Notas iniciais
Gente o capítulo ficou enorme então dividi em duas partes, vou postar as duas sequencialmente... Amanha já posto a segunda parte! Boa leitura!

A noiva do fogo — Parte I

Lyanna engoliu a seco as palavras do pai, casar-se com Lorde Baratheon seria a última coisa que faria, depois de tamanha ofensa que ele cometeu a sua amiga e a ela mesma, como sua noiva. A morena recusou-se a ir ao encontro dos Tully e foi terminantemente proibida de deixar a tenda dos Stark. No entanto, a jovenzinha nunca foi boa em seguir ordens e assim que a ama descuidou-se dela, escapuliu até a tenda dos Baratheon.

Adentrou sem cerimônias e encontrou o lorde a se preparar para mais um dia de torneio. Ele abriu um sorriso que foi ceifado por um tapa latejante das mão de Lyanna.

— Como pode? — Questionou com os olhos tomados por certo furor.

— Não tenho nada que possa dizer em minha defesa, comportei-me como um maldito selvagem. Estava bêbado, jamais foi minha intenção atentar contra a honra da pobre moça e estou muito envergonhado — fala desarmando as palavras que Lyanna já tinha pensado em dizer no momento que ele negasse ou culpasse Lyra pelo incidente.

— Eu não me casarei com você.

— Entendo a sua raiva, mas peço que reconsidere. Realmente estou apaixonado por você, Lyanna. Te quero como minha esposa, a senhora de ponta tempestade a mãe de meus herdeiros.

— Pois tudo que quero é que suma da minha frente e diga pro meu pai que o casamento está desfeito.

— Lyanna, me perdoe. Eu sei que o que fiz foi horrível, mas não há nada que eu queira mais do que tê-la como minha esposa. Escute-me, não há nada que eu não faria por você.

— No entanto não pensou duas vezes antes de tentar molestar a minha melhor amiga! Se não fosse pelo príncipe, o que seria dela agora?

— O príncipe… Foi ele quem te contou? Pois tenho certeza que Lyra não foi. Ela não queria que essa história se tornasse de conhecimento público.

— Pouco importa quem me contou.

— Importa, acha que já percebi, a forma que ele olha para você?

— Está louco — Ela protesta sentindo o peito disparar.

— Acredite, minha doce Lyanna. Se há uma coisa que sei no mundo é como um homem olha, quando quer foder uma mulher — diz tomando um jarro em mãos e servindo um copo de vinho — E o príncipe te quer, desde que botou os olhos em você… O que eu ainda não sei, é se você deseja mesmo.

— O príncipe Rhaegar é um homem casado e diferente de você, ele tem honra — fala a loba intempestiva.

— Honra é algo bem relativo quando falamos da família real, ou mesmo de Targaryens. Se quer que eu cancele nosso compromisso por conta daquele incidente com Lyra assim o farei, mas sugiro que esqueçamos isso. Prometo que não voltará a acontecer, lhe serei um bom marido, e te farei a mulher mais feliz dos sete reinos. Posso até ajudar aquela Mormont a arranjar um bom casamento, ela me disse que era algo que queria muito, e evitaremos todo o falatório do porquê do rompimento ou mesmo, o porque de um príncipe casado, parecer tão interessado numa jovenzinha.

— Não pode me ameaçar, lorde.

— E quem está a ameaçando? Só estou prevendo o que certamente será dito. Mas se é assim que quer, assim que será. Eu a amo e nada me deixaria mais triste do que saber que casou-se comigo contra a sua vontade. — diz dando um gole no vinho — Façamos o seguinte, continuaremos noivos por um tempo, pelo menos até o fim do torneio. Nem eu, nem Lyra, nem você precisamos dar explicações ou aguentar os burburinhos do porque as casas Stark e Baratheon não vão mais se unir. Ou quem sabe até lá, você reconsidere.

— Impossível, o que fez foi imperdoável.

