A Nova Proposta
4 Capítulo 3 - Tudo acertado
Notas iniciais
Mas, voltando a fic, eu quero agradecer a Camila Nogueira CahNog pela linda recomendação (já são 4, e só tem três caps postados) e também pelos lindos comentários de vocês (já estámos com quase 100).
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.
Damon
- Tudo bem, Jane, deixa que eu atendo! — caminhei em direção a porta do elevador no momento em que a campainha, avisando que ele tinha chegado ao meu andar, tocou.
Abri a porta e lá estavam Gaby e o namorado, Will, não posso dizer que eu aceitei bem o relacionamento dos dois, mas eles já estão juntos há quase quatro anos e provavelmente vão se casar muito em breve, acho que não tem mais nada que possa ser feito.
- Oi, Damon – minha irmã estava um enorme sorriso – Trouxe um pote de sorvete de brigadeiro.
- Não precisava – respondi enquanto retirava a sacola da mão dela – A Jane fez uma torta de caramelo.
- Mas esse é o sorvete favorito das crianças – lembrou – Queria fazer uma coisa para agradar os meus sobrinhos.
- Você mima demais esses dois – revirei os olhos – Mas lembre-se, só depois do jantar ou então os dois vão perder a fome.
- Pode deixar, irmãozinho – levantou as mãos em sinal de rendição – Mas e então, você não vai nos convidar para entrar?
- Oh sim, é claro – dei espaço para que os dois passassem – Por favor, entrem.
- Tia Gaby! — Gwen e Chad vieram correndo na nossa direção a abraçaram as pernas da minha irmã.
- Oi, meus amores – ajoelhou-se para ficar na altura deles – Eu trouxe uma surpresa para vocês, mas só depois do jantar.
- Oba, surpresa – minha filha levantou os dois bracinhos – Tia, vem no meu quarto, quero te mostrar como é que estão as minhas bonecas.
- Claro, vamos sim – levantou-se totalmente disposta.
- Mas que bobagem, Gwen – Chad cruzou os braços enquanto criticava a irmã – A tia Gaby conhece as suas bonecas.
- Só que ela quer ver – respondeu, quando os dois começavam a discutir assim era muito engraçado, na maioria das vezes não passava disso, somente duas vezes eu tive que separar uma briga – Não é mesmo, tia?
- Mas é claro, minha linda, vamos lá – a pegou no colo – Se você quiser vir também, Chad, será muito bem-vindo.
- Eu quero sim – saiu correndo atrás das duas.
- Bom, eu vou colocar esse sorvete no congelador – avisei quando os três tinham saído da sala – Você aceita beber alguma coisa?
- Por enquanto nada – Will respondeu – Hoje eu estou dirigindo, então não posso ingerir bebidas alcoólicas.
- Exatamente – concordei – É bom saber que você se preocupa com o bem-estar da minha irmã.
- Tudo que eu fizer na minha vai ser pensando nela, Damon – garantiu – Eu amo a Gaby e faço qualquer coisa por ela.
Dei um sorriso para ele, é muito bom saber que minha irmãzinha tinha encontrado a felicidade. Às vezes eu tenho um pouco de inveja deles, se Elena estivesse aqui comigo eu também não mediria esforços para fazer tudo por ela.
- Aqui está a sobremesa que a Gaby trouxe – disse entrando na cozinha, Jane estava em frente ao fogão olhando alguma coisa dentro do forno – O cheio está muito bom, se quer saber a minha opinião.
- Estou fazendo aquela lasanha de camarão que a sua mãe adora – explicou – É tão raro eles virem aqui que eu decidi fazer uma coisa especial.
As refeições em família continuam acontecendo, todas as semanas, normalmente é na casa dos meus pais, mas às vezes pedimos para ser em um lugar diferente. Essa semana a minha casa foi a escolhida, então eu pedi para ser um jantar no sábado a noite, assim eu teria Jane para me ajudar, já que domingo é a folga dela.
- Também fiz um prato de macarrão com molho branco – continuou – Não sei quanto a Rae, mas a Gwen e o Chad não gostam muito de camarão.
- É uma boa ideia mesmo – concordei fazendo uma careta, foi nesse momento que a campainha tocou mais uma vez – Acho melhor eu ir atender.
Dessa vez era os meus pais. Minha mãe já foi me perguntando se eu estava bem e perguntando se estava me alimentando direito, como sempre.
