A Outra Face De Um Badboy...
13 Capítulo 13 - To com vergonha, com muita vergonha.
Notas iniciais
Acho que minha ameaça resultou de 20 reviews passei a 33! Notável. Tantas meninas lindas desaparecidas e fantasmas. Foi bom saber que vocês estavam desse lado.
Novo capitulo. Espero que gostem, e espero também que todas e nenhuma sem excepção se esqueça de deixar review.
Esse capitulo é dedicado a todas as que deixaram review pra mim no anterior.
Enjoy!!!!
POV TIAGO
Deixei ela se vestindo no quarto e me ocupei do banheiro. Tomei um banho e quando regressei ao meu espaço me deparei com a cama feita, a bagunça de roupa que decorava o chão tinha desaparecido e um bilhete rabiscado se perdia entre o colchão e os travesseiros da cama.
“ Acho melhor correr pra falar com seus amigos. Não gosto de boatos, nem de falatórios. Esclareça as coisas, não gosto de mal entendidos.
E eu sei o quão sexy fico dentro de suas camisetas! Seu Bobo xD”
Essa garota era do outro mundo – pensei cá pra mim.
Vesti minha camiseta e corri até ao andar de baixo. Varri tudo quanto era lugar e não encontrei nem Afonso, nem Lucas.
Dei uma olhada pela área exterior e avistei Lucas sentado num banco de jardim.
Conheci Lucas na pré-escola, quando eramos apenas meio quilo de gente. Afonso conheci depois na primeira série. Mas desde que nos conhecemos nos tornamos grandes amigos.
Não sabia ao certo o por quê, talvez por sermos amigos fazia mais tempo, confiava mais em Lucas. Ele me compreendia melhor. Ele desde sempre que era meu chapa. E sem duvida nenhuma que quando eu tinha algum problema ele era o primeiro a quem eu falava ou desabafava.
Afonso era que nem alto-falante, em dois segundos ele espalhava qualquer que fosse a noticia por todo o colégio e arredores. Lucas. Não. Ele sabia quando a parada era séria. Ele sabia quando devia manter o bico calado ou quando devia abrir a goela. E talvez isso atraísse mais minha confiança.
Caminhei até ele e me sentei no mesmo banco que ele. Cumprimentei-o garoto sempre faz isso.
_ Então. Ela já tá vestida? Ou você que a vestiu?
_ Que engraçadinho!
_ Que foi aquilo, Tiago? O que você estava fazendo com ela? – estava prestes a falar, mas ele falou por cima, começando com as imposições. – E não me venha falar que foi apenas uma coisa de uma noite ou que apenas ficaram. Porque isso não é verdade. Eu te conheço. E você anda estranho faz dias, ela é a razão de sua estranheza?
_ E quem disse que eu ia falar isso?
_ Não? – ele estava admirado, muito admirado.
_ Não!
_ Então o que falaria?
_ Ela tá apaixonada por mim!
_ Ãh???? – foi a única palavra, meio que grunhida que saltou da boca de Lucas naquele momento. Depois uma cara meio que esverdeada e o típico ar de gozação.
_ Não fique assim, com essa cara de panela sem testo. E o pior é que eu acho que tou na mesma situação.
_ Tiago? Cara, o que você anda fumando e enviando pra veia? Tem noção do que está deitando boca fora? Você mal sabe o que é isso de paixão e romântico e sei lá que mais.
_ Nem eu quero acreditar, mas é o que está acontecendo. E sabe o que é ainda pior?
_ E há coisa pior?
_ Ela não deixa eu me apaixonar.
_ Transou com ela?
_ Acha mesmo?
_ Depois do que vi hoje de manhã, quase tenho certezas! – ele falou aquilo de forma engraçada, com pânico e zoação na mistura.
_ Não. Tenho que ir com calma, com Madalena. Ela não é como as outras. Eu tenho que conquistá-la não seduzi-la.
_ Tiago, se até agora eu ainda duvidava eu agora tenho certeza você anda tomando coisa pesada. Olha só o efeito. Cara, cê parece Aristóteles, filosofando desse jeito.
_ Mas eu não estou filosofando. Estou falando bem sério. Será que você não pode assumir também um pouco de seriedade?
