Notas iniciais
Bom dia! Aqui é a Iset trazendo mais um cap de Rhaegar e Lyanna, no torneio de Harenhal. Espero que gostem e fiquem atentos aos detalhes. Queriamos agradecer aos corvos enviados, e tambem aos acompanhamentos! Boa leitura! Ah também ja gostaria de avisar que embora estejamoa nos baseando bastante nos livros para a composicão do torneio, algumas coisas serão alteradas para melhor andamento da fic. Quem acompanha os livros deve ter notado que Rickard Stark nao estava presente no torneio, aqui ele está. Lyanna tem 14 anos nessa época, aumentamos pra 15, pq né kkk, Aegon ainda nao teria nascido, aqui ele tem alguns meses( na verdade há uma certa incontingencia ate na trama de Martin, sobre a odade do bebê de Rhaegar, mas aqui optamos por fazer assim) Conforme avançarmos na trama, vou avisando sobre asmudanças, do que é conhecido, sobre o torneio e sofreu alterações aqui.

Corajosos, despreocupados,escarninhos , violentos, assim nos quer a sabedoria, ela é mulher e só ama quem é guerreiro.

O príncipe Rhaegar termina a canção, deixando os espectadores de olhos marejados. Poucos foram aqueles, que não se entregaram a melancolia da música, tocada e cantada pelo dragão.

Lyanna secava as lágrimas com as mangas do vestido discretamente, quando o pequeno lobo, Benjen Stark, o caçula da família, percebe a emoção da moça e imediatamente se põe a rir.

— Lyanna chora com uma canção, como as donzelas do sul. — Implica o menino, chamando a atenção de todos à mesa.

— Quieto Benjen! — Protesta a irmã.

— A partir de hoje, será conhecida como a loba que chora. — Diz o garoto, que recebe o riso dos irmãos como recompensa enquanto Lyanna arfa de raiva.

— E você serás o lobinho morto, caso não pare de caçoar de mim! — Retruca a garota já irritada, crescendo entre três irmãos homens, sempre esforçou — se para ser tão forte quanto eles.

— Loba chorona! — Zomba o garoto, levando as mangas da camisa aos olhos, imitando a irmã.

Lyanna volta o olhar para o pai, que apenas sorri discretamente da malcriação do menino, então, pega uma taça de vinho imediatamente, despeja sobre a cabeça de Benjen, que sente um arrepio quando o líquido escorre pela sua pele.

— Pai! — Grita o garoto. _ Veja o que Lyanna me fez! — Protesta o menino furioso.

— Você já tem quase 11 anos Benjen, devia saber que não deve provocar sua irmã. — FaIa o lorde Stark, sem intenção de prolongar a briga dos filhos, comprando o partido do pequeno lobo.

— Se considere sortudo, comigo foi sopa quente, que a “louca” do norte despejou. — Completa Brandon, recebendo um careta da irmã.

— Você mereceu! — Redargue Lyanna ao lobo feroz, com um leve sorriso, ao lembrar da cena. Brandon sempre fora o mais isúportavel dos Starks, nem mesmo o pai fazia questão de ter tanto controle sobre ela, quanto Brandon. Se pudesse, certamento o irmão teria a proibido de fazer qualquer coisa que não fosse socialmente conveniente a uma moça da alta sociedade. Lyanna tinha pena das sobrinhas que viesse a ter.

— Já chega! E está tarde para um menino Benjen, volte a nossa tenda e boa noite. Reed será que pode acompanhá — lo? — Pede o lorde ao cranogmano.

— Será um prazer lorde Rickard.

A banda volta a tocar e quase todos os casais se dirigem ao centro do imenso salão de festas. Lyanna aguarda em pé por um convite, enquanto observa Brandon tentando encorajar Ned a tirar Ashara Dayne, para uma valsa. No entanto sendo conhecido como o lobo silencioso, Ned permanece tímido a observar a moça de longe.

A jovem Ioba volta o olhar para mesa dos Baratheon, na ânsia que seu prometido percebesse o quanto ela desejava dançar aquela noite, porém, o rapaz parecia mais interessado nos jarros de vinho e na risada frenética dos cavaleiros ao seu redor. Minutos mais tarde e depois de ver até seus pais rodopiando pelo salão, Lyanna desiste e volta a se sentar a cadeira , na certa sua fama de temperamental, afastou qualquer parceiro de dança, como acontecia nas poucas festas realizadas em Winterfell.

