A Primavera dos Lobos
5 O Príncipe Targaryen.
Notas iniciais

Tyrion brincava com seu anel de ouro enquanto descansava na sala do trono. Seus pensamentos fixavam-se na batalha que Daenerys e os Lannisters travaram no dia anterior. Sabia perfeitamente que a vida era feita de escolhas, e que para um ascender, outro deveria cair. Contudo, jamais pensara que um dia sua casa seria o lado perdedor, e pior, que ele estivesse ao lado de quem os derrotou.
Quando viu o próprio irmão erguer a espada, pronto para atacar a Rainha dos Dragões, o anão desejou mentalmente que Jaime desistisse daquilo e evacuasse os soldados sobreviventes, ele não teria chance com Daenerys, não naquelas condições de estupidez. Porém, conhecia o sangue que estava em suas veias e estava certo de que seu irmão não desistiria, nunca desistiu. E agora, era um mero refém de guerra.
Inspirou umas duas vezes antes de se levantar e se por a caminhar a passos lentos até o subterrâneo do castelo. Como Mão da Rainha, Tyrion sabia de cor e salteado cada atalho, cada fresta daquele lugar. Por isso, não foi difícil achar a cela onde Jamie se encontrava.
O lugar estava mal iluminado pelas tochas e o cheiro putrefato preenchia cada canto dali. O pequeno homem reprimiu uma careta de insatisfação e agradeceu aos deuses por não estar na pele do irmão, não que o fato dele estar ali o agradasse, mas já que ele estava, não queria estar passando pelo que o outro estava.
—Quem está ai? – A voz de Jaime falhou.
—Sou eu. – Tyrion iluminou o próprio rosto.
—Tyrion?! – Jaime parecia um pouco surpreso. – Você era a última pessoa que eu pensei que veria aqui.
—Sinto muito pelo o que aconteceu. – O anão abaixou os olhos.
—Você viu tudo, certo? – O loiro falou depois de uma longa pausa. – Esqueça, não precisa dizer.
—Jaime... – Tyrion começou mas foi cortado.
—Você fez a sua escolha, Tyrion, escolheu ficar do lado da Targaryen e eu não vou te culpar por isso, você sempre soube escolher o lado que lhe convinha, mas você não traiu somente um bando de soldados e pessoas, você traiu sua própria família. – Jaime tinha rancor em sua voz.
—Sei que minha traição será difícil de ser perdoada, porém, nunca se esqueçam que todos vocês me trataram como lixo, me traíram, nunca fui de fato reconhecido como um Lannister, mas mesmo assim, quando você estava prestes a ser tostado por um dragão, eu desejei mentalmente que você desse meia volta e corresse de volta para Porto Real, você ainda é meu irmão, Jaime. Você e Cersei. – Tyrion o olhou suplicante.
—Belas condolências, irmãozinho. — Trincou os dentes. – Mas não acho que esse seja o momento para arrependimentos, preocupe-se em proteger sua Rainha, farei o mesmo para com a minha.
Dito isso, Jaime recostou-se no breu e Tyrion voltou para a superfície.
(...)
Após o inusitado episódio na Pedra do Dragão, Jon e Daenerys trocaram olhares confusos antes da platinada ir se banhar. O bastardo ficara ainda, um pouco mais do lado de fora do castelo da Targaryen a tempo de receber um corvo.
Pegou a carta e espantou o animal que voou rapidamente em direção ao nada. Dedilhou pelo selo de Winterfell e sentiu um leve temor correr em sua mente. Seria algum problema? Sansa estaria encontrando algum empecilho?
Largou as suposições de lado e abriu a carta, nela encontrou as seguintes palavras:
Jon,
Sim, sou eu, Bran.
Tenho certeza que reconheceu minha caligrafia e agora olha espantado para o pedaço de papel em suas mãos. Não queira cobrar explicações por agora, teremos tempo quando você retornar a Winterfell.
