A Praga Endemoniada

8 Capítulo 8 - Eu e Kuroto lutamos contra o monstro


Acordei dentro do carro, com todo mundo a minha volta. O monstro estava tentando destruir o campo de força que estava envolta do mini acampamento.

— Oliver – Disse Kenneth – Porque você dormiu?

— Eu apenas olhei para os olhos dele e adormeci – falei.

— Como eu pensei – disse Kenneth – Tateno, esse monstro é incrivelmente mortal aos filhos de Lúcifer.

— Ta o que? – perguntei

— Tateno – disse Alice – Esse monstro pode matar um filho de Lúcifer apenas com um olhar.

O monstro socava a campo de força cada vez mais forte, fazendo o chão tremer. Depois do que me disseram, eu fiquei com medo de olhar nos olhos dele e morrer subitamente. O monstro deu um soco tão forte, que o campo de força se desfez em pedaços. O chão tremeu, senti que estava em um terremoto.

— Sai do carro – disse Kenneth – Todo mundo! Guardas levem o carro para o mais longe daqui.

Saímos do carro, e ficamos de frente ao monstro, ele realmente tinha uma cara medonha, mas provavelmente quem lutaria era a Kenneth, não eu.

— Eu não vou lutar contra ele – Gritei.

— Você não pode por sua vida em risco num momento como esse Oliver – Disse Kenneth – Eu luto contra ele.

Kenneth apenas olhou para ele, ele olhou para ela por um minuto, depois Kenneth desapareceu.

— Ai Jesus amado – gritei – Posso entrar no útero de alguém?

Kenneth reapareceu atrás do monstro, com uma espada dourada, com uma caveira em ouro no ponto da espada. Os olhos da caveira tinham diamantes negros, que me davam arrepios. Os olhos de Kenneth estavam negros, mas não só a bolinha do olho preta, o olho inteiro preto, como se estivesse possuída. Kenneth mexeu a cabeça pro lado e começou a sair sangue das costas do monstro. O monstro berrava, e meus ouvidos ardiam, seus gritos eram altos demais.

Kenneth começou várias línguas ao mesmo tempo, o que estava me dando medo. Ela levantou sua espada, e ela pulou na cabeça do monstro (Sim, ela pulou, ela não voou, o que fez eu querer voltar pro útero da minha mãe.).

— Morra – disse Kenneth em várias línguas.

Ela fincou sua espada na cabeça do monstro, e os olhos da caveira brilharam, e o monstro começou a ficar preto, como se estivesse apodrecendo.

Kenneth deu uma risada demoníaca quando o monstro começou a apodrecer. Ele se transformou em pó, e Kenneth voltou ao normal (Graças a Deus, ela estava me dando medo.).

Kenneth se levantou, e sua espada desapareceu.

— Tateno não morre, temos que sair daqui, imediatamente – disse Kenneth.

Acho que corremos uns 5 km para chegarmos ao carro. Entramos no carro, e os Guardas já estavam nos esperando.

— Pisa fundo – Gritou Kenneth.

O Guarda de Kenneth correram com o carro feito bêbado, se ele estava a 120 km/por hora era pouco.

Houve um tremor no chão, eu olhei para trás, e vi Tateno se reconstruindo. Seus pós estavam se juntando, formando Tateno de novo.

— Jesus amado – falei – Tateno está se levantando de novo! Me escondem!

Continuei olhando, e só vi Tateno se reconstruindo, que agora, estava quase com o corpo inteiro reconstruído.

Eu sentia que eu iria ser morto por Tateno, em algum momento. O carro ia cada vez mais rápido, e cada vez ia se afastando do monstro, mas em algum momento, ele ia estar totalmente reconstruído, e iria nos alcançar e nos matar.

Olhei mais uma vez para trás, e Tateno já estava inteiro novamente, e eu pensei ‘’Adeus mundo’’.

A nossa frente, um raio apareceu, e o pai de Alice apareceu, o Kuroto, olhando para o monstro. O carro parou, e eu bati com a cabeça no teto do carro. Alice deu um salto do carro, e foi na direção de seu pai.

— Pai, o que você está fazendo aqui? – Escutei Alice falando com seu pai.

— Senti que você estava em perigo – Disse Kuroto – Tive que vir para ajuda-la!

— Quem está em perigo é o Oliver pai! – Disse Alice

Coloquei a cabeça pra fora e falei:

— O que tem eu ai?

O monstro estava praticamente atrás de mim já. Só sentia o chão tremendo ainda mais.

Kuroto apontou um dedo para frente, e um raio negro saiu de sua mão, atravessando a barriga do monstro.

— Fiquem ai! – Disse Kuroto.

Kuroto abriu suas asas, que eram muito estranhas, tipo asas de anjo, só que preta. Ele voava rápido, mal conseguia enxergar seus movimentos. Kuroto abriu a boca, e um enorme furacão negro saiu de sua boca, que fez o monstro cair no chão.

O monstro se levantou, rugiu, e deu um tipo de tapa em Kuroto, que fez ele voar sem precisar das asas. Ele se chocou contra o asfalto. Tinha muita fumaça, mas quando deu para ver ele direito, ele estava em pé, sem nenhum arranhado.

— É só isso que pode fazer? – Gritou Kuroto – Não fez nem cócegas!

Ele voou rapidamente até o monstro, praticamente voando na velocidade da luz, porque só conseguia ver riscos pretos no céu. Voava sangue do monstro para todo lado, que caia toda hora no carro. Alice ainda estava lá fora, eu abri a porta do carro, e fui puxa-la para dentro do carro.