— Impossível, não é uma palavra que costumo acreditar, Lady Lyanna. Mas, melhor você ir, se demorar muito, sozinha na tenda de um homem, seu noivo, as pessoas podem pensar besteira.

Lyanna deixou a tenda a passos firmes, era certo que Robert, não tinha vergonha do que fez e jamais atenderia seu pedido, muito menos seu pai a ouviria. O destino dela estava fadado pela vontade dos lordes. Soltou um suspiro triste e montou em sua égua. Cavalgou até o bosque sagrado e ajoelhou-se em frente a árvore coração.

— Deuses antigos, escutem minha prece, vocês que guiaram os passos dos primeiros homens, peço que guiem os meus. Não posso me casar com Robert, por mais belas que sejam suas promessas, ele jamais estará no meu coração. Minha família diz que devo lealdade ao nosso nome, a um acordo feito contra a minha vontade. E eu entendo, mas como serei leal ao nome Stark, ao Baratheon, aos filhos que terei se trai a lealdade ao meu coração. Porque me fizeram assim? Porque não sou como todas as outras, que sonham com um marido importante como Robert. — fala sentindo uma lágrima quente escorrer pelo rosto frio — Porque? Que planos vocês têm para mim? Me respondam! — Ela grita esmurrando o represeiro. No mesmo instante sente uma tontura pairar em sua mente, seus olhos tomaram um branco fantasmagórico, seu corpo frio e trêmulo.

Tudo estava escuro e ela retorcia-se e tentava gritar porém só ouvia grunhidos de rato. Sentiu algo macio e quente enredar seu corpo e logo a luz ofuscou seus olhos. Aos poucos o rosto sujo de um menino, surgiu a sua frente.

— Ora alfredo, o que tem? Fique quieto sim? — disse o rapazote que voltou a colocar o animal no saco.

A jovem apertou os olhos e tentou despertar.

Seria um sonho? Como os que tinha na infância onde sentia-se galopando não sobre o cavalo, mas dentro dele?

Lyanna sentiu o solavanco do andar do garoto e mais uma vez se pôs a retorcer-se, ouviu a voz do menino e depois de outro homem, parou os esforços a ouvir a voz mansa entoar o nome de Rhaegar.

— Sim, pelo que vi toda a guarda real está com ele. E ouvi o lorde Whent, dizer que o príncipe parece não temer mais medidas extremas, para tirar o rei do trono de ferro — falou o garoto.

— Vão matar o rei?

— O lorde não usou essas palavras, mas disse que o príncipe está revoltado com o pai como nunca esteve,e que talvez Aerys não saia vivo deste torneio — disse o rapazinho em tom baixo.

— Obrigado meu jovem, diga aos outros passarinhos que fiquem de ouvidos e olhos abertos, toda a informação será recompensada.

— Obrigado mestre Varys — falou o garoto ao receber uma moeda e um saquinho de frutas cristalizadas. Lyanna grunhiu, e usou os dentes e garras no saco até o menino finalmente abri-lo e ela saltar para longe dele e correr em disparada pelas ruas do comércio. Não conseguia entender o que estava acontecendo, só queria voltar a ser ela mesma, assustou donzelas e esgueirou-se pelos pés ligeiros de cavalheiros que tentavam acertá-la, mas foi as patas de um cavalo negro que esmagou seu corpo contra o chão e a fez sentir o gosto de sangue e a falta de ar castigarem os pulmões.

Despertou no mesmo instante ao lado do represeiro, puxando todo ar que podia para dentro dos pulmões. Ainda com a respiração alterada, tentou levantar-se, mas acabou por cair de joelhos poucos passos a frente. Ousou olhar para o represeiro atrás dela, ainda assombrada pela visão que teve, encarou-o por instantes e depois saiu em disparada em direção a tenda dos Starks. Correu até sua cama improvisada e como uma criança assustada, cobriu a cabeça com as cobertas.

