Notas iniciais
Bom gente eu não sou muito de amar o que eu escrevo, mas sinceramente esse capítulo mim ficou demais... Peço que leiam com atenção pois eles tem muitos elos de ligação com o passado que serão explorados no decorrer da trama. Espero que gostem dele tanto quanto eu gostei! Boa leitura.

Jon Connington foi acompanhado pelo Snow até o castelo e deixado a espera de Varys, em uma sala reservada. Minutos depois, o eunuco adentrou o cômodo com estranheza, suas instruções a Connington eram claras e eles deviam permanecer em Essos, até que ele os requisitasse.

Connington o encarou com firmeza, e o eunuco se adiantou.

— O que faz aqui? Minhas ordens eram claras.

— Acredite não é por minha vontade que aqui estou, mas vou ser direto. O que aconteceu foi que ao que tudo indica, a rainha Cersei requisitou os serviços da Companhia Dourada, Ilyrio tomou conhecimento disto e achou por bem, trazer Aegon para reclamar o trono.

— Ilyrio não faria nada sem me informar.

— Creio que Ilyrio não tem mais certeza dos seus propósitos, ou de sua lealdade — afirma Connington — O fato é que não consegui dissuadir meu menino e eles devem desembarcar em Porto Real em breve.

O eunuco caminhou até a cadeira, sentando-se e recostando-se a ela.

— Se ele atacar Porto Real com a companhia, todos os anos nos dedicando a formar um futuro rei verdadeiramente comprometido, estarão perdidos. Ninguém vai se curvar a um Targaryen que chegar arrasando tudo a sua frente, achei que tivesse sido claro quando lhe disse para ensinar isso a ele — fala Varys com uma paciência assustadora assustadora a Jon.

— Precisa falar com Ilyrio, talvez o escute.

— Ilyrio sonhou com isso durante toda a vida, se ele voltou a Westeros não descansará até alcançar os seus objetivos. E também já não sei se importa.

— Aegon vai acabar morto! Eu sei que para você ele não passa de uma carta a ser colocada na mesa em hora estratégica, mas para mim, ele é um filho!

— Rhaegar está vivo. — Diz o eunuco e encara o semblante incógnito de Connington.

Depois de longos minutos de conversa e olhos marejados de um misto de tristeza e esperança, Varys passou instruções detalhadas ao homem e saíram os dois a procura de Rhaegar.

O platinado caminhava pela muralha do castelo, enquanto observava a neve cair lentamente na praia. Sorriu ao lembrar de sua princesinha Rhaenys correr e gritar pela areia fofa com medo das ondas e das criaturas do mar, enquanto Elia tentava impedir o pequeno Aegon de comer areia e ele, dedilhava alguns acordes em sua arpa enquanto admirava a sua bela família, pensando em Lyanna Stark. Fechou os olhos e não pode controlar que uma lágrima solitária escapasse de seu olho esquerdo.

Ao tentar garantir a vida de todos, ele condenou — os a morte. Se tivesse ouvido Barristan, Arthur, a própria Elia, se tivesse conseguido esquecer as profecias dentro dos empoeirados livros e mantido seus pesadelos reclusos as noites mal dormidas. Se tivesse tirado Lyanna de seus pensamentos… Rhaenys teria se tornado uma bela moça, Aegon, estaria cavalgando pela praia como senhor de pedra do Dragão, Daenerys e Viserys teriam crescido como príncipe e princesa e Elia estaria ao seu lado, e talvez as poucas vezes que pudesse vislumbrar Lyanna em torneios e eventos sociais, acalmassem seu coração, mesmo sabendo que em breve, todos estariam mortos.

O que havia conquistado perseguindo uma profecia? Apenas a morte prematura de todos, profecias não deveriam ser conquistadas, elas deviam ser vislumbres do futuro agora ele entendia, porém era tarde demais.

Continuou a caminhada e franziu o rosto ao ver os caixotes de madeira, recheados com vidro de dragão, deixarem as cavernas da baía de água negra em direção a pequenos barcos que levavam a um navio de velas cinzentas. Fixou o olhar por instantes e sentiu um calor emanar de seu peito, viu de perto os homens usando couro e peles como se estivesse a poucos metros deles. Balançou a cabeça e sentiu uma breve tontura, que o fez fechar os olhos e regressar para o interior do castelo.

