Notas iniciais
Olá, meu povo!

Como havia dito no AVISO, aqui estou eu com um capítulo novinho em folha. Acabou de sair da digitação. =]

Espero que gostem!

Já faz uma semana que o Zero veio morar conosco no palácio. E desde então ele tem me evitado completamente. O motivo? Segundo ele, ‘para não cair em tentação’. Que ridículo! Vamos nos casar, não vamos? Então, porque ficar me evitando? Minha mãe já me abordou milhões de vezes me perguntando o que havíamos decido sobre a decoração. Minha resposta? ‘Ainda nada, mamãe’. Como se eu fosse contar a ela que meu futuro marido tem me evitado. Nem morta eu conto isso para ela.

Hoje é o dia da primeira prova do vestido. Cara, estou tremendo feito vara verde. Ainda mais porque o vestido vai ser feito à mão. À MÃO! Estou quase surtando com medo de engordar e na hora o vestido não caber. Ai, Céus...

- Yuuki, não surte, por favor? – disse a minha mãe. É porque não é com ela. – Deixa a senhora tirar as medidas para começarmos a ver os tecidos, essas coisas. – e com isso minha mãe voltou a conversar com a Sra. Das Medidas.

- Hey, Yuuki. – ouvi Yori me chamando. – Zero está na biblioteca conversando com o irmão. – balancei a cabeça para sinalizar que ouvi. Fiz a Yori, coitada, ficar vigiando cada passo que o Zero dava. Ok, não cada passo, mas só os que os empregados diziam a ela. – Tem certeza que você quer encontrá-lo?

- Claro. – dizia baixinho para minha mãe não ouvir. – Senti uma súbita vontade de pegar alguns livros na biblioteca. – sorri travessa.

Depois de meia hora, medindo daqui, medindo dali, escolhendo tecidos, modelos de vestido, essas coisas, finalmente estava liberada. Fui correndo com a Yori para a biblioteca tentar encontrar o Zero. Quando estava me aproximando, pude ouvir as vozes deles. Parei e bolei um plano com a Yori. Iríamos fingir que íamos pegar um livro e fingir que não sabíamos que eles estavam lá. Entramos conversando como se não soubéssemos de nada.

- Então, Yori. Estou te dizendo. O vestido vai ser... Oh! Boa tarde. – juro, quis rir muito quando Zero deu de cara comigo e viu que roupa eu estava vestindo: uma saia justa jeans, uma blusa alça única verde e um sapatênis branco. Parecia que ele ia ter um treco! – Não se incomodem comigo. Só vim pegar um livro e já estou saindo. Vem, Yori.

Passamos direto por eles e fomos para a última estante, a dos romances. Ficamos conversando e escolhendo que livros levar (no final eu decidi mesmo levar alguns), quando ouço passos vindo na nossa direção. Imediatamente meu coração começou a bater mais forte. Será que era ele? Sozinho ou com o Ichiru?

- Princesa? – poxa, Ichiru... Que droga! – Estou atrapalhando?

- Hã? Não, claro que não. Deseja alguma coisa da estante? – perguntei ainda chateada por não ser o Zero.

- Não, não. É que eu gostaria de conversar com a Yori, se possível. – olhei rapidamente dele para ela e dela para ele.

- Sem problema algum. – me virei para ela. – Estarei no meu quarto caso queria falar comigo depois. – disse pegando os livros e indo rumo à saída. Qual a minha surpresa quando vejo o Zero parado na porta da biblioteca. – Esperando o Ichiru?

- Sim. Pelo visto eles querem ficar sozinhos...

- Eles precisam conversar sobre algumas coisas. – disse dando de ombros.

- Precisa de ajuda? Com esses livros. – ele disse apontando para os mesmos.

- Ah, claro. – disse entregando-os a ele. – Esses livros de capa dura são um horror de pesados.

- Estamos indo para onde?

- Meu quarto. – ele parou de repente. – Alguma coisa errada? – só depois que caiu a minha ficha, mas resolvi ficar quieta.

- Não. Problema algum. Para que lado fica? – ele parecia um pouco mais nervoso.

- Siga-me e descobrirá. – dei uma piscadinha.

Andamos em silêncio até chegarmos à porta do meu quarto. Esperei ele me entregar os livros, mas ao invés disso entrou no quarto e deixou-os na escrivaninha. Olhou em volta algumas vezes e depois voltou a olhar para mim.

- Esse é o seu quarto. – comentou pensativo. – Um pouco diferente do que eu pensei que seria. – meu quarto era branco com a parede que dava para a varanda sendo azul clara. Assim que você abre a porta, do lado esquerdo tem a cama (de casal) com os criados mudos e a porta que dá acesso ao banheiro, do lado direito tem a escrivaninha, a penteadeira, a TV e a porta do closet, e na frente tem a varanda com alguns vasos de planta. – Achei que seria todo rosinha com pôneis e fadinhas espalhados por todo o quarto. – ele riu! Pela primeira vez eu o vi sorrir. Estou chocada.

- Na verdade, ele era assim quando eu tinha oito anos. – me sentei na beirada da cama. Estava cansada.

- Esse vai ser nosso quarto quando casarmos?

- Não sei. Acho que não. Acredito que vão reformar um dos antigos quartos. São mais espaçosos e mais... Ahn... Reservados. – definitivamente fiquei vermelha depois dessa. – Se bem que eu gostaria de continuar aqui.

