A Ordem dos Cavaleiros

29 Conhecendo a República


Notas iniciais
O cavaleiro Gabriel começou seu treinamento, enquanto, Tiago, está tentando se acostumar a seu novo braço

A manhã começou linda com vários pássaros cantando, pessoas levantando para o trabalho e crianças reclamando de levantar cedo. O aprendiz de Gui-gon acordou para atender a porta, ao reparar, era um homem baixo e verde:

— Bom dia, Tiago Dragone, como está sua manhã? – perguntou o mestre Yoda, que apareceu repentinamente na casa do cavaleiro.

— Bom dia, mestre Yoda. A manhã está excelente, acabei de pedir um café da manhã e uma geladeira nova – respondeu Tiago.

— Isso é bom, mas posso entrar para buscar meu aluno? – Yoda mostrou o verdadeiro motivo de sua visita.

— Aquele invasor de casas e destruidor de geladeiras? Ele é seu? – questionou Tiago.

— Sim, mas não se preocupe com isso. Eu apenas treinarei o Gabriel, ele morará com você – explicou o mestre mais velho do conselho da República.

— ISSO É O QUE ME PREOCUPA – gritou o aprendiz de Gui-gon.

— Desculpe. A idade não me permite escutar muito bem – disse Yoda.

— VOCÊ ESTAVA CONVERSANDO NORMALMENTE ATÉ AGORA. — Tiago não se conformou com a desculpa de Yoda.

— Você deve ser o tipo de pessoa que só escuta o que quer – deduziu o mestre.

— Tenho certeza que alguém aqui é assim. Mas, de qualquer forma, pode buscá-lo. – Tiago desistiu de reclamar.

O mestre Yoda entrou na casa de Tiago, e depois no quarto do Gabriel, pegou a cabeça de seu aprendiz e o arremessou para fora da casa:

— Por que na minha casa? – reclamou Tiago, mas foi completamente ignorado.

— Tiago, me ajude – pediu Gabriel enquanto era carregado por seu mestre.

— Vou ter que pagar pelo conserto da parede – disse Tiago.

— TIAGOOOO – gritou Gabriel.

— Depois eu vejo isso – concluiu Tiago sobre o conserto da parede.

O cavaleiro das Trevas voltou para sua casa e recebeu seu café da manhã pelo aplicativo “food in the morning”. Ele terminou o café e pegou três maças para testar seu ProtMacAvaz. O aprendiz de Gui-gon tentou segurar as maças com seu novo braço esquerdo, mas só depois de esmagar duas maçãs, ele conseguiu segurar uma por alguns segundos e depois a soltou sem intenção:

— Isso é mais complicado do que eu pensei – disse Tiago.

— Esse modelo é pesado, mas é resistente e não está ultrapassado. Posso dizer que esse deve ser o projeto mais próximo de um braço de verdade – Gui-gon chegou para conversar com Tiago.

— Por que vou ser babá daquele garoto? – perguntou o cavaleiro.

— Você não se lembra? Ele é Gabriel Constantini, ele era seu amigo de infância – explicou Gui-gon.

— Eu lembro sim, ele foi o meu primeiro amigo. – Tiago mostrou não ter se esquecido do passado.

— Então do que reclama? – questionou o mestre do cavaleiro.

— OLHA A MINHA CASA – gritou Tiago.

— Esse é o menor dos problemas – deduziu Gui-gon após olhar para a casa bagunçada de seu aprendiz.

— Enfim, tem noticias de Isabelle? – perguntou Tiago.

— Nada, ela desapareceu por completo – respondeu o professor, sem esconder as verdades sobre a amiga de Tiago.

— Entendo. – Tiago se lembrou do que disse para Isabelle, mas não pensava que ela realmente fosse abrir mão de tudo.

— Então, quer mais maças para o treino? – perguntou o Professor, que se ofereceu para fazer um passeio pela República com seu aprendiz.

— Pode ser. – O aprendiz percebeu a intenção de Gui-gon e aceitou o convite.

O Professor chamou dróides para consertarem a parede, enquanto faziam isso, Gui-gon decidiu levar Tiago para conhecer a República fora de uma simulação ou treinamento, eles pararam em uma lanchonete, compraram duas latas de suco de uva e seguiram o caminho:

— Onde estamos? – Tiago percebeu que estavam seguindo um caminho diferente do habitual, que sempre terminava na sala de treinamento, e estava perdido.

— Estamos saindo do Distrito de guerra, que é onde ficam as bases, armas e soldados da República em Fiore – respondeu Gui-gon.

— É possível um civil normal morar nesse distrito? – questionou Tiago interessado.

— Sim, você pode ver pelos seus vizinhos, nenhum deles é um soldado – explicou o professor.

— Entendo, por que eu nunca ouvi falar sobre os distritos? – Tiago estranhou não saber nada sobre os distritos.

— Você nunca perguntou – respondeu Gui-gon honestamente.

— ISSO NÃO FAZ SENTIDO – retrucou Tiago.

— Bom, se for para explicar isso... Existem quatro distritos em Fiore, o Primeiro Distrito é onde vivem a maioria dos civis e onde estão as áreas de lazer, o Segundo distrito é repleto de empresas de todos os tipos, no Terceiro distrito se localizam o Senado Del Leone e o Castelo do rei, e o Quarto distrito é onde se localizam os soldados e alguns de seus parentes, além das armas da República e Cavaleiros da República – explicou Gui-gon.

— Resumindo, eu só conheci o Quarto distrito – concluiu Tiago.

— Exatamente – disse Gui-gon.

O mestre e seu aprendiz entraram no Primeiro Distrito, as pessoas ao redor dos dois estavam os encarando, já que os reconheceram pelos cristais de armadura. A admiração dos civis pelos Cavaleiros era alta, mas eles nunca tinham muitas oportunidades de encontrar um de verdade e por isso não pararam de encarar Gui-gon e seu aprendiz:

— Acho que é melhor voltarmos para o Quarto distrito – disse Tiago em voz baixa.

— Percebi que você não gosta muito de chamar a atenção, mas esse é o nosso povo – explicou Gui-gon.

— Não é que eu não goste de atenção, só prefiro estar com os soldados – retrucou Tiago.

— Antissocial – disse Gui-gon.

— Não nego, mas não precisava falar assim – concluiu Tiago.

Os dois chegaram a uma praça com um grande chafariz, algumas crianças apareceram e começaram a fazer perguntas a Gui-gon, o professor foi levado pelas crianças para mais longe do chafariz:

— Ele é bom com crianças – deduziu Tiago, enquanto se sentava em um banco próximo ao chafariz.

— Você nem tanto – disse uma garota com rabo de cavalo e óculos que estava lendo um livro com as mãos enfaixadas no banco onde o aprendiz de Gui-gon se sentou.

— De onde você surgiu? – Tiago se assustou com a garota ao seu lado.

— Tiago? Você já pode andar assim? – questionou a garota.

— Eu te conheço? – Tiago não a reconheceu.

— Como é possível que os homens sejam tão cegos? – A garota retirou os óculos e mostrou ser Eliza.

— Você usa óculos e eu sou cego? – Tiago mostrou seu lado sarcástico.

— Idiota – retrucou Eliza.

Notas finais
Mal pela demora para lançar o capítulo (Tava meio ocupado) Tenham uma boa semana