Escrevo para você no momento, para lhe pedir que averigúe uma caverna no Tridente próxima ao Vale dos Rubis. Tenho uma forte sensação que há algo de importante naquele lugar. Sei como isso soa estranho, mas acredite no que digo, saberá que estou sendo verdadeiro quando encontrar o que imagino que encontre, não vencerá o rei da noite se não dispor do que as terras fluviais tem a lhe oferecer.
Espero vê-lo em breve.
De seu irmão,
Bran.
Snow leu e releu a carta inúmeras vezes tentando assimilar cada palavra desenhada com perfeição. De fato reconhecia a letra do irmão, mas não podia negar que, por muito tempo, acreditou que Bran já não pudesse mais estar no mundo dos vivos, não depois de tudo o que ele passou longe de Winterfell.
Passeou com as mãos de forma incessante nas madeixas encaracoladas enquanto tentava pensar no que deveria fazer. Precisava encontrar os vagantes brancos e provar a Rainha Targaryen que eles existem. Mas por outro lado, de alguma forma, as palavras de Bran continuavam martelando em sua cabeça. E se fosse uma armadilha? E se alguém quisesse tirá-lo da Pedra do Dragão para que o mesmo ficasse sozinho e desprotegido das influências de Daenerys?
Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Já perdera as contas das vezes em que foi prudente e mesmo assim, perdeu entes queridos. Seus pensamentos vagaram para Ned Stark, seu pai e sua referência de vida. Ainda lembra-se do dia em que os dois se viram pela última vez, Jon seguia a caminho da Muralha e Ned a caminho de Porto Real. Aquela foi a única oportunidade em que os dois puderam ficar frente a frente como pai e filho. Recordou-se de suas últimas palavras antes de partir.
“-Não importa o que dizem ou pensem, você é meu filho, sangue Stark corre em suas veias e nada mais importa. – Segurou firmemente o ombro do jovem. – Prometo que quando nos vermos novamente, contarei a você sobre sua mãe, agora vá!”
E depois daquilo nunca mais se viram.
Snow lutou para que uma lágrima teimosa não caísse de seus olhos e respirou fundo. O vento cortante que bagunçava seus cachos, só o impulsionavam a uma direção. Virou seu corpo para o castelo imponente na Pedra do Dragão e fechou os olhos desejando que seus próximos passos não levassem mais ninguém para o abismo da morte.
(...)
—Não posso simplesmente acreditar em suposições! – Daenerys mantinha-se firme em seu trono enquanto exclamava espantada com o pedido do Rei do Norte.
—Me dê um voto de confiança, majestade. – Jon insistiu. – A Senhora leu a carta, preciso ver o que tem nessa caverna.
—E você realmente quer que eu siga suas instruções e deixe que meus soldados morram pelo Norte? – A platinada o olhou descrente. – Por acaso já cogitou a hipótese de que isso possa ser uma armadilha?
—Já, e posso dizer com veemência, que o que leu é verdadeiro, meu irmão jamais mentiria para mim. – O moreno deu um passo em direção a Rainha.
—Confia tanto assim em sua família, Snow? – Daenerys ergueu uma sobrancelha, seu olhar estava afiado como um dente de dragão.
—Senhora, se me permite a palavra, conheci os irmãos do Rei do Norte, tenho certeza que um morreria pelo outro. – Tyrion interveio no diálogo. – Se não o ajudarmos, a Senhora sabe que ele irá do mesmo jeito.
Daenerys voltou seu olhar para seu conselheiro e relaxou os músculos. Não seria hipócrita em dizer que, se Jon não voltasse para o castelo da mesma forma que saiu, poderia muito bem perder um possível aliado na luta pelo Trono de Ferro.
—Tudo bem, permitirei que três dos meus homens vá com você, até essa tal caverna no Tridente. – Endireitou o corpo. – Sor Jorah, Zhat, e Tyrion.
Os homens assentiram e Missandei logo encarou sua Rainha, descrente. A morena intrigada, não conseguia entender os motivos que levavam a rainha a aceitar uma missão, tão sem propósitos como aquela. Na realidade o próprio bastardo ainda não conseguira entender os motivos de Bran querer enviá-lo ao tridente. O próprio Sor Davos, fora totalmente contra tal insanidade, este, desconfiava que talvez com Brandon Stark vivo, os vassalos do norte pudessem ter mudado de ideia quanto a aclamação de um Snow como seu rei. Mandar Jon ao Tridente, poderia nada mais ser que uma armadilha, afim de se livrar de vez do bastardo.
