A Nova Proposta
18 Capítulo 17 - Surpresas nem tão boas...
Notas iniciais
Bom esse é o capítulo mais esperado de todos desde o inicio da fic, só vou avisando que é bom vocês não estarem esperando nada lindo, fofo e romântico, ou vão se decepcionar...
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.
Damon
Ouvi o barulho do chuveiro sendo aberto, então eu me virei e abri a gaveta da mesinha, pegando o livro e retirando o marcador da página em que eu tinha parado. Agora eu entendo porque estão falando tanto dessa história, Elena conseguiu detalhar perfeitamente as cenas de sexo, era como se você estivesse lá, presenciando tudo. Aquilo tudo me fez lembrar da época em que estávamos juntos e foi impossível não sentir um pouquinho de saudade.
Estava tão distraído com a minha leitura que não percebi a porta do banheiro abrindo e Hermione saiu de lá de dentro indo se sentar ao meu lado na cama.
- Não sabia que você estava lendo o livro da Elena – encostou o queixo no meu ombro.
- Os livros chegaram da gráfica há dois dias e eu peguei uma para mim – expliquei – Se você quiser, eu pego um para você também.
- Eu quero sim! — respondeu, totalmente animada – Sei que eu já li, mas quero para colocar na minha estante.
- Tudo bem então – não pude deixar de sorrir.
- Mas agora me diga uma coisa – pediu – O que é que você está achando do livro? Está gostando?
- É interessante – dei de ombros, tentando parecer indiferente – Acho que vai ter uma boa venda, isso é muito bom.
- É verdade! — concordou – Não acha estranho ler um livro assim escrito pela mãe dos seus filhos?
- Você quer dizer, um livro cheio de cenas de sexo? — balançou a cabeça afirmativamente – Bom, não posso dizer que seja a coisa mais natural do mundo, mas não é tão estranho assim.
- Uma vez ela disse em uma entrevista que se inspirou nas suas próprias experiências – lembrou – Acha que tem algo seu nessa história.
Para falar a verdade eu podia identificar totalmente os nossos meses juntos em cada ação dos protagonistas do livro. Mas é claro que eu não iria dizer isso a ela, seria no minimo estranho.
- Talvez uma coisa ou outra – respondi – Você não está com ciúmes, não é mesmo? — perguntei, divertido.
- Mas é claro que não! — passou a mão pelo meu rosto – Só estava pensando que esse livro me deu muitas ideias, quem sabe você não pode me ajudar com isso.
- É uma ótima ideia! — me virei na sua direção e fiz com que ela deitasse na cama e eu fiquei por cima dela.
Coloquei uma mão de cada lado do seu rosto e a beijei, fazendo com que Hermione soltasse um pequeno gemido, cheguei mais perto de modo que nossos corpos ficassem grudados um no outro. Poderia ficar ali o dia inteiro se ela não tivesse me afastado, delicadamente.
- Damon, por mais que eu queira, não podemos – lembrou, enquanto encostava a testa na minha – Teremos um dia muito cheio hoje por causa da festa de lançamento do livro a noite.
- Tem razão! — eu me levantei e passei a mão pelo cabelo – Mas sabe, os gêmeos vão dormir na casa do meu irmão hoje e teremos a casa somente para nós. Bem que você podia passar a noite aqui, de novo, então concluiremos qualquer pensamento que esteja passando pela sua cabeça.
- É uma ótima ideia – concordou, enquanto se levantava também – Só queria te pedir um pequeno favor.
- Qualquer coisa que você quiser – a abracei pela cintura e a puxei para bem perto de mim – É só pedir e eu vou ver o que estiver no meu alcance.
- Sabe a Cecile, a minha “irmãzinha” que está hospedada no meu apartamento? — balancei a cabeça afirmativamente em resposta – A mãe dela está chegando de Seatle hoje e queria saber se as duas podem ir até a festa comigo?
