A New Start

5 O Encontro


Notas iniciais
Yo! Estou de volta. Atrasada por motivos da bateria do meu notebook ter estragado --' Enfim, aqui está mais um capítulo e dessa vez mostra todo um ~~clima~~ entre Catarina e Dino. Boa leitura e até as notas finais!

Respirei fundo sentindo o ar puro entrar nos meus pulmões. A grama verde fazia cócegas sob os meus dedos e sol estava forte ao ponto de me fazer colocar meus óculos escuros. O dia estava lindo, com o início da primavera, havia pássaros cantando, flores desabrochando, crianças correndo e casais apaixonados se abraçando, o que leva a Dino e eu, com o pequeno detalhe de que não estamos apaixonados e não somos bem um casal, mas ainda assim, estamos em um encontro.

Hoje de manhã ele havia me ligado (sabe Deus como ele conseguiu meu número) me chamando pra fazer um piquenique no parque. Já que tínhamos que nos conhecer primeiro, que façamos logo. Não estava muito ansiosa pra isso, e com razão, já que até agora o encontro tem sido bem estranho, com aqueles silêncios constrangedores de vez em quando.

Olhei para o lado, vi o loiro vindo em minha direção com duas latas de refrigerante na mão e um sorriso estampado no rosto. Ele usava apenas uma camisa regata preta com uma estampa do The Doors¹ e uma calça jeans azul. Nada de especial, como se fosse apenas um universitário qualquer. Atrás dele dois de seus subordinados tomavam sorvete e conversavam. Observei-o sentar ao meu lado enquanto me entregava uma das latas.

– Eles não tinham refrigerante sem açúcar, então peguei o normal. Espero que esteja tudo bem.

– Está ótimo, só quero me refrescar, não importa como. – Disse rindo um pouco. Tomei um gole e senti o líquido gelado percorrer minha garganta, afastando brevemente o calor. Quando me virei, vi Dino me encarando. – O que houve?

– Nada, — Ele virou a cabeça abruptamente, meio constrangido. – Você está linda, — Voltou a olhar para mim, com um sorriso doce nos lábios. – como sempre é. — Fiquei vermelha na hora e abaixei a cabeça para tentar não mostrar.

– Você acha mesmo? Olha que eu nem me esforcei. – Olhei para minhas roupas, estava usando um short jeans preto de cintura alta, uma blusa cinza de alcinhas e um all star preto. Tinha feito um coque no cabelo e me maquiado de leve. Ok, talvez eu tenha me esforçado, mas não iria o deixar saber disso.

– Você não precisa se esforçar. Gosto disso. – Tomou um gole do refrigerante quando falou a última frase.

Fiquei olhando ele por um tempo, reparando apenas agora nos músculos que ele tinha. Ele realmente era lindo. Desviei meu olhar para o seu rosto, apenas para ver que ele me observava com uma expressão divertida, fiquei vermelha ao perceber que havia sido pega observando-o. Ele estava prestes a falar algo, quando ouvimos uma voz muito feminina, quase irritante, atrás de mim.

– Dino? Meu Deus, é você mesmo.

Viramo-nos para trás e Dino, ao ver quem era, ficou pálido na mesma hora, como se tivesse visto um fantasma. Por um momento ele ficou sem falar nada, até que se recompôs e com um sorriso forçado se levantou e foi em direção a uma mulher bastante linda, devo admitir.

Ela usava uma saia marrom curta e esvoaçante, com uma blusa rosa que possuía um decote generoso, exibindo seios grandes. Os cabelos loiros estavam soltos e caiam em cascata sobre os ombros. Ela tinha pele bronzeada e lindos olhos verdes.

– Oi Luíza. Como vai? – Dino disse a cumprimentando, olhando ela e depois a mim, como se estivesse preocupado com alguma coisa.

– Melhor agora! Não esperava te encontrar aqui. Ashley me arrastou até aqui no caminho do shopping, confesso que não pretendia ficar por muito tempo, mas agora que te encontrei, seria bom colocar o papo em dia. – Agarrou o braço dele e se aproximou sensualmente, mordendo o lábio. Não pude evitar uma pequena risada pelo o quão desconfortável Dino parecia estar, mas me arrependi logo depois que ela olhou para mim, só me notando agora. – Quem é essa? – Não tentou nem esconder o veneno na sua voz.

Dino rapidamente se desvencilhou dela, vindo à minha direção para ficar ao meu lado, e eu me levantei, estendendo a mão para cumprimenta-la.

– Sou Catarina. Prazer em conhecê-la. – Apertou minha mão sem vontade nenhuma e deu um sorrisinho forçado.

