Notas iniciais
Hello, people! Como estão?
Aqui está um capítulo que acabou de sair do forno. =]

Para as pessoas que responderam a minha pergunta nas Notas Finais do capítulo anterior, obrigada pela opinião. Vou começar assim que possível e é bem provável que ela só seja lançado no final do ano.

Bom, é isso. Aproveitem!

Acordei com alguém me cutucando levemente. Hum... Deixe-me dormir só mais um pouquinho... De repente senti algo se movendo ao meu lado e me lembrei de que o Zero tinha dormido aqui. De novo. Me virei na direção do movimento e me deparei com o par de olhos lilases mais lindos do mundo. Abri um sorriso.

- Bom dia. – disse ainda sonolenta. – Dormiu bem?

- Bom dia, querida. – ele olhou para trás de mim e ficou em silêncio por algum tempo. – Sua mãe parece querer falar com você. – ele abriu um sorriso sem graça. O QUE?!

Virei rapidamente na direção oposta e vi minha mãe parada com uma cara chocada, mas – GRAÇAS A DEUS! – não irritada. Ela nos olhava intrigada. Droga! Estamos somente de roupas íntimas! Será que ela percebeu isso?

- Ahn... B-bom dia, mamãe. – disse subindo o cobertor até o pescoço.

- Bom dia, minha filha. Agora eu entendo porque as empregadas disseram que não foi necessário arrumar a cama do Conde. – ela agora sorria. – E agora também entendo o porquê vocês tem se atrasado para o café. Aliás, arrumem-se. – ela olhou para o Zero. – Seus pais estão vindo nos visitar.

Zero assentiu rapidamente e minha mãe saiu. Acho que estava prendendo o ar, pois assim que a porta fechou soltei um suspiro aliviado. Dos males o menor: podia ter sido o meu pai. Ou o Kaname. Senti um arrepio ao imaginar o que ele faria com o Zero se nos visse.

- Bom, é melhor eu ir para o meu quarto. – ele se levantou da cama e pude ter um vislumbre de sua bunda coberta pela cueca. Mordi o lábio inconscientemente. – O que está olhando, hein? – perguntou ele com aquele olhar felino. Eu ri.

- Meu futuro marido. – respondi ousadamente. – Vamos. Precisamos nos arrumar para receber seus pais. – falei levantando da cama e indo direto para o closet.

Nos arrumamos em tempo recorde. Zero não esperou eu me arrumar para depois irmos ao seu quarto. Assim que saímos da cama, cada um foi para seu respectivo banheiro, tomar um devido banho e se arrumar. No entanto, quando saí do quarto ele estava na porta a minha espera. Não pude deixar de sorrir.

Zero estava lindo vestindo uma calça jeans clara com uma blusa polo preta e uma alpargata cinza. Estava simplesmente maravilhoso. Já eu vestia uma bermuda jeans escura até o joelho com um blusa gola ‘V’ verde escura e uma sandália de salto baixo.

Não queria admitir, mas estava nervosa por ‘conhecer’ os pais do Zero e finalmente oficializar meu casamento. Não que eu não quisesse, mas é que a ideia de tudo isso se tornar maior do que de fato é me incomoda. Descemos a escada e fomos direto para a sala de visitas. Os nossos pais conversavam animadamente sobre algo e assim que nos viram pararam de conversar e sorriram. Acho que Zero sentiu meu nervosismo, pois apertou forte minha mão e me conduziu cômodo adentro e me ajudou a sentar em um dos sofás. Tudo isso sem largar minha mão um minuto sequer. O contato me fazia mais tranquila.

Conversamos sobre trivialidades: fui educada e perguntei se os pais deles sentiam falta dos filhos (pergunta idiota, eu sei), Zero perguntou se poderiam pedir para alguns empregados trazerem o restante das roupas que ele havia deixado no quarto e falamos – é claro – sobre o casamento. Coisas do tipo, decoração (finalmente tocamos nesse assunto! Minha mãe já estava ficando louca por causa disso), vestimenta das madrinhas (Yori já tinha insistido em um tipo de vestido, então seguirei o gosto dela), dos padrinhos (deixei isso com o Ichiru), Buffet, entre outras coisas. A conversa foi agradável, mas comecei a sentir fome, pois não tinha tomado o devido café da manhã e ainda faltava um pouco para o almoço.

Pedi educadamente licença para me retirar alguns instantes e saí praticamente correndo para a cozinha. Eles já estavam separando os ingredientes para o almoço, mas tinha algumas coisas soltas pela enorme bancada (croissant, pão, suco, etc...). Ataquei o primeira coisa que vi pela frente (acho que foi bolo de cenoura) e devorei quase tudo. De repente, senti mãos habilidosas percorrendo toda a extensão do meu quadril. Reconhecendo aquele toque, sorri um pouco e ofereci um pedaço para ele.

