A Nova Proposta
5 Capítulo 4 - Atlanta?
Notas iniciais
Aqui está o cap novo, espero que gostem...
Elena
- Então quer dizer que sua irmã está ficando com o seu ex-namorado? — April disse depois que eu contei toda a história sobre a festa de sábado para ela – Sinceramente, Lena, não sei se estaria tão calma assim quanto você.
Era meio dia de segunda-feira, eu e April estávamos em dos restaurantes ao ar livre que tem em Toronto. Sempre almoçávamos juntas pelo menos uma vez por semana desde que eu voltei a morar aqui.
- Não sei porque eu não estaria calma – dei de ombros – Eu e Tyler tivemos um rápido relacionamento, ficamos juntos por menos de dois meses, nem mesmo chegamos a transar.
- Você também não tinha transado com o Matt – lembrou – E isso não a impediu de fazer isso agora.
Isso era verdade, eu tinha dormido com meu ex-namorado, mas por curiosidade do que por qualquer outra coisa. Não posso dizer que tenha sido ruim, só que eu não repetiria, e hoje em dia nós dois continuamos bons amigos como sempre.
- Com o Matt era diferente, afinal, apesar de sermos mais novos, nosso namoro foi bem mais sério – expliquei – E o nosso relacionamento nem foi tão casto assim.
- Ok, isso é informação demais para a minha cabeça – tapou os ouvidos com a mão em um gesto bem infantil, não pude deixar de revirar os olhos – Isso já é informação demais para a minha cabeça.
- Certo! — levantei as mãos em sinal de rendição – E além disso, os dois parecem felizes, e eu também fico feliz por eles.
Foi nesse momento que dois caras sentaram na mesa atrás da nossa, eram um moreno e um loiro. O segundo não parava de me olhar e eu também não me fiz de inocente; joguei todo o meu cabelo para um lado, deixando parte do meu pescoço a mostra e o encarei, dando o meu melhor sorriso.
- Eu conheço esse seu olhar, Elena Gilbert – minha amiga comentou – Pode ir contando agora mesmo, quem é a “vitima”?
- O cara que está ai atrás – respondi – Mas olhe discretamente, por favor.
E foi o que ela fez. April fingiu que estava mexendo em alguma coisa na bolsa para poder olhar para trás.
- O loiro ou o moreno? — perguntou depois de virar para mim novamente.
- O loiro – respondi, ele agora conversava com o amigo, mas não parava de me olhar – O que achou?
- Ele é lindo! — concordou comigo.
- Mas é melhor você tirar o olho, senhorita Young, eu vi primeiro – fingi ameaçá-la, mas depois sorri.
- Não disse nada sobre isso – respondeu – Mas e quanto ao Victor? Pensei que vocês estivessem sério, ele foi com você a festa de lançamento do livro de tudo mais.
- Nós ficamos juntos com uma certa frequência e tudo mais – comentei – Mas ele é livre para sair com outras e eu também.
Ela não disse mais nada. Sabia muito bem que minha amiga não aprovava o meu jeito de tratar os relacionamentos, mas ficava quieta pois isso não mudaria nada.
- Mas agora me conta, como estão as coisas com o seu livro? — decidiu mudar de assunto.
- Bem atarefada, amanhã eu vou dar uma entrevista para uma revista e depois eu vou a um programa de televisão – dei um longo suspiro, sabia que a divulgação ia ser longa, mas acho que não tinha ideia de que daria tanto trabalho – E a Clary ainda está negociando com uma editora nos Estados Unidos para publicar o livro lá.
- Ora, isso é muito bom – comentou – Ainda não acredito que minha melhor amiga é uma famosa escritora publicada.
- Nem sou tão famosa assim – já podia sentir as minhas bochechas ficando vermelhas pela vergonha.
- Mas logo você será – garantiu – Tenho certeza de que não terá uma só pessoa que não vá ter ouvido falar no seu livro.
O restante do almoço transcorreu sem maiores problemas. Depois a sobremesa pedimos a conta e não demorou muito para o garçom trazê-la.
- Pode deixar que eu pago – avisei já retirando o cartão de dentro da bolsa – Eu convidei e sou eu quem pago, não adianta discutir.
- Tudo bem – ela nem ao menos discutiu, estava dando uma olhada no celular – Bom, eu preciso voltar para o trabalho.
- Certo – dei um longo suspiro — Vamos marcar um outro almoço igual a essa na semana que vem, tudo bem?
- Claro! — concordou.
Foi nesse momento que o loiro bonitinho que estava na outra mesa se levantou. O amigo falou qualquer coisa antes de ir embora e ele foi até a nossa direção.
- Com licença – disse, fazendo com que nós duas nos virássemos na sua direção – Desculpe, sei que essa é uma pergunta estranha, mas vocês são daqui de Toronto?
- Sim, nós somos – fui eu quem respondeu.
- Ora, isso é perfeito – comentou – Eu estou aqui de visitas para visitar um amigo, mas ele está ocupado com o trabalho e não tenho ninguém para me mostrar a cidade.
