Notas iniciais
Hey! Olá outra vez.
Dessa vez cumpri um prazo, viram? rs

Não prometo postar toda segunda, mas prometo postar toda semana. O dia vai variar conforme minha vida na faculdade. =/

Bom, é isso! Aproveitem o capítulo.

- Yuuki, seja razoável... – falou Yori comigo. – Ele gosta de você. Pelo menos foi o que ele disse. – ela deu de ombros.

- Esse é o problema. Ele dizer e ser verdade são coisas completamente diferentes. Não acredito que ele esteja dizendo a verdade. E além de tudo, eu ainda tenho que aceitar o fato dele vir morar aqui? Não vejo razões para ser razoável. – falei enquanto ligava o DVD para eu e Yori assistirmos um filme. Hoje era o ‘Sábado de Cinema’. Uma tradição que eu e Yori temos desde pequenas.

- A decisão não irá caber a você. O rei e a rainha já fizeram o convite à família dele. Duvido que eles sejam mal educados de recusar. – ela sentou ao meu lado e eu dei play. – Que filme vamos ver hoje?

- Par Perfeito. – ela me lançou um olhar sugestivo. – O que? Ah... Nem vem.

- Não falei nada... Quem escolheu o filme foi você. – ela riu.

- Cala a boca, Yori.

Ficamos assistindo o filme até as duas pegarem no sono. Não posso dizer que tive um sono tranquilo. A última notícia que chegou até mim sobre o meu futuro marido me deixou irritadíssima, no mínimo. Segundo meus pais, para tornar a minha relação com o Zero mais, usando as palavras deles, sociável, eles acharam melhor convidá-lo para morar aqui. Pois é. Que horror, não? Agora vou ter que andar pelo minha própria casa evitando tudo quanto é tipo de lugar só para não dar cara com ele. Só tenho mais algumas horas de relativa liberdade para aproveitar, então que seja vendo filmes e lendo meus queridos livros.

NA MANHÃ SEGUINTE...

- Yuuki, ei! Acorda! – ouvi a Yori me chamando. – EI! – ela me sacudiu. –YUUKI!

- Calma! Calma! Já acordei. Credo... – disse me sentando na cama. – Queria destroncar meu ombro ou o que? Bom dia para você também. – falei me levantando e indo para o banheiro fazer minha higiene matinal.

- Você não vai acreditar quem está aqui. – ela disse animada.

- Ai, não... Não era só para ele chegar próximo da hora do almoço? – desanimada logo pelo início da manhã. Que sorte.

- Não, não. O Conde Kiryuu de fato só vem essa hora. Estou falando do Conde Kain e do Conde Aidou. Estão aqui para vê-la.

- O QUE?! – terminei rapidamente de fazer tudo no banheiro e depois fui me vestir rapidamente. Optei por uma bata preta, um short jeans escuro e um sapato preto de salto baixo. Desci correndo com a Yori pela escada e indo direto ao jardim. Geralmente encontrava minhas visitas lá.

Não acredito que depois de tanto tempo eu voltaria a vê-lo. Ele não estava no último baile – o fatídico onde anunciaram meu casamento – e por isso não o vejo há mais de um ano. Só o que sei dele é através de fofocas.

Finalmente havia chegado ao jardim. E o vi. Nossa! Não mudou nada. Só parece um pouco mais maduro e centrado. Nada parecido com o moleque com quem fiquei há anos atrás. O Conde Aidou também parece que cresceu mentalmente. Não parece ser mais aquele menino birrento. Quase senti vontade de rir.

- Senhores... – disse chamando-lhes a atenção. – A que devo a honra dessa visita?

- Yuuki, não tente ser educada. – nós rimos. – Não conosco, por favor. – bom, eu tentei.

- Tudo bem, então. Posso saber o que vocês fazem aqui em pleno domingo? Melhor assim?

- Ah, sim. Soa muito mais você agora. – todos nós rimos. – Ficamos sabendo que seu futuro marido se mudará para cá hoje. Queríamos conhecê-lo.

- Ah. – soltei um muxoxo. Já vi que esse vai ser o assunto das próximas semanas. – Bom, ele chegará aqui na hora do almoço mais ou menos. – falei me sentando em uma das cadeiras do jardim. Não pude evitar olhar para o lugar onde eu e Zero nos beijamos. Estou ficando vermelha? – E vocês? Como andam? Faz um tempo que não tenho notícias suas Akatsuki.