_ Eu garanto que vou tentar. Mas vai ser difícil! – como ele era complicado. Mas ao mesmo tempo sabia bem compreender meu jeito de pensar. – Eu espero bem que você tenha a noção que se alguém desse colégio desconfia de alguma coisa que possa estar rolando entre vocês, é morte certa, tanto pra ela como par você!
_ Eu sei já por isso que vim falar com você e preciso de dar também uma palavrinha pra Afonso antes que ele comece já espalhando novidades.
_ Tranquilo comigo! – sabia que Lucas não me deixaria na mão.
_ Sabe onde o outro anda?
_ Talvez esteja com Julia. – Lucas falou inocentemente e maldosamente ao mesmo tempo e começamos os dois rindo, só de lembrar da expressão de Madalena, contando as aventuras de Afonso eu não conseguia segurar a gargalhada, rindo todo o momento.
_ Acha que é melhor ir ver de Madalena, não vá a parede cair? – falei ironicamente ele entenderia a piada.
_ Agora que lembra, sim! E não pergunte sequer. Acho até que já devia estar lá. – me levantei e segui o conselho dele, não fosse ela já estar debaixo dos destroços, exalando os últimos suspiros.
Comecei correndo mas Lucas me chamou:
_ Tiago?
_ Oi!
_ Não se prenda por causa dos outros. Faça o que quiser, quando quiser, onde quiser, com quem quiser, pelo motivo que quiser. Seja feliz. – me virei e ele falou de novo. – Ah, e pede para Madalena, ter mais cuidado, seu pescoço, parece que foi atacado por vampiro. Esconda isso, antes que os focos do colégio recaiam mais uma vez sobre você!! Tiago Vasconcelos!
O que ele queria insinuar com aquilo?
POV MADALENA
Saí do banheiro e ao mesmo tempo que estou abrindo a porta, a do quarto propriamente dito, também se abre e quem sai de lá? Tiago, exatamente. Era a terceira vez que ele entrava em meu quarto sem pedir permissão, quantas vezes mais será preciso avisar e ralhar. Ele não tinha modos mesmo.
_ Hey! Eu tou de toalha!
_ E bem sexy!
_ Será que dá pra parar de me olhar desse jeito. EU não sou uma costeleta de porco ou vaca! E quantas vezes eu já falei pra não entrar em meu quarto assim! – estava sentindo meu rosto ferver, meu coração bater forte e minhas mãos pressionando firme a toalha, que tapava grande parte da superfície de meu corpo.
_ Se for pra te encontrar sempre desse jeito, vá se assegurando que vou entrar sempre.
_ Eu já falei pra você parar! – gritei. Não gostava de vê-lo me olhando daquele jeito, mordendo o lábio como quem olha pra sorvete de morango e franzindo o cenho de forma maliciosa e intencional.
Tiago se foi aproximando e eu me virei num impulso.
_ Tá com medo?
_ Não. To com vergonha, com muita vergonha. – fui o mais sincera que pude. Há gente que fala que quando dizemos a verdade tudo fica mais fácil.
_ Hey. – ele foi murmurando e depois arrumou o cabelo que cobria meu ombro esquerdo. Deixou-o destapado, não é que ele estivesse coberto. Aproximou a boca de minha pele, e deixou um suave e meigo beijo tingido nela. Depois deu outro se aproximando de meu pescoço e parou. – Que raio é esse barulho?
_ Seu amigo, no quarto ao lado, agora imagina fazendo o quê!
_ Fala a sério que…
_ Agora pensa. Se é assim durante o dia imagina durante a noite! E aqui Madalena que os ature!
_ Linda. Eu tou ficando seriamente preocupado e aquilo que falou da parede, pode realmente acontecer . Que tal passar a dormir mais vezes em meu quarto?
_ O que você quer, sei eu! – o empurrei pra longe.
_ Sabe? – ele me olhou incrédulo, com minha atitude de o afastar tão brutamente, mas com pouca força. Maior parte do teatro de seu afastamento foi ele que o fez.
_ Sei. E também sei que estou querendo me vestir, e você não está permitindo. – Fui até ao roupeiro e remexia na roupa que lá se ia acumulando.
