Notas iniciais
Olá povo! Esse capítulo ta meio monótono no começo, porque tava sem inspiração mesmo, mas lá pro final melhora, como vocês irão ver heheheheheh Boa leitura!

Olhando-me no espelho mais uma vez, ajeitei meu cabelo. Não me arrumei muito, já que íamos apenas para a casa dele. Estava usando uma calça jeans e uma blusa preta que tinha escrito “Don’t Panic!” nela. Peguei meu celular e coloquei no bolso, não via motivo para levar uma bolsa.

Ouvi alguém batendo a porta e dizendo que Dino havia chegado e estava me esperando. Respirei fundo e saí do quarto. Um mês, era tudo o que eu tinha para decidir se queria ou não passar o resto da minha vida com ele.

Chegando ao pátio, o vi encostado na lateral da sua Ferrari vermelha. Quando ele me viu, abriu aquele sorriso encantador que faz qualquer mulher se derreter, e veio em minha direção. Idiota. Ugh, por que você tem que ser tão lindo?! Forcei um sorriso quando ele parou na minha frente.

– Oi Dino. – Ele curvou-se e me deu um beijo na bochecha, demorando os lábios.

– Oi. – Começou a rir, me deixando um pouco confusa. – Você está parecendo um pimentão. Isso tudo porque beijei na bochecha, já imaginou se eu tivesse feito o que realmente queria fazer? – Corei mais ainda.

– E o-o que você queria fazer? – Dino riu novamente e passou o braço pela minha cintura, me guiando ao carro.

– Nada com que você deva se preocupar agora.

Já no caminho para a casa dele, não conseguia parar de pensar no ultimato que me foi dado. Um mês não era suficiente. Não era? Tudo bem que eu não precisava amá-lo logo de cara, mas apenas conhece-lo para saber se iria dar certo, e por enquanto, tudo indicava que sim. Espera, quando eu passei de “não tem a menor chance de me casar com ele” para “isso pode funcionar”?

Estava tão absorta em meus pensamentos, que não notei quando a música que tocava no rádio parou e que Dino chamava meu nome. Senti uma mão no meu braço e me virei. Dino tinha uma expressão preocupada e fitava meu rosto.

– O que houve? Está tudo bem? – Ele estava completamente virado para mim, e o aperto de sua mão em meu braço aumentou um pouco, foi só então que percebi que havíamos parado.

– Por que paramos?

– Você estava calada e não parecia bem, fiquei preocupado. – Disse, soltando o meu braço. –O que aconteceu?

O olhei por um momento, cogitando se falava ou não. Dino parecia tão preocupado e confuso, que não pude evitar de me sentir amada. Coloquei minha mão sobre a dele, que agora repousava em sua perna, e apertei de leve. Respirei fundo e decidi contar tudo.

– É só que... Meu pai me disse ontem que eu deveria tomar uma decisão sobre... Nós, em um mês. – Fitei sua mão, não conseguindo olhá-lo. – Ele está perto de se aposentar e precisa que a aliança ocorra antes disso acontecer. – Quando finalmente o olhei, havia compreensão em suas feições.

– Entendo, devo me desculpar também, acho que tenho um pouco de culpa também. Alguns membros da minha família tem me pressionado a me casar logo e eles devem ter comentado algo com seu pai. – Apertei um pouco mais sua mão e lhe ofereci um sorriso, assegurando que estava tudo bem. Ele sorriu e vi um brilho de divertimento em seu olhar. – Tive uma ideia. Já que você não irá conseguir prestar atenção no filme mesmo, tem outra coisa que podemos fazer.

Congelei. O que ele quer dizer com outra coisa? Mil coisas passaram pela minha cabeça e nenhuma delas eram, digamos, inocentes. Meu coração acelerou e corei. Impressionantemente, nos imaginar dando uns amassos no carro não me deixou assustada, e sim, ansiosa. Mas por que diabos eu estava ansiosa?! Quando o motor do carro ligou e Dino voltou a dirigir, percebi que não iríamos fazer nada do que eu pensava. Me peguei um pouco desapontada.

– Acho melhor ligar para seu pai e avisar que você não vai voltar hoje para casa. – Meu coração voltou a acelerar. – Vou lhe mostrar o país! – Enquanto ele sorria amplamente para mim, meu coração afundou um pouco em meu peito, mesmo eu não querendo. Dino começou a rir novamente. – O que você estava imaginando antes? Tinha ficado da cor do meu carro. – Dei um soco de leve em seu ombro enquanto ele ria.

– Nada da sua conta. – Resmunguei

Liguei para meu pai esperando receber uma bronca e ser mandada de volta pra casa, mas ao invés disso, ele apenas riu e disse para não demorar muito, que minhas aulas começavam daqui a duas semanas. Ele realmente queria que esse casamento acontecesse. Desliguei o celular um pouco confusa, por ser a primeira vez na minha vida que faço algo “irresponsável” e ninguém grita comigo por isso.

Olhei para Dino que cantava uma música pop em italiano. Ele balançava a cabeça e batia os dedos no volante, olhou para mim, cantou uma parte da música e piscou, voltando a atenção para a estrada em seguida. Não sabia italiano, mas senti que aquela parte da música havia significado algo.

– Pra onde estamos indo? – Quis saber

– Surpresa. Mas vamos demorar um pouco até chegar lá, por isso acho melhor passarmos no shopping e comprar algumas coisas antes de ir.

