A Outra Face De Um Badboy...

15 Capítulo 15 - Agora já acredita em mim?


Notas iniciais
Muito obrigado ás duas meninas que deixaram recomendações pra mim. Gostei muito de ler elas. Amo vocês, esse capitulo é vosso!
Espero que gostem, desfrutem!!

POV TIAGO

Me cheguei perto dela:

_ Me dá um beijo!

_ Não. Estou triste com você!

_ Mas eu já falei que não fiz nada. Ela que fez tudo! – quantas vezes seria necessário repetir pra Madalena que no meio de tudo isso eu era o inocente?

_ Vá dormir, depois a gente se fala! – o certo é que entre conversas, carinhos e tentativas de beijo a gente nem deu conta do tempo passar e olhando para o relógio, eram quase nove horas, nem é que fosse minha hora de dormir, habitual, mas já era noite e não tardava o sinal batia, pra todos regressarem para seus quartos.

_ Não saio desse quarto enquanto não me der um beijo!

_ Vai ter sorte, vai! – ela era teimosa! Foi remexer em qualquer coisinha, que tenho certeza que era mais desinteressante e aborrecida que eu, não prestando puto de atenção pra mim.

_ Apenas um beijo! E depois eu vazo! Por favor, Madalena!

_ Você não vai desistir, pois não? – ela me olhou já dando sinais de cedência e de que também não via a hora de colar sua boca na minha. E se derreter que nem manteiga em meus braços.

Caminhou até mim, com passos de bailarina, pé ante pé.

_ Vira o rosto! – como assim vira o rosto? Ela não me beijaria na boca.

_ Não! – falei logo, depois de raciocinar que podia vir depois desse seu pedido.

_ Vira, e eu te dou um beijo! Hoje você não merece, outro tipo de carinho!

Não adiantava forçar nada, ela era teimosa. Fiquei calado e virou o rosto. Tinha intensões de o virar sem ela contar e sacar dela um belo de um selinho, mas depois desisti, quando senti seus lábios entrarem em contacto com minha pele da bochecha.

Ela estava em pontas de pés, tendo em conta que eu não me curvei. Era bom me sentir o grandalhão!

_ Até amanhã, Tiago… — ela murmurou fixando as suas iris que brilhavam mais que tudo, nas minhas.

Nunca tinha vistos seus olhos daquele jeito. Claros, num tom de cinzento, que hipnotizava, captava, envolvia. Estavam mais escuros na iris e depois clareavam, que nem degradé.

_ Seus olhos.

_ Que tem?

_ São lindos! – e foi nesse envolvente momento que eu pensei ter minha chance de beijo.

Nos fomos aproximando e no momento final, aquele em que apenas faltam dois ou três centímetros pra se colar lábios a droga de sinal bateu e ela docemente e tentando escapar ao momento disse:

_ Tá na sua hora…

Fui para a cama pensando em Madalena. Pensando na ceninha de hoje com Vanessa. Dos ciúmes idiotas. E de um beijo que ficou por dar.

Ela estava desconfiada, e pensando em todos os pontos de vista tinha razões pra estar, a coisa sem cérebro me beijou e ela viu. Até eu se visse ela beijando outro ficava puto.

Achava seriamente que ela estava insegura, mas não agora, desde sempre. Desde quando isso começou, há um mês pra cá. Ela está se sentindo insegura, Madalena de si já é insegura, mas ela agora não está firme em suas decisões e duvida muito de suas escolhas.

Tinha que acabar com suas duvidas, queria assegurar pra ela que era ela que eu queria, e não uma qualquer.

Peguei no celular e digitei um pequeno texto:

“ Queria ter você do meu lado, fazendo de meu peito seu travesseiro e segurando porte minha mão. Gosto de você mais que tudo. Será que amanhã, pode passar na cabana ás nove da noite, pra compensar hj? Não precisa responder, nem mesmo ir, mas eu te esperarei lá! 1 bj!”

Tá bom, o pequeno texto virou grandão, mas dizia tudo, sem papas na língua. Quer dizer nesse caso no visor. Apertei a tecla de enviar e esperei resposta. Estava sendo bobo, falei pra ela não responder mas é sempre bom quando sabemos que do outro lado vem resposta.

Adormeci ainda esperando, mas nenhuma mensagem de volta chegou na caixa.

Faltavam dez minutos para as nove e eu andava de um lado para o outro não vendo a hora de ela aparecer. Mais um pouco e furava o chão da cabana. Segurava no cabelo, roía a unha, coçava a testa, apertava os lábios, contraía os punhos. Nem sei que mais fiz. O tempo passava e ela não aparecia. Acabei por desistir, por esperar pela princesa. Como fui burro!

Ela estava triste, ela falou ontem que sim. Quanto tempo demoraria a tristeza a passar? Durante o dia de hoje ela mal me olhou na cara, mal sorriu discretamente. Ela não apareceria com certeza!

Levei a mão no puxador da porta da cabeça e o engraçado foi que ele rodou sem eu precisar de lhe tocar.

_ Já vai? – abri um sorriso, não definitivamente eu ficaria.

_ Pensei que não vinha?

_ Pensou mal! – ela me fez recuar, e pediu pra entra, retirou o blusão que vestia e o pousou no sofá.

Me ficou olhando e eu também avaliei seu corpo. Percebi que ela ficou envergonhada, e notei suas bochechas rosarem, e seu rosto se enterrar entre seus fios de cabelo.

_ Vem cá! – dei uns quantos passos até ficar frente a frente com aquele rosto angelical, digno de uma coisa linda como ela.

Peguei sua mão e a beijei, enquanto ela acompanhou tudo o que fiz com o olhar.

