A Nova Proposta
19 Capítulo 18 - Como cheguei aqui
Notas iniciais
E aqui está o cap novo, espero que gostem!!!!
Só tenho uma coisa a dizer: Qualquer semelhança é mera conhecidência kkkkkkkk
Elena
*Flash Back*
Parei o carro em uma vaga em frente ao prédio de literatura e saí de dentro do veículo apressadamente. Acabei dormindo mais tarde do que o normal fazendo um trabalho e o resultado foi que acordei atrasada para a aula, só deu tempo de pegar um maçã e comer no caminho para a faculdade mesmo. Isso nunca tinha acontecido comigo desde que eu voltei a Toronto.
Corri apressada em direção a escadaria do prédio e acabei não vendo uma pessoa caminhando na direção contrária a acabei esbarrando nela, derrubando os livros e cadernos que estavam na minha mão.
- Sinto muito! — comecei a dizer enquanto pegava as coisas no chão .
- Lena? — foi então que eu olhei para frente, vendo a cara da pessoa pela primeira vez – Que surpresa encontrar você aqui!
- Derek! — dei um sorriso sem graça enquanto falava – Desculpa mesmo, eu sou uma desastrada por natureza.
Derek Petrova era o irmão mais velho de Julianne Petrova, uma amiga minha aqui da faculdade. Nós duas nos conhecemos no dia em que eu vim fazer a minha transferência para a U of T e nos demos bem logo de cara; temos saído muito juntas e ultimamente ele também tem ido conosco.
- Esse seu jeitinho meio atrapalhado é até fofo – colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.
- Você só está sendo simpático – eu me levantei – Bom, eu preciso ir, estou atrasada para a aula.
- Certo, não vou te atrapalhar – deu um beijo no meu rosto – A gente se vê depois.
Entrei na sala e a professora já estava no local. Deixei o meu trabalho em cima da mesa dela, juntamente com o dos outros alunos.
- Obrigada por se juntar a nós, senhorita Gilbert – ela disse – Agora pode se sentar no seu lugar.
Fui para a cadeira em que eu sempre sentava, ao lado de Julianne, que já estava ali.
- Oi, Lena! – sussurrou para mim – Achei que você não fosse vir para a aula hoje e perder a entrega do trabalho.
- Oi, July! — disse, da mesma maneira – É que eu acabei me atrasando para a sair de casa hoje cedo.
- Sei, você acordou tarde hoje isso sim – começou a rir e foi impossível eu não revirar os meus olhos.
- Senhorita Petrova! Senhorita Gilbert! — a professora disse, fazendo com que virássemos para ela – A minha aula está atrapalhando a conversa das duas?
- Claro que não, professora – Julianne apressou-se em falar — Só estava comentando com a Elena o quanto esse trabalho foi fácil de fazer.
- Isso são as notas que irão dizer – completou antes de voltar em direção ao quadro.
Aquela era uma aula dupla e quando terminou era hora do almoço e todos os alunos seguíram em direção ao estacionamento para poderem ir as suas casas ou para algum restaurante ou lanchonete próximas. Por sorte hoje eu não teria aulas na parte da tarde e poderia descansar da noite mal dormida.
- O que acha de irmos almoçar juntas? — July perguntou, de repente.
Para ser sincera, eu queria dizer não, tudo que eu precisava nesse momento é da minha cama. Mas, ao mesmo tempo, não queria magoar a minha amiga, ela parecia tão animada.
- Claro! — afirmei enquanto chegávamos ao meu carro – Vamos até aquele restaurante japonês do shopping.
- Acho que você acabou de ler os meus pensamentos – riu.
O shopping não ficava muito longe do campus e não foi tão difícil assim encontrar uma vaga no estacionamento coberto. Chegamos a restaurante e já fomos fazendo os nossos pedidos.
- E então, Lena, o que você vai fazer hoje a noite? — ela perguntou quando já estávamos comendo o nosso sushi.
- Na verdade ainda não tinha pensado em nada em especial – dei de ombros – Mas estou aceitando sugestões.