—Minha Rainha, tem certeza que é isso mesmo que a senhora quer? – A morena engoliu seco, já com medo da resposta.
—Sim, peguem o que precisar e partam antes que o sol se ponha. – Daenerys soou firme.
—Obrigado. – Jon assentiu em sinal de respeito e virou-se juntamente com os homens da Rainha, afastando-se a passos largos.
—Snow, espere! – Tyrion interrompeu os passos do Rei do Norte. – Se vamos até o Tridente, eu quero saber exatamente o porquê. O mesmo está sob domínio de minha família, tem ideia do quão arriscado seria? E tudo porque um menino disse que você deve ir até lá?
— Eu confio em meu irmão e farei o que ele me pediu, não preciso que você ou qualquer outro homem do exército da rainha me acompanhe. — Retruca o nortenho inexpressivo.
— Não permitirei que alguém que se proclama rei, vá ao encontro de meus inimigos. Se não se ajoelhar para mim, não será para Cersei que fará isso. — Interrompe Daenerys voltando a atenção para os dois.
—Eu jamais ajoelharia diante da família que executou meu pai. — Diz Snow com os olhos fixos na platinada.
— De qualquer forma se morrer, a quem o norte servirá? — Questiona Daenerys se aproximando do moreno.
— O Norte tem coisas muito mais urgentes a tratar, quando o exército dos mortos ultrapassar a muralha, não importará nenhum pouco quem estará sentada no trono de ferro. – O olhar de Jon era firme.
— A rainha tem razão em ficar preocupada, o Norte é a maior casa de Westeros, se acabar morto, a quem servirá uma aleijado ou uma garota que houve conselhos daquele que coçou uma faca na garganta do próprio pai? — Diz Varys com certa malícia.
— Do que está falando? — Pergunta o bastardo voltando suas atenções ao servo.
— Meus passarinhos estão em todo o lugar, a todo o tempo. Ned Stark não perderia a cabeça se não fosse com a ajuda de Lord Balish. – Varys sorriu de canto.
— Lorde Balish jurou lealdade a casa Stark, sem ele, a batalha teria sido perdida e os Bolton, ainda comandariam Winterfell. Não faça acusações se não tem como respaldá-las com provas. — Fala Jon com um certo incomodo, Mindinho, disparava todos os seus alertas, mas não poderia acusá-lo sem provas concretas.
— A lealdade de lorde Balish é para com os próprios propósitos. – Dito isso, Varys retiro-se da sala do trono e a conversa cessou.
(...)
Antes do sol se por, Jon Snow na companhia de Sor Jorah, Davos, Tyrion e Zhat, um Dotraki corpulento que relutou um pouco em ter de se vestir como um mercador de Westeros a fim de não chamar a atenção, partiram em direção ao Tridente. O bastardo, mesmo sem entender os propósitos de tal jornada decide confiar no irmão, afinal, a última informação que teve,fora que o garoto atravessou a muralha em direção as terras de sempre inverno, e se ele mesmo aleijado voltara com vida, já era motivo mais que suficiente para que talvez suas palavras estivessem respaldadas em algo realmente importante na luta contra o Rei da Noite.
O grupo segue em direção ao Tridente, Tyrion crê que a viagem não passa de uma completa perda de tempo, e sabe que a Rainha, apenas apoiou tal insanidade a fim de criar certa empatia ao bastardo, dito que este certamente não se ajoelharia diante da força dela ou de seus dragões. E embora o anão acreditasse nas soluções diplomáticas, a troca de olhares entre Jon e Daenerys o incomodava. Não que uma aliança com o Norte não fosse bem vinda a rainha, mas o Lannister já havia vivido tempo o suficiente para saber que o amor, era um dos grandes motivos de muitas grandes quedas. Inclusive a dos próprios Targaryen.
