A Outra Face De Um Badboy...
12 Capítulo 12 - Tá apaixonada por mim?
Notas iniciais
Boa leitura!
POV TIAGO
Fazia quatro dias que não tocava nela. Que não a sentia. Apenas a via ao longe, na aula ou na cantina. Isso estava já se tornando um sacrilégio.
Ninguém sabia de nada, nem mesmo Afonso ou Lucas, meus melhores amigos. Era um segredo só nosso, meu e dela e de mais ninguém.
O certo é que quanto mais tempo estou passando com ela, mas tempo quero passar. E cada vez tá ficando mais difícil de me controlar.
Mas com Madalena as coisas tinham que ser feitas com calma, com muita calma. Não podia apressar nada, por muito que quisesse. Ela era muito frágil e inocente. Quer dizer, inocente pra todo o mundo pois ao que a gente já tinha falado e passado junto ela de inocente tinha muito pouco.
Estava morrendo de saudade de abraçá-la, de beijá-la, de tê-la em meus braços. Quatro dias. Tempo demais.
Olhei a tela do computador e vi a hora. Tinha que esperar pelo menos mais uma hora, para surpreendê-la no quarto. Tinha esperar que as luzes apagassem e que todo o mundo se recolhesse nos quartos.
Bufei e me encostei pra trás na cadeira, onde alapava a bunda. Afundei os dedos no cabelo e bufei mais uma vez. Essa garota está fritando meu cérebro. E por razões que eu desconheço? Porque eu Tiago, com meninas lambendo meus pés estou passando meu tempo com uma que bem... Que é tudo menos aquilo que eu sonhei?
Alguém bateu na porta e eu virei a cabeça pra ver quem era, e qual não foi a minha surpresa quando vi a silhueta de Madalena, surgindo por detrás da porta.
Sorri e levantei o cenho, provocando com um simples olhar.
_ O que faz aqui? – tive a sensação que desde que pisou o chão de meu quarto e me varreu com o olhar fixou e parou em alguma coisa em meu corpo que eu desconfiava ser o peito. Estava sem camisa e isso podia perturbar seu angulo de visão.
Quando falei ela saiu de seus devaneios, me olhando e batendo a porta.
_ Se eu falar que vim devolver o blusão que você esqueceu em meu quarto você acredita? – ela ergueu meu blusão como prova, mas mesmo assim foi pouco convincente.
_ Nem um pouco. – levantei-me e caminhei até ela, devagar, bem devagarinho.
_ E se eu falar que já tava com saudade? Você já acredita? – ela mordeu o lábio inferior, e eu puxei-a pra mim logo de seguida, cravando um beijo em sua boca.
Arranquei o blusão de sua mão e o joguei para um lugar qualquer. Fui andando para trás, obrigando ela a me acompanhar até chocar contra a parede.
A encurralei entre meus braços e a beijei de novo. Ambos estávamos inquietos. Não sabíamos bem onde pousar a mão um num outro.
Mas de uma coisa eu garanto, ela pra quem nunca beijou outro garoto antes se não eu, beijava bem. Bem melhor do que algumas vadias com quem eu já satisfiz meus desejos.
O beijo foi aquecendo e quando dei pela minha situação estava sentado numa cadeira com ela de frente pra mim, em cima de mim, mais alta que eu beijando meu pescoço e arranhando minhas costas.
Fiz ela largar meu pescoço e ataquei eu o dela. Uma ideia louca veio em minha cabeça, e porquê não a por em prática?
_ Tiago! – ela percebeu o chupão que eu deixei e por isso, suplicou meu nome daquele jeito.
_ Oi!
_Tá louco. Com certeza ficou a marca.
_ E quem falou que não era essa minha intenção? Quero deixar minha marca em você! – ela me empurrou pra trás, não deixando eu me aproximar de sua boca.
Traçou uma linha de meu peito até ao fundo de meu abdómen com a ponta do dedo e depois me olhou, com um sorriso safada, Nunca a tinha visto assim, mas me agradava.
_ Isso não vai ficar barato, Tiago! Não vai.
_ Me castiga, vai! – abri os braços que nem o Cristo Redentor. – Me mostre seu lado malvado!
