A Nova Proposta
10 Capítulo 9 - Opniões
Notas iniciais
Bom gente, chegamos a impressionante marca de mais de 300 reviews com menos de 10 capítulos postados. Será que conseguimos passar de 1000 até o final da história (quase chegamos a 1000 em Proposta Indecente)
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.
Damon
- Você ficou maluco? — Gaby andava de um lado para o outro na sala do meu apartamento, tudo que eu fazia era continuar sentado no sofá de braços cruzados e a encarando – Sinceramente, pensei que tivesse aprendido depois do que aconteceu há três anos, ou melhor, depois do que aconteceu com a Melissa.
Como já não bastasse minha irmã ser amiga da minha antiga secretária, ela agora também fez amizade com a Rose e acabou descobrindo qual é o próximo lançamento da Salvatore's Publisher. E consequente, é claro, que Elena está aqui em Atlanta atualmente, acho que não é necessário diz que Gaby não ficou nem um pouco feliz com isso.
- É só um livro! — lembrei – Está fazendo um grande sucesso e vai ser muito bom para a editora ter um livro assim no nosso catálogo. Não podia rejeitar só porque a Elena é a autora.
- Ah, mas você pode ter feito isso sim – continuou – Olha, Damon, eu não sou idiota, sei muito bem que você fez isso para poder vê-la novamente, porque ainda não a esqueceu.
- Você está imaginando coisas, Gaby – revirei os olhos – É claro que eu tinha curiosidade de vê-la, mas era mais porque eu queria saber o que se passou pela cabeça quando ela decidiu ir embora há três anos.
- E você não precisa trazê-la até aqui para saber isso – continuava a andar em círculos – Ela foi egoísta, simples assim. Achou que seria muito divertido fazer um filho, mas não teve responsabilidade o suficiente para criar.
É claro que eu não poderia contar toda a verdade a ela. Ninguém na minha família sabia a respeito da proposta que eu tinha feito a Elena e que a ideia original sempre foi eu criar os meus filhos sozinho, só que as coisas foram mudando ao longo da gravidez e nós dois acabamos nos aproximando.
- Deixa eu imaginar, você já conversou com ela não foi mesmo? — não tinha porque eu mentir para ela nesse momento, então eu apenas balancei a cabeça afirmativamente – Eu já devia saber. E o que foi que aconteceu? O que ela falou?
- Ela quer ver os gêmeos – resumi a nossa conversa.
- O que? — dessa vez ela gritou – Agora é oficial, você está mesmo ficando maluco, essa é a única explicação.
- Ora, Gaby, você não me deixou terminar de falar – expliquei – Eu disse para ela que não deixá-la ver os dois.
- Finalmente você fez alguma coisa sensata nessa sua vida – parou para poder me encarar melhor – Como é que ela some por três anos e quer ver os gêmeos como se nada tivesse acontecido.
- Foi exatamente o que eu disse a ela – continuei.
- Mesmo assim, a culpa disso tudo é sua, Damon – reclamou – Se você não tivesse chamado ela para cá nada disso teria acontecido. Ou você acha que ela teria voltado a Atlanta querendo conhecer os gêmeos por livre e espontânea vontade?
Não podia argumentar nada sobre isso, Gaby tinha toda razão. Por mais que Elena tenha dito que não deixou de pensar nos nossos filhos nenhum dia sequer desde que foi embora, sei que ela nunca voltaria se não fosse pelo fato de eu ter chamado e pensar que isso era mentira era só tentar enganar a verdade.
- Tudo bem, Gaby, você está certa, eu fui um idiota por ter comprado os direitos do livro da Elena, mas agora é tarde demais, não tem nada que eu possa fazer – dei de ombros – Não posso simplesmente falar para a empresária dela que eu desisti da publicação sem mais nem menos, o contrato já foi assinado e eu teria que pagar uma alta multa rescisória.
- Certo, essa parte eu entendi – concordou – Mas tudo bem que ela fique por aqui, desde que fique bem longe dos meus sobrinhos.
