A Nova Proposta
9 Capítulo 8 - Melhores amigas?
Notas iniciais
Quando eu tive a ideia para esse cap eu relutei muito até decidir realmente escrevê-lo, mas eu percebi que essa seria a melhor maneira de fazer a Elena começar a abrir os olhos para ver tudo que ela está fazendo é errado...
Gostei de como o cap ficou, apesar de ter ficado bem forte e é aquele típico cap que justifica a censura de 18 anos da fic (acredite, quando vocês lerem, vão entender o que eu estou falando)
Enfim, aqui está o cap, espero que gostem.
Elena
Não podia acreditar que Damon tinha mesmo me falado toda aquelas coisas, depois de tudo que eu fiz por ele vai simplesmente me deixar sem ver os meus filhos? E ainda teve a coragem de me dizer que eu era egoísta! Sim, eu estou com muita raiva, muita mesmo!
Assim que eu sai da Salvatore's Publisher fui até o shopping que ficava bem perto, olhar as vitrines e fazer compras sempre foi muito relaxante para mim. Clary ligou várias vezes para o meu celular e em todas eu rejeitei a chamada, não estava com a menor vontade de falar com ela, foi por isso que eu não voltei para o hotel ainda.
Perto da hora do almoço o meu telefone tocou mais uma vez, só que agora era Caroline. Suspirei aliviada, acho que nunca precisei da minha melhor amiga.
- Oi, Car! — falei, totalmente animada.
- Amiga, que bom que você atendeu – ela estava tão animada quanto eu – Tenho uma coisa incrível para contar, não estava exatamente prepara para isso, mas não deixa de ser uma notícia incrível.
- Também estou precisando falar com você – disse, logo em seguida – Acredite que hoje de manhã o Damon me ligou para conversarmos e quando eu cheguei ele me tratou super mal.
- Lena, eu estou um pouco atarefada no trabalho e não estou podendo conversar – explicou – Será que podemos nos encontrar mais tarde? Passa lá no meu apartamento mais tarde.
- Claro que sim – respondi na mesma hora – Que horas você costuma chegar em casa?
- Eu chego em casa, no máximo, 6:30 — explicou – O meu desfile acontece vai ser em duas semanas e ainda tenho que dar o último retoque nas roupas, as modelos vão vir hoje a tarde para fazer a prova.
Car tinha deixado o emprego de assistente da Hanna Marin há alguns meses para abrir o próprio ateliê. Esse seria o primeiro desfile dela e sei o quanto a minha amiga tinha trabalhado para chegar a esse momento.
- Então está bem, eu te encontro lá – avisei.
- Só mais uma coisa, Lena – me chamou novamente — Eu te mandei o convite do meu desfile, vai ai para o hotel. Quero você lá, na primeira fila.
- Não perderia isso por nada desse mundo, Car – garanti – Bom, não vou mais te atrapalhar, a gente se vê mais tarde – completei antes de desligar o telefone.
Por sorte o restante do tempo passou rapidamente e logo já estava quase na hora que eu tinha combinado de encontrar a minha amiga. Então eu peguei um táxi na porta do shopping.
Caroline continuava a morar no mesmo apartamento que dividíamos quando eu morava em Atlanta, mas agora Klaus está morando lá com ela. Ele estava em um flat e quando os dois decidiram morar juntos se mudou para lá, duvido muito que o casamento demore para acontecer.
- Boa tarde, senhorita Gilbert – o porteiro ainda era o mesmo daquela época – Já faz tanto tempo que a senhorita não aparece aqui.
- É que eu estava morando fora da cidade e, na verdade, eu só estou aqui de passagem – expliquei – Eu vim aqui ver a Caroline, ela está me esperando.
- Então a senhorita pode subir – falou apontando na direção dos elevadores, que eu conhecia muito bem.
Entrei no elevador e apartei o botão indicando o andar em que ficava o apartamento. Toquei a campainha e não demorou muito para ouvir barulho de chave abrindo a porta, mas não era Caroline e sim Klaus.
- Lena? — ele pareceu surpreso ao me ver ali.
- A Caroline disse que precisava falar comigo e combinei com ela de encontrá-la aqui – apressei-me em responder – Ela não te contou?