- Tenho certeza que você sabe que eu irei me casar em breve. – ele abriu um sorriso. Uau! Ele está apaixonado? – Yuuki, eu gosto muito dela. Queria que você a conhecesse.

- Bom, venha ao próximo baile com ela e eu terei o prazer de conhecê-la. E você Hanabusa?

- Eu? Bem... Já tenho alguém em mente. – e deu a maior olhada para a Yori que ficou super sem graça. Nossa. Que discreto.

Depois de mais algum tempo jogando conversa fora no jardim, todos nós fomos para o salão de jogos jogar bilhar. Akatsuki tinha me ensinado anos atrás, mas eu já não me lembro de mais nada. Eles prepararam a mesa para começarmos. As duplas foram as seguintes: Eu e Yori versus Hanabusa e Akatsuki. Tinha certeza que iríamos perder, mas pelo menos ia ser divertido.

- Yuuki, você por algum acaso esqueceu tudo o que eu te ensinei? Caramba! – ele parecia se divertir às minhas custas. Eu até agora não tinha uma bola nossa no buraco e ainda por cima tinha encaçapado uma deles sem querer. – Vem cá. Vou te ensinar de novo. – ele se posicionou atrás de mim e começou a ajeitar minha postura. – Credo, você é um fracasso para bilhar...

- Nossa, você é tão gentil que me choca. – disse ironicamente.

- Obrigado pelo elogio. – ele riu. – Agora, tente acertar aquela lá naquele buraco. – e foi o que eu fiz. E acertei! Uhul! Fiquei dando pulinhos feito criança que acaba de receber um doce. – Viu?

- É por isso que você é demais! – e o abracei. Na hora só ouço a porta se abrindo e a carranca do Zero e a cara de chocado do Ichiru na entrada. Cacete...!

- Zero! Você veio mais cedo. – olhei rapidamente para o relógio. Ainda não era hora do almoço. – Vem cá, deixa eu te apresentar meus amigos. – tentei dar ênfase na palavra. Peraí. Porque eu estou me importando em não deixá-lo chateado? Que ridículo! – Esses são os Condes Kain – apontei para o Akatsuki. Só faltou voar farpas pelo ar. – e Aidou. – Hanabusa acenou de longe. Ele estava segurando as mãos da Yori que tentava sutilmente se soltar. Olhei rapidamente para Ichiru e ele me parecia triste. Puta merda, hoje o dia promete.

- Eu vim mais cedo, pois queria almoçar com você, Yuuki. – ele carregava um tom entristecido na voz. – Só que pelo que estou vendo você está muito ocupada. Vejo você mais tarde. – e saiu apressado do salão junto com Ichiru.

- Zero! Que droga! Rapidinho, já volto. – e saí correndo atrás dele. Instantes depois só ouço a Yori atrás de mim. – Ué... Porque você não ficou lá?

- Você viu a cara do Ichiru quando ele me viu com o Aidou? Me deu um aperto no coração... – parei na mesma hora que ela disse isso. – Que foi?

- Você não gosta mais do Aidou? – ela me olhou chocada. – Não se faça se sonsa.

- Não mais. Desde que conheci o Ichiru, eu tenho me encantado por ele mais e mais. – pausa. – Pare de olhar com essa cara! Vamos procurá-los logo.

Procuramos no palácio inteiro tentando encontrá-los e nada. Não estavam em lugar nenhum! Onde será que eles se enfiaram? Estava começando a ficar preocupada só que tive que desistir, pois estava na hora do almoço e é uma total falta de respeito você não comparecer a mesa. Qual a minha surpresa ao vê-los sentados nas cadeiras prontos para serem servidos. Akatsuki e Hanabusa entraram logo depois e se sentaram próximos a mim e Yori. Ao longo de todo o almoço fiquei percebendo os olhares que o Zero me mandava. Ora de raiva, ora de tristeza, ora de preocupação. Estava desesperada para conversar com ele e não via a hora daquele almoço acabar.

Depois da uma hora mais longa da minha vida, finalmente o almoço se deu oficialmente por terminado e eu pude correr até o Zero.

- Precisamos conversar. – agarrei a manga da sua blusa.

- Você está ocupada demais agora. Mais tarde, quem sabe. – ele evitava o meu olhar e isso me doía profundamente. – Agora, se me der licen...

- Meu rei! – chamei meu pai desesperada. Tinha um plano e ele tinha que dar certo. – Zero e eu precisamos conversar algumas coisas sobre o casamento. Será que eu poderia usar o escritório anexo? – perguntei agarrando ainda mais a manga da camisa dele para ele não fugir.