Deu para ver a grande raiva em suas voz. Conheço a minha irmã há tempo o suficiente para saber que não vai me fazer nem um pouco bem pensar em contrariá-la.
- Pode deixar que ela não vai chegar perto da Gwen ou do Chad – garanti.
Nós dois ouvimos passos vindo do corredor e quando nos viramos Chad estava correndo na nossa direção.
- Filho, o que foi que eu disse sobre correr dentro de casa? — o reprimi na mesma hora.
- Desculpa, pai! -parou e abaixou a cabeça envergonhado – Oi, tia Gaby – completou se virando par a minha irmã.
- Oi, meu amor – sorriu antes de dar um beijo no topo da cabeça dele – Como você está bonitinho. Aonde o senhor pensa que vai desse jeito?
Ele estava vestindo uma calça jeans, uma camisa com a imagem de um desenho animado e um tênis, totalmente arrumado para sair.
- Vamos ao cinema com o tio Stefan – meu filho explicou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- O Stefan vai levar a Rae ao cinema para dar um descanso para a Sutton e perguntou se não podia levar a Gwen e o Chad também – completei para ela – Perguntei e eles adoraram a ideia, melhor do que ficarem trancados em casa o dia inteiro, não acha?
- Mas é claro que sim! — concordou.
- Por que você não vem com a gente, tia Gaby? — Chad voltou a perguntar – Depois do filme, o tio Stefan vai levar a gente para lanchar lá no shopping.
- Parece divertido, mas eu não posso – explicou – Vou me encontrar com a Anna no fim da tarde. As coisas na empresa estão indo muito bem, estamos pensando em contratar mais pessoas para trabalharem conosco.
- Mas que legal, Gaby – sorri, fico muito feliz pela irmã estar fazendo sucesso naquilo que gosta, justamente como eu, ela está até fazendo faculdade de administração – Chad, aonde está a sua irmã? O Stefan já deve estar chegando – dei uma rápida olhada no relógio.
- A Jane está terminando de arrumar ela – explicou.
- Então senta aqui comigo, meu principezinho – Gaby pegou o meu filho no colo e ficou dando vários beijinhos na bochecha dele, fazendo com que começasse a rir – Está vendo, Damon, você não pode deixar que aquela mulher veja essa coisinha fofa.
- Que mulher? — Chad olhou para a tia em dúvida.
- Não é ninguém, meu filho – garanti, direcionando um olhar mortal para Gaby, ela não tinha nada que ter falado nisso – Sua tia só está brincando – por sorte ele parecia ter acreditado.
Não demorou muito para Jane aparecer com Gwen, também arrumada. Cerca de cinco minutos depois o porteiro avisou que Stefan estava subindo. Rae já saiu de dentro do elevador correndo em direção aos primos.
- E então crianças, prontos para irmos? — Stef já entrou perguntando – Temos que ir logo para o shopping, a fila para o cinema deve estar enorme.
- Sim! — os três responderam ao mesmo tempo.
- E qual filme que vocês vão assistir? — decidi perguntar – Ou vocês vão escolher quando chegarem lá?
- A Rae quer assistir Meu malvado favorito 2 – explicou – Não é mesmo, minha princesinha?
- É, vai ser muito legal! — afirmou – Papai me mostrou o trailer no computador, os Minions são muito engraçados.
- São mesmo! — Gwen concordou com ela – E eles são mesmo, e também são muito bonitinhos.
- Credo, eles são horríveis! — foi a vez do meu filho fazer uma careta para a irmã.
- Eles são bonitinhos sim! — defendeu, sabia muito bem que se deixassem eles continuariam com aquela discussão por horas.
- Tudo bem, vocês podem conversar sobre isso no carro – meu irmão falou enquanto fazia eles caminharem até o elevador – Agora vamos.
Ele se despediu de mim e de Gaby antes da porta automática se fechar. A sala ficou em total silêncio rapidamente.
- Bom, acho que eu também já estou indo embora – minha irmã avisou enquanto se levantava – Imagino que você esteja querendo ficar sozinho para relaxar um pouco sem as crianças por perto.