- Na verdade, a Car me ligou há uns cinco minutos dizendo que teve um problema com as roupas do desfile e que ainda vai demorar, no mínimo, mais uma hora – disse – Mas ele não falou nada que você estava vindo aqui, provavelmente esqueceu.
- Tudo bem, ela deve estar mesmo com muita coisa na cabeça – dei de ombros – Avisa ela que eu vim aqui e a gente conversa uma outra hora.
- Espera, Elena – me chamou, fazendo com que eu me virasse na sua direção novamente – Você já veio até aqui, por que não fica esperando?
- Não quero incomodar – dei uma rápida olhada nos meus sapatos – Você deve ter coisas mais interessantes para fazer do que ficar me fazendo companhia.
- Na verdade, eu não tenho nada para fazer – garantiu – Eu só ia beber um pouco e assistir televisão, pelo menos com você não faço isso sozinho.
- Já que é assim – dei um fraco sorriso antes de entrar.
A sala estava quase exatamente como eu me lembrava, exceto por uma coisa ou outra que Klaus deve ter trazido quando se mudou ou eles compraram ao longo desses três anos. Fui até o sofá que ficava bem no canto do cômodo, ele ficava em frente a televisão, que no momento estava ligada em um filme de ação qualquer, não gosto muito, mas eu era apenas visita e não podia reclamar.
- Eu estou bebendo Wisky, quer um também? — Klaus perguntou, logo em seguida.
- Não gosto muito de Wisky, para ser sincera – fiz uma careta – Mas depois de tudo que aconteceu hoje, acho que eu preciso de uma dose.
- Seu pedido é uma ordem – foi até o bar e pegou um copo antes de começar a colocar gelo – Sabe, o Kol me falou que você dispensou ele hoje de manhã.
- Não acredito que ele já foi chorar para o irmão mais velho – não pude deixar de revirar os olhos.
- Na verdade ele só estava me contando como foi que ele passou uma noite maravilhosa ao lado da melhor ex-namorada que já teve e que depois ela disse que não teria mais volta – agora ele estava colocando um pouco de Wisky para mim.
- Figurinha repetida não repete álbum – foi tudo que eu disse – Eu já fiz muito em transar com ele.
- Bom, não posso te culpar por pensar assim – deu de ombros, ainda de costas para mim – Tudo que meu irmão tem feito nos últimos seis anos foi se lamentar por ter terminado com você.
- Levando em consideração que fui eu quem terminou com ele – o corrigi.
- Então vamos esquecer o Kol e a pequena obsessão dele por você – me entregou o copo de Wisky e sentou ao meu lado – Você disse que precisava beber para esquecer de alguma coisa que aconteceu hoje. Gostaria de compartilhar o seus problemas comigo?
Tomei um pequeno gole e a bebida desceu rasgando pela minha garganta, foi inevitável fazer uma careta.
- Está muito forte? — Klaus quis saber – Eu posso colocar um pouco mais de água, se preferir.
- Não, está bom assim – garanti, repousando o copo na mesinha de centro – E sobre o que aconteceu, é o meu eterno problema com ex-namorados; quando não é o Kol, é o Damon.
- E qual foi o problema dessa vez? — quis saber – Até ontem você estava reclamando que ele tinha te tratado como se vocês não se conhecessem.
- Ele me chamou para conversarmos hoje, mas não posso dizer que foi uma grande evolução – expliquei – Tudo que eu queria era ver os meus filhos, mas ele não quer deixar dizendo que eu ou uma péssima mãe e eu não mereço conhecê-los.
Klaus não disse nada, apenas ficou olhando o gelo começando a derreter dentro do seu copo.
- Você acha que eu sou mesmo uma péssima mãe? — não pude deixar de fazer um biquinho ao perguntar.
- Mas é claro que não! — ele demorou um pouco para responder, percebeu que tinha engolido em seco – Ele não pode dizer uma coisa dessas, você nem ao menos teve a oportunidade de ser uma mãe para os seus filhos.
- Foi exatamente o que eu pensei – concordei – E eu só quero conhecê-los, levar alguns presentes e depois ir embora e deixá-lo na sua vidinha perfeita. Se ele quiser pode até casar com aquela editorazinha.
- Editorazinha? — me olhou confuso.
