A Nova Era dos Heróis
23 Capítulo 23-Refém
Notas iniciais
– Vocês ouviram esse barulho? Como se fosse uma explosão! – Avisou Breno.
– Eu ouvi, veio da praia. Vou dar uma olhada, você vem comigo também Breno. – Matheus estava vestindo seu casaco para ir à praia. Breno também colocou sua jaqueta. Eles saíram rapidamente do quarto e foram seguindo o barulho da explosão. Não foi em terra porque o barulho foi muito abafado. Deve ter sido em algum lugar do oceano. Eu estava com a perigosa missão de proteger a Marina e a Vanessa. A Vanessa mais ou menos, ela tinha um poder forte o suficiente pra se defender. Quando me veio uma ideia maluca.
– Vanessa, se você consegue levitar as coisas, você conseguiria se levitar?
Era uma ótima pergunta, porque se desse, ela poderia voar também.
– Não sei... Não tentei ainda. Vamos ver! – Vanessa se levantou do chão animada e começou a se concentrar. Vi que ela começava a flutuar! Ela estava conseguindo! Ela abriu os olhos e na surpresa caiu de novo.
– Você conseguiu flutuar Vanessa! – Marina disse feliz.
– Consegui! Vou tentar de novo!
– Dessa vez tenta fora do quarto mesmo. – Eu disse.
– O que?
– Ué! Se ficar treinando aqui vai sempre saber que pode cair no chão sem sofrer danos. Vai, qualquer coisa eu te pego antes de cair no chão.
– Mas aí eu também sei que você vai me segurar e não vou sair ferida!
– Ah, mas não é nada legal cair descontroladamente prédio abaixo. É diferente haha! Agora vai, sai do quarto e tenta voar.
– Tudo bem...
Ela se posicionou na beirada do quarto e se concentrou novamente. Ela flutuou um pouco e foi indo pra frente! Ela estava conseguindo! Abriu os olhos com medo e viu que tinha controle de seu poder!
– Boa Vanessa! – Gritei.
– Eu não consigo voar do jeito que vocês voam, mas eu consigo flutuar! É lento, mas eu consigo! Que legal! – Vanessa estava entusiasmada por poder flutuar. — Eu já estou voltando!
Ela estava voltando lentamente pro quarto quando um vulto negro surgiu do nada e a agarrou! Era o mascarado das sombras! A Vanessa gritou e conseguiu repelir fortemente o mascarado, mas começou a cair!
– VANESSA! MARINA NÃO SAI DAÍ! – Me joguei do quarto e com força fui atrás da Vanessa! Consegui segurá-la a tempo. Merda! O que eu fiz! Marina! Olhei pra cima e o mascarado estava puxando a Marina pra fora do quarto!
– Vai Ernesto, já me estabilizei, vai atrás dela, chego daqui a pouco! – Disse Vanessa.
– Tudo bem. – Larguei a Vanessa e ela estava flutuando, subi rapidamente atrás do mascarado, ele estava com a Marina no ombro e pulou do quarto pro outro prédio. Estava de noite e havia muita sombra pelos lugares, mas ele não podia atravessar junto com a Marina!
Ele corria muito rápido e pulava muito alto porque as sombras o aceleravam, ele tirava as sombras da segunda dimensão, eram sombras tridimensionais! Era algo que eu nunca havia visto, era como uma fumaça bem concentrada, mas era negra. Ele era rápido, mas eu era mais. Acertei um forte soco em sua nuca que o fez se desequilibrar e cair no terraço do prédio abaixo. Segurei a Marina antes que caia, e a Vanessa estava logo atrás.
Ela voava de um jeito diferente. Parecia uma deusa ou um fantasma. Ela voava de frente, não conseguia voar deitada como eu. Mas se ela vinha me ajudar, estava ótimo.
– A nossa prioridade é a Marina. Ela não pode ser capturada! Ok? – Avisei.
– Sim, Marina, fique entre nós. – Vanessa disse.
Estávamos só aguardando o mascarado. Eu já estava preparado para soltar o Bromo que era a minha arma mais letal até agora. Estávamos no terraço de um prédio alto. Analisei-o pra ver se podia usar algo para me ajudar. Mas o terraço era completamente vazio a não ser por um para-raio e uma antena. Nem porta pra descer tinha. Éramos só nós e o Mascarado das Sombras.
No susto ele pulou do chão vindo com as mãos estendidas pra gente, Vanessa reagiu instintivamente e pôs as mãos na frente, o Mascarado deu de cara com... O vento? A Vanessa tinha feito um campo de força! O Mascarado foi jogado pro outro lado do terraço quando encostou no campo de força dela.
– Boa! Tive um plano. Fica aqui com a Marina, faz um campo de força pra vocês duas, você levita as coisas com a mente, não precisa usar as mãos. Fica atrás e não desfaz o campo de jeito nenhum.
– Tudo bem, toma cuidado Ernesto!
– Ele é meu agora.