Subiu pelas escadas até a Câmara da Mesa Pintada, no andar mais alto do castelo, uma sala redonda, com quatro janelas altas com vista para o norte, sul, leste e oeste, onde uma gigantesca mesa, esculpida e pintada na forma de um detalhado mapa de Westeros se apresentava ao seu centro. Passou os dedos pelos entalhes empoeirados e voltou o olhar pela janela norte. Sentiu a brisa fria em seu rosto e por instantes os dedos quase sempre gelados de Lyanna tocaram-lhe a face. Fechou os olhos e pode sentir o cheiro de rosas azuis, sorriu brevemente e se viu envolto em uma paz que apenas os braços dela eram capazes de trazer. Arqueou o corpo através da janela e deixou que os flocos de neve beijassem sua face. Passou uma perna para fora e depois outra, durante todos esses anos foi lhe negado o direito de morrer, não entendia o porquê de tal suplício. Mais de vinte anos entregue a pesadelos, a sussurros, dores, talvez fosse a forma dele pagar por todas as vidas que foram ceifadas por sua luta, por seu amor. Mas agora, estava livre, livre para estar com ela.

— Lyanna — murmurou com um sorriso abrindo os braços, quando sentiu um puxão lhe trazendo de volta a sala oval. Ele empurrou o homem com uma força sobre humana contra a mesa e viu o jovem se contorcer de dor depois de bater as costas ao móvel de pedra.

Ouviu o jovem gemer de dor e voltou a realidade, olhou para suas mãos sem entender de onde vieram tamanha força e se encaminhou ao rapaz, que tinha um fio de sangue escorrendo do canto esquerdo da boca. Puxou — o tentando ajudá — lo a se recompor, mas foi imediatamente repelido por ele. Que levou uma das mãos as costas e levantou o olhar aos poucos a altura do Targaryen.

Rhaegar recuou um passo ao encarar os olhos do jovem, ele os conhecia, mas pertenciam a outra pessoa, pertenciam a sua amada Lyanna.

— Você deve ser tão louco quanto seu pai era — fala Jon limpando o sangue com a manga do casaco, enquanto tentava ignorar a dor lacerante nas costas.

O Targaryen permaneceu estático, sentindo o peito disparar e sua respiração tornar — se ofegante a presença do jovem que instintivamente sabia quem era. Sua criança, a sua terceira cabeça do dragão.

— Qual o seu nome? — Pronunciou de forma quase inaudível.

Jon cuspiu uma bola de sangue, causada pelo ferimento feito pelos próprios dentes em sua língua e voltou o olhar para o platinado que tinha uma expressão fantasmagórica no olhar.

— Eu ouvi falar sobre você, e eu te mataria se pudesse, mas sei que o fato de estar naquela caverna, daquele modo, mostram que de alguma forma preciso de você para me ajudar a vencer os outros. — fala o Snow.

— Qual seu nome? — insiste Rhaegar embolsando um leve sorriso ao se ver alisando a barriga de Lyanna enquanto ela dizia não para todo o nome sugerido por ele.

— Jon. Meu nome é Jon Snow — fala o rapaz e o sorriso do príncipe se esmoreceu.

— Snow? Um bastardo do norte? — fala sem entender.

— Sim, sou filho de Ned Stark.

“ — Diga a Ned onde me encontrar.

— Eu voltarei, eu prometo. Seu irmão está lutando ao lado de Robert, não podemos confiar nele. Está segura aqui com a guarda real 一 fala alisando o rosto de Lyanna carinhosamente.

— Já não cansou de fazer promessas que não pode cumprir, Rhaegar? Diga a Ned onde estou, se não regressar, só confiarei meu filho a ele, a mais ninguém. Conte a ele” — pairou em seus pensamentos a última vez que viu sua amada.

— Eddard é um grande homem, tem sorte em ter um pai como ele — fala Rhaegar forcando-se para não deixar ser tomado pela emoção. Era seu filho, tinha certeza, o fruto do amor por Lyanna, a canção de gelo e fogo dedilhada por eles estava viva e todo o sacrifício não fora em vão.

— Ele está morto. Foi decapitado pelos Lannisters — relata o moreno tomando um pesar.