- Mas é claro, as duas são muito bem vindas – garanti – Mas é só lembrar que elas vão precisar voltar para o seu apartamento sozinhas.
- Pode deixar – me deu um rápido selinho – Agora vamos tomar café, eu estou com muita fome.
Chad e Gwen já estavam sentados na mesa da sala comendo as panquecas que Jane fez. Eles já tinham aprendido a não entrar no meu quarto quando a Mione dormia aqui em casa.
- Bom dia meus amores – dei um beijo no topo da cabeça dos meus filhos – Vocês dormiram bem?
- Bom dia! — disseram ao mesmo tempo, pareciam totalmente desanimados.
- Mas que carinhas são essas? — foi Hermione quem perguntou – Aconteceu alguma coisa para vocês estrem tão chateados?
- É que a mamãe não vai vir ficar com a gente hoje – Chad falou – Ela está muito ocupada com o lançamento do livro e o papai também.
Dei uma rápida olhada em Hermione, dizendo silenciosamente que eu podia resolver isso.
- Sei que vocês estão chateados, mas hoje é um dia muito importante para a mãe de vocês e eu estarei lá para dar apoio a ela – expliquei, calmamente – Mas vocês vão para a casa do tio Stef e vão poder brincar com a Rae, isso não é legal?
- É sim! — Gwen concordou, sorrindo – Vai ser bem legal brincar com a Rae hoje.
- Exatamente – continuei – E amanhã a Elena vem aqui ver vocês de novo, como faz todos os dias.
Então nós terminamos o café da manhã sem maiores problemas. Hermione foi a primeira a ir embora, disse que tinha algumas coisas para resolver, depois disso eu fui de volta ao meu quarto para poder trocar de roupa.
- Meus filhos, agora eu preciso ir, mas a Jane vai ficar aqui com vocês até o Stefan vir buscá-los – avisei – Vocês obedeçam a Jane e também obedeçam o tio de vocês.
- Tudo bem, pai! — disseram ao mesmo tempo.
Eu me despedi deles antes de sair do apartamento, como sempre, Matt está me esperando na garagem. A festa de lançamento ia acontecer no salão do hotel em que Elena e a empresária estavam hospedadas, quando eu cheguei as duas já estavam lá vigiando de perto a decoração do local.
- Olá, senhor Salvatore – Clary veio me cumprimentar – Fico feliz que tenha chegado, o que está achando da decoração?
- Muito legal! — dei uma rápida olhada, a decoração estava toda em preto, exatamente como a cor da capa do livro – Olá, Elena, como é que você está?
- Muito bem, obrigada por perguntar, senhor Salvatore – e como sempre, estávamos nos tratando formalmente quando tem alguém por perto.
- Senhorita Fray, pode vir aqui um minuto, por favor – uma das mulheres da decoração a chamou.
- Claro! — afirmou – Esperem só um minuto, eu já volto.
Assim que ela se afastou eu olhei na direção de Elena e ela estava encarando os próprios pés.
- E então, como estão as crianças? — ela finalmente perguntou, se referindo aos nossos filhos.
- Estão muito bem – afirmei – Vão ficar na casa do Stefan hoje, mas eles estavam com saudades de você. Disseram o quanto estavam tristes por não te verem hoje.
- Eu também estou com saudades deles – admitiu – Essa vai ser o primeiro dia que não vou vê-los desde que contamos a verdade para eles.
Não pude deixar de sorrir, aquilo era uma prova mais do que concreta de que ela estava tentando ser uma boa mãe. Quase dá para esquecer os últimos três anos.
- Com licença, senhorita Gilbert – uma mulher loira, trazendo um bloquinho na mão, se aproximou de nós – Será que a senhorita pode dar uma entrevista para o nosso blog?
- Mas é claro! — afirmou – Damon, nós nos falamos mais tarde.