- Acho que você está com sorte, eu adoraria ser a sua guia turística – dei uma rápida e discreta mordida no meu lábio inferior depois de falar – E tem uma vista linda da cidade lá do meu apartamento.
- Mas que interessante – sua voz saiu levemente rouca – A proposito, meu nome é Jonatanh Wayland, mas pode me chamar de Jace.
- Prazer em conhecê-lo, Jace – apertei a sua mão para cumprimentá-lo – Eu sou Elena Gilbert, mas pode me chamar de Lena e essa é minha amiga, April Young.
- Sua amiga que realmente precisa ir – avisou enquanto pegava a bolsa – Tchauzinho, Lena.
Assim que ela se afastou, Jace sentou-se ao meu lado. Sorriu e passou a mão pelo cabelo de um jeito charmoso.
- E então, de onde você é? — decidi perguntar.
- Sou de Nova York – disse – Mas eu fui morar em Londres para a faculdade e não sai de lá mesmo depois de me formar.
- Eu amo Nova York, tenho boas lembranças de lá – dei um longo suspiro com aquela lembrança, Nova York sempre foi uma cidade incrível para mim e mais ainda quando passei aquele mês inesquecível ao lado de Damon – Já fui uma vez a Londres, mas a trabalho e não tive tempo de conhecer nada.
- Quando estiver em Londres me procure, eu posso ser o seu guia da mesma maneira que você vai ser o meu aqui – sugeriu – E eu espero ter boas lembranças daqui também.
Colocou a mão sob a minha perna. Como eu estava usando um short, o contato das nossas peles me fez ficar totalmente arrepiada.
- E então, aquele convite de ver a vista de Toronto do seu apartamento ainda está de pé? — levantou as sobrancelhas sugestivamente.
- Se você quiser mesmo! — não pude deixar de sorrir.
Meu carro não estava parado muito longe do restaurante. Durante o caminho ele ficava beijando o meu pescoço e parte de trás da minha orelha.
- Será que você pode parar com isso? — pedi, para ser sincera, não sei de onde eu tirei forças para falar aquilo – Pretendo chegar ao meu apartamento, não bater com o carro no caminho.
- Certo! — se sentou comportadamente no banco do passageiro – Vou ficar quetinho aqui.
E Jace cumpriu a sua promessa, pelo menos até eu estacionar na garagem do prédio. No momento em que entramos no elevador ele atacou os meus lábios e me imprensou contra a parede, não pude deixar de soltar um gemido de surpresa.
- Sabia que aqui tem câmeras de segurança? — consegui perguntar entre os beijos – Todos os porteiros já devem estar nos vendo agora.
- Não estou nem ai! — sussurrou no me ouvido.
Chegamos ao andar e fomos caminhando em direção a minha porta, sem nunca quebrarmos o contato. Entramos no aparamento e andamos em direção ao sofá, onde eu cai de costas e ele por cima de mim.
Começou a desabotoar a camisa, a deixando completamente aberta e permitindo que eu passasse a mão pelo seu peitoral definido.
- Por que não vamos para o meu quarto? — minha respiração estava totalmente ofegante – Garanto que a vista é bem melhor lá de cima.
- Parece uma ideia perfeita – concordou.
Durante o caminho até o meu quarto retirei a minha blusa e o meu short, ficando apenas com o conjunto de lingerie vermelha. Apesar de estarmos sozinhos, eu tranquei a porta.
- Sabe, Elena, eu te achei linda no momento em que te vi naquele restaurante – sussurrou enquanto me abraçava por trás. Uma de suas mãos estava nos meus seios, cobertos pela fina renda do sutiã, e a outra na minha barriga, contornando o meu umbigo – Nem acredito que estamos mesmo aqui.
Já podia sentir o sue membro começando a ficar rijo e reboei levemente contra ele, Jace gemia cada vez mais alto contra o meu ouvido. Foi quando sua mão que estava perto do meu umbigo começou a explorar a parte de dentro da minha calcinha e brincar com o meu clitóris.
- Ah! — tinha certeza de que não iriai conseguir formar qualquer frase completa que fosse.
Ele continuou a estimular a minha intimidade, mas parou quando eu estava prestes a chegar o ápice. Apesar de ter ficado frustrada, sei que vai ser bem melhor depois.
- Agora é a minha vez – disse enquanto meu virava e o jogava na cama.
Retirei completamente a sua camisa e beijei cada centímetro de pele exposta do peitoral até chegar ao cós da calça, a desabotoei e joguei no chão juntamente com o restante das roupas. Dei um um beijo no seu membro, ainda por cima da cueca, fazendo com que gemesse mais uma vez, então me afastei um pouco para poder pegar uma camisinha na gaveta da mesinha.
- Você quer colocar ou eu coloco? — perguntei ainda segurando aquele pacotinho laminado.
- Pode colocar – pediu – Não sei se tenho forças para isso.
Então eu me aproximei novamente e retirei a última peça de roupa que cobria o seu corpo e rasguei o pacote da camisinha. Foi nesse momento que o meu celular começou a tocar, não pude deixar de suspirar, frustrada.
- Deixa tocar – pediu – Tenho certeza de que, seja lá quem for, pode ligar de novo mais tarde.