- Não obrigado. – ele beijou o meu pescoço. Senti um arrepio. Por um minuto tinha me esquecido de onde estávamos. – Yuuki, você come mais que um exército. – ele disse brincando.

- Não como nada! – disse de boca cheia. Quase engasguei. – É que não comi nada hoje de manhã. Um certo alguém sempre me faz perder a hora do café. – falei implicante.

- Ora, esse alguém poderia muito bem parar de aparecer para você poder acordar na hora. – ele mordiscou o meu ombro esquerdo e me apertou contra ele. Soltei um gemido baixo.

- Zero... – recuperei meu fôlego. – Estamos na cozinha. – tive que me apoiar na bancada para não perder o equilíbrio. – Se quer alguma coisa, vamos para o quarto.

- Hum... Dar uns amassos com você na cozinha é muito mais tentador. – ele me virou para ele e beijou.

Não foi um dos beijos que ele me dá quando estamos sozinhos. Foi um beijo, no mínimo, comportado. Ainda bem, pois a última coisa que eu queria era servir de entretenimento para o pessoal da cozinha. Ele pegou meus pulsos e os levou para minhas costas me impossibilitando de tocá-lo. Ele me prensou na bancada e aprofundou o beijo. Já estava ficando sem ar e comecei a ficar tonta com as pernas bambas. De uns tempos para cá tem sido cada vez mais difícil não ir adiante com o Zero. E juro, se não estivéssemos na cozinha ou pelo menos estivéssemos a sós, eu lhe daria permissão. Eu o desejava demais.

- Zero... O pessoal da cozinha... – disse ofegante quando finalmente ele me deixou respirar.

- Yuuki... – ele também estava ofegante. – Ainda bem que você vai se casar comigo. Não suportaria vê-la se casando com outro. – e me abraçou forte. Retribuí o abraço mesmo não entendendo de onde veio essa insegurança toda.

- Também estou feliz por casar com você, Zero. – o abracei mais forte.

Ficamos assim por mais algum tempo e depois voltamos para a sala só para conversarmos um pouco mais e nos despedirmos dos pais dele. Tentamos convencê-los a ficar para o almoço, mas infelizmente não poderiam, pois o Conde estava ocupado com alguma papelada de alguma coisa.

Pouco tempo depois o almoço foi servido e almoçamos. Finalmente vi a Yori hoje! Já estava achando que o Ichiru a tinha comido viva (no bom sentido, por favor). Ela sorriu para mim e fiz um gesto dizendo que queria conversar depois que ela prontamente concordou. Zero sentou ao meu lado e passou o almoço todo com a mão esquerda na minha perna fazendo carinho volta e meia. Senti-me feliz feito uma boba. Cada minuto que passada estava certa de que gostava dele e que eu o queria como marido.

Terminado o almoço cada um seguiu seu rumo: Kaname (meu irmão que praticamente não vejo) e Agatha foram para o jardim, meu pai foi para o escritório, minha mãe saiu para não sei aonde, Ichiru chamou Zero para conversar na biblioteca e eu e Yori fomos para meu quarto.

- Então, — começou Yori. – como é dormir com ele?

- Ainda não chegamos nesse ponto. – disse com um leve tom de aborrecimento na voz. – Mas cada vez fica difícil resistir.

- Imagino! – ela parecia feliz. – Vejo que ele te faz bem. – a olhei intrigada. – Ele faz você sorrir e você não está mais tensa ou irritada. É até um certo alívio te ver assim.

- Ha-ha. Muito engraçada você. Mais um pouco e só falta falar que o meu problema foi falta de homem. – fingi indignação.

- Bem... Saiu da sua boca. – taquei uma almofada em sua cara. Ridícula! Ambas rimos depois.

- Agora vou mudar o foco da conversa... E você com o Ichiru? E nem adiante mentir para mim que eu os vi na biblioteca. – Yori ficou vermelha feito pimentão. Na verdade, ‘feito pimentão’ foi eufemismo.

- Eu... Er... Bem... Nós... – eita! – Nós estamos juntos, mas não propriamente namorando.

- Desculpe. Esse agora não entendi. Como podem estar juntos, mas não estarem namorando?

- Encurtando a história ele ainda não me fez devidamente o pedido. – ela estava me escondendo alguma coisa.

- E não encurtando a história? Como ela fica? – perguntei levantando uma sobrancelha.

