A Outra Face De Um Badboy...
14 Capítulo 14 - Hey, porquê tanto ciume?
Notas iniciais
Desculpem a demora, mas tenho andado bastante ocupada. Hoje que é sábado tive um tempinho pra terminar o capitulo.
Espero que gostem.
* falo com vocês lá no fundo. È importante!
POV MADALENA
Aproximei minha boca de seu ouvido, por um lado para ele escutar direito, por outro pra provoca-lo.
_ Meu aniversário é dia… — quando estava terminando minha frase, alguém bateu na porta e ambos ficamos um pouco assustados, tá bom, muito assustados!
Quem seria?
_ E agora? – ele perguntou aflito ainda comigo em seu colo.
_ Banheiro. – apontei pra onde ele ficava, apesar de ter perfeitamente a noção que ele sabia onde era.
Dei um jeito na cama amarrotada e abri a porta, tentando parecer o mais normal possível. Isso não quer dizer que eu fosse anormal, ok?
_ Oi! — me aliviei quando percebi que o pesadelo que eu imaginava estar por detrás da porta, apenas não passava da senhora da roupa, que trazia a que me pertencia lavada e passada.
_ Bom dia! Apenas estou vindo devolver a roupa que enviou para a lavanderia. – peguei o que a mulher trazia sobre as mãos, não deixando ela entrar no quarto.
_ Obrigada! – pousei o que segurava no braçado e fechei a porta.
Tiago com certeza notou que não havia ninguém no quarto e saiu seguro do banheiro.
_ Que susto, e afinal apenas era a mulher da lavanderia.
_ Apenas era? Diga graças a deus que era.
_ Eh, tem razão! Mas pequena, as coisas não podem continuar assim.
_ Falou o grandalhão. – eu não era baixinha. Ou talvez até fosse, o importante era que chegava onde queria!
_ Hey, tou falando bem sério. Temos que achar um lugar para a gente conseguir passar algum tempo junto, fora desse colégio, sem sermos submetidos a encontros como esses. Mas onde? – eu sabia bem onde. E desconfio que vocês também. Qual o lugar fora do colégio e mais próximo das grades que é apenas e só de exclusivo conhecimento meu e dele?
_ A cabana! – sussurrei, visto que ele estava praticamente colado em mim, cercando minha cintura com os braços, enquanto eu brincava com os dedos em seu peito. – Ninguém mais do que a gente, espero eu, ou acho pelo menos, sabe da existência dela. Tem lugar melhor?
_ Não tinha pensado nisso. Mas pensando bem, essa talvez seja nossa única solução.
_ È nossa única solução. Admita, me deixa vencer pelo menos uma vez na vida.
_ E você vence! – pegou minha mão e a beijou, delicadamente.
_ Pois, venço derrotas! – falei encostando minha cabeça em seu peito.
_ Hey, não fala assim. Vem cá. – ele me abraçou forte e afagou meus cabelos, depois me desgrudou e preparou sua saída. – Às quatro na cabana? – ele estava com ideias, hein!
_ Ás quatro na cabana.
_ Então eu te espero lá. – ele chegou de novo a mim e beijou minha testa, depois trocou-a por meus lábios e depois descartou um leve de um beijinho em meu nariz. E eu gostei da sensação. Foi doce, foi bom!
Antes de sair ainda me deu uma piscadela e depois fechou a porta.
…
A aula de geografia, estava diferente do que o normal. Chata, marrenta, o tempo demorava a passar, os países e as capitais, não faziam sentido em minha cabeça, o norte estava destorcido e o sul sem rumo.
Desenhava qualquer coisa na capa do caderno e pelo visto não era a única, maior parte da turma também estava em outro mundo se não a aula de geografia. Todos distraídos, uns rabiscando os cadernos, outros folheando os livros, outras arranjando a maquiagem, uns outros remexendo no celular.
Estava ficando com sono. Não via a hora de chegar ás quatro. E por lembrar dele, o que ele fazia?
Me virei pra trás e qual foi meu espasmo quando noto que ele me olhava intensamente e quando percebeu que eu também o admirava, sorriu disfarçadamente. Mas todo esse momento que depois de apreciado se acaba tornando enjoativo, foi cortado por Afonso que deu uma bela de uma cotovelada em Tiago, que ele até saltou na cadeira.