- Você tem usado essas roupas para me provocar ou seu guarda-roupa só tem roupas assim? – ele se aproximou da cama, mas manteve afastado de mim. Que mudança de assunto!

- Depende... – cruzei as pernas, deixando a mostra parte da minha coxa. – Hoje fez muito calor e ainda tive que fazer a primeira prova do vestido, por isso escolhi algo fácil de tirar e colocar. – olhei para ele. – Não gostou?

- Você sabe perfeitamente bem que eu gostei. Tem usado essas roupas direto só para me provocar, né?

- Óbvio! – respondi sem rodeios. – Você me agarra duas vezes e depois diz que não vai mais me tocar até o dia do casamento. Ta achando o que? Que meu corpo é uma máquina que você liga e desliga quando quer? – ele me olhava chocado. – Olha aqui. Vou dizer isso uma única vez: Estou começando a sentir algo por você. Algo que eu não sei ainda o que é. Só sei que é algo bom, mas quero ter certeza até o casamento. Não quero me casar com meus sentimentos estando uma confusão.

- E você propõe... – ele arqueou uma sobrancelha. Como ele fica sexy quando faz isso! Cacete!

- Que você desista dessa ideia estúpida de não me tocar. – me deitei na cama. – Pois só vou descobrir o que sinto por você se você mantiver contato comigo. Entende a lógica?

- Entendo... Claro que entendo. – ele sentou na cama. – Só tem um pequeno problema.

- Posso saber qual seria?

- E se eu não me controlar? Por pouco não ataco você na biblioteca hoje. Meu autocontrole têm limites. – ele se aproximou de mim e ficou com a cabeça acima da minha.

- Adoro ultrapassar limites. – respondi risonha. – Zero, olha, realmente quero tentar. – ele me olhava com atenção e desejo. Eu estava quase esquecendo o que iria dizer. – Quero que...

- Yuuki. – ele me interrompeu. – Desejo você. Agora. – e pressionou seus lábios nos meus.

O beijo tinha desejo puro. Seus lábios eram quentes e tinham um gosto delicioso de limão. Será que era por causa do chá? Sua língua pediu permissão para entrar em minha boca que foi prontamente aceita. Podia sentir que aos poucos se colocava em cima de mim sem colocar seu peso. Seus braços estavam um de cada lado da minha cabeça e pude ver seus maravilhosos antebraços flexionados. Nossa! Ele com certeza malhava. Afastou sua boca da minha e desceu na direção do meu pescoço dando leves mordidas por toda a extensão. Zero era quente e voraz. Adorava aquela combinação.

Senti seu corpo se pressionar contra o meu. Opa! Olá, ereção. Senti vontade de rir orgulhosa. Ele estava assim por minha causa. Só por mim. Peguei seus cabelos em minhas mãos e puxei levemente. Ouvi um gemido baixo vindo do fundo de sua garganta. Abri minhas pernas para acomodá-lo (e sua ereção) melhor. Ele fez um leve movimento pressionando sua pélvis contra a minha e com isso o senti bem na minha intimidade. Cacete!

- Zero... – eu já estava ofegante. Não sabia nem o que estava falando.

- Você pediu por isso. – ele sorria malicioso. Mordeu de leve o lado direito no meu pescoço.

Ele se empurrou novamente contra mim me fazendo sentir novamente sua ereção. Pegou a barra da minha blusa e a levantou até acima dos seios. Graças a Deus estava usando um sutiã descente. Porém ele não se importou nem um pouco em reparar nele. Pegou-o no meio e o puxou rapidamente para baixo, expondo meus seios bem na sua frente. Pude sentir o olhar luxurioso que ele lançou sobre eles. Comecei a me sentir nervosa e agitada. Não esperava ir tão longe. Ele desceu os lábios pelo meu pescoço, ombro direito, clavícula e finalmente parando no meu colo. Levantou a cabeça de repente e me olhou profundamente. Fiquei sem fala na hora, pois não saberia o que dizer.

- Yuuki... Sinto muito se te assustei. – ele tinha um olhar carinhoso e terno. Derreti-me completamente. Ele abaixou minha blusa e a ajeitou e depois saiu de cima de mim. Foi uma sensação estranha. Senti-me... abandonada. – Pelo visto tenho mais autocontrole do que imaginava. – ele deu um sorriso sem graça. Ele estava corado! Uau!

- Zero, eu...

- Shh... – ele tocou meus lábios seus dedos. Em seguida me deu um rápido selinho. – Vamos conversar. Quero conhecê-la melhor.

- Você realmente quer se casar comigo, hein? – soltei um risinho.

- Sim, quero. – respondeu sério.

Ai, meu Deus... Não tenho como resistir a ele. Voltamos a sentar na cama, um de frente para o outro. Conversamos por algum tempo até que uma das empregadas apareceu para anunciar o lanche da tarde. Descemos juntos, de braços dados e sorrindo.

- Yuuki? – ouvi uma voz familiar me chamando. Não acredito... Não. Não ele... – Quanto tempo! – e veio na minha direção a passos rápidos para me abraçar.

- Yagari... – estava imóvel e chocada. O que ele fazia aqui?

Notas finais
Então... Por enquanto é só isso.
Pode ser que poste um teaser do próximo capítulo ainda hoje, pode ser que não. Vou ter que ver o quanto consigo adiantar um trabalho aqui.
Bom, já sabem: REVIEWS!
Sem reviews, sem fic.
Cabe a vocês a continuação.