Peguei uma blusa e uns shorts, que já não usava fazia séculos, e que nem sabia se ainda encaixavam em mim e caminhei até á porta de onde antes tinha saído.
Me tranquei de novo no banheiro e quando saí, estava já arrumada.
_ Mas o que veio, mesmo fazer aqui?
_ Falei com Lucas!
_ E?
_ Bico fechado, da parte dele.
_ Legal!
_ Mas mudemos de assunto! – ele falou já se aproximando com aquele seu olhar de malandro.
_ E do que você quer falar? – deixei meus dedos andarem por sei peito e depois agarrei sua camiseta pela gola.
_ Já olhou bem pra meu pescoço.
_ Que tem?
_ Dê uma olhada, vai! — ele se pus a jeito pra eu alcançar o que quer que fosse que houvesse por lá.
_ Fui eu que fiz isso? – perguntei admirada. Estava cheio de marcas. Diria eu de chupões!
_ Quem mais pode ter sido! – como eu estava embaraçada! Que vergonha! Deixei minha cabeça, cair sobre seu peito enquanto me ria, tapando a boca com a mão.
_ Desculpa.
_ Não peça desculpa. Diga: se prepara pra mais.
Ele agarrou minha cintura e depois caímos os dois na cama. Ele ficou de quatro em cima de mim. Com os braços esticados me olhando. E de novo com aquele olhar.
E depois de uns segundos fixo em meus olhos, se foi baixando e permitindo eu agarrar seu rosto.
…
Estava encostada em seu peito, sentada entre suas pernas. Enquanto brincávamos com os dedos que se entrelaçavam uns nos outros e tentavam achar os espaços onde se encaixavam.
Tiago estava pensativo, calado, fixo em nossas mãos. Me mexi, tentando chamar sua atenção. E resultou, minha tentativa.
_ Que foi baixinha?
_ Estava longe! Em que mundo?
_ Num bem distante. Estava pensando em casamento.
_ Nossa. Por onde cê andava.
_ Já imaginou como é um casamento?
_ Claro, Tiago. Sou menina. Se esquece que cresci ouvindo história de Cinderella e de Bela Adormecida. È obvio que imagine a chegada do príncipe. Mas casamento, é uma coisa que pra mim não tem significado nenhum. Quatro assinaturas não dizem nada pra mim. Duas alianças no dedo não fazem eu gostar mais ou menos da pessoa que tenho de meu lado. Isso é apenas uma forma consumista de se festejar num dia uma coisa que se deve festejar cada dia que passamos ao lado da pessoa que amamos. Não é um buquê de flores e um vestido branco que fazem meus sentimentos mudarem.
_ Então você não quer casar? Ter filhos?
_ Tiago. Tenho uma vida pela frente pra fazer tudo isso e ter filhos não implica casar! E se eu quiser ter um filho terei casada ou solteira. Mas antes de tudo isso eu quero aproveitar minha vida. Quero me formar em alguma área especifica, quero uma casa, um carro, um emprego, uma forma de me sustentar e depois me organizar pra poder sustentar um filho. Quero curtir o quanto baste, até chegar na altura em que fizer tudo aquilo que queria fazer, sem viver dependente de uma criança. Pois tanto como eu sabe que um bebé trás muitas restrições atrás. E uma delas é menos liberdade. Eu quero viver feliz, antes de ter um, pra depois quando o segurar forte em meus braços não falar: “ a culpa de eu não ter feito aquilo, foi sua…”.
_ Pondo as coisas dessa forma, até faz sentido!
_ Ter um filho ou casar, não depende apenas de você, ou apenas de mim. Depende da pessoa que temos do nosso lado. São decisões conjuntas. E pra quer estar pensando nisso agora? Eu tenho apenas 17 anos e você 18. Temos uma vida pela frente pra desfrutar, viver, curtir e aproveitar!
_ Por falar em aniversários. Quando é o seu? Quando é o grande dia em que sua mãe te botou no mundo.
_ Vem cá. Deixa eu te falar no ouvido…
Notas finais
Quero opiniões!
Beijão para todas e já sabem quando haverá próximo capitulo!
=)
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