— Senhora Lyanna,o que está fazendo deitada no meio do dia — ouviu a voz rouca da ama, que já denunciava o peso da idade.

— Ama — ela sai do esconderijo e abraça a velha senhora — Lembra-se de quando era pequena e contava dos meus sonhos que estava dentro de um cavalo? Que por isso Brandon me chamou de centauro e fiquei muito brava?

— É claro que lembro, você era tão pequena, mas saia correndo com um pedaço de madeira atrás de seus irmãos furiosa.

— Lembra-se das histórias que me contou? Sobre wargs e troca-peles? Elas são verdade ama? Elas são reais?

— Existe muito mais no mundo do que podemos ver, senhorinha Lyanna.

— Aconteceu, mas eu não estava sonhando, eu estava dentro de um rato eu senti a dor dele quando o esmagaram, foi tão real. — fala hesitante — Acredita em mim, ama?

— Ah minha querida, acha que os Starks e o norte é tão devoto aos Deuses antigos por mera casualidade? Nenhum sulista sabe a força deles como nós e sua família tem a magia dos antigos deuses correndo nas veias, o sangue de lobo que falam tanto é na verdade parte da magia dos Deuses. Desde o grande Brandon o construtor, talvez antes dele, sua família carrega o toque dos Deuses e por vezes ela se manifesta — Responde a ama e logo percebeu a presença de Beijen escondido atrás das cortinas. — Ora senhorzinho saia daí.

— Lyanna é um warg? —questiona o garoto deixando o esconderijo.

— Eu não sou nada! Esqueça o que ouviu.

— Não… Velha ama, se wargs existem? As outras coisas que aquele corvo falou no banquete também?Gigantes, fantasmas, mortos que caminham e o rei da noite? Tudo é real? Meus pesadelos são reais?— questiona o garoto assustado.

— Acha que precisaria de uma muralha tão grande para manter selvagens munidos de arcos e pedras longe? As terras de sempre inverno guardam segredos inimagináveis, mas não se preocupem com isso crianças, enquanto ela permanecer em pé todos estaremos seguros.

— Se estiver certa ama e eu ser um warg....

— Uma troca-peles, para ser um warg precisa entrar na mente de um lobo e dizem que é muito difícil — interrompe a ama.

— Que seja, se eu realmente estava naquele rato o que eu ouvi, é real?

— Sim é real, e algo que os deuses antigos queriam que visse.

— Pelos Deuses, eu preciso ir. — fala se levantando rapidamente.

O caçula tenta impedir a irmã de deixar a tenda, porém a ama o segura e acalma, dizendo que ela deve seguir o caminho que os deuses escolheram para ela, que nada acontece por mero acaso do destino. A jovem loba sai apressada e em poucos minutos está na rua do comércio, onde seu pequeno corpo de rato foi esmagado pelas patas do cavalo, e imediatamente avista o menino entristecido, recolhendo os restos de seu rato Alfredo do meio da passagem.

Ela sacode a cabeça e continua a andar até o castelo de Harrenhal. Lá pede passagem aos guardas, porém é barrada por eles, dito que os andares reservados a família real estavam terminantemente proibidos a qualquer um que não estivesse previamente autorizado. Ela continuou a insistir e em alguns minutos sua voz melodiosa chamou a atenção do príncipe Oberyn, que conversava com uma das moças da criadagem ali perto.

Ordenou que liberassem a entrada da garota, a cumprimentou e a conduziu gentilmente até os aposentos do príncipe. A Stark sentiu o peito parar quando no lugar de Rhaegar quem a recebeu foi Elia, a princesa de Dorne. Elia, usava um vestido dourado de tecido fino com alças presas aos ombros por cordões de pérolas, uma diadema dourada com entalhes de sol e dragões pousava sobre os cabelos castanhos longos, que desciam até os seios. Lyanna baixou a cabeça em sinal de respeito e segurou as barras do vestido curvando-se um pouco ao cumprimentá-la.