- Que isso, Gaby, você pode ficar – garanti – Na verdade eu estava querendo correr no parque, se você quiser ir comigo.
- Parece uma boa ideia – concordou – Correr é sempre um bom exercício, vou com você.
- Perfeito! — sorri – Vou trocar de roupara para podermos sair.
- Sabe, Damon, não pude deixar de perceber o quanto você parece mais animado nesses últimos dias – observou – Se eu não te conhecesse, diria que está apaixonado.
Imediatamente a imagem de Hermione surgiu na minha cabeça, seus olhos castanhos e seu lindo sorriso. Não sei por que eu eu estava pensando tanto nela ultimamente.
- Ora, deixa de bobagem, irmãzinha – revirei olhos como se aquilo fosse um grande absurdo – Até parece que eu estou apaixonado. De onde você tirou isso.
- Não teria problema nenhum nisso – deu um sorriso malicioso – Contanto que não seja pela Elena, é claro.
Ignorei totalmente o que minha irmã estava falando antes de caminhar em direção ao corredor. Em poucos minutos eu estava de volta e saímos em direção ao parque que não fica tão longe do meu apartamento.
Demos uma volta pela pista de corrida e tenho que admitir que isso estava me fazendo muito bem. Fazia tanto tempo que eu não me exercitava, preciso criar uma rotina.
- Será que nós podemos parar um pouco para tomar água? — minha irmã parecia que ia colocar um pulmão para fora.
- Serio que você já está cansada, Gaby? — olhei espantada para ela – Quantos anos você tem? Uns 80?
- Engraçadinho? — fez uma careta para mim antes de sentar em uma cadeira do quiosque que tinha ali – Péssima hora que eu aceitei correr com você.
- Sedentarismo é uma coisa muito feia Gabrielle – brinquei – Vou comprar uma garrafa de água para você.
Quando voltei tinha uma cachorrinha com o laço roxo cheirando a perna de Gaby. Não sou especialista em raças, mas acho que é um Shih tzu.
- Oi, bonitinha! — ela abaixou e ficou brincando com a cachorrinha – Você está perdida, é isso?
- Alguém deve estar procurando por ela — comentei.
- Então depois nos vamos procurar os seus donos – a pegou no colo – Mas primeiro, a água.
- Meg? — ouvimos alguém gritando ao longe e a cachorrinha começou a latir a abanar o rabinho quase pulando da mão de Gaby – Meg, aonde você está?
- Acho que a encontrei! — ela disse, de volta.
- Que bom! Meg, um dia você ainda me mata de preocupação – eu estava com a cabeça abaixada olhando a minha garrafa por isso não i quem estava se aproximando, mas aquela voz era extremamente familiar.
- Hermione? — quando olhei para a frente, tive a confirmação de quem era.
- Damon! — sorriu assim que me viu – Que surpresa te encontrar por aqui e você ainda encontrou a Meg!
- Acho que estou um pouco desatualizada aqui – Gaby ficou olhando de um para o outro repetidas vezes.
- Claro, que cabeça a minha, esqueci de fazer as apresentações – bati a mão na testa – Essa daqui é Hermione Granger é uma das editoras da Salvatore's Publisher – continuei – E essa daqui é a Gabrielle Salvatore, minha irmã mais nova.
- Sou a irmã favorita dele – não pude deixar de revirar os olhos com esse comentário – Claro que sou a única.
- É uma prazer conhecê-la, Gabrielle – Hermione estendeu a mão para ela – Já trabalho com o Damon há mais de um ano e ainda não conhecia ninguém da sua família.
- Interessante! — ela estava com aquele olhar de quem, eu sabia muito bem, estava querendo aprontar – Mas por favor, me chame de Gaby. Meus pais me chamavam assim quando estavam com raiva e eu sempre tenho a impressão de que estou fazendo algo errado quando me chamam de Gabrielle.
- Tudo bem, Gaby – se corrigiu – Então me chame de Hermione ou de Mione, é assim que os meus amigos me chamam.