— Lannisters — sussurra o príncipe — Sinto sua perda, Jon. Então imagino que já saiba sobre a longa noite e todo o horror que será trazido com ela.

— Sente? Teria matado meu pai se tivesse chance! Não pense que seus crimes serão absolvidos porque se fez necessário na luta contra o exército da noite. — protesta Jon com rispidez.

— Meus crimes? Bom, Robert se tornou rei, imagino o que o despeito dele deve ter propagado sobre mim, mas Ned? Alguma vez ouviu uma palavra dele contra mim? — questiona Rhaegar firmemente e Jon permanece em silêncio. De fato, nunca ouviu seu pai falar contra o príncipe, e também nunca entendeu seu silêncio sobre o assunto.

一 Todos sabem o que fez, sequestrou minha tia Lyanna, a estuprou e causou uma guerra.

一É, foi o que disseram. Mas eu nunca sequestrei a sua… tia. Ela fugiu comigo, éramos jovens, apaixonados, inconsequentes. Não era para ter acontecido tudo aquilo.

一 E o que esperava? Mesmo que o que disse seja verdade, você tirou uma lady de sua casa, seduziu a mulher de outro homem, sendo casado e ainda por cima causou a morte dela e de muitos outros.

一Já amou alguém mais do que a própria vida?

一 Já, mas ainda assim não foi suficiente para esquecer da minha honra, minha lealdade. Um homem capaz de surrupiar os próprios juramentos não é digno do amor 一 retruca moreno.

一 Talvez esteja certo 一 pigarreou 一 O passado já está feito, não há como mudar, falaremos do futuro se este ainda puder existir — fala findando o assunto. Jon não parecia estar pronto para ouvir.

一 Foi para isso que te trouxe até aqui. O que sabe sobre os outros, como podemos impedí-los? Sei sobre o aço valiriano e o vidro de dragão, mas cada homem que perdermos será um a mais no exército deles. 一 Relata jon preocupado.

一 Sabe como chamavam o aço valiriano em Valyria? Aço de dragão. O fogo é a única coisa que pode detê-los. Mas quando a canção de gelo e fogo soar, e por fim nisso tudo. Não haverá mais magia, dragões ou tudo aquilo que foi trazido por ela.

一 Conheci Aemon Targaryen, ele acreditava que Daenerys seria o Azor ahai. 一 fala Jon com certa hesitação, ao lembrar que a sacerdotisa vermelha afirmou ter sido ele o escolhido para guiar o exército dos vivos durante o inverno, depois dele ter renascido dos mortos.

一 Ela trouxe os dragões, não trouxe? 一 Fala o príncipe se aproximando da mesa e passando levemente os dedos pela representação da muralha. 一 Mas o dragão tem três cabeças.

一 O que quer dizer com isso?

一 Três Targaryens conquistaram Westeros, serão necessários três para que o salve. Isto já estava decidido antes de Daenys, a sonhadora prever a destruição de Valyria e foi por isto que me trouxeram de volta, agora eu posso entender. 一 diz encarando os olhos do rapaz com esperança. 一 Assim como Danerys foi devolvida da morte certa, eu também fui e a terceira cabeça também será.

一 Que seja, mas prefiro preparar os homens e confiar na minha espada, antes de ficar esperando por profecias que podem nem sempre se cumprir. Agora preciso ir supervisionar a extração de vidro e me certificar se Varys, já encontrou seu convidado. Não deveria ter trazido um estranho ao castelo sem o consentimento da rainha. 一 Fala Jon se levantando.

一 Peça para Varys vir até mim.

一 Eu não sou seu servo. E fique longe das janelas, seja lá o que te manteve vivo, pode não ter a mesma sorte 一 retruca Jon dando as costas e Rhaegar sorriu balançando a cabeça ao lembrar da petulância de sua Lyanna.