- Mãe, eu estou bem, é sério – garanti.
- Certo – não disse mais nada a respeito do assunto – E aonde é que estão os meus netinhos?
- No quarto da Gwen com a Gaby, é claro – respondi – Aquela dali tem mais paciência com os dois até do que eu mesmo.
- Fico imaginando como vai ser quando ela tiver os próprios filhos – continuou – Tenho certeza de que Gaby será uma ótima mãe.
- Isso em um futuro bem distante – meu pai se intrometeu – Gaby está com 21 anos, ainda é muito nova para pensar em ser mãe.
Quanto a isso eu tinha que concordar, já tinha sido um grande esforço aceitar que minha irmã caçula estar namorando, agora tendo filhos é demais para o meu psicológico, ainda preciso de alguns anos de preparação. Além disso, Elena tinha exatamente a mesma idade quando engravidou dos gêmeos e a desculpa dela para ir embora foi de que era muito nova para começar a formar uma família.
- Você não vai se defender, Will – minha mãe se virou para o genro agora – Vocês dois já estão namorando há um bom tempo e moram juntos há quatro meses. Não seria um escândalo tão grande assim se vocês tivessem um filho.
- Acredite em mim, senhora Salvatore, se dependesse de mim esse filho já estava a caminho – garantiu – Quem não quer é a sua filha.
- Gaby está começando a subir no meu conceito em relação a isso – brinquei.
Não demorou muito para a meu irmão chegar juntamente com a esposa e os filhos. Desculpou-se pela demora e disse que o transito desde a casa deles estava um caos.
- E como é que está o meu netinho? — minha mãe se aproximou de Sutton, que estava segurando um “embrulho” azul – Como ele está grande,
- Não é nenhuma surpresa, afinal ele mama tanto – comentou – A senhora quer segurá-lo um pouco?
- Mas é claro! — passou o bebê para os braços dela – Ele estava dormindo quando saímos de casa, só que ele dormiu no carro.
- Mas não tem problema – minha mãe estava com aquele mesmo sorriso bobo que fazia quando segurava o Chad, a Gwen e a Rae logo que os três nasceram.
Teodore Alexander Salvatore, ou simplesmente, Ted, é o segundo filho de Stefan e Sutton. Ele nasceu há apenas três meses e só aumentou ainda mais a felicidade da nossa família.
- Tio, Damon – Rae estava puxando a barra da minha calça – Será que eu posso ir lá dentro brincar com a Gwen e o Chad?
- Mas é claro que sim – respondi – A sua tia Gaby também está lá e alguém vai chamar vocês quando a comida estiver pronta.
- Oba! — ela saiu correndo em direção a corredor, sabia muito bem qual era o caminho.
Rae é somente alguns meses mais velha que Chad e Gwen, por isso o três são muito unidos. Sempre fiquei muito feliz com isso, pois além de primos eles serão amigos pelo resto da vida.
Não demorou muito para o jantar ser servido, a comida estava mesmo uma delícia. Já estávamos tomando a sobremesa quando o meu celular tocou, era Alaric.
- Acho melhor eu atender – avisei – Pode ser alguma coisa importante sobre a editora e é melhor eu resolver de uma vez por todas.
- Tudo bem, querido – foi a minha mãe quem respondeu – Vamos ficar bem aqui, só tente não demorar muito.
Concordei com a cabeça antes de me levantar e me dirigir até o meu escritório aonde eu poderia atender o telefone sem problema nenhum.
- O que aconteceu, Ric? — já atendi dessa maneira.
- Desculpa estar te interrompendo em pleno sábado – avisou – Mas você precisa entrar no site do jornal de Toronto, acho que eu acabei de encontrar a Elena.
- Como assim? — aquela história estava um pouco confusa.
- Elena Gilbert, a mãe dos seus filhos? — lembrou e eu não pude deixar de revirar os olhos, lógico que eu sabia quem era ela – Parece que ela lançou um livro e a festa de lançamento foi ontem a noite, em Toronto.
- Eu já sei de tudo isso – apenas dei de ombros – Na realidade, estou negociando com a empresária dela para lançar o livro dela aqui nos Estados Unidos.
- Como assim, Damon – gritou tão alto que eu tive que afastar o telefone alguns milímetros da minha orelha – Você quer publicar o livro que ela escreveu, é isso mesmo?