E pelo jeito iriamos passar um bom tempo viajando mesmo. Dino comprou sacolas e mais sacolas de comida, dois cobertores (segundo ele, poderia fazer frio) e alguns livros que eu queria ler. Voltamos para o carro e com tudo pronto, botamos o pé na estrada.

– Uma pena que eu não tenha trago minha câmera. Daria umas fotos lindas pra onde nós estamos indo.

– Temos nossos celulares, e eu tenho certeza que seu iPhone tem uma câmera muito boa. – Dino riu.

– Verdade, mas não é profissional igual a da minha Canon.

– Oh, me desculpe Senhor Eu-tenho-dinheiro-para-comprar-uma-câmera-profissional. – Disse em um tom de brincadeira, fingindo estar ofendida. Dino, novamente, apenas riu.

Depois de uma hora de viajem, já estava escuro e decidimos esperar de manhã para prosseguir. Paramos em um hotel da cidade em que estávamos e nos dirigimos à recepção. Uma simpática moça, em seus vinte e poucos anos estava atrás do balcão e não parava de olhar Dino, não a culpo, eu também não tiraria meus olhos dela.

– Boa noite, em que posso ajuda-los?

– Gostaríamos de dois quartos. – Dino disse enquanto tirava sua carteira do bolso.

– Sinto muito, mas o hotel está lotado, só temos a suíte presidencial disponível.

Dino olhou para mim, procurando alguma hesitação, mas quando não viu nenhuma, sorriu e deu seus dados para a recepcionista. Recebemos a chave e fomos para o elevador. Dino tropeçou na porta e quase caiu de cara no chão, ele realmente era atrapalhado.

Chegamos ao quarto e uau! Era mesmo lindo. Possuía uma sala de estar com um bar e uma TV plana, além de janelas que cobriam a parede de cima a baixo, possibilitando uma visão linda da cidade lá em baixo.

Entrei em um pequeno corredor que acabava em uma porta e ao abri-la, vi o quarto, que era enorme e com uma decoração em branco e dourado. A cama era king size e se encontrava no meio do cômodo, havia um criado-mudo com um abajur de cada lado, e uma cômoda em frente. As janelas também cobriam uma parede de cima a baixo e tinham cortinas brancas lindíssimas.

Dino entrou no quarto, tirou o casaco e jogou na cômoda. Olhou-me com receio, pegou nossos cobertores e esticou-os no chão.

– O que você está fazendo?

– Minha cama.

– Mas por quê? – Nesse momento ele parou e me olhou apreensivo, um brilho de esperança em seu olhar. – Tem uma cama de casal bem na sua frente, por que diabos você iria dormir no chão? – Ele sorriu e se aproximou de mim.

– Achei que não queria dividir a cama.

– Não vejo problema nenhum. Ou você tem medo que faça algo inapropriado comigo? – Disse em tom de flerte brincalhão.

Dino abriu um sorriso de canto de boca cafajeste e eu soube que era exatamente o que ele estava pensando. Pegou uma mecha do meu cabelo que havia caído sobre o olho e colocou atrás da orelha. Examinou-me de cima a baixo, parando o olhar nos meus lábios. Minha respiração acelerou e o coração parou. Dino aproximou-se de mim e seus lábios tocaram o canto dos meus.

Não me pergunte por que, mas eu virei o rosto em direção ao dele, fazendo nossos lábios se tocarem completamente. Não sei por que fiz isso, meu cérebro dizia que era uma má ideia, mas meu corpo não obedecia, se movimentando sozinho.

Dino me agarrou pela cintura, colando nossos corpos. Abri a boca pela surpresa do súbito contato e ele tirou proveito, aprofundando o beijo. Joguei os braços ao redor do seu pescoço, puxando-o para mim. Passei as mãos por seus cabelos, bagunçando-os e puxei sem querer, o que o fez apertar minha cintura levemente. Aparentemente, ele havia gostado, me lembraria daquilo.

Notei meus pés se movendo, estávamos andando não sabia para onde, deixei Dino me guiar. Minhas costas bateram na cômoda e senti suas mãos nas coxas, agarrando-as. Dobrando os joelhos levemente para tomar impulso, ele me levantou, fazendo eu me sentar na cômoda. Dino estava entre minhas pernas agora, suas mãos continuavam nas minhas coxas e as apertavam mais dessa vez.

Nosso beijo estava mais desesperado e profundo, sabia que aquilo iria levar a outras coisas, mas eu nem ligava mais. Só queria que Dino me tocasse mais, me beijasse mais.

Quando já estávamos sem ar, separamos nossos lábios, sem mover qualquer outra parte do corpo. Dino tinha os olhos fechados e quando abriu, olhou-me, procurando qualquer sinal de arrependimento e quando encontrou nenhum, sorriu cafajeste.

– Acho melhor irmos devagar. – Incapaz de falar, apenas assenti. Desceu-me do móvel e afastou-se de mim. Tirou a camisa e sem cerimônia nenhuma, deitou-se na cama. Olhou para mim, sorrindo novamente. – Não vai vir?

Seria uma longa noite...

Notas finais
Ta começando a esquentaaaar heheheheh Reviews são apreciados! Me digam suas opiniões sobre o que posso melhorar! Beijos e até a próxima! PS: Viram como eu não demorei dessa vez? hehe