Depois de dias de viagem, o anão confirma as suas suspeitas, de que nem Jon tinha ideia do que buscava no Tridente. Ao adentrarem as terras fluviais o grupo se camufla entre os tantos mercadores que habitam a fértil região de Westeros. Quando alcançam o Tridente Tyrion se aproxima da cavalgada de Jon.
—Preciso da sua ajuda. — Diz e recebe o olhar confuso do bastardo.- Daenerys fez meu irmão prisioneiro de guerra, tenho certeza que quando isso chegar aos ouvidos de Cersei ela fará uma retaliação perigosa, e então a Rainha não ouvirá mais meus conselhos, atacará Porto Real com seus dragões, milhares de vidas inocentes serão perdidas e ninguém vai conseguir vê-la como algo melhor do que o rei louco.
—Está tentando me convencer que vai fazer algo sem o consentimento da sua Rainha, pelo bem dela? Ou convencer a si mesmo que não está prestes a trair a confiança dela pelo seu irmão? — Questiona Snow parando seu cavalo e encarando o anão firmemente
—Eu jamais trairia Daenerys. Apenas creio que posso encontrar uma solução amigável para a situação. Eu conheço minha irmã e assim como boa parte de Westeros, sei do que ela é capaz quando quer vingança. Se quer a ajuda de Daenerys na sua batalha contra os mortos ou qualquer coisa que acredita que há além da muralha, precisa me ajudar a mantê-la longe de um combate direto com Cersei. — Explica o anão.
—Eu não acredito num inimigo além da muralha, eu os vi, eles estão vindo e se não estivermos preparados, todos vamos morrer. — Retruca Snow com afinco. — Não farei nada que possa prejudicar Daenerys, se era isso que queria saber.
—Que bom, pois não pretendo prejudicá-la. Só preciso que me ajude a chegar até Cersei. – O anão continuava irredutível em seus propósitos.
—Poderia ter dito isso antes de chegarmos aqui não acha? – Jon suspirou pesadamente.
—Não, pois não quero que Cersei pense que ela estará fazendo algo que seu irmão mais odiado, quer que ela faça. Eu preciso que seja capturado para que funcione. – Lambeu o lábio inferior.
—Este é o plano mais idiota que já ouvi, sua cabeça está a prêmio, quem te garante que te levarão vivo até ela? – Jon balançou a cabeça, descrente.
—É por isso que preciso da sua ajuda. Ela não mataria um possível e forte aliado como o Rei do Norte. — Diz o anão encarando o rosto inexpressivo de Jon Snow.
—Eu deixei o Norte, contra a vontade daqueles que jurei proteger, pouco importa quem sentará no Trono de Ferro se não combatermos a longa noite. Eles precisam que eu retorne para lutar com eles e não que acabe morto por conta das suposições de um conselheiro que ainda não conseguiu decidir se serve a sua Rainha ou ao seu sangue. – Jon foi ríspido com suas palavras.
A chegada ao Tridente não fora tão amistosa quando o grupo imaginava, infelizmente o disfarce de viajantes não se sustentou por muito tempo, obrigando-os a lutar contra os soldados da coroa e ter de amarrar seus corpos a pedras que foram lançados às profundezas do rio, pois necessitariam de mais tempo do que imaginavam para encontrar a tal caverna.
Depois de dias exaustivos, o bastardo está quase desistindo da busca, quando ouve jovens falando sobre um represeiro cuja as folhas naturalmente avermelhadas, haviam se tornado negras como noite nos últimos dias.
O Rei decide averiguar, desde muito pequeno fora ensinado pelo pai, sobre o poder que aquelas árvores representavam aos nortenhos, eram os únicos em Westeros que conservavam a antiga religião, e Jon estava ciente do quanto ela estava interligada a antiga magia que também abrangiam os vagantes brancos.
Depois de cerca de seis horas adentrando uma floresta fria e fechada, o represeiro de folhas negras é avistado com fascínio pelo grupo. O Rei bastardo toca a árvore e faz uma pequena oração ensinada pela velha ama de Winterfel, antes de avistar a fenda escura escondida entre trepadeiras esverdeadas.