Alguns segundos depois o celular dentro de meu bolso deu sinal de alguma coisa. Olhei para a professora umas duas vezes e quando sua atenção se centrou em outro lado da sala, eu o peguei e li:
“ Viu. Graças á sua beleza, que capta toda a minha atenção eu mal me consigo concentrar e com tudo isso acabei por levar uma cotovelada de Afonso!”.
Respondi,:
“ Não bota a culpa em mim. Bota em seu autocontrole! =)”
Alguns minutos depois, que demoraram uma eternidade acabou por bater o sinal de saída. E ao contrário da entrada que demorou seculos, na saída de um segundo para o outro todo o mundo que se evaporou, porta fora.
E eu não fui exceção. Fui até á sala de convivo do colégio e me sentei num canto qualquer brincando com os anéis que se encaixavam em meus dedos, perfeitamente feitos á minha medida. Precisava ir no banheiro…
POV TIAGO
Fui no banheiro, e quando estava saindo me deparei com Vanessa, me impedindo de sair. O que essa queria, nessa hora?
_ Saía da frente! Ainda não percebeu que eu quero sair?
_ E ainda não percebeu que eu quero que você fique?
_ Vanessa, sai fora. – empurrei um pouco, mas não o suficiente, pra essa perua, que até é boa na cama, se afastar, permitindo assim que eu saísse do banheiro.
_ Não. Tiago! Porque me ignora tanto. Naquele dia não o fez. Você pareceu tão você!
_ Naquele dia? Qual a diferença daquele pra outro? – “naquele dia?”, nossa, onde eu me fui envolver.
_ A gente transou, se esqueceu? Porque eu não tiro isso da cabeça!
_ Então arranje forma de tirar, porque pra mim, aquilo não significou nada! Apenas umas horas de prazer.
_ Umas horas? De prazer? – ela estava em choque. Por essas, e por outras que eu prefiro comer aquelas que não estudam no colégio.
_ Sim. Não escutou direito? Quer que repita?
_ Você transou comigo e foram apenas umas horas de prazer? Eu pensei que estava interessado em mim e que… — não deixei ela terminar. Ficar escutando lamentações de aves, não era muita minha onda.
_ Pensou mal.
_ Mas eu gosto de você!
_ Eu também. Mas foi apenas naquela noite! Hoje e agora, esqueça. Se vira. Não tou nem aí, pra você, entendeu? Aquilo foi só uma noite!
_ Mas..
_Nada. – completei com entusiasmo sua frase. –Agora, saía da frente. Tenho mais que fazer do que ficar escutando coisas como você!
Ela saiu da frente, eu saí da prisão. Dei dois passos, e ela se jogou na minha frente mais uma vez. Bufei e revirei os olhos ,antes que fizesse alguma coisa que depois me arrependeria certamente.
Sem eu contar, ela levou sua boca na minha e me beijou com toda a vontade. Beijo que eu não alimentei e com força desgrudei seus braços de meu pescoço.
_ Tá louca?
_ Por você!
_ Hey, qual é? Falei pra você sair fora. Porque me beijou? Não estou minimamente interessado em você, sua perua sonsa sem escrúpulos. Se vira. E me deixa. Nunca haverá nada entre a gente. Avestruzes não fazem muito meu estilo sabe!
Caminhei corredor fora, era abordado com cada coisa. Meu deus.
_ Você ainda vai ser meu! – escutei ela gritar, quando estava virando na esquina, para o corredor principal.
_ Nos seus sonhos, Vanessa! – respondi pra letra. Garota maluca!
Peguei o celular, eram quase quatro horas. O melhor era mesmo ir andando até a cabana, não queria deixar ela esperando.
…
Passava mais de uma hora, que eu estava lá na cabana esperando. Sinal dela? Era zero.
Será que foi flagrada tentando sair do colégio? Se perdeu? Aconteceu alguma coisa de grave ou sério!
Tinha ligado pra ela, umas quantas vezes mas ninguém atendia. Sua caixa de mensagens também devia estar cheia, também. Tendo em conta a quantidade que enviei.
Porque ela não chegava. Esperei uns minutos mais, mas desisti, o melhor era voltar pro colégio, e ficar sabendo que raio estava se passando.