- Ela escreveu sobre a proposta que eu fiz a ela, sobre a nossa história – expliquei – É lógico que eu fiquei curioso de ler.
- E o que foi que aconteceu com o “ela me largou e nunca mais quero vê-la na minha frente” — percebi o tom de ironia na sua voz.
- Olha, Ric, não é como se fossemos nos reencontrar e ficarmos juntos novamente, porque isso não vai acontecer, de jeito nenhum – garanti – Mas eu preciso de algumas explicações, aquele bilhete não foi motivo o suficiente para mim.
- Tudo bem, Damon, não vou mais discutir com você – deu um longo suspiro depois de falar – Mas você deveria dar uma olhada nas fotos dessa festa, são no mínimo interessantes.
Eu disse que iria pensar em ver ou não e então desliguei o telefone. Infelizmente a minha curiosidade foi maior que qualquer outra coisa, então eu liguei o computador e coloquei no jornal de Toronto, a notícia da festa de lançamento de “Proposta Indecente” estava na página principal.
A principio, nenhuma novidade; tinha algumas fotos com os pais dela e os irmãos, Caroline e Tyler também estava lá. Mas uma foto me chamou a atenção, lá estava Elena acompanhando de um moreno que estava identificado na legenda como Victor Krum, jogador de hóquei da equipe da U of T. Confesso que não fiquei surpreso, não imaginei que ela estivesse mesmo sozinha todos esses anos, mas vê-la com alguém era no mínimo doloroso. Gostaria de saber qual era o grau de relacionamento deles.
- Ai está você – Gaby abriu a porta do escritório – Não acredito que você está trabalhando no meio do jantar em família.
Ela se aproximou da mesa e olhou para a tela do computador, aonde a foto de Elena ainda estava aberta. Vi minha irmã desfazer o sorriso na mesma hora.
- Não acredito que você está mesmo vendo foto dessa mulher – reclamou.
- Não foi por querer – tentei me explicar – O Ric ligou dizendo sobre essa reportagem e eu vim ver do que estava falando.
- Não interessa sobre o que estão falando a respeito dela – continuou – Ela não merece nem que você se lembre da sua existência.
É claro que eu não falei a respeito do livro, muito menos que eu estou querendo publicá-lo. Elena e Gaby estavam ficando amigas, mais depois que ela foi embora o seu nome é tão proibido de ser pronunciado quanto o de Melissa.
- Viu só, ela já está até com outro – apontou para a foto – Damon, já faz três anos e ela nem ao menos ligou para saber como vocês estão, não se importou nem mesmo com os filhos. Sei que não não é nada fácil criar duas crianças sozinho, mas você tem uma família que te ama e que vai ter ajudar em tudo que você precisa com eles.
- Tem razão – dei um longo suspiro e fechei a página – Para ser sincero, eu nem sei porque eu vi aquela página.
- Por que você é um fraco que ainda é apaixonado por ela, mesmo não merecendo – respondeu.
- Como você é cruel, Gabrielle – me fingi de ofendido.
- Mas não se preocupe, porque a sua irmãzinha está aqui para te ajudar nisso – avisou – E o primeiro passo e arranjar uma outra pessoa.
- Sério mesmo? — revirei os olhos – Já não basta a mamãe, agora você também vai ficar tentando me convencer a arranjar uma namorada?
Depois do nascimento dos gêmeos minha mãe até que parou com essa história de querer que eu me casasse. Mas eu ainda me lembro perfeitamente, a pressão era tanta que eu fui obrigado a fazer aquela proposta para Elena.
- Aposto que devem ter várias mulheres, até mesmo na editora, que adorariam sair com você – continuou Mas tudo bem, não vou mais falar sobre isso.
- Acho bom, mesmo – observei.
- Vamos voltar lá para a sala – mudou de assunto – Stef e Sutton estão querendo ir embora, mas não antes de se despedirem de você.
- Sim, vamos lá – concordei, enquanto me levantava.
Depois que meu irmão foi embora, ainda ficamos conversando por mais um tempo até que meus pais, Gaby e Will foram para as suas casas também. Levei eles até a porta do elevador e, quando voltei, encontrei meus filhos adormecidos no sofá, não pude deixar de sorrir com essa cena.
- Com licença, senhor Salvatore – Jane estava parada na porta da cozinha – Quer ajuda para levar o Chad e a Gwen para o quarto?