Entediada, a moça brinca com uma taça de vinho, quando ouve a voz aveludada de Rhaegar ressoar em seus ouvidos.

— Me consente essa dança lady Stark. — Pergunta Rhaegar já com a mão estendida. O príncipe vestido com um colete de couro preto adornado com belos brocados dourados, sob uma camisa de tecido claro e fino, manto vermelho vivo preso por um broche, em forma de cabeça de dragão e cabelos soltos coroados por uma fina coroa de prata, causa um arrepio na pele de Lyanna. Aquela estranha sensação no estômago se apossa de suas entranhas enquanto sente seu rosto aquecer, quase que instantaneamente ao tocar a mão de Rhaegar, que a conduz até o salão.

A música recomeça e a loba, sente o toque firme dele em sua cintura ao posicionar a mão sob o ombro de Rhaegar, que sorri carinhosamente. Os dois iniciam os passos e assim como seus corpos, os olhos dos jovens parecem bailar numa simetria perfeita. O príncipe era desconcertante para a jovem loba, justo ela, que sempre se julgou tão forte, não conseguia evitar as sensações instigantes, que Rhaegar lhe provocava. E uma parte dela tentava reprimir aquele sentimento, não apenas por se tratar de uma total insanidade, fantasiar qualquer aspiração romântica com Vossa Graça, mas porque, ela era Lyanna Stark, e não uma das donzelas de Winterfell que passavam os dias a a sonhar com príncipes e lordes.

Para o príncipe não era diferente, apesar de ouvir histórias sobre o sangue de lobo que corria nas veias dos nortenhos, a discrepância entre a aparência delicada de Lyanna e a ferocidade de sua personalidade, o encantaram de tal forma que o faziam querer saber mais sobre a donzela.

— Foi uma bela música, nunca ouvi algo tão bonito. — Fala a moça, encarando o púrpura dos olhos de Rhaegar.

— Não tão bela quanto sua demonstração de coragem hoje cedo. — Diz ele tentando desviar a atenção do cheiro adocicado emanado pela garota.

— Ora, até um cão revida quando é atacado. Além do mais, todos me acham uma louca imprudente, por ter desafiado aqueles escudeiros de tal maneira.

— Não era a você o qual eles atacavam. E é preciso ter muita coragem e bravura para fazer o que fez. Fico lisonjeado em poder dançar com uma heroína essa noite. — Fala ele esboçando um leve sorriso e Lyanna tem suas bochechas vermelhas outra vez.

— Que exagero Vossa Graça. — Diz a moça tomada pelo rubor.

Os dois esquecem do tempo e durante as valsas, conversam sobre os mais variados assuntos. Lyanna fala sobre as belezas do norte, sua paixão por cavalos e pelas rosas azuis do inverno, enquanto Rhaegar comenta que admira tudo que aprendeu nos livros sobre Winterfell , seus lordes e lendas. Uma estranha afinidade surge entre suas palavras e uma dança depois, a Loba é forçada a voltar para a realidade quando Robert, gentilmente retira sua prometida dos braços do príncipe que agradece a companhia e se retira, tomando sua esposa Elia, para dançar.

— Acho que lhe devo desculpas. — Diz Robert em tom se súplica.

— Achas? — Diz a garota levantando as sobrancelhas.

— Perdoe — me estava tão empolgado com a conversa entre os cavalheiros que não lhe dei a devida atenção. Será que pode me perdoar?

— Talvez, você dança muito bem.

— Melhor que o príncipe? — Pigarreteou.

— Ele pisou no meu pé, duas vezes. — Mente a moça com um sorriso, tentando disfarçar suas bochechas rosadas. _ Aquela Lyra Mormont? — Fala voltando a atenção para a jovem de cabelos claros, e vestido simplório de cor verde musgo, postada próximo a uma das colunas.

— Ah sim, encontrei a irmã dela essa tarde, vieram representando o primo, que perdeu a esposa há poucos dias. — Ele diz e antes que pudesse terminar Lyanna se desenlaça de seus braços e vai na direção da amiga, deixando — o sozinho no meio do salão. Com um olhar terno, ela se aproxima da moça, que continua distraído a olhar para alguns cavaleiros que exibem belas espadas.

— Vejam só se não é a ursa gentil. Ainda conseguindo sobreviver na ilha sem saber manejar um machado? — Fala a garota com um sorriso largo.