- O nome dela é Hermione e estava no almoço de ontem – fiz uma careta ao dizer aquele nome – Os dois estavam no maior clima romântico quando cheguei a Salvatore's Publisher hoje e ainda estavam sozinhos na sala dele. O Damon negou, mas eu tenho certeza de que ele estão transado.
Cruzei os braços em um gesto infantil. Apesar de eu e Damon não estarmos mais juntos há vários anos era meio incômodo pensar que ele está com outra pessoa que não seja eu.
- Acho que tem alguém com ciúmes aqui – sussurrou no meu ouvi encostando o queixo no meu ombro.
- Eu não estou com ciúmes! — disse, totalmente convicta – Só quero que o Damon saiba quem ele está colocando na vida dele e dos meus filhos. Se eles vão ter uma madrasta, não quero que ela seja má com os dois.
- Sei! — foi tudo que disse, estava levantando as sobrancelhas sugestivamente.
Revirei os olhos e bebi mais uma gole do meu Wisky, acho que eu poderia me acostumar com isso, não era uma bebida tão ruim assim.
- E como você e a Caroline estão? — decidi perguntar – Ela disse que tinha uma coisa incrível para me contar. Tem alguma ideia do que seja?
- Na verdade não tenho a menor ideia – deu de ombros – Ela também fez mistério para mim. Isso se a Car está planejando me contar, é claro.
- E por que ela não contaria? — quis saber.
- Quando decidimos morar juntos as coisas estavam as mil maravilhas: eramos um casal 100% apaixonado e transávamos toda noite – explicou – Agora que ela está com esse ateliê novo, fica mais fora de casa do que aqui e eu tenho sorte quando conseguimos ir para cama uma vez por semana.
- Falta de sexo é mesmo o problema de qualquer relacionamento – dei um longo suspiro – Ainda bem que eu não tenho esse problema.
- Sorte sua mesmo – colocou a mão na minha perna, que estava desnuda, já que eu usava uma saia. O ambiente começou a ficar quente de repente.
- Queria mais um pouquinho de Wisky – me levantei para poder me afastar dele – Se não for muito incomodo.
- Claro que não, vou pegar – avisou, enquanto retirava o copo da minha mão.
Dessa vez eu me sentei na outra ponta do sofá, o mais longe o possível de Klaus, claro que não adiantou, pois ele foi chegando cada vez mais perto de mim, até que a distância entre nós fosse a mínima o possível. Fiquei repetindo para mim mesma que aquele era o namorado da minha melhor amiga.
Continuamos a conversa, a beber e, é claro, rir muito. Sinceramente, acho que nunca tinha me divertido tanto ao lado do Klaus, nem vi o tempo passando.
- Acho melhor eu ir embora – dei uma olhada no meu relógio de pulso, já tinha passado quase duas horas que eu tinha chegado aqui – Quando a Car chegar vai estar cansada demais para conversarmos, amanhã eu ligo para ela e combinamos outro dia.
No momento em que eu levantei senti uma leve tontura, o que não era nenhuma surpresa, pois tinha bebido quatro copos de Wisky. Por sorte Klaus estava ali para me segurar.
- Acho que você não vai conseguir ir para lugar nenhum desse jeito – ele estava rindo nesse momento, dava para ver que estava tão bêbado quanto eu.
- Você teria razão se estivesse carro – também comecei a rir, estava me sentindo uma completa boba – Mas eu vou pegar um táxi.
- Não, Elena, não vai embora – passou a mão pelo meu rosto, estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração quente nos meus lábios, o cheiro de álcool era bem forte também – Quero que você fiquei aqui, comigo – sem mais nada, ele me beijou.
Eu tentei resistir no inicio, mas quando Klaus passou a língua pelos meus lábios acabei entreabrindo e permitindo que aprofundássemos o beijo. Ele colocou os braço em volta da minha cintura e eu levei as minhas para o seu pescoço enquanto passava os dedos pelo seus cabelos.
- Isso é tão errado! — consegui dizer quando nos separamos e ele começou a beijar o meu pescoço – Ah, Klaus! — ele começou a dar leves mordidinhas na região, com certeza ficar uma marca.
