A Nova Era dos Heróis

24 Capítulo 24-Campo Santana


Notas iniciais
As coisas começam a ficar agitadas na base do Campo Santana.

Eu sabia onde era um dos esconderijos. Campo Santana. Quem suspeitaria de um parque era o disfarce para o esconderijo de uma organização que trabalha com poderes e habilidades especiais? Não sei o propósito da Snake, mas não espero algo bom deles. Eu tinha que salvar o Fabiano, estou devendo tudo à ele, depois de ferrá-lo ele ainda quis que me soltassem. Ele sabia que eu não tinha escolha. Agora não há tempo para negociações, eles congelaram meus pais, e isso era imperdoável.

Eu estava poderosa, e usaria esses poderes para o bem, nada de máscaras, eu sou quem eu sou. E eu sou uma vingadora agora. Vou soltá-lo dali, custe o que custar.

Cheguei enfim no Centro, estava fora e encima de um prédio. Era de manhã, passei a madrugada inteira tirando essas gosmas de mim, e me acostumando com meus novos membros. Investiguei profundamente todas as novas partes de meu novo corpo.

Essas asas são de uma vespa tarântula falcão, mas como o experimento do infeliz do Máscara Branca deu errado, eu tinha os ferrões dela na ponta das minhas asas. Pareciam asas de dragão. Os ferrões soltam uma dor intensa por três minutos, capaz de matar um humano se a ferroada for intensa.

Essas patas que surgiram nas minhas costas, são patas de Viúva Negra. Eu tenho aracnofobia, mas era diferente. Eram as patas, suas patas, agora que tive tempo de analisar melhor, eram lindas. Negras como o carvão e com listras pretas como o sangue.

As garras em minhas mãos eram semelhantes ao ferrão do escorpião, mas não achei nenhuma espécie que tenha as mesmas. Erro do experimento.

Minha pele, tirando o rosto, era dourada e escamosa, como uma serpente, bem mais dura. Quase uma blindagem, minhas garras não passavam, mas um tiro passa, experiência própria.

E é claro, a cauda de Escorpião. O ferrão tem um veneno altamente letal que mataria uma pessoa em um minuto, mas como esse ferrão é do tamanho da minha cara, só de atravessar alguém essa pessoa já era. A cauda saía quase no fim da coluna vertebral, antes do cóxis. Pros que não entendem anatomia, um pouco acima da minha bunda. Era feita de ossos mesmo, a cauda podia quebrar, mas ela tem um revestimento tremendo, a pele de cobra e um exoesqueleto duro, resistente e extremamente funcional, ele se contorce com muita facilidade.

Nunca gostei de insetos. De verdade, mas é algo surpreendente. Pra que reclamar se eu não posso voltar a ser normal, o jeito é me aceitar do jeito que fiquei e usá-lo do melhor jeito possível. Chega de enrolações, eu vou entrar na base agora.

–----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Eu estava acordado, quando trouxeram outro cara ao meu lado.

Ele estava com as roupas um pouco rasgadas e estava na mesma sala que eu, acorrentado e preso na máquina, assim como eu. Não consigo parar de lembrar da transformação da Inês, e da trapaça que o Máscara Branca fez. Ele mentiu pra ela e ainda mostrou seus pais congelados. Eu sabia que tinha algo errado, a Inês nunca faria algo assim. Onde ela está agora...

Voltando ao cara do meu lado, ele estava meio queimado nos braços, as queimaduras tinham formato de correntes. O Máscara Branca entrou na sala e estapeou o cara do lado.

– Vamos! Acorde de uma vez! – O cara levantou um pouco a cabeça e olhou pro Máscara. Ele pegou seu queixo e virou sua cabeça pra mim.

– Você tem um colega de quarto agora! Haha! Oh, não fique com ciúmes só porque ele ta mais ferrado que você Fabiano. – Ele soltou o rosto do cara. – Vou sair, quando voltar, vou pegar os poderes dos dois, a experiência com a Inês saiu melhor do que eu esperava, é uma pena que ela não volte mais.

– O quê você fez com ela? – Perguntei.

– Eu a mandei buscar uma encomenda, acontece que ela morreu tentando.

– Ela morreu?! – Eu me debati e tentei me transformar em animal. Mas não adiantava.

– Inibimos os seus poderes, agora temos de inibir o do Guilherme haha! Eu vou sair, daqui a pouco um amigo meu vem te dopar. Não façam gracinhas enquanto estiver fora, temos câmeras aqui e ali. Até mais.

Ele saiu e fechou a porta com cadeado. O cara virou pra mim e disse.

– Prazer, Guilherme.

– Prazer, Fabiano.

– Qual era o seu poder?

– Me transformar em animais.

– Entendi. Sabe porque nos prenderam?

– Não, mas vou arranjar algum jeito de sair daqui.

– Não posso falar muito, estão nos ouvindo, mas eu tenho uma idéia.

– Não fale, apenas faça se puder.

Ele não se mexia. Estive esperando alguma reação, mas nada. Quando de repente eu olhei pra sua perna. Um monte de pelos estavam crescendo! E se juntando, formando um tipo de corda! E esticando mais e mais.

– O quê...

– Psiu... – Ele me mandou calar a boca. A corda de pelos foi se arrastando até uma caixa de ferramentas que tinha do lado, a corda se dividiu em dois e as duas partes agarraram as chaves de fenda. As cordas levantaram as chaves lentamente e num instante as chaves voaram em direção às câmeras de segurança!

– Como você...

– Eles colocaram essas correntes inibidoras no meu pulso e no meu pescoço, mas minha perna está livre. Ali está! – A corda de pelos apertou um controle remoto encima da mesa e todas as correntes caíram da parede. Estávamos livres!

– Rápido, os seguranças devem estar vindo.

Eu me levantei com raiva.

– Já era pra eles.

O Guilherme esticou seu braço até a caixa de ferramentas, fez sua mão crescer e a agarrou. Eu me transformei em gorila e destruí a porta com facilidade, cadeados de aço grosso não eram nada pra mim, e logo em seguida o Guilherme lançou a caixa em direção ao corredor acertando os guardas que vinham. Eu fui agressivamente e esmaguei todos eles na parede. A seguir vinha uma porta de aço Guilherme pegou umas pistolas e uma submetralhadora e fomos até a porta.

Me transformei em rinoceronte e Guilherme subiu encima de mim.

– Escuta Fabiano, todas as salas têm um botão de emergência onde eles pedem reforços, temos que localizá-los rápido para não deixá-los apertarem, se essa base for parecida com a outra, tem uma sala com armas e equipamentos na parte de cima, temos de destruir a escada que leva até ela ou destruir a sala em si. Está pronto?

Notas finais
Leitores queridos, queria pedir desculpas pelo tempo sem capítulos, que aconteceu por diversos motivos: 1-Escola 2-Problemas com minha conta 3-Entrei em contato com algumas editoras, brasileiras e espanholas, disseram que se eu quiser publicar a história terei de terminá-la e consequentemente, deixar de publicar aqui... Ainda não tenho certeza se alguma delas irá aceitar, e estou escrevendo como louco aqui em casa. É muito complicado de explicar, a história já está terminada na minha cabeça e espero MUITO, que algum dia esta história seja publicada. De verdade. ;-; Eu tenho fé de que conseguirei e agradeço a todos que leram esta história. Muito obrigado e quem quiser mais explicações pode falar inbox comigo. Abraços, amo vocês
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.