Não demorou muito Clary voltar e ela foi me mostrar aonde iria ficar o palco e também a mesa de autógrafos, como já tínhamos combinado, seriam 300 exemplares para serem assinados hoje a noite. Infelizmente, não consegui mais ver Elena, ela estava o tempo todo ocupada com alguma entrevista ou fotos, logo estava na hora de eu voltar para casa e trocar de roupa antes de começar a festa.
Meu apartamento estava totalmente vazio, já que era a folga de Jane e os gêmeos estavam na casa de Stefan. Tomei um banho rápido mas, ao mesmo tempo, relaxante, quando voltei para o quanto vi que meu celular estava piscando, era uma mensagem que tinha chegado.
Damon,
O voo da mãe da Cecile atrasou por causa de uma tempestade em Seatle e ainda estamos presas aqui no aeroporto. Por isso vamos nos atrasar um pouquinho, mas não se preocupe que nós chegamos.
Te vejo na festa.
Beijos,
Hermione.
Mione,
Tudo bem, eu entendo, apenas chegue lá, a hora que for. E não se esqueça do que combinamos.
Damon.
Era estranho estar combinando de passar outra noite com Hermione sendo que mais cedo eu estava pensando em Elena e em todo tempo que passamos juntos há três anos. Mas essa é a oportunidade que eu tenho de esquecê-la de uma vez por todas e irei aproveitá-la de melhor jeito possível.
Coloquei o meu melhor terno e em menos de meia hora eu estava de volta ao hotel. Não demorou muito para eu avistar a mãe dos meus filhos, estava deslumbrante com um vestido preto longo de alcinha e com algumas pedrinhas na área dos seios; estava acompanhada de Tyler, seu ex-namorado, mas sabia muito bem que os dois eram só amigos agora e ele estava lá apenas para lhe fazer companhia.
- Olá, senhor Salvatore – uma mulher toda de preto parou ao meu lado – Meu nome é Joyce e sou do cerimonial que está organizando a festa. O senhor precisa fazer o discurso de abertura da festa, agora mesmo.
Então eu fui levado para o palco improvisado e uma luz foi colocada em cima de mim para dar o maior destaque. Nesse momento, todos se viraram na minha direção.
- Boa noite, como todos sabem, eu sou Damon Salvatore, dono da Salvatore's Publisher, editora que está publicando o livro “Proposta Indecente” e queria agradecer a presença de todos aqui essa noite – comecei a falar – Mas imagino que não seja a mim que vocês queiram ouvir, gostaria de chamar ao palco a autora desse livro maravilhoso, Elena Gilbert.
Todos começaram a aplaudir. Vi Clary empurrando Elena na direção do palco e ela parecendo totalmente confusa.
- Você ficou maluco, Damon? — percebi que ela não estava muito feliz de estar ali – Não estava programado para que eu discursasse.
- Relaxa, Lena, se eu falei, você também consegue – sussurrei antes de me afastar.
- Bom, eu não sou muito boa de falar em publico, mas eu vou tentar – avisou – Só quero dizer que estou feliz por estar aqui essa noite, por um momento eu achei que ninguém fosse querer publicar o meu livro aqui nos Estados Unidos. E Atlanta é uma cidade muito importante para mim, afinal eu fiz grande parte da faculdade aqui e tenho grande amigos. Vou completar o meu discurso agradecendo ao Damon Salvatore por essa oportunidade e ele sabe o quanto isso tudo é muito importante para mim.
Todos aplaudiram e ela saiu do palco. Vi sua empresaria a levando até a mesa que foi colocada em um canto do salão e a mesma mulher que falou comigo antes, avisou que começaria a seção de autógrafos.
Entrei no final da fila, que já estava enorme, mas, por sorte, não demorou muito para chegar a minha vez. Elena pareceu surpresa por me encontrar ali.
- Será que você pode autografar para mim? — pedi, colocando o livro na frente dela.
- Mas é claro! — afirmou enquanto abria na primeira página e pegava a caneta – Não sabia que você tinha lido o livro, pensei que tivesse deixado para a sua editora ler.