- Não vejo nada de errado? — afastou-se um pouco para poder me olhar, sua cara era totalmente dissimulada – Dá para perceber que você quer tanto quanto eu.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele voltou a me beijar. Seus dedos começaram a trilhar o caminho até chegar aos meus seios, mesmo sob a fina cama do sutiã de renda, foi impossível não soltar um gemido.
- Que estava dizendo há um minuto que isso é errado? — sussurrou no meu ouvido antes de morder, de leve, o lóbulo. Apesar de todas as células do meu corpo dizerem o quanto isso era errado, não podia deixar de pensar que eu não tinha uma preliminar tão intensa quanto essa.
- Fica quieto, Klaus!- comecei a abrir os botões da sua camisa – Eu quero você -essa última frase eu disse com os lábios pressionados nos seus.
Você vai me ter -me pegou no colo, fazendo com que eu enganchasse as pernas nas sua cintura, caminhou até o sofá e fez com que eu caísse sentada nele.
Agora nos beijávamos ferozmente, estava ficando cada vez mais difícil controlar os gemidos. Klaus aproveitou a minha distração para retirar a minha blusa e o meu sutiã, me deixando completamente nua da cintura para cima.
- Klaus, não pode esquecer a Caroline – começou a passar a língua pelo bico do meu seio, tive que segurar a almofada do sofá com força – Oh! Ela é sua namorada e minha melhor amiga, seria uma dupla traição.
Ignorando o meu pedido completamente, ele levou uma das mãos até a parte interna da minha coxa e chegando a minha intimidade, friccionando o meu clítoris por cima da calcinha.
- O que estava dizendo mesmo? — estava com um sorriso safado, como podia ser tão cínico a esse ponto?
- Nada! — gritei – Continua, por favor! Se você parar agora, eu te mato!
- Seu pedido é uma ordem, senhorita Gilbert – e não demorou muito para as nossas roupas estarem espalhadas pela sala.
O membro de Klaus estava totalmente ereto, o que significa que estava sendo tão afetado por aqueles “amassos” quanto eu. Ele se sentou no sofá e fez com que eu ficasse no seu colo, permitindo que nossas intimidades se tocassem.
- Espera! — disse, antes que ele pudesse fazer qualquer movimento – Esquecemos a camisinha, tem uma dentro da minha bolsa – sou uma mulher prevenida, apesar de ter tudo vários parceiros nesses últimos três anos, sempre fiz questão de usar camisinha, não queria uma nova gravidez ou pegar uma doença.
Ele colocou a camisinha com todo o cuidado antes de me fazer sentar novamente, dessa vez enquanto ele me penetrava. Gemia cada vez mais alto enquanto ele me preenchia aos poucos.
- Ah! — ele começou a se mover – Mais rápido!
Ele me obedeceu. Logo o único som que podíamos ouvir na sala era dos nossos corpos suados se chocando um contra o outro e dos gemidos.
- Klaaaaaaus! — gritei – Não vou aguentar por muito tempo- começava a sentir aquele familiar aperto anunciando a chegada do clímax.
- Então não aguente! — foi tudo que ele disse, e era mais do que o suficiente.
Mais algumas estocadas e eu atingia um intenso e delicioso orgasmo e não demorou muito para Klaus chegar ao dele também. Escondi o rosto no vão entre o pescoço e o ombro dele esperando que o meu corpo parasse de tremer e minha respiração voltasse ao normal.
- Está tudo bem? — perguntou alguns minutos depois enquanto passava a mão pelos meus cabelos.
- Sim! — balancei a cabeça afirmativamente, levantei o rosto e ele ficou passando a mão pela minha bochecha – Isso foi incrível.
- Você também não foi tão má – deu de ombros, fingindo indiferença.
- Não é isso que os caras sempre dizem – passei a mão pelo seu peitoral até chegar a sua virilha, ele ainda estava dentro de mim – Na verdade, eles sempre pedem por mais – sussurrei essa última parte provocativamente.
- Inverteu nossas posições, fazendo com que eu deitasse de costas no sofá e ele ficasse por cima de mim. Foi distribuindo os beijos pelos meus lábios e pescoço, já estava totalmente entregue quando ele se levantou, só então retirando a camisinha e a jogando no chão.
- Sério mesmo? — cruzei os braços e o encarei, a frustração era evidente na minha voz.
