A Plenitude das Sombras

5 Capítulo V: Um ato lírico


Notas iniciais
Olha, eu sei que demorei, e sei também que deixei um suspense enorme e que a maioria de vocês deve estar querendo me estrangular agora... Mas eu quero lhes dizer que escrever fanfictions pelo celular é um porre, e como o meu pc está ruim desde mil novecentos e antigamente, peço desculpas e espero que as aceitem. Aproveitem ocapítulo curtinho!

Ruth e Joseph chegaram o mais rapidamente possível na casa de número 56, que possuía uma coloração um tanto vespertina com tons amarelos e alaranjados. A casa dos Chisholm.

Obviamente não conseguiram entender um terço do que lhes foi dito pelo telefone antes de ir até lá, Olive pronunciava as palavras tão desenfreadamente que seria um belo feito se Joseph a tivesse entendido do outro lado da linha. Mas de certa forma ele percebeu o terror na voz da moça, e ouviu uma palavra crucial no processo de entendimento.

A palavra? Desapareceram. A simples menção desta singela palavra fez Joseph se arrepiar por completo. Seus olhos se arregalaram, seu corpo enrijeceu-se e da boca não saiu nem mais um suspiro. Ruth que lavava a louça o mais serenamente possível, percebeu o silêncio e supôs que a conversa ao telefone tinha chegado ao fim, pôs-se então a perguntar:

– Quem era, querido? — Dissera ela num tom calmo enquanto se aproximava da porta em que dividia a cozinha e a sala-de-estar.

Ele não respondeu todavia, Ruth visualizou o pânico em suas feições sempre calmas e o perigo foi perceptivo à ela. Ele disse uma única palavra somente à sua cônjuge:

– Vamos.

...

Isabelle estava tremendo de frio por conta da brisa outonal que acariciava sua pele, e Elisabeth não estava muito diferente disso. A floresta adquiria um semblante um tanto simbólico com as folhas alaranjadas, se tornava bela durante o outono, e adquiria um ar tenebroso no inverno, quando as árvores perdiam suas folhas e a floresta se tornava mais obscura com a neve que caía, não havia um ser que descordasse disso. O crepúsculo incendiava os céus da cidade de Viderry naquela manhã e contrastava seu brilho com as folhas alaranjadas.

Bem, devo-lhes dizer o que aconteceu naquela manhã, antes de Elisabeth, Ricky e Isabelle entrarem na floresta. Após Ricky se metamorfosear em sua forma humanóide e explicar a situação real da fuga de Louise, Elisabeth quebrou o silêncio dizendo uma frase crucial para a construção desta aventura:

– O que estamos esperando, afinal?

Bell tomou um semblante confuso, e um sorriso emergiu no rosto de Ricky, com seus caninos afiados.

– Lisa! O-O que está dizendo? Pode ser perigoso, e ainda não temos certeza se podemos confiar nele... — Reclamou Isabelle.

Lisa chegou perto da sua amiga e sussurrou em seu ouvido.

– Bem, sinceramente não tenho certeza das intenções dele... — Ela olhou para Ricky novamente. E disse num tom em que somente Isabelle poderia ouvir — Contudo, eu sei que posso confiar que ele não irá me machucar. Ele se sacrificou por mim, tenho uma dívida para com o Ricky.

Isabelle olhou para Lisa com um cenho de dúvida, mas logo consentiu e disse em alto e bom som:

– Irei junto! — Ambos olharam perplexos para Isabelle.

– Não, você não poderá vir conosco! Irá se ferir no trajeto, é demasiado perigoso. — Completou o menino sombrio.

– I-rei jun- to! — Disse Bell com os dentes cerrados e separando as sílabas.

– Isabelle, pense no que está dizendo... Se você for, irá correrá sérios riscos. — Ricky disse.

– Tenho de ir junto, se Lisa se machucar eu... — Disse Isabelle, pela ultima vez. Dessa vez com serenidade, fechando os olhos no final da frase.

– Estou de mãos atadas... — Ricky levantou as mãos em sinal de rendimento.

– Você tem certeza Bell? — Murmurou Elisabeth, e Isabelle consentiu, ainda com os olhos fechados.- Bem, não sou eu quem vai impedi-la... Afinal, a vida é sua. Por onde começamos? — Se dirigiu para Ricky.

...

Elisabeth e Isabelle ainda seguiam uma trilha invisível pela Floresta de Ellon. Bem, somente Ricky via essa tal trilha, e se considerarmos os fatos: a relva espessa dificultava cada passo dado pelo grupo, e certamente aquilo não se parecia nada com um caminho razoavelmente bom de se andar pela floresta. Na realidade, aquilo não se parecia um caminho bom de se andar em qualquer outro lugar. O ar outonal ficava mais frígido à medida que se aprofundavam na relva.

Elisabeth tremia de medo, as memórias obtidas na escuridão daquela necrótica floresta fizeram com que Lisa adquirisse um pavor psicológico tão grande que já não conseguia mais adentrar em um local escuro sem que suas pernas tremessem e sua respiração começasse a ficar mais pesada à medida que desse um passo.

Andar pela floresta que causou tal fobia certamente era um desafio. A acluofobia tinha a invadido, e a negritude consumiu sua sanidade.

Enquanto os três se esgueiravam mata adentro, era possível ouvir-se um som diferente dos demais da floresta, um som singularmente belo, certamente. Algumas notas se fundiam aos sons naturais, causando-lhes um efeito de magnificência incomparável.

A musica invadia a audição da jovem dos olhos violetas e confundia os sentidos da menina que via cores de uma maneira assombrosamente bela. Isabelle via os sons flutuarem pelo ar tal como fitas coloridas que rodopiavam pelo ar da floresta. E uma centelha vermelha era perceptível naquela floresta gélida no fim da "trilha".

Ricky continuou a andar e disse-lhes:

– Venham, quero que vejam uma pessoa. Lisa já a conhece... — Ele então some pela penumbra da floresta.

Lisa e Bell entreolharam-se e apressaram o passo por conta da curiosidades.

Após alguns passos de pouco equilíbrio, as jovens moças chegaram até a pessoa que Ricky lhes dissera. Era uma idosa que tocava belamente uma melodia em uma harpa dourada enquanto estava sentada em uma cadeira de madeira, ao fundo via-se uma casa maltrapilha, bem pequenina na realidade, de janelas rangentes e portas irregulares. A idosa realmente era familiar à Lisa, quando esteve presa na floresta pela primeira vez a conheceu quando desmaiou e acordou em sua casa. Os olhos dela eram dourados e tinha uma aparência agora deplorável, embora ainda possuía uma certa beleza. A idosa fechava os olhos e mantia-se mais concentrada em sua bela melodia e mergulhava cada vez mais na música à medida que elas se aproximavam. A centelha que viram anteriormente era uma fogueira montada próxima da velha senhora.

E quando chegaram perto o suficiente a idosa subitamente parou de tocar, levantou de sua cadeira com certa dificuldade, recostou sua bela harpa na cadeira e dirigiu-se à seu casebre. Fazendo um sinal para que a acompanhassem.

Elisabeth seguiu-a, com certo receio, e Isabelle pôs-se a cumprir tal ato juntamente com ela.

Notas finais
Bom, já sabem: bom leitor = gente que comenta. P.S.: ALELUIA! Finalmente consegui fazer um cap. com mais de mil palavras!