- Então vou te chamar de Mione, pois espero que sejamos amigos – avisou – Bom, eu preciso ir embora, vou me encontrar com a minha sócia.
- Pensei que fosse ser só mais tarde? — achei muito estranho, afinal ela tinha concordado em ir correr comigo porque tinha tempo para isso.
- Mas eu ainda preciso ir em casa e tomar banho – aquela foi a pior desculpa que eu já ouvi, como se o seu apartamento ficasse muito longe daqui – Eu te ligo mais tarde, Damon! Foi bom conhecê-la, Mione! E boa sorte para vocês dois.
Ela deu um sorrisinho antes de se afastar. Eu já devia saber que ela estava pensando algo que não existia.
- Desculpa por isso, a minha irmã é um pouco maluca às vezes – tentei me explicar – Mas você aprende a amar todos esses defeitos com o tempo.
- Tudo bem, ela parece legal – comentou enquanto prendia a guia no resto da coleira de Meg – Bom, acho melhor continuarmos a andar e agora tenho que rezar para ela não se soltar novamente. Foi bom te ver, Damon, e mais uma vez, obrigada por encontrar a Meg.
- Não foi nada – garanti – Sabe, eu estava correndo, mas eu acho muito solitário fazer isso sozinho. Será que eu posso te fazer companhia na sua caminhada.
- Eu vou adorar a sua companhia – abriu um enorme sorriso enquanto respondia.
Meg parecia muito feliz andando rapidamente pela pista de corrida e Hermione estava bem paciente com ela, provavelmente devia fazer isso sempre.
- Tudo bem, Meg, agora vamos dar uma parada – avisou enquanto caminhava em direção a um banco de madeira que ficava em frente ao lago e eu as segui.
Sentou-se enquanto pegava uma garrafa embutida com potinho de cachorro e derramava água. No momento em que a colocou no chão ela se aproximou e bebeu ferozmente.
- Ela parece ser bem tranquila – comentei enquanto me sentava ao lado de Hermione – Isso quando não está correndo como uma maluca, é claro.
- Acredite em mim, a Meg é uma cachorrinha bem tranquila – explicou – Hoje que ela está bem elétrica, deve ser o ambiente do parque. Normalmente a levo para passear com perto do meu prédio, mas decidi fazer uma coisa diferente.
E isso explicava tudo. Normalmente eu vinha muito aqui para trazer os gêmeos ao parquinho e nunca a tinha visto aqui.
- Mas sabe, se os meus filhos estivessem aqui iriam ficar loucos – disse – Eles adoram cachorros, principalmente a Gwen.
- Você devia comprar um cachorro para eles, animais de estimação são importantes para as crianças ganharem responsabilidade – avisou – E é uma boa ideia ser um cachorrinho pequeno, tipo Shih tzu, eles não crescem muito, são bons para apartamento.
- Confesso que já pensei em comprar um cachorro para eles – admiti – Mas eu tenho medo de como vai ser quando o cachorro morrer, não aguento ver os meus filhos chorarem.
- Você pode fazer igual os meus pais – sugeriu – Quando eu era criança, eu tinha um coelho e uma vez, quando cheguei em casa depois do acampamento de verão, ele não estava mais lá e meus pais disseram que o levaram para a fazenda dos meus avós. Fui até lá e o procurei, mas não encontrei, só algum tempo depois eu descobri que na verdade ele estava enterrado lá.
- Parece chocante – ri e ela imitou o o meu gesto – Não estou dizendo que vou mesmo comprar um cachorro para eles, mas, se eu for, você me ajuda?
- Mas é claro, eu te levo no petshop em que eu comprei a Meg – respondeu – Foi logo depois que eu me mudei de Londres para cá. Era a primeira vez que eu ficava longe da minha família e também tinha acabado de terminar com o meu namorado.
- Arranjar um cachorro para substituir o namorado – observou – Algo bem normal, as pessoas fazem isso toda hora.
- Engraçadinho – mostrou a língua para mim em um gesto infantil – Mas agora, se você quiser, pode me contar o que está errado.
