A Praga Endemoniada

7 Capítulo 7 - Peter manda um exército para me matar


Saímos do inferno era aproximadamente quatro horas da tarde. Estava eu, Kenneth, Alice, Rosângela e mais uns guardas de Kenneth disfarçados de humanos.

— A entrada para o Reino do Meio fica no Texas. – Disse Kenneth – Temos que pegar algum carro, se fomos andando, só chegaremos lá daqui a um ano!

— Minha mãe mora por aqui – Disse Rosângela.

— Ótimo – Disse Kenneth – Vamos pegar o carro dela emprestado e vamos ao Texas.

— Mas precisamos saber aonde ela mora! – Disse eu.

Rosângela olhou para mim e disse ‘’Eu levo todos até lá! DÃH!’’. Eu fiquei sem graça e fiquei quieto até chegarmos na casa da mãe de Rosângela. Ela mora em um apartamento no centro de Washington. Kenneth entrou primeiro que todos no edifício.

— Vocês são moradores daqui? – Perguntou a recepcionista.

— Não – Disse Rosângela – Viemos aqui para falar com a minha mãe, ultimo apartamento do prédio.

— Ah! Sim – Disse a recepcionista – Vou avisa-la que vocês estão indo até lá! A senhorita é filha da mulher que mora lá?

— Sim – Disse Rosângela.

Fomos até as escadas para subir um imenso prédio. Achava melhor usar o elevador, o prédio tinha uns 100 andares, era enorme, acho que eu iria morrer de cansaço no segundo andar, só acho. Depois de cinco minutos, ainda nem estávamos no apartamento da mãe de Rosângela, e eu estava quase caindo de cansaço.

— Falta muito para chegarmos? – Perguntei.

— Não, faltam três andares – Disse Rosângela.

— É muito ainda! – Disse eu – Alguém me leva no colo?

Todos me olharam com o olhar ‘’Volta pro útero’’ como se eu fosse uma criançona.

Andamos mais três andares, e finalmente chegamos no apartamento da mãe de Rosângela. A mãe dela estava nos esperando na porta.

— Mãe – Disse Rosângela – Estava com saudades de você! – Rosângela a abraçou.

— Vamos entrem! – Disse a mãe de Rosângela.

— SOFÁ – Sai gritando até o sofá, e deitei nele.

Todos me olharam, e a mãe de Rosângela riu de mim. Kenneth me lançou um olhar ‘’Levanta daí ou você virará um suco de tripas’’. Me levantei na hora, com medo de Kenneth.

— Mãe, precisamos do seu carro emprestado para irmos ao Texas – Disse Rosângela – É urgente mãe, é uma missão de vida ou morte.

— Mas quem vai dirigir? – Perguntou a mãe de Rosângela.

— Meus guardas, senhora Suzana – Disse Kenneth – Eles tem mais de 1,000 anos, e viram a criação dos carros, é totalmente seguro.

A mãe de Rosângela parecia insegura com tudo isso, estava com uma leve impressão que ela não deixaria a gente usar o carro dela para ir ao Texas.

— Mãe, temos que salvar três pessoas no Texas até cinco dias, se não... – Rosângela não conseguiu dizer o resto, ela não queria que todos ficassem lá para serem mortos por Peter.

— O.K. – Disse Suzana – Me convenceram! Venham comigo, vou levar vocês até o carro.

Suzana nos levou até a garagem do prédio para nos entregar o carro. Tinha vários carros de rico naquele estacionamento, tinha BMW, Audi, Ferrari, Porshe, e mais alguns que eu não sabia nem o nome da marca de tão conhecido que era. O carro de Suzana era um Audi A4 2013, acho que era de 2013, não tinha certeza, e era preto.

— Estou sentindo cheiro de monstro – Disse Alice.

Eu estava escutando vozes, acho que eram de monstros, e elas eram muito medonhas, davam-me arrepios. Uma voz dizia na minha orelha ‘’Seus dias estão contados’’. Não falei nada a ninguém porque poderia ser um monstro querendo me assustar, ou seria alguém aliado de Peter? Se fosse um aliado de Peter, realmente, eu não teria muito tempo, ele podia muito bem me matar enquanto eu estivesse no Reino do Meio. Senti alguma coisa me cutucando de leve, como se estive querendo cortar minhas costas, e de repente, senti uma palma de uma mão nas minhas costas. Quando vi, estava jogado a uma Ferrari.