– Catarina, essa é Luíza-

– Ex-namorada dele. – Interrompeu-o, dessa vez, tinha um sorriso presunçoso no rosto e o queixo erguido. Senti uma pontada de ciúmes que eu certamente não queria que existisse. A vida amorosa de Dino não me interessava, esse “relacionamento” não iria dar em nada mesmo. – E você? Quem é?

– Minha noiva. – Agora foi a vez de Dino me interromper. Olhei-o e não consegui parar o sorriso no meu rosto que só aumentava. O loiro havia colocado o braço em volta da minha cintura e me puxado para perto dele. O sorriso de Luíza desapareceu rapidamente e foi substituído por uma expressão afetada. O ciúme era claro na sua voz.

– Noiva, é? Não fiquei sabendo que você havia noivado. – Passou as mãos pelos cabelos. – Não sabia nem que estava namorando.

– O anúncio foi algo íntimo, não queríamos ninguém fofocando sobre nós. – Decidi entrar na brincadeira, mas pela forma que Dino me olhou, acho que ele não sabia que era uma brincadeira.

Luíza apenas sorriu, tentando disfarçar a vontade de me matar, o que estava um tanto quanto clara. Segurou no braço de Dino novamente, e a pontada de ciúmes voltou em mim. A loira disse que ligaria para ele e se despediu sem dirigir a palavra a mim.

Dino virou-se para mim constrangido, tirando o braço da minha cintura e colocando a mão nos bolsos. Fitou o chão por um tempo, procurando as palavras certas.

– Desculpe por isso. – Disse finalmente olhando para mim. – Luíza foi minha última namorada e ela não aceitou muito bem o nosso término.

– Última? E quantas você já teve? – Dei uma tapa na minha testa mentalmente ao perceber a burrice que havia falado. Por algum motivo, eu estava com ciúmes e deixei transparecer. Dino pareceu ficar mais constrangido ainda.

– Um bom número. – Falou devagar, como se não quisesse que as palavras saíssem de sua boca. – Mas com Luíza foi recente, ela ainda não superou.

– Quão recente? – Novamente me senti irritada comigo mesma pelo ciúmes na minha voz. Eu não queria sentir aquilo, mas não estava conseguindo evitar.

Dino apenas me encarou abrindo e fechando a boca, e naquele momento minhas suspeitas se confirmaram, mas eu precisava ouvi-lo dizer.

– Dois meses atrás.

Respirei fundo e balancei a cabeça em afirmativa. Havia uma dor subindo no meu peito que me deixava com raiva. Por que ela estava alí? Não deveria existir.

– Não precisava ter terminado com ela apenas porque eu estava vindo. Era apenas explicar para o meu pai tudo, eu nem iria ficar sabendo. Tenho certeza que Timoteo entenderia.

– Não terminei com ela por sua causa. Terminei porque ela é fútil, mimada e egoísta. –Respirou fundo e passou a mão pelos cabelos, impaciente. – Sempre foi você, não importava quantas namoradas eu tivesse, com quantas mulheres eu dormia, eu só consigo imaginar um futuro com você e mais ninguém.

Ok, aquilo era uma revelação. Estava atônita. Como diabos podia haver apenas eu em seu futuro, se ele nem me conhecia?! Eu não sabia o que fazer, então fiz a coisa mais racional e lógica possível. Encarei-o com a boca aberta sem falar absolutamente nada.

Quando não disse nada, a expressão de Dino mudou para uma magoada. Eu precisava falar alguma coisa, então falei a primeira que me veio a cabeça.

– Mas como? Você nem me conhecia. – Falei tão baixo que fiquei com medo dele não me escutar.

– É difícil explicar, você provavelmente não entenderia, mas prometo que um dia eu lhe contarei tudo. – Sorriu dessa vez e estendeu a mão para mim. – Vem, vou te levar para casa está ficando tarde.

Segurei sua mão e andamos de mãos dadas. Minhas bochechas ficaram vermelhas quando percebi o quão próximos estavam. Dino sorria enquanto conversava sobre suas bandas preferidas e os shows que já esteve. Não pude evitar sorrir também ao ver como ele estava feliz. Seus olhos brilhavam cada vez que ele falava das loucuras que fez para ir nesses shows, e ria quando contava sobre as “punições” que seus subordinados lhe aplicaram. Naquele momento ele não era Dino Cavallone, o chefe da décima geração de uma das famílias mais poderosas da máfia. Ele era apenas um homem em um encontro com sua noiva.