- Mas é claro que eu li, Lena – avisei – Ainda me lembro de quando eu te dei a ideia de escrever esse livro, você disse que eu estava maluco e que ninguém iria ler. Pelo visto eu estava enganado, não é mesmo.
- Claro – deu um fraco sorriso, vi que suas bochechas estavam levemente vermelhas de vergonha – E preciso te agradecer por isso.
- De nada! — completei, fui interrompido pelo toque do meu celular, era uma mensagem chegando, eu o peguei no bolso de dentro do paletó para ver de quem era.
Damon,
Eu já estou chegando.
Hermione.
- A Mione acabou de chegar – avisei – Bom, acho melhor eu ir encontrá-la, não vou mais interrompê-la, vejo que tem várias pessoas ainda esperando por um autógrafo seu – dei uma olhada e a fila estava enorme atrás de mim.
- Acho que nos falamos mais tarde então – devolveu o livro para mim – Dê lembranças a Hermione por mim.
Quando eu estava longe o suficiente abri o livro para ler o que ela tinha escrito para mim.
Para a minha maior inspiração...
Elena Gilbert.
Foi impossível não dar um sorriso bobo naquele momento. Tinha certeza de que ela estava se referindo, não só a inspiração para as personagens do livro, mas também a ideia de escrevê-lo.
Balancei a cabeça negativamente afastando todos aqueles pensamentos e fui para a entrada do salão para poder esperar por Hermione. Logo ela estava se aproximando, mas não pude acreditar quando vi quem estava ao seu lado, já tinham se passado três anos desde que a vi pela primeira e única vez, mas nunca iria esquecê-la, Isobel, minha mãe biológica.
Então tudo começou a fazer sentindo e as lembranças clarearam na minha cabeça. No momento em que vi Cecile tinha certeza que já a conhecia e agora sei de onde, é a minha irmã biológica e eu a conheci quando fui até Seatle e ela me passou o endereço da loja da mãe.
- O que você está fazendo aqui? — perguntei, me virando diretamente para ela.
- Damon... — ela não parecia surpresa em me ver – Eu imaginava que era você, mas não tinha 100% de certeza, não sabia qual era o seu sobrenome.
- E mesmo assim teve a cara de pau de aparecer aqui – soltei uma risada nervosa – Não posso acreditar nisso.
- Damon, o que é isso? — Hermione olhou totalmente chocada com a minha “falta de educação” — Essa daqui é a Isobel, mãe da Cecile. Eu te falei que iria trazê-la.
- Eu sei muito bem quem é essa mulher – expliquei – Afinal, ela também é minha mãe.
- Como assim? — Cecile ficou olhando de mim para a mãe repetidas vezes – Mãe? O que ele está dizendo?
- Você ainda não entendeu, irmãzinha? — cruzei os braços e a encarei – Pois para mim parece bem simples.
- Cecile, o Damon é meu filho e seu irmão – ela disse, por fim – É uma longa e complicada história, mas tudo que precisa saber é que eu precisei abandoná-lo, mas eu me arrependo, e muito.
- Poupe-me do seu discurso moralista e arrependido – revirei os olhos – Agora, por favor, as duas podem ir embora.
Sei que Cecile não tinha culpa de nada, mas eu não queria absolutamente nada que me lembrasse daquela mulher.
- Damon, meu filho, por favor, me escuta – Isobel tento argumentar, mas uma vez.
- Não quero saber de nada – insisti – Não te quero perto em um evento da minha editora, então, por favor, vai embora.
Ela deu um sorriso triste e saiu junto com a filha. Hermione se aproximou de mim e passou a mão pelo meu braço em uma tentativa de me consolar.
- Mione, vai embora também, por favor – pedi – Não é por nada não, mas eu queria ficar um pouco sozinho, para pensar um pouco.
- Tudo bem! — não parecia nem um pouco feliz, mas aceitou o meu pedido – Qualquer coisa pode me ligar.