Esperou até parar de escutar os passos de Jon e deixou ser tomado pela emoção. Não tinha dúvidas, aquele jovem que acreditava ser um bastardo era na verdade um Targaryen. Seu filho, sua herança para o mundo, o sacrifício de Lyanna para que a humanidade pudesse continuar a existir. Sentiu as lágrimas rolarem ao constatar que outra promessa feita a sua amada fora quebrada, no dia em que se casaram em frente às árvores coração, mesmo sem nenhuma validade para o resto do reino, se tornaram marido e mulher. Jurou a ela que o filho deles teria seu nome e jamais cresceria como um bastardo qualquer. Sentiu as lágrimas rolarem pela face pálida e penteou as longas mecenas prateadas para trás, tentando se recompor. Não era hora para prantos ou arrependimentos, era hora de ser um guerreiro, de ser um dragão.

(...)

Sansa caminhava pelos depósitos de grãos de Winterfel, na companhia de um servo que anotava todas as quantidades de alimento presentes ali. A lady, ordenou que toda a produção do Norte fosse armazenada nos depósitos dentro do castelo, assim quando os nortenhos buscassem seus muros para proteger-se do inverno, não teriam de se preocupar em como alimentar a todos. A ruiva olhou para o deposito abarrotado de sacas de grãos e soltou um suspiro.

一Iniciaremos um racionamento desde já. Jon acredita que será um inverno longo e extremamente frio, precisamos garantir que teremos comida, pelo maior tempo possível. 一 Instruí ela.

一 Como desejar Milady. 一 Concorda o servo e palmas chamam a atenção da jovem.

Lorde Baelish adentra o deposito e só finda as palmas ao cumprimentar Sansa com um beijo no dorso de sua mão.

一É bom vê-la como a Lady que nasceu para ser 一 fala o Lorde com um sorriso nos lábios.

一 Fui criada para me casar com um Lorde e me tornar uma senhora, mas não de Winterfell. Roob e sua esposa eram quem deviam estar aqui. Estariam se não fosse aquela tragédia 一 fala a garota encarando firmemente o Lorde que desvia o olhar.

一 Mas o destino não quis assim, é agora você é a única herdeira de Winterfell.

一 Jon é o rei do Norte, Bran o herdeiro legítimo de Winterfel e é claro, Arya. O inverno chegou lorde Baelish e é quando os lobos uivam. 一 fala a garota tomando um semblante sombrio 一 Com sua licença 一 Conclui chamando a atenção do servo ao se retirar.

Lorde Baelish engoliu a seco as palavras da Stark, a cada dia sentia-se perdendo terreno. Sansa não era mais uma menina, que se deixava levar por conversas e promessas. E não era apenas mais bela, mas também muito mais perspicaz do que Catelyn, jamais foi. Era hora de agir.

Caminhou por entre as paredes do castelo até a sua fortaleza interna, onde ao perceber ser espionado pelos olhos ávidos de Arya, colocou seu plano em andamento. Nos arquivos do velho meistre, tomou o bilhete que Sansa foi obrigada a escrever ao irmão, durante a guerra dos cinco reis, e com ele em posse retornou aos seus aposentos onde o escondeu. Sorriu ao trancar a porta e perceber que Arya ainda o acompanhava em segredo. Sabia o que aconteceria assim que a caçula dos irmãos ainda vivos, tomasse conhecimento daquele papiro. Nos olhos da jovem menina, queimavam o mesmo fogo que ele viu nos de Brandon em sua juventude, o lobo feroz que tomaria o amor de sua vida e que ao desafiar para um duelo foi vencido e humilhado pelo Stark. No entanto a vingança não tardou, e foi lhe dada como um presente divino, no momento que a jovem Lyanna fugiu com o príncipe Rhaegar. Bastou impedir que a carta dela chegasse aos Starks e usar o pouco ouro que tinha para comprar alguns camponeses que atestaram o rapto brutal da moça, para que Brandon deixasse a noiva e se encaminhasse encaminhasse a porto Real para desafiar Rhaegar a um duelo até atingir morte. E como previu, o rei louco não deixou barato tal insolência.

Ele tirou Brandon de seu caminho, porém não foi o suficiente para ter Catlyn para si. Ela queimou a carta, sem mesmo ler, onde ele denunciava que os Starks, tramavam contra a coroa, transformando a fuga de Lyanna num rapto. Casou-se com Ned e mesmo depois dele engravidar sua irmã, manteve a esperança de tê-la assim que o maldito Stark morresse na guerra que ele ajudou a criar.