O Mascarado das Sombras se levantou e estalou os ombros. Estalei os dedos com o meu punho e fiquei e posição de guarda. – Pode vir! – Provoquei. As sombras surgiram debaixo de seus pés e formou uma nuvem. Ele subiu um pouco e começou a lançar essas sombras em formato de braços com garras. Eu me transformei em gás de Bromo e fui até ele, eu simplesmente atravessava as sombras. Mas ele desapareceu com as sombras. Ele estava brincando comigo! Maldito, a próxima vez vai ser pra valer.
Ele apareceu no terraço e lançou umas adagas feitas de sombra, eu me esquivei com facilidade e as controlei para que fossem de volta. E elas foram, mas ele entrou no chão novamente. Infelizmente era de noite, ele tinha vantagem geográfica.
– Atrás de você! – Gritou a Vanessa. Ele saiu das sombras de um prédio atrás de mim e lançou suas sombras, dessa vez, afiadas no meu tórax!
– MERDA! – Gritei, me transformei em gás de bromo e o fiz cair. Fui atrás e entre socos e pancadas, voando entre os prédios ele entrou nas sombras de um e saiu atrás de mim, foi repetindo isso muitas e muitas vezes, mas então eu consegui segurá-lo pelo pescoço e o levei pro céu, e ele não conseguia entrar nos prédios. Dei um enorme soco em sua máscara negra e ele praticamente voou!
Com impulso da parede do prédio atrás eu voei com rapidez até ele, dei outro soco, mas dessa vez eu o peguei pela gola e o puxei pra perto de mim. Tive uma ideia! Fingi que ia dar o soco, mas botei minha mão com força em sua cabeça! Ambos sentimos o mesmo arrepio e agora, ele não era mais páreo a mim.
Ele me chutou, mas eu me transformei em bromo rapidamente e ele começou a cair, decidi que antes de nocauteá-lo eu o assustaria primeiro. Ele estava caindo, mas foi segurado pelas sombras que eu fazia quando tampava a luz da lua na direção do mascarado. Controlei as sobras e fiz formatos de tentáculos e levantei seu rosto. Queria saber o que ele estava pensando agora que eu estava usando seus poderes!
Eu desci com a maior velocidade e senti meus poderes das sombras me ajudando! Eu estava descendo e minhas pernas viraram sombras! Como se fosse uma turbina em parafuso! Era algo completamente incrível! Eu parecia um fantasma negro agora. Com um enorme soco eu lancei o mascarado ao chão. E ele não levantou mais. Desci com calma e parei na frente dele. Estava muito feliz com esse novo poder.
Eu o segurei e como ele também tinha esse poder das sombras, eu tentei fazer o que ele fazia: ir de um lugar pro outro através das sombras. Eu comecei a descer pelo chão e num instante eu era a sombra! Eu olhei pra sombra de um prédio muito longe de mim, simplesmente fiz força e eu num instante estava lá! Eu olhava para os lugares que queria e aparecia!
Era como se eu estivesse em outra dimensão, e as sombras fossem a minha passagem para a dimensão da Terra. Que foda! Enfim, de prédio em prédio eu cheguei na base do Matheus. Vanessa e Marina já estavam lá, sentadas no colchão. Eu fui até a parede oposta a elas e saí.
– Consegui pegá-lo. – Quando disse isso elas levaram um susto tão grande que quando a Vanessa gritou a Marina foi jogada pro lado, pela força de levitação da Vanessa.
– Seu idiota! Quase me matou de susto! Desculpa Marina!
– Ernesto você é um idiota... – Marina disse.
– Haha, se assustaram feio hein? – Coloquei o mascarado na parede. Ele estava inconsciente.
– Vamos tirar a máscara. – Eu peguei seu rosto e o puxei com força. A Máscara saiu e mostrou quem é que tinha nos perseguido.
– É o cara da biblioteca! – Gritou a Marina. – O Leopoldo! É ele!
– O quê?! Um bibliotecário?! – Pensando bem fazia sentido; já presenciei muitas vezes o seu poder, mas não me dava conta que era algo anormal. Ele andava por um lado e segundos depois estava no outro canto do colégio. Mas nunca pensei que ele fosse ter poderes. – O quê ele queria com a gente afinal? – Marina me explicou tudo que Matheus sabia. Eles procuravam pessoas com poderes. Mas não sabíamos pra quê.
– Bom, quando ele acordar, vou querer saber tudo. E ele vai nos contar com certeza. – Fiz umas sombras em forma de tentáculos saírem da parede para prender o Leopoldo. – Está imóvel, ele não consegue controlar as minhas sombras.
– Pegou o poder dele? – Perguntou Marina, assenti com a cabeça.
Matheus e Breno entraram no quarto.
– Não encontramos nada. Mas o quê? – Matheus olhou perplexo para o Leopoldo.
– Ele é o mascarado de quem você me falou? Ele? – Breno perguntou ao Matheus.
– Ele é nosso refém. Vou tirar informações dele amanhã.
– Você pegou o poder dele né? Apelão do caralho. Assim você vira um cuzão!
– O recalque bate no meu campo de força e volta pra você Breno, se fode aí. – Eu disse.
– Campo de força?! – Eu e Vanessa mostramos o campo de força – Ah vai se fuder!
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