Finalmente a caverna úmida se apresentava a frente deles, o buraco que parecia ter sido esculpido no paredão de pedras reinava numa escuridão absoluta e antes de o adentrarem, o grupo se mune com tochas de fogo. Como sempre o bastardo toma a frente do grupo, observado pelos olhos estreitos e vorazes do Dhotraki.
—Preciso que fique aqui e vigie a entrada. — Ordena Jon ao selvagem de Essos que responde negativamente encarando de um jeito firme os olhos do Snow.
—Zhat, Jon tem razão. Precisamos que vigie a entrada. — Fala Tyrion fazendo o Dotrhaki recuar.
O grupo avança pela escuridão, e ao observar os inúmeros símbolos ali pintados, assim como na caverna em Pedra do dragão, o bastardo esboça um pequeno sorriso, tendo a certeza de que a viagem não foi um completo desperdício de tempo. Ele avança, atento a cada detalhe do corredor estreito, quando Tyrion para e observa um dos rabiscos na parede.
Três dragões e seus três cavaleiros voando rumo a algo que parecia ser a muralha. Ele engole seco.
—Veja isso, Snow. — Fala chamando a atenção do Rei do Norte.
—São os dragões de Daenerys. Percebe? Talvez ela tenha chocado aqueles ovos para salvar o mundo, e não retomar o Trono de Ferro. — Diz o moreno ao encarar a pintura.
—Ou talvez seja apenas um desenho de Aegon, o conquistador que tomou Westeros com seus três dragões. Veja há três cavaleiros e Daenerys é a última Targaryen, a última domadora de dragões.
—Precisam ver isso. — Ressoa a voz de Davos pelas paredes da caverna.
Tyrion e Jon caminham ao seu encontro e o anão deixa sua tocha cair quando seus olhos miram a parede.
Um homem, completamente nu e muito sujo, as costelas aparentes e o rosto cadavérico, envolto em vinhas e raízes que o prendem com força contra o paredão de pedra.
—Ele está morto? — Questiona Jon sem conseguir tirar os olhos do homem ou da criatura, não sabia ao certo do que se tratava.
—Eu não sei. — Fala Davos com a voz sussurrada e ares de espanto.
—Quem é ele? Um dos seus vagantes brancos? — Pergunta Jorah a Jon enquanto se aproxima mais um pouco.
— Não, ele parece humano. — Responde o bastardo analisando cada centímetro do homem a sua frente.
Ele chega mais perto e afasta os longos cabelos que cobrem parte do rosto dele, e neste momento o rosto do homem se ergue lentamente fazendo Jon recuar. E quando seus olhos se abrem, o bastardo encara um púrpura profundo, acompanhado de uma respiração forte.
Davos recua alguns passos, estarrecido, como se houvesse visto um fantasma. O homem cadavérico os encara e solta um urro que ecoa pelas paredes de pedra, fazendo com que um vento quente e um zumbido inexplicável retumbe em seus ouvidos, fazendo-os confundir os sentidos e levar as mãos a cabeça que é tomada por uma dor inquietante.
Jorah retira a sua espada e com um esforço enorme, tenta se aproximar do homem, mas assim que levanta sua espada e arma o golpe é freado por Jon que usa a sua lâmina contra a do Mormont. Jorah o fita confuso e nesse instante, o silêncio volta a reinar. O grupo volta a olhar para o homem no paredão, este parece ter esgotado sua energia e agora estava inconsciente, com o queixo debruçado sobre o peito.
—Não pode matá-lo sem antes soubermos se está aqui para nos ajudar ou não. — Diz Jon, embaiando sua espada. — Temos que tirá-lo dali.
—Eu não sei se essa é uma boa idéia Jon Snow, nem sabemos quem ou o que ele é. E se ele não estiver aqui para ajudar? — Questiona Tyrion levantando a sobrancelha.
—Eu sei quem ele é. — Fala Davos chamando a atenção de todos.
—Pois então nos diga Sor Davos, o que está esperando? — Interroga o anão.
—Ele é Rhaegar Targaryen e deveria estar morto.
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