…
POV MADALENA
_ Como eu pude ser tão burra! – destruía o quarto, enquanto me martirizava. Travesseiros espalhados por todos os cantos. Livros decorando o chão, celular que não parava de dar sinal, papeis de chocolate, cobrindo a cama, meu cabelo todo desarrumado, meus dedos segurando nele, meu coração batendo a mil, e minha mente deitando fumo.
Que sonsa, que idiota, que burra, que otária, que estupida.
Como posso ter me deixado levar. Como eu pude pensar “ Madalena, se deixa ir na onda. Não custa tentar!”
Já devia saber bem, como ele era. Se não ele não fosse Tiago Vasconcelos! Mas pareceu numa hora que daria certo!
Que ódio. Me sentei na cadeira em frente do computador, tentando esquecer tudo. Mas ele também não foi solução. Mas mesmo assim permaneci sentada, com a mão segurando o queixo e pensando em tudo. Imaginava que nesse momento ele devia estar esperando eu aparecer lá na cabana, mas caso se fazem, caso se pagam. Esperaria o tempo que quisesse depois do que assistir, ele ganharia pó, se ficasse lá esperando sentado.
Ele que esquecesse minha existência.
Fiquei navegando na internet, sem prestar minimamente atenção ao que cobria a tela do computador. Meus pensamentos estavam longe bem longe.
Eram quase seis da tarde. Alguém bateu na porta do quarto, e eu fiquei com um pressentimento de quem poderia ser, numa hora dessas.
_ Quem é?
E minhas suspeitas se confirmaram!
_ Tudo bem, com você? – não respondi. Ele se foi aproximando. – Porque não foi ter comigo, na cabana.
_ Pensei que preferisse a companhia de Vanessa. – não conseguia olha-lo na cara, por isso admirava outra coisa qualquer desse quarto.
_ Você viu?
_ Parece que sim!
_ Ela me beijou. E eu não respondi ao beijo!
_ Sério isso? È que não parecia nada! – ele se acocorou do meu lado; se apoiando nos calcanhares.
_ Ela me prendeu no banheiro e depois veio com um papo, de que gostava de mim, que não me tirava da cabeça e tudo mais. E a ignorei e ela me beijou.
_ Mas parecia que você estava gostando.
_ Claro que não. Eu deixei ela falando sozinha no corredor. Desgrudei logo!
_ Não foi isso que eu vi.
_ Hey… — ele passou o dedo em meu rosto, e eu me levantei, nesse mesmo segundo. Ficando de costas pra ele e de frente para a parede. Mas isso não foi o suficiente pra Tiago se calar.
_ Hey, nada. Responda pra mim uma coisa, — me virei de frente pra ele. – Está me usando?
_ O quê? Depois desse tempo todo, você ainda pergunta isso?
_ Responda!
_ Acha que sim?
Inorei, voltando de novo as costas pra ele.
_ Otário! – cuspi.
_ Mas você gosta! – ele arranjava sempre forma de responder pra letra, que raiva.
_ Hey, porquê tanto ciúme? – não falaria que não era ciúme, porque bem lá no fundo era! Eu estava sentindo ciúme de Vanessa, muito ciúme.
_ Porque ela é linda, popular, tem montes de amigos, é admirada por todo o mundo, tem fama, tem meninos e mais meninos, babando em seus pés e eu não…
Ele se foi aproximando de mim, e eu me encolhi quando seu corpo se encontrou com meu. Até deu faísca. Foi que nem um choque o impacto que ele provocou em mim. Ele aproximou sua boca de meu ouvido, arrumou meu cabelo e segredou muito baixinho.
_ Bobinha, você é minha e ela não…
Notas finais
Alguém tem ideia de qual será a reação dela?
Aguardo opiniões!
Bom vou explicar uma coisa! Eu adoraria postar dois capítulos por dia, mas escrever um capitulo, ter criatividade, ideias e tudo mais demora tempo. E eu preciso de tudo isso. Posto quando posso. Não pensem que apenas atualizo quando me dá na cabeça. Quase todo o dia escrevo, um pouquinho. Não sou das escritoras que têm capitulos guardados. Escrevo um quando posto outro. Tenham um pouquinho de paciência comigo. Amo vocês!
Já agora, alguém quer capitulo amanhã?
Beijo especial para Maywiak e para a heleninha18.
Quando nos falamos de novo? Amanhã?
Beijão pra todas!
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