- Claro, filha. Pode usar. Leve o tempo que precisar. – meu pai respondeu com um sorriso no rosto. Fizemos uma rápida reverência e o puxei o mais rápido que pude para lá.

O escritório anexo era um pequeno cômodo que tinha acabado de ser construído que serviria de sala de arquivos para os documentos do reino. Ainda faltavam alguns detalhes como decoração, mas o grosso já tinha sido feito. No momento, ele era somente uma sala vazia com uma pequena mesa, uma cadeira, luzes de teto e uma janela. Abri a porta um tanto nervosa e nos coloquei para dentro. Depois tranquei. Não queria que outras pessoas atrapalhassem.

- Você está com raiva. – constatei.

- O que a faz pensar isso? – perguntou ele simplesmente.

- O fato de eu não ter ‘idiota’ escrito na minha testa. – ele ainda evitava me olhar nos olhos. – O que você viu no salão de jogos, foi um mal entendido. Eu e Akatsuki não temos nada. – espero que o ‘atualmente’ não tenha ficado implícito. – Aceitei esse casamento, não foi? Sou fiel a ele.

- Tem que ser fiel a mim e não ao maldito casamento! – ele se virou de repente e me olhou bem profundamente. – Não somos casados ainda, mas espero que isso não lhe faça pensar que pode fazer o que quiser até o dia do casamento. – ele respirava pesado. Estava, de fato, com muita raiva. – Eu disse que quero você e fui totalmente sincero em minhas palavras. E espero o mesmo de você.

- Quem você pensa que eu sou? Eu não fico me agarrando com qualquer um! – eu estava me sentindo ofendida. – Eu e o Akatsuki tivemos um relacionamento no passado? Tudo bem admito, mas isso foi há três anos! E ele está de casamento marcado! E nem nos gostamos mais! Somos só amigos.

- Amigos que ficam se agarrando enquanto jogam bilhar! Não sou trouxa, Yuuki. Não pense que você vai se casar um babaca, pois você não vai! – ele deu alguns passos a frente.

- Já disse que o que você viu foi apenas um abraço normal! Deixa de ser ridículo. – também dei um passo à frente. Estávamos mais próximos. Ficamos algum tempo um olhando para a cara do outro. – Confie em mim quando digo que não gosto mais dele. – falei relaxando um pouco mais o corpo. Ele pareceu relaxar também.

- Desculpe-me. Parece que fiquei com ciúmes. – ele estava sem graça. Que gracinha! Dito isso dei meia volta e me aproximei da porta.

- Esqueça. Se você vai ser meu marido, é melhor mesmo que sinta ciúmes. – dei uma piscadinha para ele. – Vem, vamos sair daqui. – já estava destrancando a porta quando sinto o corpo do Zero colar no meu. – Zero...? – arfei.

- Nossa primeira briga. Que excitante. – ele colocou as mãos na minha cintura e beijou meu pescoço. – Queria fazer isso desde a primeira vez que te vi hoje. – depois começou a lambê-lo. O ar daquela sala já não era suficiente para mim. – Pensou em mim enquanto estivemos separados? – ele levantou um pouco a lateral da minha bata e passou os dedos levemente pela minha cintura e barriga. Céus! Ele estava me enlouquecendo. – Hein, Yuuki. Responda... – mordiscou a minha orelha esquerda.

- Pe-pensei... – não acredito que eu realmente respondi. Que vergonha! – Zero... – dei um pequeno gemido ao sentir suas mãos próximas a lateral dos meus seios.

De repente me virou de frente para ele e ficou me encarando. Minha bata ainda estava levantada e ele continuava passando a mão em mim. Aproximou sua testa da minha e me deu um pequeno selinho. Não aguentei e levei minha boca até a dele. Começamos a nos beijar ardentemente. Sua língua invadiu a minha boca sem nem mesmo pedir permissão, me beijava com força e isso me enlouquecia. Suas mãos saíram de onde estavam e me levantaram. Dessa vez, passei minhas pernas pela sua cintura e me sustentei lá. Ele pagou minhas mãos e entrelaçou seus dedos nos meus e os manteve em cima da minha cabeça. A pressão que ele aplicava em meu corpo era tanta que se ele me pressionasse mais, a porta cairia no chão.

- Yuuki... – ele falou sem ar. – Eu preciso me acalmar. – ele me colocou no chão novamente. Me senti um pouco abandonada. Uma sensação muito estranha e que me deixou incomodada. – Quase perco o controle. Não podemos ficar mais sozinhos assim. Posso te atacar a qualquer momento. – eu ri.