— Tem um fantasma aqui conosco – Disse Rosângela

— Jura? – Gritei – Pensei que as renas do Papai Noel tinham me empurrado!

Uma parede explodiu, bem do meu lado (Ah! Vai cagar, tinha que ser do meu lado !@#$%¨& ?) e a explosão me jogou em uma parede.

Um exército apareceu em nossa frente, provavelmente, um exército de Peter, sem dúvidas. Todos eram Guardiões, uns do inferno, outros do céu, e todos estavam armados com espadas, lanças, pistolas incrivelmente gigantes, entre outras armas que não sabia nem o nome.

— Deixa que eu cuido deles – Disse Kenneth, estralando os dedos.

Eu realmente fiquei com medo, Alice falou que ela era a imortal mais forte do inferno, e o poder de Rosângela era incrível, então ela era o monstro em pessoa.

— Melhor a gente ir entrando no carro e tirar o carro daqui – Disse Alice – Ela pode destruir esse prédio inteiro com apenas um golpe.

Alice me empurrou até o carro, apenas Kenneth ficou para fora para lutar contra os Guardiões.

— Um exército contra uma mulher? – Disse um dos Guardiões – Vamos derrota-la facilmente.

— Tem certeza? – Disse Kenneth. De repente, seus olhos ficaram vermelhos, como os de Demônios reais.

— PISA FUNDO – Gritou Alice para Suzana. Saímos do estacionamento, e deixamos o carro o mais longe possível do prédio. Deixamos os guardas de Kenneth vigiando o carro, enquanto a mãe de Rosângela ia para um refugio, e íamos até a batalha.

Chegamos até o estacionamento do prédio, e Kenneth estava falando demoniaquês. Uma espada normal apareceu na mão de Kenneth. Kenneth com uma espada normal? Alô? Poderia me levar ao mundo real de volta?

— Vocês vão se arrepender de terem vindo até aqui – Disse Kenneth, com duas vozes, a sua normal, e uma voz demoníaca, como se estivesse mastigando pessoas humanas. Asas de Demônio apareceram em suas costas, mas eram asas rasgadas, como se estivem velhas. Ela apontou a espada para frente, e a espada ficou negra, como se fosse um cristal. Ela fincou sua espada no chão e uma enorme cratera se formou no chão, mas os Guardiões desviaram do ataque. Kenneth olhou para eles, com um olhar demoníaco, furioso.

— Pelo jeito vocês não sossegam – Disse Kenneth – Vou ter que usar um dos meus golpes mais fortes.

— Minha nossa senhora aparecida! – Gritou Alice – Ferrou tudo!

Kenneth apontou seu dedo para frente, deixando sua espada fincada no chão. Ela disse algo parecido com:

Você se arrependerá de sua morte;

Chuva de sangue dominará a Terra;

Apenas um escapará do grande ataque;

Tripas voarão, e todos serão atacados por;

Kenneth, a filha de Croll, o Demônio destruidor!

Um redemoinho negro saiu do dedo de Kenneth, atacando todos os Guardiões a sua frente. Kenneth soltou um berro de Demônio, que ardeu meus ouvidos. Ela saiu voando pelas ruas da cidade, como um verdadeiro Demônio. Nenhum Guardião tinha morrido ainda, mas no feitiço que ela falou apenas um sobreviveria do ataque dela, talvez ela tenha usado pouca força no ataque.

De repente sua espada aparece em sua mão, ela simplesmente havia aparecido em sua mão, como mágica, teletranporte. Ela apontou a espada para o céu, e de repente, o céu ficou negro, como se tivesse virado noite, então, Kenneth começou a brilhar, mas não um brilho normal, um brilho vermelho, não dava para enxergar muito o brilho, mas eu conseguia ver. Ela começou a falar em uma língua que eu não sabia que língua era aquela, mas não era demoniaquês, porque eu entendia demoniaquês, querendo eu ou não. Raios saiam do céu, como se ela estivesse os comandando, e de repente, sua espada ficou branca, e ela brilhou, e o céu tornou a ficar azul. Kenneth apareceu com uma roupa preta, usando um All Star, com uma espada diferente na mão, e maior que a espada que Rosângela usou para lutar com o monstro quando saímos do hospital.

