A Praga Endemoniada

2 Capítulo 2 - Quase fui morto por um dragão


Logo depois de eu ter tido a conversa com Lucif... quer dizer, com o meu pai, ele se despediu, e sumiu da minha vista. Quando sai do quarto, o demônio que me guiou também não estava lá, quando desci, e fui até meu quarto, e já estava quase tudo montado, mas minha mãe não estava mais lá, ela devia está na sala. Quando desci até a sala, eu também não a vi lá. Mas onde diabos minha mãe estaria? Então voltei até meu quarto e perguntei ao James se ele sabia onde estava minha mãe, e ele disse que ela estava no quintal contando ao companheiro como era para arrumar o quintal. Fui correndo até o quintal, e finalmente minha mãe estava lá, e eu também nem sabia que tinha um quintal nessa casa, como eu ia achar ela? O ajudante de James estava lá, com a planta da casa, e minha mãe tava falando alguma coisa para ele, eu esperei minha mãe sair, e quando ela saiu, chamei minha mãe para falar com ela

— O que você quer falar filho? Pode contar filho!

— Mãe, porque você não contou que eu sou filho de Lúcifer?

Minha mãe me olhou, com os olhos incrivelmente abertos.

— Como você descobriu?

— Lúcifer veio aqui e me contou no terceiro andar — Disse eu — Aquela voz que eu escutei, que só eu escutei, era a de Lúcifer me chamando

Minha mãe me olhou, depois olhou o chão, e quando voltou a olhar meu rosto, ela olhou nos meus olhos e disse:

— Filho, não contei isso a você porque era perigoso — Disse minha mãe — E se eu contasse, monstros colossais viriam até você!

MONSTROS COLOSSAIS? Cara, isso é maneiro demais, porque ela não tinha contado? Bom, pode ser que só um rugido e ele me transformaria em pó, de tão magrelo que eu sou.

Minha mãe estava me levando a minha nova escola, e eu não estava preparado psicologicamente para as risadas dos povos infelizes que nunca viram um emo na vida. Quando cheguei na minha nova, escola, na boa, ela parecia um castelo, a escola é enorme, minha casa é pequena perto dessa escola. O nome da escola estava meio difícil de ler, porque eu não sei por que, eu nunca consegui ler direito, parece que as letras desaparecem quando eu olho para elas.

Entrei dentro da escola, e ninguém tinha me percebido, ainda bem, se alguém desse uma risada, acho que eu desceria a porrada nela, a mesmo que fosse uma menina, as vezes ela podia até estar me paquerando, sei disso por causa da minha outra escola, uma amiga minha me disse isso.

— Você é... Oliver Sykes? — Disse um aluno

— Sim — Disse eu, secamente.

— Prazer, sou Peter Johnson, sou representante da escola — Disse o Peter — Vou levar você até seu armário e até sua sala, ai o resto das salas os outros alunos mostram aonde que é!

Apenas o segui até meu armário, e não disse nada. Ninguém ainda riu da minha cara, isso é um milagre, nunca pensei que isso fosse acontecer um dia. Ele me mostrou aonde era meu armário

— Em que serie você está? — Perguntou Peter

— Primeiro ano do colegial — Disse eu

— Ah! Sua sala é essa aqui do lado! — Disse Peter — Somos da mesma sala!

Só estava com a impressão que eu estaria numa sala cheio de retardado, nerd e tonto, só tinha impressão disso, só isso.

— Como é seu primeiro dia, senta do meu lado para eu te passar as instruções — Disse Peter — Mas, primeiramente, vou apresentar você a classe

— Eles não vão rir da minha cara por eu ser um emo? — Perguntei eu, logo depois que ele terminou de falar.

Ele olhou para mim, e deu uma risada.

— Claro que não, nessa escola é proibido a pratica de bullying, quem pratica bullying aqui é expulso.

— Mas como vocês sabem quem pratica bullying?

— Pelas câmeras escondidas nas paredes, elas estão em todo canto, e ninguém vê — Disse Peter — Bom, vamos entrando.

Quando entrei na sala, o Peter pediu silencio, e todos fizeram silencio. Se eu pedisse silencio na minha antiga escola, eles me espancavam.

