A Ordem dos Cavaleiros
28 Estou em casa
Notas iniciais
O aprendiz de Gui-gon estava em uma sala com três médicos, eles estavam colocando um ProtMacAvaz (Prótese Mecânica Avançada ) para substituir seu braço arrancado. A operação corria bem, mas Tiago acordou na hora da conexão com os nervos:
— O que está acontecendo? – perguntou Tiago.
— Está no hospital, esteve aqui por dois dias – explicou um dos médicos.
— De novo? Não é possível, se continuar assim, serei conhecido como saco de pancada de prata – deduziu Tiago.
— Você enfrentou um inimigo muito forte e saiu de lá vivo – um dos médicos tentou consolá-lo.
— Ele não estava lutando sério. A prova disso é que foi meu braço que foi arrancado, mas se ele quisesse, naquele momento, arrancaria minha cabeça – concluiu o cavaleiro.
— Continuem conversando com ele, vai ser pior se ele esperar – sussurrou um dos médicos.
— O que disse? – perguntou Tiago sem entender o motivo do sussurro.
— Nada demais – disse o médico, enquanto finalizava a ligação com os nervos.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Os nervos foram conectados ao ProtMacAvaz e os gritos de Tiago chegaram ao lado de fora da sala.
— O que está acontecendo lá dentro? – perguntou um dos pacientes.
— Deve ser um Super Saiyajin, hoje em dia isso é comum – respondeu o médico que estava com o paciente.
A conexão foi bem estabelecida, mesmo Tiago tendo gritado na parte final do processo, ele entendeu que precisava passar por tudo aquilo. O cavaleiro havia terminado de se trocar e estava saindo do hospital:
— Já posso sair? – perguntou Tiago.
— Seus ferimentos mais leves foram totalmente curados mais rápido do que da ultima vez, isso é algo que só Cavaleiros possuem? – O médico, que estava guiando Tiago até a saída, perguntou.
— Não faço ideia – respondeu Tiago.
O cavaleiro começou a andar em direção ao castelo de Caspian para recuperar sua armadura e, no caminho, se encontrou com seu mestre, que havia comprado duas latas de suco de uva e entregou uma a seu aprendiz, ambos continuaram andando:
— Já está conseguindo andar? Você não consegue descansar? — perguntou Gui-gon de forma debochada.
— Dormi por dois dias, preciso andar para não acabar preguiçoso como você – respondeu Tiago.
— Essa doeu lá no pâncreas – disse Gui-gon.
— Isso foi engraçado lá em Marte – concluiu Tiago.
— Enfim, como está se sentindo? Não é todo dia que alguém consegue usar Kamui – disse Gui-gon.
— Esse braço novo é um pouco pesado, mas não acho que vou demorar a me acostumar. Em relação ao Kamui, eu senti como se estivesse vendo tudo em preto e branco e não estava me sentido eu mesmo – explicou Tiago, que ainda tremia ao se lembrar da luta com Charlie Hunter.
— Entendo. A condição para ativar seu Kamui deve ser assustadora, e, pela sua expressão, estou certo – concluiu Gui-gon, ao reparar no rosto de seu aprendiz.
— Foi tudo muito rápido. Primeiro teve aquela armadilha obvia de colocar todos os guardas no mesmo andar, eu estava me perguntando o motivo disso, mas parece que foi só para verificar minha força – deduziu Tiago, enquanto tomava seu suco.
— Entendo. Bom, vai encontrar uma surpresa em sua casa – avisou Gui-gon.
— Desde que não sejam relatórios, tudo bem – brincou Tiago.
— Vou me lembrar disso. – Gui-gon se sentiu aliviado ao ouvir aquilo.
O cavaleiro e seu mestre chegaram ao castelo e foram atendidos pelos criados, eles os levaram até a sala de reuniões de Caspian, que os esperava ao lado da armadura de Tiago:
— Vocês demoraram bastante – disse Caspian.
— Eu acordei há pouco tempo – explicou Tiago.
— Ele disse que não conseguiria vir se eu não viesse com ele – brincou Gui-gon.
— Não sou seu shinigami, posso andar sem você – concluiu o aprendiz.
— Mas eu tenho o caderno – retrucou Gui-gon.
— NÃO LIGO – gritou Tiago.
— Seu caderno é falso, o verdadeiro está comigo, ou seja, o Shinigami é meu – disse Caspian.
— Nem Bankai eu tenho – retrucou Tiago.
— Mas você come maças – lembrou Gui-gon.
— TODO MUNDO FAZ ISSO – gritou Tiago.
— Enfim, Tiago, sua armadura foi restaurada. Agora poderá usá-la novamente. – Caspian voltou a ficar sério.
— Obrigado, meu rei – agradeceu Tiago, enquanto pegava sua armadura e colocava dentro de seu cristal.
— Não tem problema, mas poderia sair um pouquinho? Tenho assuntos com Gui-gon. – Caspian deu permissão para que o aprendiz saísse.
— Até mais! – Tiago saiu, deixando Gui-gon e Caspian sozinhos.
— Gui-gon, sobre seu problema, o Nagato já preparou o lugar — disse o rei.
— Obrigado por isso, meu amigo, você vem? – convidou Gui-gon.
— Eu vou, mas não apoio esse método – respondeu o pai de Eliza.
O aprendiz de Gui-gon deixou o castelo e foi para sua casa, ao chegar, percebeu que sua casa estava cercada de plantas e buracos de tiro:
— Oi, o chuveiro tá no frio – disse Gabriel, coberto por toalhas e vendo notícias na televisão.
— Não me incomoda, o que tá passando? – perguntou Tiago.
— Nada demais, uma gatuna roubou umas joias em Makedo, Falaris continua congelado, Luffy ainda não encontrou o One Piece. Nada mais do mesmo – explicou o garoto enquanto mudava de canal.
— Esse é só o remake, mas já encontrou no original – retrucou Tiago.
— Faz sentido – concordou o garoto.
— Enfim..... Quem é você? – A ficha de Tiago finalmente caiu.
— Olá, eu sou Gabriel Constantini, sou seu colega de casa – Gabriel se apresentou.
— Colega de casa? Você vai morar aqui? – perguntou Tiago.
— Isso é obvio, onde mais moraria? – questionou Gabriel sarcasticamente.
— Vou ter que falar com..... Ele é a surpresa – deduziu Tiago, baseado na dica de Gui-gon pela manhã.
— Bom, precisamos de comida – disse Gabriel, ao apontar para a geladeira vazia;
— Há quanto tempo você tá aqui? – Tiago estava quase tendo um ataque ao olhar para a bagunça em sua casa e ao reparar que sua geladeira foi destruída.
— Cinco dias – respondeu Gabriel.
— TINHA COMIDA PARA UM MÊS! – gritou o aprendiz de Gui-gon.
— Nem parecia – concluiu o novo “colega de casa de Tiago”.
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