Voltei para a festa, me sentei em uma mesa e pedi um Wisky para relaxa. A principio era apenas para eu relaxar e esquecer a presença da minha mãe biológica, mas quando eu percebi já tinha tomado cinco doses e estava começando a me sentir um pouco alto.
A festa continuava, mas eu não me importava com isso, apenas continuava a ver as pessoas passando. Só que quando eu vi Elena falando alguma coisa com Clary e caminhando em direção ao terraço, decidi me levantar e ir atrás.
Lá estava ela de costas, apoiada na bancada e olhando para a lua que brilhava nessa noite fresca de verão.
- Lena! — a chamei, fazendo com que se virasse na minha direção – O que você está fazendo aqui?
- Quis tomar um pouco de ar, pensar um pouco na vida – deu de ombros – E você está fazendo aqui?
- A mesma coisa! — caminhei parando ao seu lado – Estava tão quente la dentro do salão.
- Nem tanto assim – ela estava me encarando – Você andou bebendo?
- Um pouquinho... — tentei parecer indiferente – Mas você não pode dizer nada, não é mesmo? — apontei para a taça de champagne que ela estava segurando – Diga no que você estava pensando, se é que eu posso perguntar.
- Apenas na minha vida nos últimos três anos – explicou – E em como eu consegui desperdiçar tanto tempo da minha vida.
- Como assim? — olhei em dúvida para ela.
- Tive milhares de relacionamentos durante esses anos, mas nenhum sério, foram todos apenas sexo casual de uma noite, algumas vezes um pouco mais, sem nenhum tipo de carinho – admitiu e eu apenas ouvi, sem pronunciar nenhuma palavra – Senti falta de falta do nosso tempo juntos, não somente do sexo, mas de tudo. O mês maravilhoso que passamos em Nova York, você me ligando toda hora para saber como eu e os bebês estávamos, as tentativas de me conquistar depois a declaração e tudo mais. Acho que se pudesse voltar ao tempo, nunca teria ido embora.
- Você está falando sério? — fiquei realmente chocado com aquela palavras, acho que ela nunca tinha se aberto tanto comigo antes.
- Sim, mas infelizmente isso não é possível – podia sentir uma lágrima no canto dos seus olhos – Só posso desejar que você e a Hermione sejam muito felizes.
- Obrigado! — foi tudo que eu consegui dizer naquele momento.
Bom, mas esse não é um assunto para festas, não é mesmo? — mudou de assunto – Queria te dizer que eu estou indo embora amanhã.
- Embora? — olhei confuso para ela – Mas e os gêmeos? Você prometeu que não sairia mais de perto deles.
- Eu preciso ir, Damon, é o meu trabalho – disse – Vou voltar para Toronto e em dois dias embarco para Paris. A edição francesa foi a primeira a ficar pronta e não pude estar lá para o lançamento, mas darei algumas entrevistas, seções de fotos e de autógrafos por lá. Não conheço Paris e estou verdadeiramente empolgada com a viagem.
- Divirta-se então – foi tudo que eu consegui falar.
- Pode deixar que eu vou voltar para cá – continuou – Prometi aos gêmeos que voltaria e também pretendo levá-los a Toronto, para o natal, se você permitir.
- Nunca passei um natal longe dos meus filhos – queria dizer com isso que era muito difícil para mim fazer isso.
- E esse seria o primeiro natal que eu passaria com os meus filhos – sorriu – Quero mostrar a eles o lugar aonde descobri que estava grávida deles. Dar para o Chad a minha coleção de revistas e super-heróis e para a Gwen a minha coleção de filmes da Disney. Isso é muito importante para mim, então, por favor, me deixe levá-los.
- Ainda temos alguns meses para o natal – conclui – Poderemos sobre isso com mais calma até lá.
- Certo, obrigada – sorriu, mais uma vez.