Corei de novo. Noiva? Desde quando eu já me considerava isso? Noiva do Dino. Meu coração deu um pulo e senti um calor se espalhar pelo meu corpo. O medo e a insegurança de carregar aquele título já não estavam mais presente, foi substituído por uma sensação boa, de felicidade e apreço. Talvez, apenas talvez, eu acabe me apaixonando por Dino. Este homem estava me conquistando pouco a pouco. Fui despertada dos pensamentos por sua voz me chamando.

– Catarina? Catarina! – Balancei a cabeça e me desculpei, ele apenas riu. – Tire uma foto que dura mais. – Dino portava um sorriso convencido e malicioso, o que me fez dar um tapinha no ombro dele, que apenas riu novamente. – Eu estava perguntando se você queria ir lá pra casa amanhã. Poderíamos assistir a um filme.

– Apenas se for de terror, ultimamente só estou com vontade de assistir isso.

– Se isso significa que você vai me abraçar toda vez que ficar com medo, claro, assistiremos. – O sorriso malicioso estava de volta.

– Acho que será o contrário. Não me assusto facilmente. – Dessa vez, era eu quem tinha um sorriso convencido.

– Veremos. – Foi a única coisa que disse

A conversa até chegarmos à minha casa foi tranquila, nada de mais. Falamos sobre nossos gostos, o que nos irritava e sobre alguns filmes que iriam lançar que queríamos ver.

– Então é isso, aqui estamos. – Disse enquanto olhava pela janela do carro.

– Obrigada, me diverti muito hoje. Principalmente ao ver a cara de ciúmes da sua ex. – Fechei a boca assim que percebi a besteira que falei.

Um sorriso de satisfação foi crescendo no rosto de Dino, até que ele colocou o braço em cima do meu banco e atrás minha cabeça, se aproximou lentamente do meu rosto até que pude sentir sua respiração quente. Meu coração estava acelerado e quando ele colocou a mão na minha nuca, fechei os olhos me preparando para sentir seus lábios. Mas ao invés deles terem se colado nos meus, foram para minha bochecha, depositando um pequeno beijo.

Abri meus olhos apenas para ver Dino sorrindo divertido para mim, nossos rostos ainda estavam muito próximos e apenas olhei em seus olhos, me perdendo neles. Ele acariciou minha bochecha, onde havia beijado.

– Até amanha Cat², mal posso esperar. – O sorriso só aumentou ao falar a última frase.

。。。

Deitada na minha cama, relembrava o que aconteceu na última hora. Dino quase havia me beijado e eu me sentia decepcionada por ele não ter feito. Eu queria ser beijada por ele. Espantei os pensamentos de estar me apaixonando para longe, talvez fossem apenas os hormônios, afinal, eu tinha dezoito anos, era virgem e tinha pouca experiência com homens. Dino era, por falta de termo melhor para definir, um pedaço de mau caminho. Era totalmente compreensível que eu me sentisse atraída por ele. Não era?

Ouvi a porta batendo e gritei que estava aberta. Meu pai me olhou por uma fresta que abriu, antes de entrar completamente e se sentar ao meu lado na cama.

– Se divertiu no seu encontro? – Seu olhar era esperançoso.

– Sim, muito. Dino é bastante gentil.

– Eu falei que você ia gostar dele. – Respirou fundo e soube que vinha notícia ruim. – Andei pensando muito e decidi que você tem até o mês que vem para tomar uma decisão. – Timoteo levantou a mão antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. – Não estou fazendo isso porque quero, acredite em mim, eu lhe daria mais tempo se pudesse, mas não há nenhum. O casamento precisa ocorrer antes de Xanxus assumir a família e preciso me aposentar logo. Por favor, filha, me entenda.

Suspirei em derrota e balancei a cabeça em afirmação, mostrando que entendo. Não achava justo, mas ainda assim, eu entendia sua pressa.

Timoteo saiu do meu quarto e me joguei de costas na cama. Talvez seja hora de aceitar que estou me apaixonando por Dino. Vamos ver onde isso vai dar.

Notas finais
¹: Não faço a menor ideia de qual seja o gosto musical dele, coloquei essa banda porque achei melhor do que colocar Jack Daniels como estampa. ²: Chamando por apelido e tudo hehehe É isso aí galera. Acharam que ia ter beijo? Sabe de nada, inocente! Mas no futuro terá heheh Aliás, queria a opinião de vocês nisso. Eu faço hentai nessa história ou não? Ainda estou na dúvida e seria muito legal se vocês me ajudasse ^_^ É o que tem pra hoje, então beijos e até o próximo capítulo!