- É assim que eu gosto – sorriu – Para falar a verdade eu tenho uma coisa para fazer hoje, mas o que você acha de sair com o meu irmão?
- Com o seu irmão? — levantei as sobrancelhas, curiosa – Eu e o Derek sozinhos? Tipo em um encontro?
Sendo 100% sincera, quando eu conheci os dois achei que Derek fosse gay e o fato de nunca tê-lo visto com uma namorada, nem mesmo uma ficante, só confirmou a minha desconfiança. Mas pelo jeito eu estava enganada.
- Bom, não seria exatamente um encontro – explicou – Meu irmão disse que quer transar com você.
Eu estava tomando um gole do meu refrigerante enquanto ela falava e acabei engasgando.
- Como é? — olhei confusa para a minha amiga – Como ele pode falar que quer transar comigo assim do nada.
- Derek consegue mesmo ser muito direto quando ele quer – continuou – Mas, que eu saiba, é só disso que precisa para acontecer.
- Mas você falando assim que ele quer transar comigo... — fiz uma careta – Soa como algo tão grotesco.
- Elena, por favor, não vai me dizer que você é virgem? — já nos conhecemos há três meses, mas ainda não tivemos esses tipo de conversa, ainda sou muito envergonhada para falar assim da minha vida sexual.
- É claro que não sou – apressei-me em dizer – Acontece que o único cara que eu tive na minha vida foi o meu ex-namorado.
- Agora eu entendi qual o problema – riu – Olha, Lena, essa história de primeira vez é fofa e a gente sente que vai ser o único, mas ele já é ex-namorado, então não tem como. E você deve concordar comigo que ele já não deve estar sozinho.
Não tinha como eu discordar dela nesse exato momento. Era difícil para mim imaginar o Damon com outra, mas tenho que aceitar que isso pode ser verdade.
- Você precisa aprender as maravilhas e as vantagens do sexo casual, mas sempre com proteção, é claro – sugeriu – Saia com o meu irmão hoje a noite, prometo que não vai se arrepender.
- Certo, eu saio com ele – disse, por fim.
- É por isso que eu adoro você, Lena – pareceu, bastante satisfeita – Vista alguma coisa bem bonita.
Então no momento em que eu cheguei em casa comecei a procurar alguma coisa para vestir, não tinha a menor ideia do que usar em uma ocasião como essas. Decidi-me então por um vestido azul escuro que batia no meu joelho e uma sandália nude, fiz uma maquiagem simples e deixei o meu cabeço solto.
Lena, o Derek já está aqui – Kath parou na porta do meu quarto quando eu já estava pronta.
Então eu desci as escadas e o encontrei conversando com o meu irmão. Minha mãe estava no escritório fazendo alguma coisa no trabalho e meu pai estava de plantão no hospital, o que significava que eu não precisava ouvir milhares de recomendações antes de sair do casa.
- Você está linda, Lena – sorriu e deu um beijo no meu rosto – Vamos?
Claro! — concordei, então eu me despedi dos meus irmãos e segui para fora da casa juntamente com ele.
Entramos no carro e logo Derek estava dirigindo pelas ruas de Toronto. Eu fiquei olhando para o lado de fora da janela, estava muito nervosa.
- E então, o que é nós vamos fazer? — decidi perguntar.
- Como assim, o que vamos fazer? — ele riu – Pensei que estivesse bem claro que fossemos fazer.
- Eu sei – afirmei – É que eu pensei que fossemos jantar antes ou alguma coisa parecida.
- Não era a minha ideia, mas se você quer – deu de ombros – Vamos jantar em algum lugar então.
Fomos até um restaurante simples e jantamos sem maiores problemas. Depois que ele pagou a conta, estávamos prontos para irmos embora.
- Será que você espera eu ir ao banheiro um minuto? — nem esperei que respondesse, já estava me levantando e fui correndo em direção ao banheiro.
Fiquei me encarando no espelho e molhei de leve o rosto. Acho que nem no dia em que eu transei pela primeira eu estava tão nervosa, confiava em Damon e sabia que daria tudo certo, mas agora...
- Tudo bem, Elena, você não precisa se preocupar com nada – comecei a falar para mim mesma – Não é como se você não tivesse feito isso antes, não é mesmo?