— Morram Guardiões! – Disse Kenneth. Sua espada soltou um imenso brilho vermelho, e atacou a espada na Rua de Washington, destruindo prédios e lojas.

Quando olhei a rua, vi uma enorme cratera no chão, e de lá conseguia ver uma névoa verde. Será que aquela névoa era o Reino do Meio? Se fosse, não precisaríamos ir até o Texas para entrarmos no Reino do Meio.

— Alice – Eu disse – Venha aqui!

Alice veio até mim, e me viu olhando a cratera que Kenneth fez no chão, e me disse:

— O que foi?

— Olhe a névoa verde na cratera – Eu disse – Pode ser o Reino do Meio.

— Oliver, se entrarmos no Reino do Meio sem ser pelo Texas, nós não iríamos sobreviver, só iríamos cair e quando chegássemos lá, seriamos explodidos.

Fiquei quieto porque não queria discutir com Alice. Kenneth pousou no chão, e voltou para sua forma normal, com a roupa que estava quando saímos do inferno.

— Temos que ir logo para o carro, os monstros vão sair pela cratera e vir até a superfície – Disse Kenneth.

Fomos ao carro, os guardas entraram no carro, e começaram a dirigir. Eles dirigiam que nem uns loucos bêbados dentro do carro, mas não tínhamos muito tempo para chegar no Texas. Alice sentou do meu lado, eu não sei por que, mas eu gostei. Pera, o que está acontecendo comigo? Eu não sou apaixonado por Alice, eu acho, mas se sou azar!

Estava começando a escurecer, e Alice tinha adormecido em meu ombro, e ela segurou minha mão (O que eu achei estranho.).

— Temos que acampar em algum lugar – Disse Kenneth – Ei, pare em alguma mata qualquer para acamparmos.

— Sim senhora! – Disse o Guarda que estava dirigindo.

Ele parou em uma mata na estrada. Acordei a Alice, eu fiquei um pouco envergonhado.

— Alice, acorda.

Alice continuou dormindo. Olhei para Rosângela, ela me olhou, e ela sabia o que eu estava dizendo pelos olhos, ela deu um soco na cara de Alice, que fez ela cair no chão, com a bunda para cima. Eu comecei a rir, e não conseguia parar.

Alice levantou, cheia de grama, com cara de sono, e me puxou do carro, e deu um soco no meu ‘’pau’’.

— Pense quando for me dar um soco, idiota! – Disse Alice, e saiu de perto de mim.

— Foi a Rosângela que te socou – Eu disse baixinho, de tanta dor que estava sentindo no meu ‘’pau’’.

Rosângela riu da minha cara. Olhei para ela e mostrei o dedo do meio para ela, e ela continuou rindo da minha cara.

— Para de rir – Eu disse baixinho, ainda com dor no ‘’pau’’.

— Não dá, foi engraçado de mais! – Disse Rosângela, rindo ainda da minha cara.

Kenneth saiu do carro e nem viu que eu estava quase morrendo de dor no ‘’pau’’. Ela fez um gesto com a mão e uma barraca se formou.

— Guarda, faça o campo de força envolta daqui agora! – Disse Kenneth.

Rosângela conseguiu parar de rir e me ajudou a levantar. Quando fiquei em pé, cai de novo de dor. Ela me pegou pelas costas e me carregou (Ela nem é forte.) e me levou até a cabana, e Alice estava sentada na grama, ainda brava comigo por algo que a Rosângela fez (Nunca vou conseguir entender ela.).

Finalmente consegui ficar em pé depois do soco que levei da Alice. Ela ficava me olhando, e quando eu olhava para ela, ela desviava o olhar, mas eu sabia que ela estava me observando. O Guarda de Kenneth começou a falar demoniaquês e fez uma barreira em volta do nosso mini acampamento. Alice se levantou e passou por mim, e nem pediu desculpas, que filha da.... Filha de uma boa mãe.