- Quem foi que disse que tem alguma coisa errada comigo? — a olhei em dúvida, era verdade, eu ainda não tinha conseguido para de pensar na minha última conversa com Elena, mas não sei como ela tinha percebido.
- No momento em que te encontrei, percebi que tinha alguma coisa errada – admitiu – Você não precisa me contar, mas se quiser desabafar, eu estou aqui – colocou a mão sob a minha.
- Certo! — concordei com a cabeça – Acontece que a mãe dos gêmeos decidiu aparecer depois de três anos.
Claro que eu não contei para ela quem era. Essa seria uma situação muito difícil de explicar.
- Oh, entendo! — falou – Bom, isso é uma coisa boa, não é? Pelo menos para os gêmeos.
- Não é exatamente – dei de ombros – Ela quer vê-los , mas não sei se é uma coisa boa. Tenho medo que os dois saíam magoados.
- Por que se ela teve coragem de ir embora uma vez ela pode fazer isso novamente? — completou o meu raciocínio.
- Exatamente – afirmei — A Gaby acha que eu não devo deixá-la chegar perto dos gêmeos de maneira nenhuma.
- Você quer saber a minha opinião? — quis saber – Acho que você deveria dar uma chance para ela. Apesar de não ser uma boa mãe, é a única que eles tem e os dois tem o direito de conhecê-la. Não vai querer tirar isso dos seus filhos, não é mesmo?
- As coisas não são simples assim – continuei.
- Pois para mim parecem bem simples – deu de ombros – Acho que você deveria pensar nessa possibilidade.
Mas eu não conseguia pensar em mais nada no momento. A mão de Hermione ainda estava sob a minha e todas as minhas atenções estavam voltadas para isso.
- E então, você vai pensar na possibilidade de deixar os gêmeos conhecerem a mãe? — a nova pergunta dela me tirou dos meus devaneios.
- Claro que vou pensar – concordei com a cabeça – Afinal, que mal pode fazer? Seria só uma vez.
- Exatamente! — sorriu – Vai ser uma coisa boa, tenho certeza de que os gêmeos irão ficar felizes com isso.
Peguei a minha mão, que não estava embaixo da dela, e passei pelo seu rosto delicadamente. Podia sentir a sua pele macia por debaixo dos meus dedos.
- Você é tão linda... — disse totalmente sem pensar, na mesma hora vi que suas bochechas tinha ficado vermelha – E fica mais ainda envergonhada.
Então eu a beijei, a princípio ela ficou sem reação, mas logo entreabriu os lábios permitindo que minha língua explorasse todos os cantos de sua boca, podia sentir o gosto de morango do seu gloss labial, meu sabor preferido a partir de hoje. Hermione soltou um pequeno gemido e não pude deixar de sorrir em meio ao beijo.
O som do meu celular tocando fez com que nos separássemos e ficássemos nos encarando assutados, ambos ofegantes, ela estava com os lábios vermelhos e levemente inchados e sabia que não deveria estar muito diferente disso. O toque incensante do telefone me fez parar de encará-la e retirar o aparelho do bolso.
- É o meu irmão – disse depois de olhar o identificador de chamadas – Oi, Stefan! Aconteceu alguma coisa?
- Não, está tudo bem – garantiu – O filme acabou e estamos aqui na praça de alimentação lanchando. E não se preocupe que as crianças se comportaram muito bem.
Foi então eu reparei que estava começando a escurecer, tinha perdido completamente a noção do tempo.
- Mas que bom! — disse, por fim.
- Bom, eu só estou ligando para dizer que estaremos saindo daqui em, mais ou menos, uma meia hora – continuou – Eu liguei para a sua casa e ninguém atendeu. Então quero saber se você já está indo para casa ou é para eu levar Chad e Gwen para a minha.
Hoje é sábado e Jane sempre vai embora no meio da tarde e só volta na segunda-feira de manhã. A essa hora o apartamento deve estar totalmente vazio.
