A Praga Endemoniada

1 Capítulo 1 - Minha vida vira o verdadeiro Inferno


Oi, meu nome é Oliver Sykes, tenho 15 anos, sou magro, alto, tenho cabelo de emo meio castanho e sou um menino cristão que acaba de se mudar para a cidade de Washington. Para quem morava no meio do nada, e vai morar no meio da capital dos Estados Unidos, realmente, é uma mudança radical. Eu e minha mãe sempre íamos para Washington em datas comemorativas, porque a maior parte da minha família mora por aqui, mas agora, eu moro aqui, e ainda prefiro o meio do nada, não tem aqueles idiotas olhando para minha cara e rindo. Eu sempre fui meio rebelde, sempre fugia de casa para sair com os meus amigos caipiras, e uma vez, sai de casa para fazer uma tatuagem de caveira nas costas, e minha mãe viu, eu me ferrei, porque era realmente uma tatuagem, eu a fiz com 13 anos, e tinha a consciência de que aquilo ficaria em mim até eu morrer. Quando cheguei na rua onde ficava minha nova casa, era praticamente no centro de Washington, e com certeza iria aparecer uns babacas rindo da minha cara. Sai do carro ainda com meu celular, escutando música, até quando minha mãe, Anne, arrancou meu fone de ouvido, e começou a me xingar porque eu escutava ''gritos'' o dia inteiro, e que não faria mal se eu parece de escutar ''gritos'' por uns quinze minutos, e eu apenas querendo que ela parece de falar besteiras, e querendo que ela entenda que gritos e gutural são duas coisas COMPLETAMENTE diferentes.

Quando vi a casa de fora, eu vi como ela era gigante, 3 andares, de cor azul (queria que fosse preta, uma coisa impossível !) porta de vidro e muitas janelas, como que eu ia tocar guitarra sem ser visto? Quando entrei na sala, só a sala, dava duas da minha antiga casa, aquilo parecia uma mansão, não uma casa, e era apenas para duas pessoas, a não ser que minha mãe ache que eu seja o tarado o suficiente para sair engravidando todas que eu vejo, para ter uns 30 filhos nas minhas costas, mas ela sabia que eu não quero ter filhos, mal sei cuidar da minha vida, vou saber cuidar da vida dos outros?

— Filho, venha, quero te mostrar seu quarto!

Minha mãe pegou no meu braço, e me levou as escadas, quase me derrubando e me quebrando inteiro lá. Quando cheguei lá, me deparei com uma suposta casa praticamente, cara, aquilo era enorme, podia jogar minhas tralhas no chão e não no guarda-roupa, da hora mano hehe!

— Gostou filho?

— Sim mãe, vai caber as minhas... coisas de Rock! — Eu queria dizer pizza velha, saquinho de salgadinho, mas se eu dissesse isso, eu seria uma pessoa LITERALMENTE morta.

Minha mãe me largou lá sozinho, num quarto enorme, vazio e branco, parecia uma sala sem fim, que nem em que aparece em desenhos animados. Se tivesse uma cama ali, acho que eu iria dormir, porque, não durmo faz dois dias, e não vejo a hora de dormir.

— Filho, vem pegar suas coisas no caminhão! — Gritou minha mãe, mas eu tava com preguiça de ir lá pegar, são muitas coisas que eu tenho que pegar, mas tinha que descer. Deixei minha mochila no chão e desci as escadas até o caminhão, e só escutei adolescentes infelizes com a vida, rindo da minha cara! Qual é? Eles nunca viram um emo na vida?

Peguei minha guitarra, que era minha preciosa, e peguei meus mangás que não couberam na mochila, e quando passei, um menino ficou me encarando como se eu fosse anormal, com uma blusa de Rock, uma guitarra nas costas e segurando mangás, ainda acho que eu não me daria bem naquela cidade, ou no bairro, que é tudo a mesma merda!

— Mãe, posso pedir pro tiozinho levar minhas coisas no quarto, estou quase dormindo em pé!

— Não é tiozinho, é James! — Disse minha mãe, me corrigindo, e ela sabe que eu odeio isso.

