Vamos, Eragon, suba, nós temos que ir.
- Peraí, peraí...você quer que eu monte em você?
É, vamos voar, pra isso servem as minhas asas.
- Não, ficou doida? Vamos andando até lá. Eu tenho medo de altura.
Vou lhe dar cinco segundos, senão vou leva-lo em minhas garras.
— Está bem, calma! Mas prometa que não vai me deixar cair.
Desajeitadamente, Eragon montou em Saphira
Haja o que houver, não se solte de mim.
Em meio aos berros de Eragon, Saphira pensava em coo resolver aquela situação. Ela sabia que Blödhgarm não conseguiria sozinho, mas se Nasuada ficasse sabendo, as coisas só iriam piorar.
Ela pousou no topo de uma colina, onde ficava a casa de Blödhgarm, e enquanto esperava Eragon descer, Saphira pedia para que aquilo fosse uma brincadeira. Ela bateu as garras na parede da casa e esperou.
— Bem vinda, Escamas Brilhantes!
Blödhgarm, preciso de ajuda. Eragon perdeu a memória.
O elfo ficou paralisado na porta com um sorriso meio bobo no rosto, pensando se ela estaria fazendo alguma piada.
— Desculpe...como? Argetlam perdeu a memória?
Você tem que me ajudar
- Tudo bem, calma. Agora explique-me como isso aconteceu.
Depois que você saiu para mandar os Jovens Cavaleiros pra casa, eu fui dar uma volta, e eu vi Eragon caminhando entre as flores. De repente eu senti uma confusão e um desespero na mente dele, ele gritava por ajuda. Mas quando eu pousei ele...ele agiu como se eu fosse um monstro...você tem que ajuda-lo.
- Alguma coisa o fez perder a memória, talvez uma batida forte na cabeça.
Não eu teria sentido a dor.
- Saphira, quando você pousou, e foi até ele, onde exatamente Eragon estava?
Deitado em cima das flores, mas era uma flor estranha, preta e cheirava mal.
— Preciso ver essa flor, talvez seja venenosa.
Durante toda essa conversa, Eragon ficou parado onde estava, olhando pro chão, como se não fosse dele que estivessem falando. Mas não era mesmo, porque afinal, quem era esse tal de Argetlam?
Eragon, suba, ele vai com a gente de volta ao campo.

Blödhgarm analisou a flor negra de cima a baixo, mas não sentiu nenhuma diferença em suas lembranças.
Talvez se você se deitasse sobre elas, como Eragon fez...
— Se apenas um toque é necessário pra apagar uma vida inteira, não acho que isso faria diferença. Tem uma maciez tão...macia...meus pensamentos estão confusos...que praga de flor é essa...
Se nem você, um dos elfos mais inteligentes que eu conheço, conseguiu resolver esse dilema, a quem iremos recorrer? Eu preciso dele de volta.
- Eu sei, ele é tudo pra você. – Blödhgarm parou quando percebeu que Eragon estava chorando
— Por que eu estou aqui? Eu não perdi a memória, estou fiando assustado, eu só quero ir pra casa...
Eragon, você não pode ir pra casa...não vou mentir pra você, nem em Alagaësia você está...entenda que nós queremos o seu bem, você não acredita mas...
— Espera um pouco, ele acabou de dizer que estava assustado, você sentiu isso Saphira? Sentiu que ele estava assustado?
Não...eu não senti...
— A perda da memória dele está quebrando a união entre vocês. Pouco-a-pouco, vocês deixarão de ser Cavaleiro e dragão. Isso é grave, muito grave...
O que vamos fazer?...Eu não quero perdê-lo...eu não quero perder meu pequenino...
-Tem uma pessoa que pode nos ajudar, talvez ela encontre uma solução...