- Na verdade eu já estou indo para casa – avisei em seguida – Vou estar esperando você lá.
- Então até daqui a pouco, Damon — completou antes de desligar.
Coloquei o telefone novamente dentro do bolso e olhei para Hermione que fingia brincar com Meg, provavelmente para não precisar me encarar.
- Eu preciso ir! — avisei enquanto me levantava.
- Nós também precisamos ir, não é mesmo, Meg? — pegou a cachorrinha no colo – Essa mocinha aqui andou muito e deve estar exausta.
- Então tchau, Mione – usei o apelido que ela tinha dito para Gaby – Nós vemos na segunda-feira.
Inclinei-me para beijá-la, mas dessa vez no rosto. Ela deu um sorriso sem graça antes de se afastar.
Todo o caminho até o meu apartamento não pude deixar de pensar naquele beijo que tinha acabado de trocar com Hermione, tinha sentido uma eletricidade correr todo o meu corpo como eu não sentia há três anos. Assim que entrei no prédio e fui direto para o elevador, me encostei na parede enquanto levava a mão aos lábios, fiquei totalmente recluso desde que os gêmeos nasceram, talvez essa seja a hora de voltar a me envolver com alguém.
Notas finais
E será que o Damon vai seguir os concelhos da Hermione e vai concordar da Elena conhecer os gêmeos?
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Ajudinha visual
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Como eu tinha prometido, aqui está o trecho do prólogo de uma das fics que eu to pensando em postar quando essa aqui acabar.
Esse daqui é um trecho de Of Love and Shadows:
"O transito em Nova York estava bem tranquilo naquela noite. Passou grande parte do caminho olhando a rua pela janela do passageiro, totalmente perdida nos meus pensamentos.
O que foi, meu amor? - Stefan passou a mão pelos cachos do meus cabelo quando paramos em um sinal vermelho Você parece triste com alguma coisa?
Foram as fotos que minha mãe me mandou dei de ombros, sem parar de olhar pela janela É impossível evitar certas lembranças daquela tempo. Não temos preocupação na infância, é uma ótima época.
Deixa eu adivinhar do que você está falando colocou a mão no queixo fingindo estar pensativo Elena?
O que mais seria? dei um longo suspiro Ela é minha irmã e não posso deixar de sentir saudades. Tudo aconteceu de uma maneira muito idiota.
Simplesmente aconteceu, não foi culpa de ninguém continuou Tenho certeza de que um dia ela vai nos perdoar e vocês duas vão voltar a ser as irmãzinhas unidas de sempre.
Duvido muito que isso aconteça, conheço a Elena e ela pode ser muito teimosa quando quer falei com toda a sinceridade É uma das poucas coisas que temos em comum.
Tenho uma ideia sugeriu O que acha de, depois do bebê nascer, nós formos procurar a Elena? Passamos na Julliard, não vai ser difícil encontrá-la.
Sério? - fiquei bem animada com a ideia dele Você promete que vai me ajudar a procurá-la.
Claro que sim garantiu Deixo vocês duas conversando, a vontade. Tenho certeza de que vão se acertar.
Você é mesmo o melhor marido do mundo, Stefan dei um beijo estalado na sua bochecha.
Faço que posso deu de ombros, foi nesse momento que o sinal abriu e ele saiu com o carro."
No capítulo de sábado eu coloco o trecho de Pecados Íntimos para vocês;
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Só mais uma coisa. Eu tenho lido todos os comentários de vocês e não pude deixar de perceber o quanto vocês estão "amando" a Elena nessa história e em mais de um comentário já falaram que preferiam que ela e o Damon fiquem juntos no final da fic.
Claro que a fic é Dalena, mas eu também já planejei um outro final que acabaria Damione e queria saber a opinião de vocês.
Acham que a fic deve acabar Dalena ou Damione? (de qualquer maneira, seja qual for o final que vocês escolheram, eu escrevo o outro final de bônus como um epílogo alternativo).
Por favor, votem.
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Então é isso,
comentem e digam o que estão achando.
Recomendações?
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