_ Não queira provar de meu veneno!
_ Se engana. Eu quero provar de seu veneno, pra depois fazer qualquer coisa pelo antídoto.
_ De certeza? – Madalena levou suas mão ao encontro das minhas e depois foi percorrendo meus braços até ao pescoço, que agarrou com força e depois, como diz o velho ditado não faça para os outros aquilo que não gostaria que fizessem pra você, ela me fez também um belo de um chupão.
E do pescoço voltamos a colar bocas.
_ Tiago! – ela falou ofegante, mais uma vez. – O que a gente tá fazendo, hein?
_ Por quê cê quer parar? – me afastei de sua boca e a olhei, tentando inalar algum ar.
_Não, não de jeito nenhum . – minhas tentativas foram cortadas quando ela me beijou, e eu me rendi mais uma vez a ela.
Sentia as mãos dela navegarem por minhas costas, e sem camisa o impacto era ainda maior. Mas ela ao contrário das outras era carinhosa, não amarrava com tanta força, nem cravava as unhas quase que me furando uma veia. Ela agarra firme e não brutamente mas sim calmamente, onde os toques davam em arrepios por minha parte.
_ Madalena? – dessa vez foi minha vez de chamá-la rouco e sem ar, mas mesmo assim sem descolar minha boca da dela.
_ Oi!
_ O que a gente é? – ela parou por um segundo, me empurrando devagar e depois de pensar muito rápido respondeu:
_ Amigos? – voltamos a juntar os lábios e foi assim que fomos falando, entre amassos, grunhidos e arrepios.
_ E os amigos se beijam?
_ Não sei. Nunca tive um. Você que é pessoa ideal pra saber isso. Tem montes de amigos, e híper mega montes de amigas.
_ Com ciúme? – descolei um pouco nossas bocas e perguntei rindo a olhando no olho.
_ Não preciso ter ciúmes! – ri de sua certeza firme.
_ Que saudade eu tinha de você, pequena. Esses quatro dias apenas te vendo ao longe, acabaram comigo. Eu estou louco por você. – ela empurrou meu peito e acabou com o beijo, me encarando séria, e colando seu indicador em meus lábios.
_ Porque parou?
_ Tiago! – ela falou enquanto enchia ao r de pulmões tentando controlar as entradas e saídas de ar, que estavam descompassadas. – Me promete uma coisa. – juntou sua cabeça na minha e seu nariz com o meu, deslizou seu dedo indicador por minha boca e segredou. – Prometa que não se vai apaixonar por mim.
_ Por quê? – ela queria que eu prometesse aquilo que eu já nem sequer conseguia controlar, eu já não respondia por meus atos.
_ Porque a partir do momento em que isso acontecer, e aquelas três palavrinhas poderosas saírem de sua boca, eu… — ela fez uma pausa, fechando o olho, — eu serei sua…
_ Tá apaixonada por mim? – ela não falou nada, apenas assentiu e deixou sua cabeça encaixar em minha curva do pescoço!
Abracei ela forte e brinquei com seus cabelos. Sorri sem ela ver. Ela já era minha, sem o saber.
…
_ Cara, acorda. Tiago! – sentia alguém me abanado na cama. Abri o olho e tinha um corpo entrelaçado com o meu, que ainda dormia contra meu peito. Mas se dormia a voz não era dela. Olhei para o lado e saltei quando vi Lucas e Afonso erguidos de pé, me olhando com ar de quem queria muitas explicações.
_ Calados. Ela está dormindo e ao mínimo barulho ela vai acordar, garanto.
_ Ela vai acordar? Como sabe isso? Até parece que já dormiu com ela mais vezes! — Afonso falou já zoando. Droga. Eles descobriram. Estava frito!
_ Fala sério, Tiago! Deixa eu adivinhar. Comeu todas as garotas do colégio e a única que restou foi ela, e como sempre você não gosta de deixar negócios por terminar e acabou com a lista!
Peguei no primeiro travesseiro que me apareceu na frente e o destino era o rosto de Lucas. Que fastio que ele me estava pondo!
_ Eita, eu paro. Mas você não tinha melhorzinha pra pegar!