— Lyanna Stark? Esses dois anos te fizeram bem, não parece mais tão desengonçada quanto antes. — Retruca a moça.

— Eh muito bom te ver. — Ela diz com um acenar de cabeça.

— Também senti sua falta. Agora parece uma Lady. — Observa a moça.

— Não como meus pais gostariam, mas estou fazendo o possível para deixá — los felizes e Alysane? — Diz enredando seu braço ao da moça e a convidando para um passeio no sacada do grande salão.

— Furiosa, como sempre. Não a deixaram se inscrever nas justas para defender nossa casa, disseram que isto era dever dos homens e não das mulheres. Ela se esquece que o resto Westeros não é como a Ilha dos ursos ou Dorne. E nosso lugar não é embaixo de uma armadura. — Diz a moça.

— Eu faria qualquer coisa para poder participar do torneio. Devia ter nascido na sua casa ou em Dorne. Em breve serei esposa de Robert, e perderei a pouca liberdade que tenho em Winterfell. — Desabafa a moça com pesar.

— Você e Alysane são iguais, ela também não quer se casar. Pelo menos você ficou bonita e os vestidos lhe caem bem, não posso dizer o mesmo de minha irmã. — Fala a jovem Lyra franzindo o rosto em repulsa a imagem que lhe veio a mente, da irmã vestindo um traje feminino no casamento do primo Joha. E recebe um sorriso e um negativo balançar de cabeça de Lyanna, que de fato sabia, que Alysane e vestidos, não eram uma combinação agradável aos olhos.

Os Mormont eram vassalos dos Starks, a jovem Lyra sofria desde muito pequena com crises de asma e pneumonias intensas, ela e sua irmã Alysane foram enviados a Winterfell, para que fossem tratados e recebessem uma educação mais adequada, dito que na Ilha dos Ursos, as condições eram precárias, mesmo para a família do lorde. As crianças acabaram por passar cinco anos como hóspedes dos Stark e contrariam uma amizade muito forte com a jovem loba, que partilhava da mesma voracidade e ímpeto por batalhas, tal como as mulheres da ilha.

A noite continuou animada entre os Starks e os convidados de sua mesa. Vez que outra, Lyanna observava o charmoso príncipe passar perto a sua mesa, dançando com alguma lady ou com a esposa, e mesmo com as tentativas da jovem em disfarçar os olhares na direção dele, foi impossível que os olhos dos dois se cruzassem algumas vezes.

Antes de se retirarem para suas tendas, Lyanna fez um pedido silencioso a Lyra, que pareceu intrigada com o que acabara de ouvir.

Na manhã seguinte, a loba desperta antes que os primeiros raios de sol atravessassem as fendas na tenda da família. Todos pareciam dormir, apenas Brandon não estava em sua cama e a julgar que ela ainda estava feita, o Iobo feroz não chegou a deitar -se nela durante a noite.

Na certa encontrou alguma rapariga para lhe fazer companhia” — Pensa a jovem, conhecendo a fama de conquistador e o apego por prostitutas que o irmão tinha.

Lyanna veste uma capa e caminha até o grande represeiro. Longe do acampamento ela avista Lyra, com um grande saco nas costas.

— Achei que fosse me decepcionar! — Fala já se apoderando do saco.

— Não tão cedo mocinha, o que pretende fazer com isso? — Questiona a garota que tinha apenas um ano a mais que a loba.

— Vou defender a honra da família Reed, alguém precisa dizer para os cavaleiros darem uma boa lição naqueles escudeiros.

— Achei que fosse para o Holland, não te entregarei essa armadura para que dispute uma justa! Pode acabar ferida, e se te descobrirem estará encrencada! Nós duas na verdade! — Diz Lyra preocupada.

— Ora Lyra, esqueceste quem era a campeã dos torneios que fazíamos? — Diz Lyanna com a voz impregnada de autoconfiança.

— Eram um bando de crianças, e nenhum deles ousaria machucar a Lady de Winterfell. Isto é um torneio de verdade, com cavaleiros de verdade, Lyanna, pode acabar ferida ou até morta!

— Certo já acabou? Se sim, me ajude a por esta armadura e quero o seu cavalo também, se eu levar a rosa meus irmãos saberão que sou eu. — Diz ela entregando as rédeas da égua baia a ela.

— Caso acabe por machucar — se ou for descoberta, é melhor não falar nada, sobre eu ter lhe ajudado nesta loucura. Meu primo não merece outro desgosto. — Diz a moça dando se conta que na faria a amiga desistir de tal insanidade.