— Esse é o novo aluno da sala, Oliver Sykes, novo aluno, deem as boas-vindas a ele! — Disse Peter

Um monte de menina veio até mim, cara, eu estava adorando isso, pela primeira vez na vida não fizeram bullying comigo, só pelo fato de eu ser emo. Teve bastante gente que elogiou meu cabelo.

— Cara, isso é uma tatuagem nas suas costas? — Disse um aluno que eu ainda não sabia o nome

Ai que eu lembrei, minha tatuagem vai até o pescoço, eu meio que tirei a blusa e mostrei minha tatuagem de caveira.

Muita gente me achou rebelde, mas eu era mesmo hehe!

Teve uma menina que começou a dar em cima de mim, toda hora ela colocava os seus seios nos meus braços, e ela ainda nem tinha dito o nome dela.

— Você ta dando em cima de mim, mas você ainda nem disse seu nome! — Eu disse a ela

— Meu nome é Alice, Alice Wonderwall!

Wonderwall é um sobrenome? Nem sabia, bom, nunca conheci alguém com um sobrenome desses. Mas até que ela era bonita, ela era morena, magra que nem eu tinha lindos olhos azuis, e se vestia como homem, blusa larga, calça jeans e tênis, mas em compensação aos peitos, eram grandes demais.

— Oliver, depois quero falar com você! — Disse Peter, em meu ouvido, e depois, saiu.

Por que ele queria falar comigo? Às vezes podia ser uma coisa importante, ou não, e se ele for um monstro colossal, como eu estava prevendo? Bom, acho que ele não é um monstro colossal, eu espero...

A aula acabou, e eu fui falar com o Peter que estava me esperando do lado de fora da sala. Peter pegou no meu braço e me levou num canto. No primeiro momento, achei que ele fosse gay, mas ele sussurrou uma coisa no meu ouvido, que eu fiquei surpreso, ele disse ''sou seu guardião, imortal!'', depois disso, ele se afastou um pouco de mim, e falou:

— Oliver, eu sei que você é um imortal, filho de Lúcifer, você tem o cheiro dele! — Disse Peter — Eu sou um guardião do inferno, metade humano, metade demônio!

Cara, que louco, ele era metade demônio, e metade humano, queria ser assim também!

— Oliver, eu também sou filho de Lúcifer! — Disse Peter — Lúcifer tem filhos guardiães, que se infiltram na atmosfera terrestre, a procura de imortais, filhos de demônios, e de Deuses do céu, como Jesus!

— Mas, cadê suas asas?- Perguntei

— Só um momento! — Disse Peter

Peter começou a arrancar a blusa, e quando ele tirou, saíram assas de Demônios enormes de suas costas.

Peter fez uma cara, estranha, ele sentiu algum cheiro.

— Oliver, a gente tem que sair daqui! — Disse Peter — Um monstro colossal está vindo em nossa direção!

Peter, ainda com as asas de fora, pegou em meu braço, e saiu voando, segurando meu braço.

RAAAAAAWR! A única coisa que eu escutei foi um rugido de um dragão, que estava perto de nós. Quando olhei para trás, vi um dragão branco, com uma cabeça em cada ponta, asas enormes e acabas, voando, cuspindo fogo, lançando visão de calor, é o que parecia que estava saindo de seus olhos, e soltando uma gosma verde por Washington inteira.

— Dragão psicico de guerra pré — histórico! — Disse Peter — é o dragão mais perigoso do universo!

Cara estava ferrado, se o Peter disse que o dragão é o mais perigoso do universo, então quer dizer que era mesmo. E como eu ia lutar, não tinha armas, não podia sair e assaltar uma loja de armas, que não ia adiantar em nada, eu iria morrer do mesmo jeito.

Peter aterrissou, e me entregou uma espada que estava escrito ARMA PARA O MAIS PODEROSO FILHO DE LUCIFER.

— Se você conseguir fazer esta espada soltar seus poderes, você é o mais poderoso dos filhos de Lúcifer, mas lembre-se, essa espada é altamente perigosa, qualquer descuidado, e você pode explodir o mundo inteiro! — Disse Peter — Vou me transformar na minha forma real, enquanto você tenta avançar para o Dragão!