— A Alice está brava com você Oliver – Disse Rosângela nos meu ouvidos.

Olhei para cara dela com o olhar ‘’Jura? Se você não me falasse eu não ia saber!’’. Ela me olhou e foi para a barraca. Fiquei do lado de fora, parado, olhando para o céu, observando as estrelas, não sei por que, mas sempre senti que elas fossem me guiar ao meu destino. Eu entrei na minha barraca, e me deitei. Fechei os olhos, e adormeci.

Acordei com um barulho de algo abrindo, alguém havia saído de alguma barraca, e do nada, Alice entra na minha barraca. Eu dei um pulo de susto e sussurrei:

— O que você está fazendo acordada criatura?

— Queria pedir desculpas pelo que eu fiz com você – Disse ela – E eu não to conseguindo dormir.

— Então você quer dormir comigo? – Perguntei.

— Apenas me abraça – Disse ela – E se você tocar na minha bunda, ou nos meus seios, você é um garoto morto.

— Tá bom – Disse eu – Pode dormir aqui.

Alice entrou na barraca e deitou do meu lado. Eu a cobri com a coberta e ela me disse:

— Estou com frio.

— Tá – Eu disse – Pera ai – Eu me sentei na barraca, tirei minha blusa de frio, e arranquei a blusa de frio que estava por baixo, ficando apenas com um moletom de zíper aberto. Alice me olhou assustada e me disse:

— Você vai ficar sem uma blusa por baixo? E com o zíper aberto?

— Sim – Falei – Qual o problema?

— Nenhum.

Eu me deitei ao lado de Alice. Ela me abraçou, e seu rosto ficou abaixo do meu queixo. Eu sorri, e depois eu pensei ‘’Porque eu estou sorrindo?’’. Eu comecei a sorrir do nada, eu não era eu naquele momento, ou eu estava apaixonado por Alice (Não, eu não estou apaixonado por ela caramba.).

Alice adormeceu em meus braços. Ela parecia um anjo dormindo, não parecia que ela era uma filha de um Demônio. Fechei meus olhos e adormeci.

Acordei já era manhã, devia ser umas seis da manhã. Alice ainda estava em meus braços. Eu escutei alguém saindo de alguma barraca. Eu acordei Alice, bom, pelo menos tentei, ela não acordava, ou ela estava morta, ou ela tinha um sono pesado.

— Ei, Alice acorda – Sussurrei, chacoalhando ela.

— Só mais cinco minutinhos – Disse ela, virando para o outro lado.

‘’Maldita, levanta daí, merda’’ pensei.

Eu escutei alguém caindo na grama. Alice provavelmente tinha deixado o zíper da barraca aberto.

— Cadê a Alice? – Disse Rosângela.

Eu sai da barraca, e olhei para Rosângela e disse bem baixo para ela ‘’Alice está aqui dentro.’’. Rosângela quase gritou, mas eu corri e tampei a boca dela.

— O que vocês estavam fazendo?

— Ela só não estava conseguindo dormir.

— E você teve que tirar a blusa para dormir do lado dela?

— Mas o que interessa é que ela não acorda – falei – Me ajuda a acorda ela.

Rosângela entrou na barraca, e eu escutei um tapa. Ela havia dado um tapa na cara na Alice. Ela saiu da barraca e disse ‘’Pronto, ela está acordada. ’’ Alice da barraca com a cara vermelha, me dizendo uns palavrões. Ela veio até me puxou pela blusa, e sua boca encostou a minha depois ela recuou.

— Não vale a pena se apaixonar por você! – Murmurou Alice e foi até Rosângela.

Alice está apaixonada por mim? Como assim? Ela não deu sinal nenhum, ou ela deu um sinal e eu fui burro ao não perceber? Mas no fundo, eu sabia que ela me odiava.

Há uns 4 km da onde estávamos, houve uma enorme explosão, e um enorme monstro apareceu a nossa frente.

— Temos que fugir daqui – Gritou Kenneth.

O monstro se aproximava de nós. Tinha que lutar, mas quando olhei em seus olhos, eu caí no sono.