_ Lucas. Eu acho bem que você se mantenha quieto se não…
_ Vai me bater? – como ele tinha a lata?
_ Não vou mesmo te matar. – como eu estava fervendo. Esse dois sabem bem que eu detesto que eles entrem em meu quarto, mas hoje quebraram todos os limites.
_ Olha só, acho que ela tá acordando! – E Afonso não se enganou. Ela estava mesmo acordando.
Passou a mão por meu peito e quando abriu o olho e viu o que rolava o sorriso que estampava passou a horror e pânico.
_ Mas que raio.. – ela não terminou a frase, porque os dois abutres falaram por cima.
_ Madalena, não acha que essa camiseta é grande demais pra você?
_ Eu garanto que vos quebro. E aos dois de uma vez!
_ Eu estou vendo que eles tiveram uma noite daquelas um tanto inesquecíveis. Roupa espalhada pelo quarto, ela com sua roupa. Admita Tiago, transou com ela? Como ela é?
_ Não rolou nada! – estava pronto pra responder, mas Madalena foi mais rápida e falou se sentando na cama e agarrando forte o cabelo.
_ Não parece. Várias coisas estão denunciando o contrário. – Afonso queria confusão. E Lucas ajudava na festa rindo.
_ A gente sabe ser cívico e não é como você e Julia! – Olhei pra ela. Como assim Afonso e Julia. Não alcancei o fundamento dessa sua insinuação.
_ Do que está falando? – Afonso perguntou tenso e sem mais estar sorrindo.
_ Se esquece que ela dorme no quarto ao lado do meu e eu ouço vocês todas as noites. Meu deus do céu. Das duas uma, ou ela tem que conter os berros de cabrito que sua boca de graniza deita pra fora ou então você tem que puxar menos pela menina, porque como ela grita, nossa até arrepia…
_ Cara, ela tá te denunciando! – Lucas comentou enquanto eu me ri do jeito como ela contou.
_ Cê tá rindo, Tiago? Eu tou falando bem sério. Qualquer dia ainda levo com a parede em cima e fico entre os destroços. – Não conhecia esse lado irônico de Madalena, mas ele me agradou. Melhor jeito de deixar um cara na merda ,ela parecia perita na área!
_ Não se preocupe que eu não deixo. – ela se virou pra mim e eu aproveitei pra dar pra ela o primeiro carinho da mão, distribuindo um leve beijinho em sua testa.
_ Mas espera um pouco. O que tá rolando entre vocês os dois? Dormindo juntos, sorrindo, trocando caricias!
_ Tiago, eu acho que tá na minha hora! –Ela se levantou da cama e eu dei conta que quatro olhos inquietos pousaram nela.
_ E você vai sair do quarto assim? – Afonso perguntou e com alguma razão visto que ela apenas estava de meias e com uma camiseta ( meu pertence) que cobria seu corpo até aos joelhos.
_ Não. Minha roupa tá ali. Posso usar o banheiro? – ela virou pra mim e esse foi o pretexto ideal pra eu mandar aquelas duas aves raras pra longe do meu dormitório.
_ Não. Eles dois que vão sair pra você se trocar. Embora daqui. Rua! – não foi preciso pedir muito pra eles saírem. – Depois eu falo com vocês! – Fechei a porta e me virei pra Madalena.
Ela me olhava com cara de “ow fala sério que isso aconteceu? Me diz que eles não desconfiam de nada!”.
_ Eu já falei que você fica mega sexy quando veste minhas camisetas?
Notas finais
Agora vou falar bem sério! Tenho 94 leitoras e apenas recebo 20 reviews e cada capitulo recebo menos.
Vou ser clara menos reviews, menos rapidez na postagem.
Queria agradecer a menina que deixou as recomendações em minhas outras fic's acho que esqueci de agradecer.
Obrigado mesmo assim.
Então já sabem ou as leitoras fantasma se apresentam e comentam ou então não posto capitulo rápidamente.
* penso postar novo capitulo amanhã ( depende de vocês), pra compensar esse dias sem postar.
Obrigado por tudo e a gente se vê quando?
Beijo Duda =(
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