Elia examinou a jovenzinha de cima a baixo, um vestido escuro um pouco amassado e sujo, rosto suado e nos cabelos, uma trança mal feita com dezenas de fios revoltosos soltos. Ela tinha certa beleza, mas não parecia nenhum pouco com uma mulher que estava buscando conquistar um homem.

— Lyanna Stark, o que faz aqui?

— Eu sei que é estranho, princesa Elia, mas preciso urgentemente falar com o príncipe.

— Se é sobre o incidente de ontem a noite, já foi resolvido — fala dando voltas no entorno da jovenzinha, tentando entender o que seu amado viu de tão especial nela. A Stark não tinha uma beleza comparável a de Cersei, ou mesmo a dela, tinha movimentos bruscos e seu corpo ainda era um prelúdio da mulher que ainda seria.

— Não, é algo muito importante. Princesa Elia o príncipe pode estar em risco, eu preciso muito falar com ele. — Insiste a jovem.

— Conte-me o que é, e eu decidirei se é ou não. O príncipe de Pedra do Dragão não tem tempo a perder com problemas de mocinhas indisciplinadas — Falou Elia com certo desdém. Lyanna respirou fundo e tentou manter a compostura.

— Eu ouvi um menino e um servo do palácio, eles diziam que Lorde Whent falou que o príncipe vai matar o rei. Se isso chegar aos ouvidos do rei Aerys, temo pela segurança do príncipe— falou com sinceridade. A princesa de Dorne arqueou as sobrancelhas e parou a frente dela, levando a mão a ponta de sua trança que descia sobre o ombro esquerdo.

— E quem era este servo que disse tal infâmia?

— Eu não vi o rosto dele senhora, mas acho que era um homem importante, não falava como um servo qualquer, o menino o chamou de mestre e ele o chamou de passarinho, acho que estão espionando. É tudo que sei.

— Varys — sussurou a princesa soltando o cabelo da jovem — Mas me diga Lyanna da casa Stark, porque tanta preocupação com meu marido e não com o rei?— falou aproximando seu rosto do dela.

— Seu marido parece um homem bom e justo, o rei Aerys não.

— Se o rei soquber que anda falando coisas assim, para própria família dele, te queimaria viva. Sabe disso não sabe?

— Sim, mas no momento que eu ter tanto medo a ponto de não falar as verdades que acredito,já estarei morta. — retrucou a jovenzinha levantando a cabeça com altivez e arrancou um sorriso de aprovação da princesa que entendeu o encanto de seu marido por ela.

— Meu irmão, leve-a até o príncipe, ele está com sor Arthur nas coxilhas preparando os cavalos para etapa do torneio.

— Tem certeza que é isso que quer minha irmã? — questionou Oberyn sem entender.

— Sim, leve-a e seja rapido. Vou tentar descobrir se Varys já abriu a boca.

Oberyn acompanhou a garota até as coxilhas onde o príncipe Rhaegar, aquecia seu cavalo junto do amigo Arthur. Enquanto trocavam provocações sobre o torneio cedido por lorde Tywin Lannister, onde Dayne derrotou o príncipe nas finais.

— Eu tinha dezessete anos, era um rapazote magricelo, agora não terá chances Arthur.— Redarguiu o príncipe antes de ouvir o rosnar de garganta de Oberyn e abrir um sorriso que logo foi ceifado pela preocupação ao ver sua amada ao lado do cunhado dornês.

— Lady Lyanna — falou descendo do cavalo. — Algum problema?