- Não precisa, Jane, eu mesmo posso fazer isso – disse – Vá descansar, amanhã você sai daqui bem cedo.
- Está bem – concordou com a cabeça – Boa noite.
Levei meus filhos cada um para o seu quarto e troquei suas roupas antes de colocá-los na cama. Depois foi a minha vez de deitar também, estava tão cansado que dormi quase que instantaneamente.
Acordei na manhã seguinte com um movimento na minha cama. Abri os olhos com certa relutância e encontrei os dois pulando alegremente.
- Como é que vocês dois podem acordar com tanta disposição? — reclamei, foi nesse momento que eles perceberam que eu tinha acordado.
- Hoje é domingo, papai – Chad comentou, enquanto se sentava bem em frente a mim – O que nós vamos fazer?
- Eu quero ir ao parque! — Gwen imitou o gesto da irmã – Brincar e tomar muito sorvete.
- Sim! — ele concordou com a cabeça também.
- Certo! — passei a mão pelos cabelos – O que acha de irmos tomar café da manhã naquela padaria aqui perto e depois passamos o dia inteiro no parque.
Eles adoraram a minha ideia e começaram a pular novamente. Era claro que eu sempre arranjava um tempo para ficar com os meus filhos, todos os dias, mas domingo era somente para nós três e sempre procurávamos fazer alguma coisa diferente todas as semanas.
Foi nesse momento que meu celular começou a tocar. Dei uma olhada no identificador de chamadas e vi que aquele não era um número daqui de Atlanta.
- Crianças, será que vocês podem parar de pular um minuto? — pedi – Papai precisa atender essa ligação.
Eles pararam de pular e ficaram sentados enquanto cochichavam e riam entre si. Então eu apertei o botão para aceitar a chamada.
- Damon Salvatore, falando! — disse.
- Senhor Salvatore, aqui é Clarissa Fray, empresária de Elena Gilbert – a ouvi dizer do outro lado da linha – Conversamos ainda essa semana sobre a publicação do livro ai nos Estados Unidos.
- Oh sim, claro que me lembro – respondi – Disse que iria pensar na minha proposta de publicação.
- Analisei o e-mail que a sua secretária me mandou ainda na sexta-feira – explicou – Eu aceito a proposta da sua editora de publicar o livro nos Estados Unidos.
- Perfeito – disse, mas na verdade eu estava pulando por dentro – E quando é que vocês poderão vir aqui assinar o contrato de publicação.
- A senhorita Gilbert ainda tem alguns compromissos aqui Toronto essa semana devido ao lançamento do livro no Canadá – explicou – O que acha de marcarmos para daqui há duas semanas.
- Para mim parece ótimo – concordei.
Não pude deixar de pensar se Elena sabia que era a Salvatore's Publisher quem iria publicar o seu livro ou se ela deixou tudo nas mãos da empresaria. Será que ela teria dito sim com tanta facilidade se soubesse?
- Então nos vemos daqui há duas semanas – completou – E muito obrigada por tudo, senhor Salvatore.
- Eu é quem tenho que agradecer – disse – Tenho certeza de que não irá se arrepender dessa parceria.
Tinha certeza de que estava sorrindo quando desliguei. Estava mesmo tudo saindo da maneira que eu planejei.
Por que você está sorrindo, papai? — a voz de Gwen interrompeu os meus pensamentos.
- Não é nada de especial – comecei a fazer cosquinha nela e em Chad também, os dois estavam gargalhando – E então, meus dois curiosos, vamos fazer o que estávamos planejando para hoje?
- Sim! — responderam ao mesmo tempo, então eu os peguei no colo e me levantei para sair do quarto
Claro que não podia deixar de pensar nos meus filhos. Será que Elena iria querer vê-los ou vai rejeitá-los da mesma maneira que fez quando foi embora? Não tenho a menor ideia do que vai acontecer nesse reencontro mas só sei que preciso protegê-los, a qualquer custo, e é o que irei fazer.
Notas finais
E acho que deu para ver que a Lena não é uma pessoa muito querida pela família Salvatore, não é mesmo? (pelo menos não mais...)
***
Ajudinha visual:
Rae: http://farm4.static.flickr.com/3230/2830237056_b77105c434.jpg
Ted: http://farm4.static.flickr.com/3294/3049470986_8017e00000.jpg?v=0
***
Bom gente, é isso
Comentem e digam o que estão achando.
Recomendações?
Fale com o autor