Tinha o rosto pálido, os lábios secos, os olhos sem brilho, não como ontem. Suas mãos estavam gélidas e sua expressão sem cor.

_ Madalena, eu sei que…

_ Shhh… — pousou o dedo indicador sobre meus lábio e se esticou. – Não fale nada…

Preferimos trocar as palavras por beijos, por carinhos, por abraços, por mordidas, por arrepios. Naquela hora um beijo era capaz de falar tudo aquilo que uma frase não falaria. Peguei ela no colo e a sentei num armários qualquer. Fiquei agarrando seus quadris enquanto ela arranhava minhas costas.

Infelizmente, todo aquele clima teve que terminar, pois o ar se fez necessário. E eu não me importaria nada se tivesse que fazer respiração boca a boca.

_ Que foi isso? – perguntei confuso. Onde estava a parte em que ela falava que estava muito triste e que eu tinha pisado na bola? Onde estavam os tapas? A grande briga que se geraria? Em vez disso apenas haviam duas respirações descompassadas que tentavam roubar ar uma a outra.

_ Nem eu sei direito. Não estava com grande paciência pra fazer de ouvinte de desculpas. Prefiro muito mais beijar e abraçar do que escutar e encher o saco.

Cada dia desvendava mais um pouquinho de seu feitio, e cada dia a queria mais. O certo era que eu não a tinha chamada na cabana pra beijar, ou melhor também, mas antes eu tinha já um discurso feito, preparada, que o espelho aprovou, tendo em quanta os inúmeros tom de voz que fiz e as inúmeros horas ( não foram assim tantas) que passei ensaiando na frente dele.

_ Mas eu quero que me escute um pouquinho!

_ Só estou de ouvidos!

_ Eu estive pensando e… — fiquei atrapalhado, o certo é que no momento esqueci o que tinha decorado e ensaiado, fiz meu cérebro arranjar forma de se explicar e saiu alguma coisa. O importante é que ela entendeu. – Olha, eu vou falar rápido e claramente, tá bom? – peguei de novo em sua mão e a acarinhei – Namora comigo…

Ela bloqueou por uns segundos, e quando falo bloqueou digo mesmo parou no tempo, ficou que nem estátua:

_ Repete…

_ Namora comigo, Madalena…

_ Tiago! Tem noção daquilo que…

_ Tenho, a perfeita noção. Mal dormi de noite me assegurando de isso ou não. O certo é que ando evitando te falar que estou apaixonado por você, que… — ela não deixou eu terminar.

_ Mas eu pedi, pra não…

_ Mas do que adianta você pedir quando eu já estava completamente louco por você? Não tinha volta a dar. Eu já estava encantando por essa sua beleza sem igual, por esse seu jeito sublime, por esse seu sorriso doce e fascinante. Do que adianta estar tentando evitar quando se sabe perfeitamente que é impossível resistir mais?

_ Mas a gente é muito diferente e o que os outros vão pensar?

_ Porquê referir os outros? Vamos ser nós mesmo. ME diga: Você estaria feliz se a gente namorasse? – ela assentiu positivamente – Então! Se eu sou feliz e você também pra quê preocupar com os outros?

_ Sua popularidade!

_ Não se preocupe comigo! — falei colando as mãos dela em minha cintura. Ergui seu rosto com meu polegar dobrado. – Vou repetir a pergunta: Quer namorar comigo?

Ela apenas deixou sua cabeça cair em meu peito, me abraçando forte, bem forte.

_Isso é um sim? – e mais uma vez ela se limitou a abanar com a cabeça, afirmando que era.

_ Estou desculpado?

_ Está!

_ Gosta de mim?

_ Adoro!

_ Shhh… — Madalena pediu. – Menos barulho se não todo o mundo vem feito bombeiro apagar fogo pegado no corredor. – caminhávamos até meu quarto, enquanto nos abraçávamos, beijávamos, riamos e tudo mais.

_ Todos estão dormindo, já olhou a hora?

_ Sempre tem gente acordada.

_ Você gosta de me contrariar! – Madalena tinha prazer nisso. Nunca gostava de perder a razão e de ser contrariada.

Abria a porta do quarto e entramos nos beijando. A encostei na porta que fechei e depois tateei a parede procurando pela luz.

_ Estava mesmo te esperando, surpresa Tiago! – mal iluminei o quarto uma voz se fez ouvir e não era a de Madalena.

Paramos com o beijo e olhamos em direção da cama, onde uma perua, Vanessa mais propriamente estava estendida em trajes menores, com um sorriso amarelo no rosto, por dar conta da companhia que eu trazia.

_ Madalena? – Vanessa falou. E eu olhei pra minha namorada. Sabia bem falar e pensar desse jeito, só que naquele momento a cena não sabia nada bem, isso ia dar em encrenca, já persentia isso! Sou o único?

Madalena tinha ar de enraivecido e que se não fosse quem era, tão tranquila e calma o mais provável era nessa hora estar em cima de Vanessa e arrancando fio de cabelo, por fio de cabelo, até ela ficar careca.

Respondendo pra Vanessa Madalena apenas levantou a mão e abanou com os dedos como que fazendo um “oi”, se bem que por dentro devia estar rezando uma espécie de oração que falava: Ou você sai da cama de meu namorado e vaza desse quarto ou se prepara pra ficar depenada, sua bunda sem cérebro!

_ Agora já acredita em mim? – falei irônico!...

Notas finais
Tão poucos comentários que recebi. =( Eu também estou triste!
Novo capitulo não sei, depende de quantos reviews receber nesse!
Beijão e aguardo muitas opiniões!
Duda =)