- Estávamos nos entendo. No início falávamos somente de você e do Zero, mas depois fomos descobrindo que tínhamos muitas coisas em comum. Algum tempo depois ele foi me procurar pelo castelo e me encontrou arrumando algumas coisas na área reformada do palácio, conversamos e uma coisa levou a outra e acabamos ficando. E tudo foi flres desde então. Só que o Aidou me ligou em um momento nada oportuno e disse que gostava de mim. Ichiru ouviu e as coisas ficaram estranhas depois disso. O dia da biblioteca veio depois. Acho que o Ichiru pensa que eu ainda gosto do Aidou e acha que eu só o estou usando. Isso não é verdade, claro, mas fico chateada por ele pensar dessa forma. Jamais seria capaz de confundir as coisas nesse ponto.

Ouvi tudo pacientemente e tentei pensar em alguma solução. Não que eu gostasse de me meter na vida da Yori, mas é que ela parecia verdadeiramente aflita com aquela situação. Espero que ela consiga se entender com ele. Eles formam um par lindo e eu daria o maior apoio. Por fim mudamos de assunto e ficamos conversando até a hora do lanche da tarde chegar. Estava saindo do quarto quando Zero entrou e disse para nós quatro comermos aqui na varanda. Não uma péssima ideia, mas não sei como Yori e Ichiru reagiriam. Acabou de concordaram, mas se sentaram um tanto distantes.

Foi o lanche mais silencioso que já comi na vida. Zero e eu, como estávamos passando muito tempo juntos, acabou que não tínhamos muita coisa para falar. E Ichiru e Yori estavam naquela situação desagradável, então os sons ficaram resumidos ao barulho dos talheres e dos copos. Que fantástico!

Depois que todos terminaram, as empregadas vieram e recolheram tudo. Yori as acompanhou deixando eu com Zero e Ichiru. Olha, nunca me senti tão desconfortável dentro do meu próprio quarto. Chegou um momento em que o incômodo era tanto que eu precisei desabafar.

- A Yori não ama mais o Aidou, Ichiru. – ele por um momento me olhou como se eu fosse louca, mas depois assimilou a informação. – Pare de agir assim por causa de nada.

- Ele ligou para ela alguns dias atrás. – disse sem necessariamente olhar para mim. Zero ficou quieto. Milagre...

- Então você deveria saber que ela o rejeitou apropriadamente. – dessa vez ele me olhou chocado. – Me admira você não perguntar nada a ela antes de chegar a alguma conclusão.

- Fiquei com raiva na hora. – ele deu de ombros. – Não tive coragem de perguntar nada.

- Mas não está com raiva agora, está? – ele negou com a cabeça. – Então aqui vai minha sugestão como amiga e não como princesa: Vá falar com ela antes que acabe perdendo-a. Ela não sabe que é esse o motivo de vocês estarem distantes. Na concepção dela, é porque você acha que ela está lhe usando como substituto do Aidou. – ele arregalou os olhos surpreso. – Explique-se com ela.

- Claro! – ele saiu o mais rápido possível do quarto sem parecer deselegante. Bom, espero que as coisas se resolvam agora.

- Que orgulho eu senti de você, minha princesa. – Zero aproximou sua cadeira da minha. – Você me pareceu tão séria... Foi algo inesperado vindo de você.

- Sou assim quando o assunto é a felicidade daqueles que eu amo. – disse já mais relaxada.

- Ah, é? Então o que você faria a respeito da minha felicidade? – ele me olhava com aqueles benditos olhos felinos. Senti meu corpo de acender rapidamente. Hum...

- Isso dependeria do quão feliz você quisesse estar. – sorri marota.

- Quero ser o homem mais feliz do mundo. – e me puxou para dentro do quarto lembrando de fechar a porta da varanda. – Senti sua falta hoje de tarde. Ichiru não me entretém nem a metade. – soltei um risinho.

- Fico feliz em ouvir isso. – disse me sentando na cama. Ele veio na minha direção. – Não me olhe assim...

- Assim como? – ele sorria convencido.

- Desse jeito. Como se fosse me atacar na primeira oportunidade que tiver. – disse indo mais para trás da cama.

- Ora, mas é justamente isso que quero fazer. – ele se ajoelhou na cama e tirou sua camisa. Pude ter uma visão completa do seu peitoral e de seu ‘caminho para a felicidade’. Fiquei sem ar... – Gosta do que vê?

- Não vou lhe responder isso. – sorri. – Você já tem um ego bastante grande. – ele arqueou uma sobrancelha. Foi aí que me toquei o que eu havia dito. – Quero dizer... Grande no sentido de... Hã... – e ele começou a rir de mim. – Para! Não tem graça.

- Yuuki... – ele tocou meu rosto com seus dedos frios. – Eu quero você. Agora. Profundamente.

- Eu também...

Notas finais
(sentindo que vou ouvir a vida por ter parado nessa parte do capítulo)
Espero que tenham gostado.