A Stark explicou a situação de forma sucinta, afinal, nem ela mesma conseguia entender como foi parar dentro do corpo daquele animalzinho medonho. E no mesmo instante o príncipe tomou um semblante preocupado, ordenou que Arthur acompanhasse a jovem até a sua tenda em segurança e despediu-se dela com um agradecimento e um beijo terno em sua mão. Subiu em seu cavalo e esporeou o animal que disparou levantando poeira do terreno e Oberyn o seguiu. Lyanna levou as mãos ao peito, sentia o coração pesado e a garganta apertada, estava temerosa com os rumos que aquilo poderia ter. Aerys era louco e se soubesse, mesmo que fossem apenas rumores que o príncipe herdeiro planejava assassiná-lo, certamente Rhaegar seria punido por traição, na melhor das hipóteses, acabaria exilado em Essos, e ela nunca mais o veria. Isso se o rei fosse benevolente o suficiente para não queimar o filho vivo.

— Como conseguiu ouvir a conversa?— questiona Arthur intrigado — Do pouco que conheço Varys, sei que cuidado é o seu sobrenome.

— Se eu contasse não acreditaria, e diga ao príncipe que agradeço a gentileza, mas sei o caminho de volta a minha tenda. Se chegar acompanhada por um guarda real terei de dar explicações que não tenho, a minha família.

— Entendo, mas não posso desobedecer uma ordem de meu príncipe, então, lhe acompanharei de longe para que minha presença não lhe cause problemas.

— Obrigada.

Lyanna voltou em silêncio a tenda dos Stark sob os olhares atentos de Arthur. Suspirou aliviada por não ver os cavalos dos homens de sua família frente da tenda e a adentrou rapidamente.

Beijen a esperava inquieto, o menino enxovalhou a irmã de perguntas, as quais a maioria, nem mesmo Lyanna tinha a resposta. Ela, o fez prometer que não comentaria nada com os outros membros da família e que esqueceria o assunto, no entanto o lobinho, estava tão fascinado com aquela experiência mágica que não conseguia abandonar o assunto.

— Acho que devo me tornar um patrulheiro — constatou o menino mirando o brasão Stark hasteado em meio a tenda.

— Enlouqueceu de vez? — Indagou Lyanna.

— Na noite do banquete quando ouvi aquele corvo falar, era como se ele falasse comigo. As coisas que ele disse, todas elas estão nos meus pesadelos.

— Se ir para muralha e se tudo isso que ele disse for real, não serão apenas pesadelos Beijen. Quantas vezes molhou a cama com medo dos homens de gelo?,

— E talvez enfrentá-los seja a única maneira de vencer o medo. Nosso pai e Brandon e talvez até Ned, me acham um covarde.

— Não é verdade.

— Sabe que sim, Ned não é tão maldoso a ponto de falar, mas sei que é isso que ele pensa. Com a minha idade, Brandon e ele já estavam longe de casa, sendo treinados para serem cavaleiros e eu, nosso pai nunca vai me tirar de Winterfell porque não quer que saibam que acordo gritando e ainda molho a cama por conta dos pesadelos. Eu não quero viver com medo.

— Você ainda é uma criança Beijen, não se cobre tanto.

— Mas eu quero mesmo ser um patrulheiro, quem sabe um dia eu não me torne lorde comandante e assim nosso pai terá orgulho de mim. — Diz o garoto e Lyanna o enreda num abraço e afaga seus cabelos castanhos.

— Tire isso da cabeça, que tal irmos assistir as justas?

— Mas está de castigo.

— Por isso não iremos como Starks.— falaou a garota.

Notas finais
Bom pessoas como sabem a fanfic é uma uniao de elementos da série e dos livros... Nos livros assim como Bran... Jon Snow e Arya tbm ja tiveram experiencias "wargando" animais seja consciente e inconsciente... nos livros a familia Stark é muito mais "mágica" que na série entao quis trazer um pouco disso pra nossa querida Lyanna e também pra Beijen, que tem algumas visões, pra dar um motivo para ele ainda tao jovem e ricoo querer entrar pra guarda da noite... Pra quem ta acompanhando a famfic mas nao é familiarizado como universo de Martin... um troca peles consegue entrar na mente de um animal e guiar suas ações... um warg consegue fazer isso com lobos e possivelmente com humanos já que Bran conseguiu fazer isto com Hodor...