Eu realmente poderia fazer isso, mas não conseguia. O toque do celular sempre me irritou, por isso eu sempre parei qualquer coisa que estivesse fazendo para antedê-lo.
- Não posso, pode ser algo do meu trabalho – avisei enquanto levantava – Prometo que não demoro muito.
Peguei o telefone em cima da mesinha e logo pude ver, no identificador de chamadas, que era a minha empresaria. Provavelmente tinha alguma coisa sobre a editora americana.
- Pode falar, Clary – disse enquanto vestia o meu robe e saia de dentro do quarto.
- Uau, Lena, que voz é essa? — quis saber – Posso imaginar que você está sozinha nesse minuto?
- Talvez – dei de ombros enquanto me encostava na parede – Mas, se você puder ser rápida, vou ficar satisfeita.
- Certo, vou ser bem direta – avisou – Eu fechei o acordo para publicar o seu livro nos Estados Unidos. Agora só precisamos ir até lá para que você assine o contrato e acerte alguns últimos detalhes também, é claro.
- Mas que ótima notícia, Clary – sorri, esse dia não poderia estar melhor – Sinceramente, achei que nenhuma editora americana fosse querer publicar o meu livro.
- Ora, Lena, pare de se menosprezar, a sua história é ótima – avisou – Mas voltando ao assunto, falei com o dono da editora e iremos até Atlanta na semana que vem para uma reunião com eles.
- Atlanta? — um frio, percorreu a minha espinha, isso só pode ser um brincadeira comigo – Só me diga uma coisa, Clary, qual o nome da editora?
- Salvatore's Publisher – e isso era tudo que eu não queria ouvir – Algum problema com isso, Lena?
- Não é nada, apenas curiosidade – menti.
- Bom, então já vou providenciar as nossas passagens – completou – E não se esqueça da sua entrevista amanhã.
- Não vou esquecer – nesse momento eu estava encarando um ponto fixo no chão.
- Agora vou deixar você voltar para sabe-se lá o que estava fazendo – brincou – Até amanhã.
Ela desligou e mesmo assim eu não consegui sair do lugar. Só podia estar em um pesadelo, tantas editoras nos Estados Unidos e justamente a Salvatore's Publisher está querendo publicar o eu livro, o pior disso tudo é que Damon já sabe sobre mim. E eu achando que nunca mais fosse vê-lo, ou pelo menos não tão cedo...
Voltei para o quarto quando em estado de choque. Jace e levantou e da cama e foi até a minha direção.
- Está tudo bem? — quis saber – Algum problema no seu trabalho.
- Não, não tem problema nenhum – disse – Apenas acabei de receber uma notícia totalmente inesperada.
- Oh sim! — começou a beijar o meu pescoço – Você parece um pouco tensa, mas eu tenho uma ótima maneira de te fazer relaxar.
Logo eu estava totalmente derretida, que nem gelatina, com aquele par de lábios trilhando toda a minha pela. Ele começou a abaixar uma das alças do meu sutiã usando os dentes.
- Espera, Jace – o interrompi – Não sei se estou no clima para isso agora.
- Como assim? — me olhou em dúvida, quando me virei para ele – Pensei que você quisesse tanto quanto eu.
- E eu queria – expliquei – Mas agora perdi toda a minha vontade, eu sinto muito. Quanto tempo você ainda vai ficar na cidade, podemos nos encontrar um outro dia em que a minha cabeça não esteja tão cheia.
- Claro – percebi que tinha ficado totalmente frustrado, mesmo assim pegou papel e caneta e colocou um telefone – Esse é o número da casa do meu amigo em que eu estou hospedado, você pode me ligar mesmo.
- Certo – concordei – E eu sinto muito por isso.
- Tudo bem, eu jamais de forçaria a nada, é claro – deu um beijo no meu rosto – E vou esperar ansioso o seu telefonema.
Então Jace foi embora e eu coloquei uma roupa confortável e deitei na minha cama. Fiquei um tempo olhando o teto, acho que nem que eu quisesse conseguiria dormir, tinha muita coisa na minha cabeça. Em pouco mais de uma semana eu iria estar cara a cara com Damon Salvatore e não sei como as coisas serão depois de tudo que aconteceu há três anos... E, pela primeira vez, não tenho a menor ideia de como as coisas ficar, essa sensação é mesmo muito estranha.
Notas finais
Sei que ela está uma insensível e insuportável, mas eu estou adorando escrever essa fazer bitch da Elena. Normalmente, nas fics, o Damon é o galinha e Lena quem sofre, mas é bom inverter os papéis...
E no próximo cap já é o reencontro deles.
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Ajudinha visual:
Jace - http://images3.wikia.nocookie.net/__cb20120616143219/mortalinstruments/images/5/51/Jace_Jamie.png
obs: para quem leu Instrumetos Mortais... Eu vou muito com a cara desse ator que escolheram para ser o Jace no filme (fiquei com trauma dele em Camelot, aquela série foi horrível...), mas não consegui pensar em nenhum ator que seria o meu Jace ideal, então deixei ele mesmo...
***
Bom gente, é isso,
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