- Gosto quando faz isso. – de onde saiu isso?! – Quero dizer, ahn... Bem... – ele voltou a se aproximar de mim. Me senti febril novamente.

- Fico feliz em saber que gosta. – ele sorriu verdadeiramente contente. – Mas agora só irei lhe tocar depois que estivermos casados. – O QUE?!

- Ahn... Não vejo a necessidade de chegarmos a esse extremo. – e eu não acredito que eu disse isso em voz alta. – Como diz o ditado? ‘Quando um não quer, dois não fazem’.

- Eu quase te ataquei – de novo – no escritório do rei. Uau! Onde eu estava com a cabeça? – prefiro, sinceramente, não responder a essa pergunta.

Hum... Estamos em um impasse aqui. Eu, honestamente, gosto quando o Zero me pega desse jeito. Me sinto mulher, mais feminina, mais desejosa e gosto dessa sensação de fazê-lo perder o controle. Só que o Zero disse que não me tocará até nós casarmos – que será, se bem me lembro da minha mãe conversando com alguém, daqui a três meses. A questão é: Não quero esperar tanto. Não é fogo no rabo ou algo do tipo, é só que eu estou começando a sentir algo pelo Zero e eu gostaria de descobrir antes de casar com ele. Então, como resolver essa questão? Ah! Já sei. Vou usar a mais tradicional da tradicional das técnicas: A sedução.

- Bom... – me aproximei dele. – Já que você decidiu não me tocar até o casamento – coloquei a mão em seu peito. -, nada posso fazer senão esperar não é? – e fiquei passando o dedo por toda sua extensão. Pude sentir os músculos dele se retesando por onde eu passava.

- Yuuki... Não brinque com fogo. – ele pegou minha mão e mordeu meu dedo. — Pode se queimar. – e piscou para mim. Hiperventilei.

- Quem disse que eu não gosto de me queimar? – me afastei dele e destranquei a porta. Feito isso, a abri e saí do escritório anexo. – Nos vemos mais tarde Zero. – e saí rebolando para longe dele.

Depois que saí do escritório anexo, deixando um Zero cheio de desejo para trás, fui correndo para o meu quarto tentar me acalmar. Não acredito que eu fiz mesmo aquilo. Céus! Eu seduzi o Zero. E com sucesso devo acrescentar. Ok, ego inflando em 3, 2, 1... Cara, sou foda! Agora tudo o que eu preciso fazer é continuar fazendo isso até ele ceder. Duvido que ele resista por muito tempo.

- Yuuki! – dei um pulo da cadeira ao ouvir a porta do meu quarto sendo aberta. Era a Yori. – Onde você estava?

- No escritório anexo conversando com o Zero sobre hoje mais cedo. – não pude controlar o sorrisinho bobo que saiu.

- Conversando? – ela me olhou desconfiada. – Sei... Bom, menos mal então. Aidou e Kain já foram embora. Pediram para eu lhe dizer uma coisa: ‘Ingrata’. – nós rimos. – Conseguiu conversar com o Zero?

- Sim. Ele só teve um acesso de ciúmes, mas já está tudo certo. E você com o Ichiru?

- Bem... Vamos só dizer que poderia ter sido pior. – uma pausa. – Ele está chateado comigo por nunca ter contado sobre o Aidou. Quero dizer, nunca tivemos algo concreto, digo eu e o Aidou, foi uma paixão unilateral da minha parte. – nesse ponto eu discordo. – Nunca pensei que fosse necessário contar isso para alguém.

- Entendo... Bom, daremos um jeito nisso. Eu mesma posso falar com o Ichiru se você achar melhor.

- Obrigada, mas não. Deixe ele e o tempo dele sozinhos por enquanto.

- Tudo bem... O que quer fazer agora? Temos um tempo de bobeira até a hora do lanche da tarde. – disse me levantando da cadeira da penteadeira e indo me sentar ao lado da Yori na cama.

- Podemos assistir a um filme. Mas, por favor, deixe-me escolher dessa vez. – rimos.

- Ok, ok. Você escolhe.

Ela levou meia hora para escolher um filme. Por fim, optou por ‘The Avengers’. E ficamos assistindo até a hora do lanche. A próxima hora em que eu veria o Zero e colocaria o meu plano de sedução em prática mais uma vez.

Notas finais
Então, o que acharam?
REVIEWS, por favor! T.T