— Da minha boca não sairá uma só palavra. — Conclui a garota.

Depois de devidamente vestida, Lyanna se põe a caminho do torneio. A armadura era de baixa qualidade, na verdade feita de pedaços desprezados e remendados, que não se encaixavam um aos outros. Mesmo assim a jovem loba, resplandecia orgulhosa sob o elmo. Sempre fora um sonho usar uma armadura, e mesmo que a que impunha agora, não fosse comparável aos demais cavaleiros, nada a fez mais feliz até então.

Quando chega ao grande acampamento que rodeia o torneio, cavalga entre o emaranhado formado pela multidão de visitantes, comerciantes, cavaleiros e populares que já se encaminharam para a arena, onde aconteceria às justas. A jovem desce do cavalo e sob os olhares curiosos de alguns transeuntes, ela olha para seu escudo e decide que deveria impor um brasão nele, com os comerciantes, consegue algumas tintas e nele estampa uma árvore coração sorridente. A tinta ainda está fresca quando ela adentra a arena e anuncia o desafio aos cavaleiros cujo os escudeiros haviam espancado Holland Reed.

Desacreditada a jovem toma a posição sob os olhares desconfiados de todos. No primeiro desafio seu oponente era o cavaleiro das forquilhas. A jovem respira fundo e sente o suor escorrer de sua testa sob o elmo, enquanto segura o pesado bastão. Ela tenta focar sua mente no cavaleiro e desviar os ouvidos do burburinho que rondava as arquibancadas, dizendo que o pequeno cavaleiro da arvore que ri, seria derrotado na primeira passagem.

Quando a trombeta é tocada, ambos os cavaleiros disparam rapidamente, Lyanna coloca o seu bastão em posição, firmando — o com toda a sua força. Para a surpresa de todos a ponta do bastão do pequeno cavaleiro fundou com força ao ombro do adversário que o fez cair no primeiro golpe. Impressionada, a platéia aplaude e grita louvores ao cavaleiro da árvore que ri.

Depois do primeiro embate, Lyanna se esgueira das atenções populares, haveria horas de intervalo até que cavaleiro misterioso, ter de retornar à arena. Neste meio tempo, precisava marcar presença com sua família, a fim de evitar desconfianças. Ela caminha sorrateiramente até a tenda dos Stark, veste um vestido azul turquesa acinturado, com pequenas rosas de inverno circundando o decote. Quando está quase pronta, Ned adentra a tenda e ela pede sua ajuda com a trança.

— Acabei de disputar uma justa e agora tenho que trançar cabelos de donzelas? Onde está a serva? — Reclama o irmão.

— Ela deve estar vigiando Benjen, vamos prove que continuas sendo meu irmão favorito e me ajude com isso sim? — Pede a garota com um sorriso no olhar que torna impossível ao irmão negar — lhe qualquer coisa.

O jovem se posta atrás dela e se põe a trançar os longos fios negros.

— É verdade que se casará com Iady Dustin agora que Brandon desposará a Tully? — Questiona a jovem curiosa.

— Eu não sei, são apenas boatos. Nosso pai não me falou nada sobre isso. De qualquer forma, ele está ocupado demais com o casamento de Brandon, para pensar em outra coisa. — Fala Ned com um certo desânimo.

— Brandon é futuro lorde de Winterfell, tudo que for para ele é mais importante meu querido Ned. Mas de qualquer forma, não achas estranho esses casamentos?

— Brandon é nosso irmão, eu o respeito mas ele é imbecil. E porque acharia estranho esses enlaces? — Diz Ned pedindo a fita para finalizar a trança.

— Porque sempre ouvi nosso pai dizer que seríamos prometidos aos nossos vassalos, da mesma forma que os Baratheon e os Tully fizeram por anos e agora todos resolvem deixar suas tradições ao mesmo tempo. E oque Brandon fez desta vez, que te deixou tão irritado?

— Nada que os ouvidos de uma donzela devam ouvir. Não sei das intenções de nosso pai, mas sei que quer achar uma desculpa para não se casar com meu amigo Robert. Eu entendo suas reservas, mas ele será um bom de marido, eu te garanto isso. Ele te ama.

— Como? Vai vigiá — lo em ponta tempestade? O amor é doce, querido Ned, mas não pode mudar a natureza de um homem. — Diz a garota pensativa. _ Vamos voltar para a arena? Lamento por não ter visto sua passagem. — Conclui ela.

