou EU que preciso correr atrás dele? Ele tem TRÊS babás e nenhuma consegue dar conta dele. Tenho até pena das coitadas...
– Eu não... Morro de rir quando as vejo tentando acompanhá-lo. – ele soltou uma gargalhada tão espontânea que só o que pude fazer foi rir também. Ao final ele me deu aquele olhar que me faz ficar excitada em instantes. – Mas então... Eu adoraria te cansar mais um pouco. – ele mordiscou minha orelha.
– Agora? – soltei um pequeno gemido.
– Nesse exato momento. – respondeu me prensando contra seu corpo e eu já sentindo sua ereção.
– Hum... — Vamos para o quarto? – perguntou já me puxando para dentro do palácio.
– Claro. – falei rindo.
E meus dias são assim... E não tenho nada do que reclamar deles. Amo meu marido, amo meu filho, amo a família que tenho e eu não sei o que eu faria sem ela.
FIM
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