Sorriu antes de voltar a deitar em cima de mim e me beijando com a mesma intensidade de antes. Pude ver que ele estava começando a ficar animado novamente.
- Não sei o que acontece – afastou-se um pouco, encostando a testa na minha – Mas acho que a ideia de sermos pegos tornou tudo mais excitante ainda.
- Tudo o que é proibido é mais gosto – dei de ombros – Pelo menos isso é o que sempre dizem.
- Você já saiu com um cara comprometido antes? — aquela pergunta me pegou totalmente de surpresa, tanto que eu tive de afastá-lo para poder me sentar no sofá – Desculpe, eu não devia ter perguntado isso, não é da minha conta mesmo.
- Tudo bem! Na verdade aconteceu uma vez – acho que aquela era a primeira vez que estava contando isso para alguém – Eu o conheci em um bar, em Toronto, sabia que ele era casado, mesmo assim ficamos juntos por quase dois meses. Apesar de saber que era errado, eu gostava, ele me dava presentes.
- Mas..? — incentivou que eu continuasse a história.
- Uma tarde eu fui ao cinema com umas amigas ele estava lá com a esposa e os filhos, no mesmo dia eu coloquei um fim em tudo – completei – Quero dizer eu sabia que ele era casado e estava traindo a esposa comigo, mas vê-los ali juntos tornava tudo muito mais errado?
- E quanto a nós dois? — me abraçou pela cintura e ficou beijando o meu pescoço – Você sabe que eu estou com a Caroline e ela é sua melhor amiga, mas isso não te impediu de transar comigo.
Eu não respondi nada, apenas fiquei olhando um ponto fixo no chão. Estava tentando não pensar que tinha acabado de trair a minha melhor amiga, ou eu iria acabar enlouquecendo.
- Mas sabe, eu li uma vez que 50% dos homens procuram fora o que eles não tem em casa – continuou – E quer saber, tem uma coisa que a Caroline nunca quer fazer na cama?
- O que? — decidi perguntar, sabia que se não fizesse isso iria ficar curiosa para o resto da vida. Eu e Caroline não costumávamos conversar sobre as nossas vidas sexuais.
- Sexo oral – disse.
Não podia culpá-la. Apesar de eu não ter nenhum problema com isso, a grande maioria das mulheres achava nojento fazer sexo oral nos namorados ou maridos.
- Já entendi aonde você quer chegar – dei um sorriso safado enquanto colocava as duas mãos no seu membro – Você quer que eu faça, não é mesmo?
- Não! — balançou a cabeça negativamente — Eu quero fazer sexo oral em você.
Então ele me fez abriras pernas, ajoelhando na minha frente e começando a beijar a minha intimidade, enquanto brincava com a língua no meu clitóris. Tudo que eu consegui fazer foi agarrar os seus cabelos ajudando com o seu ritmo, sinceramente, não entendo como a Caroline pode não gostar disso.
- Ah! Isso é muito bom! — mordi o lábio inferior com tanta força que eu senti gosto de sangue.
Estava totalmente entretida com as sensações que a língua de Klaus estava me proporcionando que nem ao menos ouvi o barulho de chave.
- Desculpa a demora amor, mas felizmente já está quase tudo pronto para o desfile. E eu trouxe comida, imagino que você esteja com fome – o som da voz da minha amiga fez com que nos separássemos e olhássemos em direção a porta ao mesmo momento – O que está acontecendo aqui? — ela derrubou as sacolas que estava segurando.
- Car! — ele se levantou e foi em direção a namorada – Não é nada disso que você está pensando, meu amor.
- Ah sim, claro, agora você vai me dizer que eu estou tendo uma alucinação – deu um risada nervosa – Por favor, Klaus, não subestime a minha inteligência.
- Ele tem razão, Car – foi a minha vez de falar – Deixa a gente tentar de explicar.
- Antes vistam alguma coisa – nos olhou de cima a abaixo – Vocês estão me dando nojo desse jeito.
Levantei do sofá e peguei todas as minhas roupas do chão antes de correr para o banheiro. Me vesti rapidamente e encostei na porta, não estava com o menor ânimo de sair de encarar a Caroline.
- Car, por favor, me ouça – mesmo lá dentro eu podia ouvir tudo que estava acontecendo na sala – Foi apenas um momento de fraqueza meu.