Quando estávamos dentro do carro, mais uma vez, percebi que estávamos indo em direção a cidade. Logo eu avistei a luzes de neon de um motel.
- Estamos indo para um motel? — perguntei, espantada.
- Mas claro, Lena – deu de ombros como se fosse a coisa ma normal do mundo – Esse é o melhor para fazermos o que vamos fazer, não é mesmo?
- Acontece que eu nunca estive em um motel – admiti – É difícil ficar relada em um lugar em que outras pessoas já transaram. Parece uma falta de higiene muito grande, será que eles lavam os lençóis?
- Não aguento essas suas perguntas, são muito engraçadas – disse – É claro que eles lavam os lençóis. Esse é um dos melhores motéis da região, acredite em mim – passou a mão pela minha perna.
Era uma suíte simples, como um banheiro, uma televisão de LED, uma cama com lençóis vermelhos de seda e um espelho no teto. Fiquei ali um tempo, apenas encarando o local.
- E então, o que você achou? — me abraçou pela cintura e colocou o queixo no meu ombro – Não valeu a pena?
- É um local muito bonito – tive que admitir.
- Sei que nós temos a noite toda pela frente – me fez virar para ficar em frente a ele e passou a mão pelo meu rosto – Mas eu não aguento mais esperar.
Foi tudo muito rápido, em um minuto nós estávamos nos beijando e no outro nossas roupas estavam no chão; quando e deitei a cama ele me penetrou de uma vez.
Já fazia alguns meses que eu não transava e confesso que realmente foi bom, mas não pude deixar de me sentir estranha, de alguma maneira era como seu estivesse traindo o Damon. Só que, ao mesmo tempo, essa era a primeira vez que eu não pensava nele em muito tempo e esse sim era um motivo para comemorar.
*Fim do Flash Back*
Dei um longo suspiro, nem sei porque estava me lembrando disso nesse momento. Nunca mais tive nada com o Derek, mas continuei saindo com a Julianne e ela sempre me apresentava a vários caras diferentes. Hoje eu me pergunto se ela era mesmo minha amiga de verdade.
Claro que todo aquele sexo casual me ajudava a esquecer o Damon, mas só momentaneamente. Era só acabar para tudo voltar com mais força ainda.
- Mil dólares pelos seus pensamentos – sussurrou no meu ouvido, ele já tinha saído de dentro de mim, mas continuávamos na mesma.
- Não tenho certeza se os meus pensamentos valem tanto assim – foi só então que eu me virei para ficar na frente dele.
- Sua carinha parece tão triste – passou a mão pelo meu rosto – Por favor, me conta o que está atormentando os seus pensamentos.
- Não é nada de importante – tentei tranquilizá-lo – Apenas estava me lembrando de como eu destruí a minha vida a três anos.
- Lena, esquece isso – revirou os olhos.
- Não tem como eu esquecer, Damon – estava olhando um ponto fixo no lençol branco – Eu me transformei em um completa vadia, não tenho mais credibilidade nem com a minha irmã e a minha melhor amiga me odeia.
- Você está falando da Caroline? — balancei a cabeça afirmativamente – Bem que eu reparei que ela não estava na festa hoje. O que foi que aconteceu?
- Não vai querer saber – mas ele ficou me encarando, esperando que eu explicasse – Isso não é algo do qual eu me orgulhe, mas eu transei com o namorado dela.
- Uau! — foi tudo que ele conseguiu dizer.
- E ela o perdoou, mas não quer nem olhar na minha cara – continuei – Eles vão ter um bebê e ela teve coragem de me acusar de quase ter afastado a criança do pai dela.
- Sei o quanto deve estar sendo difícil para você – completou.
Então ele se aproximou e grudou os lábios nos meus. Sem quebrar o beijo, Damon ficou por cima de mim e eu pude ver o quanto ele estava exitado e pronto para o segundo round.
- Pelo jeito tem alguém animado aqui – ri enquanto afastava o lençol que cobria os nossos corpos.