— Alice, venha! – Disse eu, puxando ela. Ela não sai do ligar, era como se ela tivesse virado pedra.

Olhei para trás, e uma onda de sangue de monstro nos acertou. O sangue dele era como o nosso, só que um pouco grudento. Alice tinha voltado ao normal, e pedi para que ela voltasse ao carro, e ela foi. Estendi minha mão, um circulo mágico negro apareceu nela, e minha espada apareceu em minha mão.

— Você vai lutar com Tateno? – Gritou Kenneth – Você vai morrer idiota!

— Posso morrer, mas vou morrer tentando salvar meus amigos! – Falei

Fiz forças nas costas, minhas asas de Demônio apareceram, e voei em direção ao monstro. Kuroto estava lançando poderes muito fortes contra o monstro, que boa parte daquela área estava inteira esburacada e destruida. Voei em direção do monstro, e consegui cortar sua cabeça.

— Seu louco! – Gritou Kuroto – Não se pode cortar a cabeça de um Tateno1

— Porque?

— Porque dessa cabeça, nasce um novo corpo! Vamos ter que lutar contra três Tatenos!

Nesse momento, eu pensei ‘’Ferrou’’. Tateno é um monstro mortal aos filhos de Lúcifer, e eu era um filho de Lúcifer, ou seja, eu tinha mais chances de morrer ali mesmo.

Da cabeça cortada, um novo corpo começou a se formar, formando dois Tatenos.

— Você cuida de um, e eu cuido de outro! – Disse Kuroto – E lembre-se: O que tem a cabeça cortada morre!

Fui para cima do Tateno. Consegui cortar seu braço de primeira, fazendo o braço virar pó. Tentei dar uma cortada na cabeça dele, mas não deu certo, e a espada acabou soltando poder negro, fazendo uma grande explosão quando o acertou. O monstro se levantou, cheio de cortes no corpo. A grama do lado da estrada havia ficado vermelha, de tanto sangue. O monstro andou até minha direção. Segurei com firmeza a espada, esperando o momento certo para golpeá-lo e mata-lo. O monstro estava perto de mim. Ele ergueu sua única mão, e bateu em mim, fazendo eu cair com tudo no asfalto. Consegui ficar de pé, e voei até ele, e minha espada cortou a parte debaixo de sua boca, fazendo todo o sangue que havia saído cair na minha cara. Sua língua ficou pendurada na boca, toda ensanguentada. Me afastei do monstro, e pensei aonde o acertaria para matar ele, e o lugar mais apropriado seria na nuca. Dei uma volta nele, e dei uma golpeada na nuca dele. Espirrou um pouco de sangue na minha cara (parece que o sangue me ama.) e logo em seguida, ele caiu no chão, e virou pó. Olhei para o lado e Kuroto ainda lutava com o Tateno.

— Vá para o carro e fuja daqui! – Gritou Kuroto para mim – Não quero que minhas filhas fiquem perto dele.

Nesse momento lembrei que Rosângela também era filha de Kuroto. Olhei para ele, e fui em direção do carro, ensanguentado.

— Porque você voltou idiota? – Gritou Alice – Meu pai vai ficar lutando sozinho?

— Seu pai mandou eu vir aqui para a gente fugir, ele não quer você nem a Rosângela perto do Tateno, ele pode matar eu facilmente, mas pode matar todos aqui, então melhor irmos, e deixar seu pai lutando, porque ele é imortal!

Alice olhou para mim, e sentou no carro. Abri o carro, e entrei no carro. O guarda de Kenneth pisou fundo no acelerador, e fomos cada vez mais para longe do monstro.

— Vamos ter que ir rápido, perdemos muito tempo no mini acampamento e na batalha! – Disse Kenneth – Só vamos parar para comer, e continuar na estrada! Nada vai nos atrapalhar agora.

Kenneth tinha razão, tínhamos apenas 4 dias para resgatar as pessoas raptadas por Peter, e se não as resgatássemos, elas iriam morrer. E umas dessas pessoas era meu pai Lúcifer, e minha mãe Anne, e o irmão de Alice, os três estavam presos lá, com Peter.

Chegamos a uma cidade, que eu não consegui ler o nome, porque não conseguia ler a língua dos humanos, só à língua do demônio. Não parecia uma cidade, e sim uma aldeia, porque as casas eram como as casas antigas. Todas as casas estavam abandonadas. Havia cacos de vidros do lado das casas, algumas partes das casas tinham marcas de sangue, era como se ali fosse uma aldeia abandonada. O carro estava andando normalmente, até que o carro ficou sem combustível.

— Merda! – Gritou um dos guardas de Kenneth

— Vamos ter que ficar aqui! – Falou Kenneth – Dustin, Neil, vão até a cidade mais próxima buscar combustível, agora!

Agora eu sabia o nome dos guardas! Só não sabia quem era quem.

Todos saíram do carro. Eu fui me deitar na grama, porque estava exausto depois da batalha contra o Tateno, Me deitei na grama, olhei para o céu, e percebi que algo estava errado, aquela aldeia era uma armadilha! Tínhamos que sair dali, ou todos nós morreríamos!

— A gente tem que sair daqui! – Falei, me levantando da grama – Essa aldeia tem algo de errado.

— Mas como vamos sair? – Disse Kenneth – Acabou o combustível do carro imbecil!

— Mas vamos ter que sair daqui de algum jeito!

Assim que eu terminei de falar, escutei um barulho sinistro, vindo de baixo do asfalto. Algo estava abaixo de nós!