— Mas eu não possuo asas! — Disse eu

— Você tem asas, mas não sabe como abri-las! — Disse Peter — Ela sempre aparece nos momentos mais perigosos, e esse é o momento de você descobrir os seus poderes de Demônio

Peter começou a se transformar em um Demônio, vermelho, grande, com chifres, e tinha fogo em sua volta, ou seja, ele era poderoso. Peter avançou até o dragão com tanta rapidez, que não consegui ver seus movimentos, ele era rápido demais para eu conseguir enxergar os golpes. O dragão deu uma cabeçada na barriga de Peter, e ele conseguiu afastar Peter para longe dele, destruindo algumas partes da cidade. O dragão começou a voar em minha direção, e tinha quase certeza, eu iria morrer ali, sem poder curtir minha vida. Mas, pera, como eu vou morrer se eu sou imortal? Bom, segundo os Demônios eu sou imortal, mas não se sou mesmo imortal, ou se é assim que é chamado os filhos de Demônios e Deus do céu.

O dragão deu um rugido extremamente alto, fazendo janelas quebrarem, e quase que meus tímpanos estouram com o barulho. Cadê a maldita asa que não aparecia em minhas costas? Só um minuto, quando Peter tirou a blusa, a asa dele apareceu, então, se eu tirar a minha, as asas apareceriam, estava tudo tão claro!

Tirei minha blusa, estava torcendo para que as asas apareçam, e nada de aparecer às asas, e o dragão só se aproximava. De repente, senti uma dor nas costas, quando de repente, sai dois pares de asas de Demônio das minhas costas. Segurei a espada com firmeza, e tentei voar, fiz força nas asas e consegui fazer elas se mexerem de um lado pro outro, e quando percebi, já estava voando. Avancei com a espada para o dragão, e ele cuspiu uma gosma verde em mim, que me deixou grudento.

— Eca! Está parecendo... Eca!

Peguei a espada, e dei uma sacudida nela, e nisso, saiu uma incrível onda negra da espada, destruindo tudo em seu caminho, e acertou o dragão. RAAAARW! O dragão ficou furioso. Ele abriu a boca, e dentro da boca, começou a se formar uma bola de luz negra, e só ia aumentando de tamanho, até que chegou a ficar grande, e depois desapareceu.

— Que? Não vai acontecer nada?

E, do nada, só vi uma explosão, me acertando em cheio, e fui com tudo em um prédio, mas foi tão forte a pancada, que atravessei a parede. Comecei a vomitar sangue, e quando vi, um pedaço enorme de concreto havia penetrado em minha barriga. Estava doendo, tinha certeza de que tinha acertado algum órgão. Peguei minhas duas mãos, peguei na pedra, ensanguentada, e tirei de dentro de mim. A minha carne começou a se juntar, e ai eu percebi que eu realmente era imortal. A carne se juntou, mas o sangue permaneceu sobre minha barriga. Levantei, ainda com dor, e voei com tudo na direção do dragão, com a espada já em direção para acertar o dragão. Quando estava voando, a espada penetrou no dragão, e quando vi, eu atravessei o dragão, ficando inteirinho ensanguentado, e cai no chão, junto com o sangue de dragão, que estava caindo. O dragão parou por um instante, e começou a brilhar, e depois, virou pó. A minha frente, vi Peter levantar ainda na forma de Demônio. Quando ele chegou perto de mim, ele voltou à forma de humano, e me ajudou a levantar.

— Parabéns, você conseguiu liberar os poderes da espada! — Disse Peter, alegremente — Nem eu consegui fazer a espada liberar poder.

Tudo a minha volta estava em pedaços, Peter olhou para mim e me disse:

— Acho melhor eu te levar á escolar dos imortais!

Ele pegou no meu braço, mesmo eu estando com as asas ali, eu podia simplesmente segui-lo até a escola dos imortais.

— Por que você está me segurando, sendo que eu estou com as asas ainda? — Perguntei

— Olhe suas costas! — Disse Peter

Olhei minhas costas, e minhas asas tinham desaparecido. Bem que Peter disse que as asas aparecem quando você está em perigo, podia parecer que a gente não estava em perigo, mas estava, porque, a qualquer momento, outro monstro colossal podia aparecer e nos esmagar.