Ned sobreviveu, assim como o paixão por Catilyn, e a ânsia pelo poder que o levou de lorde de um pedacinho de terra desprezado por todos, a ser nomeado por Robert como seu Mestre da Moeda. Não apenas pelas suas habilidades financeiras, mas também pela carta de Lyanna que transformava toda a odisséia romântica e revolucionária de Robert, em uma piada onde o rei não passava de um despeitado, traído pela mulher que jurou amar.

No fim, tudo se resumia a poder da informação, omitida ou revelada na hora certa, e era assim que isolaria Sansa de sua matilha e voltaria a ter o controle sobre ela.

Arya, esperou o lorde tomar distância e tratou de entrar em seus aposentos, procurou com cuidado, para não ser ouvida e para que Mindinho, não viesse a perceber futuramente a invasão de seu quarto. No colchão, encontrou uma fenda e nela o pequeno bilhete Onde a letra de sua irmã relatava a traição de Ned e um pedido a Robb para que se curvasse a coroa. A Stark se viu envolta num misto de raiva, nojo e dor. Em sua mente a imagem se Sansa ao lado dos Lannisters no dia em que seu pai foi decapitado se projetou diante de seus olhos, amassou o papel e caminhou a passos largos a procura da irmã pelo castelo que as duas cresceram.

Encontrou-a na passarela que tinha um bela visão do pátio principal, a neve voltava a cair e a ruiva sorria num arquivo nostálgico ao ver algumas crianças correndo atrás uma das outras lançando bolas de neve. Era uma das poucas brincadeiras que fazia gosto de participar com os irmãos. Todos eles, incluindo Arya, tinham aquela força e ferocidade dos Stark que ela até então, não reconhecia nela mesma. Precisou sofrer, apanhar, ter seus sonhos despedaçados e seu corpo violado para libertar a loba que vivia nela.

Arya se aproxima com a adaga que recebeu de Bran em mãos se coloca ao lado da irmã.

— Nossos pais costumavam nos observar daqui. — Diz a jovem loba também admirando o pátio.

— Sim, pensava em nossas guerras de neve contra os filhos dos servos, neste exato momento. Você mesmo pequena era a mais rápida. Mas Robb, tinha a melhor pontaria, e Jon e Bran construíam um muro de neve para proteger Rickon, que mal sabia andar, lembra — se?

— Eu lembro — Fala a garota com um leve sorriso que se desfaz em segundos. — Nossos pais nos ensinaram a sermos leais a nossa família, agora entendo porque você sempre deixava a brincadeira assim que que uma bola lhe acertava com mais força. Nos abandonava e assim continua fazendo.

— Do que está falando?

—Você escreveu a Robb, falando que nosso pai era um traidor. — Relata Arya cravando a adaga no corrimão de madeira com toda a força. Fazendo Sansa recuar assustada. — Se vendeu aos Lannisters, abandonou sua família.

— Eu fui obrigada, era uma criança assustada no meio de leões, não pode me culpar por sobreviver. — Se defende a ruiva.

— Traiu o nosso pai e eu não permitirei que você e lorde Baelish traiam Jon, ele é o rei do Norte, o lorde de Winterfell. Este lugar não te pertence.

— Jon não estaria vivo se não fosse pelos cavaleiros do vale e eles vieram por mim! — fala Sansa desta vez sem recuar a aproximação da irmã — Você não tem idéia do que eu sofri, de tudo que eu tive que fazer. Eu lutei não com uma espada, mas eu me mantive viva, viva para voltar para casa, viva para honrar e vingar a memória daqueles que eu amei. Enquanto você estava morta para todos, eu ainda era uma Stark, sozinha entre nossos inimigos. Na pense que é mais forte ou mais esperta porque usa uma espada. — Retruca a irmã mais velha, virando as costas. — Se quer me matar, faça isso agora. — Conclui ela estática, Arya arranca a faça cravada na madeira e se posta posta a frente da irmã, a fita com firmeza e coloca a adaga em suas mãos.

— Faça você o que tem que fazer milady. — Conclui Arya.

Notas finais
E aí pessoas? Primeiramente quero agradecer aos comentários que sekpre nos inspiram a melhorar cada vez mais essa trama e dizer necessito saber o que acharam!? Sério tô aqui pronta com meu taberro de Uija pra vocês também fantasminhas se pronunciarem. Kkkk