Notei a nossa proximidade, nossos rostos estavam tão perto que eu senti a sua respiração no meu rosto. Foi inevitável não passar a mão no seu rosto, delicadamente.
- Acho melhor nós entrarmos – ela estava olhando para todos os cantos, menos para mim – Clary pode estar me procurando.
Cheguei para frente e acabei selando meus lábios com o dela. Elena ficou assustada no inicio, mas acabou correspondendo ao beijo, colocando o braço em volta do meu pescoço e fazendo carinho na minha nuca com a unha, foi impossível não soltar um pequeno sorriso.
Nos separamos alguns minutos depois, quando o ar nos foi necessário e passei a beijar o seu pescoço. Nesse momento ela começou a puxar o meu cabelo com os dedos.
- Damon isso é muito errado – disse, mas duvido que quisesse parar se eu perguntasse – Você tem que pensar na Hermione.
Tudo que eu não queria, nesse momento, era pensar na Hermione. Por mais que ainda estivéssemos “juntos” ela abrigado a Isobel e a Cecile na casa dela e não sei se serei capaz de perdoar isso tão fácil.
- Esquece a Mione – parei o que estava fazendo a encarei – Pelo menos por essa noite.
Elena relutou um pouco com os seus próprios pensamentos, sei disso por que ela ficou vários segundos apenas me olhando. Achei que tinha perdido essa, então ela puxou o meu rosto e voltou a me beijar.
A imprensei na bancada do terraço sem nunca quebrar o beijo e deixei os nossos corpos totalmente grudados. Tinha certeza de que ela estava sentindo o meu membro já duro contra si, pois sorriu entre os seus lábios.
- Acho melhor sairmos daqui agora – me afastei alguns milímetros para poder sussurrar – Não vai ser nada legal se alguém decidir vir aqui e nos encontrar nessa situação, ou até pior.
- Estou hospedada nesse hotel e o meu quarto não fica tão longe – avisou – Vamos sair pela escada de incêndio, assim não precisamos entrar na festa.
Então foi o que nós fizemos, dessemos para o andar de baixo e chamamos o elevador, indo para o andar dela. Assim que ela abriu a porta eu e grudei na parede mais próxima e comecei a abaixar a alça do seu vestido.
- Você é linda, Lena – achei o zíper, que ficava nas costas e comecei a baixá-lo – Não tem ideia do quanto eu sonhei com esse momento nos últimos três anos.
Para me ajudar Elena começou a retirar a minha gravata e abrir a minha camisa, quando terminou, passou para a minha calça. Terminei de retirar a peça de roupa e logo ela estava praticamente nua, exceto pela calcinha.
Eu a joguei na cama e comecei a tirar toda a minha roupa, inclusive a cueca. Não conseguia pensar em nada e não tinha tempo para preliminares, só sabia que a queria dentro de mim naquele momento.
Retirei a última peça que cobria o seu corpo e ela abriu as duas pernas, pronta para me receber, mas eu a fiz ficar de lado e me deitei atrás dela. Então a penetrei sem nenhum aviso, fazendo com que soltasse um gemido alto.
- Assim é bem melhor – sussurrei enquanto começava a me movimentar – Eu me lembro que você gostava dessa posição.
Minhas mãos estavam na sua cintura, para ajudar nas investidas. Lena pegou uma dela e a levou até o seus seios, então eu encaminhei a outra até a sua intimidade e comecei a brincar com o se clitóris com a ajudar do polegar.
- Damooooooon! — gritou – Ah!
Não demorou muito para eu me derramar dentro dela completamente satisfeito, Elena também chegou ao ápice logo depois. Continuamos ali, daquele jeito, esperando nossas respirações voltarem ao normal.
Notas finais
Como vocês já devem ter percebido o Damon estava bêbado e ligeiramente magoado, por isso não esperem que esse seja o começo do entendimento deles....
Como já tinha dito antes, a noite dos dois continua no próximo cap.
Então é isso, comentem e digam o que estão achando.
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