- Momento de fraqueza? - ela estava gritando tão alto que eu tinha certeza de que o prédio inteiro estava ouvindo – Você sabe que a coisa que eu mais odeio nesse mundo é traição e você vai lá e transa com a minha melhor amiga no sofá da minha sala.
- Sei que o meu perdão não adianta nada nesse momento, mas preciso tentar – continuou – Eu te amo, Caroline e você sabe muito bem disso.
- Eu também te amo, Klaus, mas você acabou de me trair e isso não tem perdão – estava um pouco mais calma – Por favor, vai embora daqui, agora.
- Mas eu preciso pegar as minhas coisas – lembrou – Pelo menos algumas roupas, não posso ficar só com essa, não é mesmo?
- Não quero saber – a próxima coisa que eu consegui ouvir foi o barulho da porta da rua batendo com toda a força, acho que esse era o momento de eu ir até lá.
Minha amiga estava com as duas mãos apoiadas na mesa e chorava descontroladamente. Ela ouviu os meus passos e se virou na minha direção.
- Car... foi tudo que eu consegui dizer.
- Sua vadia de quinta categoria – aproximou-se e deu um tapa no meu rosto, que começou a arder na mesma hora – Como você ainda tem coragem de me bater.
- Espera – consegui segurar os seus braços, ela estava pronta para começar a me bater novamente – Não é assim que vamos resolver isso. Violência não é a solução.
- Para mim parece uma ótima solução – começou a se espernear querendo que eu a soltasse – Pensei que fosse minha melhor amiga. Eu e Klaus estamos juntos há cinco anos e você conseguiu destruir isso tudo em uma noite.
- Eu não fiz isso porque eu quis – agora foi a minha vez de começar a chorar – Se você soubesse o quanto eu estou arrependida pelo que eu fiz.
- Dizer que está arrependida depois de tudo é muito fácil – ela estava com tanta raiva que fazia com que sua força aumentasse, nem sei como conseguia segurá-la – Me solta agora! Eu odeio você, Elena Gilbert!
- Só te solto quando você se acalmar – avisei e aos poucos ela foi ficando mais relaxa – Assim está bem melhor – completei a soltando.
Ainda tinham algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Ela passou a mão pelo cabelo e me olhou de cima a baixo.
- Olha só para você, nem reconheço mais aquela garota tímida de Toronto que veio fazer uma entrevista para alugar um quarto no meu apartamento – deu um longo — E agora ela se transformou em uma vadia que não pode ver ninguém do sexo oposto e já vai abrindo as pernas.
Não podia acreditar que estava mesmo ouvindo aquilo da minha amiga. Tudo bem que ela estava com raiva, mas são palavras fortes.
- E quer saber quem foi que me disse isso? O Klaus – cruzou os braços e continuou a me encarar com um ar de superioridade – Ele pode até ter transado com você, mas nunca será mais do que isso.
- Para a sua informação, foi ele quem me procurou – eu também podia provocá-la, afinal foi ela quem começou – Disse que você não o satisfazia na cama há muito tempo, coisa que eu consegui fazer em apenas algumas horas.
Acho que aquilo foi um pouco de mais, pois eu senti um tapa bem forte do outro lado do meu rosto.
- Se ele provocou você podia ter resistido, era isso que uma boa amiga teria feito – continuou – Mas eu esqueci de que a grande Elena Gilbert tem que provar que pode ficar com qualquer um e assim mostrar que esqueceu o Damon, mesmo sabendo que isso é mentira.
- O que? — gritei mais alto do que estava planejando – Quem foi que disse que eu estou fingindo que esqueci o Damon, é claro que eu esqueci o Damon, há muito tempo.
- E eu vou fingir que acredito – revirou os olhos – Maldita hora que eu concordei em te ajudar a ir embora. Eu devia ter te ignorado e feito você ter voltado para o seu namorado e para os filhos.
- Poupe-me de sua hipocrisia, Caroline – imitei o gesto dela – Você nunca gostou do Damon e não concordava que eu tivesse assinado aquele contrato e tivesse engravidado dele.
