A Plenitude das Sombras

6 Capítulo VI: Um ato escarlate


Notas iniciais
Eu sei que demorei e não vou demorar mais ainda pra me explicar... Estou em provas agora e foi um pouco difícil escrever esse capítulo por uns problemas que eu tive aqui, mas enfim consegui! Aproveitem o capítulo, não foi um dos meus melhores mas está aceitável. Ah! Quando virem um "..." é porque o narrador (eu) passa para outra parte da história, portanto não é preciso mais ouvir a música descrita. ~Uma boa leitura *Le Escorpião Negro.

(Recomendo ouvir: Vermilion — Slipknot)

Naquela manhã ela estava em Paris, e andava pelas ruas, solene. Parava para observar os pássaros, as crianças e os casais apaixonados, virava uma rua ou outra e logo após parava para observar, sem pressa alguma.

Ela, Louise, vestia um longo vestido escarlate como o sangue, sua pele alva e pálida se contrastava com seus olhos dourados e sua personalidade destrutiva. Aparentava ser imensamente frágil, suas mãos e braços eram esqueléticos, sua face possuía uma beleza e uma fragilidade únicas, contudo mal sabiam os seres que cruzavam com tal o quão inescrupulosa ela poderia ser, sua força era desproporcional ao corpo, pois por mais que não parecesse, ela possuía uma força descomunal que utilizava somente em casos de extrema utilidade.

Louise se dirigia ao Hospice de Bicêtre, um hospital bem estruturado que também funcionava como manicômio. Ao chegar à entrada do enorme hospital, parou por alguns segundos para observar a estrutura do local. Entrou no Bicêtre para visitar uma menina, cuja vida traumática a deixara um tanto insana, o nome da menina era Sophie e ela era uma das crianças das sombras.

A dama escarlate — sendo uma solene hipnotizadora — começou a lançar suas palavras labiosas para convencer a todos no hospital. E deram certo, pois em menos de uma hora convencera a todos de que era uma tia da menina que morava no exterior, e que como os pais da menina foram assassinados não restara mais ninguém para tomar os cuidados necessários para uma menina "instável" como Sophie.

...

Ao entrarem no casebre, Elisabeth e Isabelle se depararam um espaço bem normal, uma cama ao canto esquerdo, uma poltrona de couro, uma estante repleta de livros mais à direita e mais alguns móveis essenciais a uma casa de três comodos pequena e bem iluminada.

Elas avistaram Ricky vasculhando os livros que a velha senhora possuía enquanto ela se sentava confortavelmente na poltrona macia.

– Ricky querido, poderia por gentileza pegar o segundo livro da esquerda para a direita da prateleira mais acima para mim? — Solicitou a senhora.

– Está bem. — Ricky respondeu e logo pôs-se a procurar pelo livro.

– "Querido"? — Perguntou inocentemente Isabelle.

– Oh, sim! Ricky é meu sobrinho ele não lhes contou? E... Oh! Onde está a minha educação! Podem se sentar meninas. — Disse indicando umas cadeiras mais ao canto.

– Então você é irmã da Louise?! — Disse Elisabeth, não crendo no fato.

– Naturalmente... — Respondeu Bertha.

Enquanto as meninas se sentavam Ricky disse:

– Não tive tempo de contar isso tia Bertha e além do mais... Achei! — Ricky entregou o livro à Bertha, o livro era intitulado: "O Segredo das sombras" de Henry Labrousse. — Bem, como dizia, além do mais não acho que isso seja de suma importância nesse momento... Espere, esse não é o livro do meu pai?

– Sim. Pois bem, cheguem mais perto. — Bertha disse enquanto abria o livro.

Os três se aproximaram como foi solicitado, ela olhou fixamente para Elisabeth, fixou nos olhos violetas da menina e pronunciou uma única palavra:

– Curioso...

– O que é curioso? — Perguntou Lisa.

– As suas feições, seus olhos, eles... — Bertha deu uma longa pausa.

– Vamos diga! O que há de errado comigo? — Exclamou Lisa, que não queria ser rude, mas estava curiosa.

– Nada! Absolutamente nada! Você está completamente normal e isso é muito curioso... Afinal, você é uma criança das sombras, portanto já deveria ter começado a se metamorfosear.

– Verdade... Eu comecei a minha transformação aos dez anos. — Completou Ricky.

Bertha olhou novamente para Lisa e disse:

– Só existe uma maneira de prolongar a maldição... É preciso doar a sua alma em troca da criança. Somente pode ser feita durante um eclipse, e então os anos que restam para a pessoa que fez isso serão doados para a criança e quando os anos se esgotarem, a criança começará a sua transformação.

Elisabeth automaticamente olhou para seu colar de safira e murmurou:

– Vovó...

...

Olive, Louis, Ruth e Joseph as procuravam em todos os locais, todas as vielas e ainda não haviam visto sequer um sinal de suas filhas desaparecidas. Estavam desesperados e esperavam achar algo que lhes dissesse que elas estavam bem, entretanto não achavam nenhum vestígio, tampouco algum bem material que poderiam vir a ter deixado cair.

Os minutos se passavam e a cada segundo a angústia aumentava, Olive já estava aos prantos no ombro de Louis. Mas os outros mantinham-se sempre alerta para procurar algo que os indicasse o local correto da localização de Lisa e Bell.

Algo brilhava em um canto próximo da floresta, Joseph percebeu o brilho e olhou mais atentamente, se aproximou e pegou o artefato que causava o brilho. Era um pingente dourado em forma de arco-íris que se encontrava no chão.

– Olhem isso... — Joseph informou.

– Mas isso é... Isso é o pingente da Bell. Dei a ela no seu aniversário de três anos... Mas que diabos está fazendo aqui? — Disse Louis.

– Parece que as nossas filhas entraram na floresta... Vamos, temos um longo caminho a prosseguir! — Exclamou Ruth.

Notas finais
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