Passou a beijar a minha bochecha, chegado ao meu pescoço e, finalmente, aos seus seios. Fiquei passando a mão pelos seus cabelos enquanto ele passava a língua por um dos meus mamilos e estimulava o outro com a mão.
- Damooooooon! — gritei, espero que ninguém mais naquele hotel esteja nos ouvindo ou teremos um grande problema.
Afastou as minhas minhas perna e deu um beijo na minha intimidade, fazendo com que eu gemesse ainda mais alto.
- Para com essa tortura, por favor! — reclamei.
Atendeu o meu pedido e voltou para os meus lábios antes de me penetrar e começou a se mover lentamente. Eu entrelacei as pernas na sua cintura, permitindo que eu invertesse as nossas posições.
- Não gosto de ficar por baixo – comecei a me mover, levantando e sentando do seu colo repetidas vezes – Assim está bem melhor.
Eu me inclinei e fiquei beijando o seu peitoral intercalando com algumas mordidas, sem nunca parar de me mover. Logo tudo que podíamos ouvir era o som das nossas respirações aceleradas e os nossos corpos suados se chocando um com o outro.
- Lenaaaaaaaa! — foi a vez dele gritar – Eu não aguento mais.
Também já estava sentindo as minhas pernas tremerem e também aquele aperto familiar no meu baixo ventre, sinal de que não demoraria muito para chegar ao auge.
- E não precisa segurar – sussurrei.
Damon não precisava de mais nada e já estava se derramando dentro de mim novamente, eu também cheguei ao meu segundo orgasmo da noite. Fiquei ali deitada no seu peito esperando que as nossas respirações voltassem ao normal.
- Essa não... — eu estava totalmente distraída com ele mexendo com o meu cabelo e acabei me assustando.
- O que houve? — levantei o rosto para encará-lo, estava preocupado e foi impossível não ficar também, mesmo não sabendo o que estava acontecendo.
- Nós não usamos camisinha, nenhuma das vezes – lembrou – Não que eu me importe em ser pai novamente, mas você não estava preparada quando os gêmeos nasceram e não quero que você se sinta pressionada por uma nova gravidez.
Não pude deixar de sentir um aperto no coração nesse momento, devo mesmo tê-lo magoado muito quando fui embora. Certamente ele prefere ter filho com a Hermione, não comigo.
- Quanto a isso, não precisa ficar preocupado – o tranquilizei – Eu uso anticoncepcional injetável, estamos totalmente protegidos quanto a isso.
Um silêncio enorme se instaurou entre nós dois. Apesar de termos acabado de transar, não sabia exatamente o que ele estava pensando ao meu respeito.
- Sabe do que eu estou precisando agora? — decidi quebrar o clima estranho enquanto e levantava – De um banho bem relaxante.
- Opa, adoro banho – ele se levantou junto comigo – Vamos até lá – então, em um gesto de total surpresa, me pegou no colo.
- Damon, me coloca no chão... — comecei a rir descontroladamente.
Mas não adiantou, tive que entrelaçar as penas na sua cintura e Damon caminhou como e entrou no boxe, sem nunca me soltar.
Claro que o banho estava longe de ser relaxante. A principio ficamos ensaboando um ao outro, com caricias inocentes, mas quando ele começou a beijar já estava me imprensando contra parede e logo já estávamos transando outra vez.
Quando terminamos eu estava totalmente exausta e tudo que eu precisava fazer era voltar para a cama e dormir até de manhã.
- Damon... — murmurei, não tinha forças nem mesmo para manter os meus olhos abertos – Acho que precisamos conversar.
- Shiiiii, não vamos falar sobre isso agora – deu um beijo no topo da minha cabeça – Pensamos nisso amanhã.
Ele me puxou para mais perto de si e logo. Ficou passando a mão pelos meus cabelos e não demorou muito para eu cair inconsciência, já fazia tanto tempo que eu não dormia nos braços do meu ex-namorado, não tinha noção do quanto eu sentia falta disso.
Notas finais
***
E no próximo cap teremos um temível dia seguinte...
O que vocês acham que vai acontecer?
***
Bom, é isso
Comentem e digam o que estão achando.
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