— Bem, eu venci. Mas perdeu muito mais que isso, houve um cavaleiro misterioso, ele desafiou o cavaleiro das forquilhas e venceu! E devo dizer que fiquei impressionado com sua técnica e controle do cavalo. Me lembrou uma certa nortenha... — Ele diz levantado uma das sobrancelhas.

— Ora duvido que esse tal seja tão bom quanto eu sobre um cavalo, será que é Reed disfarçado? Ele disse que tinha medo de perder e envergonhar a família, talvez assim tenha resolvido participar, não acha? — Diz a garota tentando parecer convincente.

— Talvez, bem vou me trocar, hoje não terei mais nenhum desafio.

Durante o dia, mais dois embates foram vencidos pelo misterioso cavaleiro, que desaparecia nos intervalos, deixando todos curiosos e tornando — se o centro dos fuxicos naquele dia. Não só os populares estavam curiosos sobre quem era o cavaleiro, Robert Baratheon, foi um dos que jurou descobrir a identidade do participante misterioso. Assim como ele, o rei Aerys, não estava nenhum pouco contente com o cavaleiro sem rosto, ele acreditava que poderia ser o jovem Lannister que ele corou manto dourado na noite anterior ou talvez algum conspirador ainda pior.

Na ânsia de descobrir mais sobre o cavaleiro da arvore que ri, ele ordena que Rhaegar, descubra a identidade e traga até ele o cavaleiro. Rhaegar não dividia do mesmo interesse do pai pelo mistério, mas de qualquer forma, obedeceu às ordens do rei e imediatamente iniciou suas buscas por Harrenhal.

No bosque sagrado, o príncipe contempla uma árvore coração, haviam restado poucas por Westeros, o que as tornavam ainda mais magníficas. Eram brancas, frondosas de folhas avermelhadas, em seus troncos os sulcos formavam rostos, e cada árvore estampava uma distinta expressão. A de Harrenhal por sua vez tinha um semblante assustador, mesmo para alguém que tinha a face de um dragão estampada desde o berço.

Rhaegar, fascinado por magia, deuses, lendas e profecias, dispende alguns minutos para admirar o símbolo da ligação entre homens e os antigos deuses. Em sua mente era claro o motivo que levou os Targaryen serem salvos da destruição de Valyria. Mesmo naqueles remotos tempos, os deuses já conspiravam para que eles guiassem Westeros durante a longa noite e protegessem o mundo dos vivos. Esta era a profecia que garantiu seu nascimento e de outros antes dele.

Ele se aproxima da árvore e toca o rosto assombroso nela estampado, quando uma voz penumbra em seus ouvidos.

— Principe Rhaegar? Que faz aqui sozinho? — Fala mestre Pycele, se aproximando lentamente.

— Meistre, não sabia que estava em Harenhall. — Diz o príncipe surpreso.

— Poucas pessoas gozam da confiança de seu pai, ele fez questão que eu o acompanhasse. É uma árvore assustadora não é mesmo?

— Um pouco, mas gosto dos represeiros, parecem ser tão antigos e poderosos quanto a terra que pisamos.

— São apenas árvores meu príncipe, respeitamos a crença nos antigos deuses por questões burocráticas, mas todos sabemos que a única fé verdadeira é regida pelos sete. As antigas crenças são recheadas de mitos, magia e bruxaria, são um caminho perigoso. Os sete, nos ensinam a viver como seres humanos, com nossos reais propósitos e capacidades.

— Meus antepassados são de Valyria, uma terra cercada de misticismos e “bruxarias” caro Meistre, e tudo que minha família tem feito é tentar trazer a magia dos dragões de volta, não queira me convencer que isto é algo ruim.

— Você sabe o que aconteceu com Valyria e creio que lembre as tragédias dos que tentaram chocar aqueles ovos. És um homem inteligente Vossa Graça, há de concluir que nada de bom pode ser arrancado de tais forças. Os dragões foram exterminados, e os Targaryen estão desaparecendo também, os deuses não corroboram com quem busca este caminho.

— Serão mesmo os deuses Meistre Pycele?

Notas finais
Bom gente, eu espero que tenham gostado. Vou adorar receber os corvos de vocês contando sobre o que estao achando da trama e suas teorias sobre ela... Bem nos vemos no capítulo cinco! No capítulo quatro teram a compahia na princesa winchester. Obrigado