Minha mãe chamou o James para levar minhas coisas no meu quarto, mas primeiramente, levei o que eu tinha nas mãos, e sentei num canto, encostei a cara na parede, e dormi.

Eu acordei, bem, não sabia se eu estava acordado ou não, mas estava torcendo para que fosse o sonho que eu tenho tido ultimamente, onde eu estou num lugar rodeado por fogo e lava, parecia uma visão do inferno, literalmente do inferno. E sempre via o Lúcifer, ele segurava minha mãe, em forma de demônio, e quando a colocava no chão, ele se transformava em um humano normal, e ele sempre falava ''filho'' e eu ''pai'' e ele me transformava em um demônio, foi ai que eu acordei, encostado na parece, com minha mãe me chacoalhando para eu acordar.

Levantei e fiquei de pé na porta, vendo o James arrumar minha cama num canto do quarto, quando eu escuto uma voz falando em meu ouvido ''venha até mim imortal !'' Por que diabos essa voz me chamou de IMORTAL?

— Mãe, você escutou uma voz?

— Não filho, por quê?

— Nada não — Disse eu, disfarçando — Mãe, é, vou dar uma olhada nos cômodos da casa.

Disse aquilo para minha mãe e andei rápido em direção aonde tinha ouvido aquela voz em meu ouvido. Quando estava subindo a escada para o terceiro andar, aquela voz sussurrou em meu ouvido novamente ''Você está perto de descobrir o segredo de sua vida imortal'' Cara, porque eu estava sendo chamado de IMORTAL? Mas eu fiquei curioso na parte do ''Segredo de sua vida'', minha vida possui um segredo, e eu estava perto de descobrir esse segredo. Não sei por que, mas tinha a sensação de que esse segredo iria mudar minha vida completamente. Estava andando, quando passa um vulto em minha frente, que me fez cair no chão.

Um demônio, bom, eu acho que aquilo era um demônio, apareceu em minha frente, e disse:

-Lúcifer o aguarda no ultimo quarto!

Pera ai, Lúcifer é Satã, o rei dos demônios, o que o rei dos demônios quer comigo? Será que em meu sonho, aquele que eu digo ser meu pai é Lúcifer? Tomare que aquele sonho não se realize, eu espero que não se realize...

Cheguei no final do corredor, e na porta, estava uma pessoa normal ! Aquele era Lúcifer? Estava parecendo mais como... meu pai, não o rei dos demonios !

— Venha cá imortal! — Disse Lúcifer

— Eu não sou imortal caramba! — Disse eu, estressado, de me chamarem de imortal.

— Sou Lúcifer, e eu sou seu pai!

Infelizmente, o sonho que eu tinha a um tempo era real, o Lúcifer, rei dos demônios, era meu pai ! Minha vida vai virar o verdadeiro inferno, tenho certeza disso. Minha vontade era de gritar, mas se eu gritasse, era capaz de Lúcifer me matar.

— Como assim, você é meu pai?

— Sim, sou seu pai demoníaco, você é um imortal, filho do maior demônio.

Olhei para Lúcifer (não vou me acostumar a chamar Lúcifer de pai) boquiaberto

— Sou o único imortal humano no mundo? — Perguntei

— Não, existem vários, estão todos no inferno, treinando poderes para matar... pragas, vermes... bom, dá para entender !

— Mas você é o único demônio que possui filhos humanos?

— Não, apenas eu, e os meus irmãos!

— Você tem irmãos?

— Por incrível que pareça sim! Subimos à atmosfera terrestre para ter filhos com humanos desprezíveis para proteger o inferno das pragas!

— E essas pragas são anjos, Deus? — Perguntei, mesmo já sabendo da resposta.

— Não, a história da bíblia está errada, eu e Jesus, somos gêmeos, e cada um foi governar uma parte do mundo, e como eu, ele foi à atmosfera terrestre para ter filhos com humanos, mas claro que os dele são mais poderosos que os nossos!

Ainda não caiu minha ficha, Lúcifer, meu pai, é irmão gêmeo de JESUS? A história da bíblia estava completamente errada, é tudo praticamente ao contrario do que diz a bíblia. Então, ser filho de Lúcifer não deve ser tão ruim, mas é o que veremos...