- No inicio eu não concordei mesmo, achei que isso te faria pior do que uma prostituta. Mas ao longo dos meses percebi o quanto ele estava te fazendo feliz – falou – Mas agora, a única coisa que não te faz uma prostituta é que você não paga para sair com os caras, porque fora isso, está igualzinha.
Dessa vez fui eu quem deu um tapa na cara dela, sua bochecha ficou vermelha na mesma hora.
- Você não quer ouvir a verdade, mas sabe que é exatamente assim – continuou – Agora, por favor, saia daqui, não quero mais olhar para a sua cara.
Ela foi caminhando em direção a porta da saída quando sentiu uma especie de tontura e se apoiou na cadeira. Eu me aproximei da minha amiga e coloquei e coloquei a mão no seu ombro.
- Você está bem, Car? — perguntei, preocupada.
- Estou bem sim! — respondeu de maneira totalmente brusca – Agora saia daqui, por favor, ou eu vou ter que chamar a policia.
Não disse mais nada, apenas passei por ela e passei em direção ao hall dos elevadores.
Como se o meu dia já não estivesse “bom” o suficiente, o Klaus estava me esperando na saída do prédio.
- Pelo jeito ela também te expulsou de lá da mesma maneira que fez comigo – falou – Acho que nem preciso dizer que preciso de um lugar para ficar e, pelo que o Kol me disse, o quarto de hotel em que você está é grande o suficiente para nós dois.
- Então quer dizer que você está disposto a ficar junto com uma vadia que abre a perna para qualquer cara que conhece? — repeti exatamente o que Caroline havia me dito – A sua namorada te expulsou de casa e agora você quer sexo fácil, é isso?
- Ora, Elena, tenho certeza de que você não vai me negar isso agora — aproximou-se do meu rosto e ficou passando a mão pelo meu cabelo – Você mesmo me disse, lá em cima, que tinha sido maravilhoso transar comigo e agora vai se fazer de difícil?
- Isso foi antes de saber o que você pensava de mim – me afastei bruscamente dele – Tudo bem, eu nunca quis que minha reputação fosse impecável, mas me chamar de vadia é um pouco demais.
- Mas é isso mesmo que você! — perfeito, agora ele ia falar tudo que pensava ao meu respeito – Só nessas duas última semanas você já transou comigo, com o Kol e com aquele cara que foi na festa de lançamento com livro com você, isso que eu estou sabendo, sem contar aquele cara casado com quem você teve um caso. Se isso não é ser uma vadia, não sei o que é.
- E isso não te impediu de dar em cima de mim, não é mesmo? — eu senti as lágrimas arderem os meus olhos, mas eu não iria chorar na frente dele – Espero, do fundo do meu coração, que a Caroline não te perdoe nunca.
Fiz sinal para o táxi que parou na rua. Já dentro do carro eu me permiti chorar, não acredito que tinha sido tão idiota e agora eu tinha perdido a minha melhor amiga, provavelmente para sempre.
Cheguei ao hotel e fui diretamente para o andar em que ficava o meu quarto. Estava abrindo a porta quando Clary apareceu, provavelmente estava me esperando até agora.
- Lena, finalmente eu te encontrei, precisamos discutir a arte da capa da edição francesa do seu livro, a editora me mandou três opções e eu quero a sua opinião – foi quando ela viu o meu rosto totalmente vermelho – O que aconteceu?
- Não foi nada – disfarcei, limpando as lágrimas no meu rosto – Será que podemos conversar amanhã? Eu estou um pouco cansada.
- Claro! — respondeu – Tem certeza de que está tudo bem?
Apenas balancei a cabeça afirmativamente. Fui direito tomar banho que tirar qualquer resquício de Klaus que tivesse no meu corpo, depois eu cai na minha cama e não demorou muito para eu cair na inconsciência.
Notas finais
E acreditem em mim, a Caroline não vai perdoar a Elena assim tão fácil (talvez o Damon a perdoe até antes...)
Espero que tenha gostado das verdades que a Car falou para ela...
***
Sobre a outra fic a votação ficou assim
- Of Love and Shadows: 12 votos
- Pecados íntimos: 6 votos
Apesar disso eu estava pensando em escrever o prólogo das duas fics e postar um pedaço para vocês se decidirem melhor, o que acham?
***
Bom, gente, é isso
Comentem e digam o que estão achando
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