A Origem da Ametista Negra
2 Amostra # 001
Peter decidiu que deveria intervir. O Duende Verde era seu maior inimigo e também o pai de seu melhor amigo, Norman Osborn. Como combater uma das pessoas mais ricas de Nova Iorque e ao mesmo tempo, uma das mais maníacas? No fundo, Parker acreditava que Gwen estaria tentando ajudar e estava procurando uma cura, ele precisava tirar esta dúvida da cabeça e para isso, teria primeiramente que sair daquela tubulação.
— Que droga de tubulação. Quando vão criar uma que pessoas possam entrar e sair sem problemas? Acho que daria até pra por um sofá aqui... — Resmungou o Aranha.
Após finalmente conseguir descer, ele se dirigiu a garota. No meio do caminho, ouviu uma segunda voz e sussurrou:
— De novo não... — E subiu novamente para a tubulação.
De uma distância considerável, Parker ainda conseguia ouvi-la e de longe avistou algo que o deixou ainda mais preocupado, Norman Osborn. Enquanto tentava chegar mais perto, se atentou ao diálogo dos dois:
— Sra. Stacy, algum progresso?
— Mais ou menos, a química que está contida no sangue dele é algo que nunca presenciei. Preciso de um pouco mais de tempo para poder isolar os componentes e só então entender como funciona. — Disse a garota enquanto chacoalhava o tubo de ensaio.
— Certo, tome cuidado, não foi fácil de conseguir isso.
Logo após isso, Peter decidiu entender melhor o que havia acontecido segundos antes bem na sua frente. Desceu da tubulação novamente resmungando e se dirigiu à Gwen.
— Gwen? O quê acabou de acontecer aqui? — Perguntou ele preocupado.
— Hã? Oi, Peter. Nada ué, só estou trabalhando.
— Eu vi Norman Osborn vir aqui há alguns segundos e você...!? Por quê você está segurando uma amostra do sangue do Duende Verde?! Gwen, você está louca?!
— Na verdade... Neste momento eu estou tentando entender o por que de você estar aqui e o por que de você estar me espionando. — Retrucou ela com o semblante meio nervoso.
— Eu estava fazendo uma última patrulha esta noite e ao passar pela sua família por acaso, não te vi lá e fiquei preocupado. — Treplicou Peter ao percebeu que, de certa forma, tinha invadido a privacidade da garota.
— Enfim, pode me dizer o que você faz com o sangue do Duende Verde em suas mãos?
— Eu acho que sim... Então, o Sr. Osborn me pediu para analisar esta amostra de sangue e tentar entender o que dá ao duende a sua regeneração. Mas até agora, estou sem resultados. É uma fórmula muito complexa e eu nunca trabalhei com nada igual. Mas eu acho que est-... — Antes de terminar de ouvi-la, Peter sentiu algo estranho. O sentido aranha estava apitando como louco como se quisesse avisá-lo de algo.
— Gwen...
— É só eu conseguir tirar essa parte do DNA do duende que acho que funcionará... — Disse pegando uma seringa.
De repente, tudo apagou. Desespero e aflição tomaram conta do corpo de Peter como nunca antes havia acontecido. Uma coisa é você ter de se proteger usando os poderes do Homem-Aranha, outra bem diferente, é você proteger alguém que não tem as mínimas chances de sobreviver em uma batalha, como era o caso de Gwen. Ao fundo, ele ouviu uma risada... Uma risada que sabia de quem era:
– Hahahahaha!
Só existia uma pessoa sádica o suficiente para dar risada em situações desesperadoras e o nome dela era Norman Osborn ou, Duende Verde. Neste momento, Peter enlouqueceu e gritou:
— GWEN!
— Veremos como você se saí quando você coloca as duas coisas que você mais ama em jogo: A Sr. Gwen Stacy e os cidadãos de Nova Iorque.
Após este pequeno "discurso", ele voou em cima de seu planador com Gwen aos seus braços deixando Peter confuso.
— Como ele fará para destruir algo que quebre os cidadãos de Nova Iorque? — Peter ficou parado por alguns segundos até que a ficha caiu. — A PONTE GOLDEN GATE!
Em meio as suas teias, Peter tentou da melhor forma que conseguia seguir o vilão que ao chegar na ponte, ficou planando em cima da mesma esperando pelo Aranha ir ao seu encontro. Na metade da subida, ele conseguiu avista uma bomba há aproximadamente 20 metros e ao olhar para trás, outra aproximadamente a mesma distância, sem pensar duas vezes, atirou dois filetes de teia que grudaram nas bombas e após fazer força, arrancou-as da ponte fazendo com que explodissem no mar sem causar nenhum perigo aos cidadãos que estavam na ponte. Agora, restava Gwen.
Peter ao chegar no topo da ponte viu o Duende olhando para ele como se esperasse algo e então gritou:
— O QUÊ VOCÊ ESTÁ ESPERANDO? Eu só estou tentando trazer um pouco de felicidade para vida destas pessoas! Elas já possuem problemas demais sem ter você intervindo nelas! Então, me explique: QUAL O MOTIVO DISTO?
— Qual o motivo disto? É bem simples. Quebre a esperança de alguém, e você quebrará esta pessoa para sempre. — Ao terminar a frase, soltou Gwen em queda livre.
— GWEN! — Gritou Peter enquanto soltava de seus punhos teia suficiente para fazer com que a garota não caísse, e conseguiu com sucesso salvá-la.
— Está tudo bem! Eu já te peguei! Agora, eu vou só te puxar e-... — Antes de terminar a frase, algo rasgou os céus e o silêncio tomou a ponte Golden Gate.
Gwen percebeu que estava presa a ponte e se balançou para conseguir chegar em um dos andaimes.
— Peter! Eu estou em segurança! Desça aqui para podermos sair logo pois ainda está meio alto!
Enquanto falava, um filamento de sangue escorreu ao seu lado, este filamento foi seguido por uma poça que praticamente compartilhou o andaime com a garota. Como ela havia perdido a amostra enquanto caia, ela decidiu retirar um pouco do sangue que estava ao seu lado para poder continuar os testes e analises que lhe fora designada.
Após retirar o sangue, ela esperou por alguns segundo e só então a ficha caiu. O sangue que estava aos seus pés não era o sangue de Norman Osborn, nem do Duende Verde. Era o sangue mais importante de Nova Iorque, o sangue da esperança.
Fale com o autor