A New Hope

7 The moon as a witness of a union. The new members.


Levi puxou a cabeça de Lara para perto de si e a beijou. Seus instintos misturados aos hormônios começaram a falar mais alto e passou a tomar gradativamente os lábios da mulher com mais vontade e sede. A morena ficou surpresa com o ato, mesmo tentando afasta-lo com as mãos que outrora cobriam seus seios ela acabou se entregando a ele.

O capitão começou a andar, não deixando a mulher cessar o beijo por nada, até que conseguiu achar uma peça de roupa que estava largada sobre a grama e a deitou ali. Suas mãos pareciam impacientes demais para ficarem em apenas um lugar e então começaram a deslizar pela pele macia da mulher.

Uma brisa fresca passou a soprar sobre aqueles corpos, de uma maneira que os excitava ainda mais. As mãos de Levi pareciam querer explorar todo o corpo dela e sua boca já sugava os mamilos da morena, fazendo com que ela passasse a se contorcer. Ele levou uma de suas mãos entre as pernas dela e acariciou o pequeno monte de carne daquela região, arrancando suspiros e gemidos da parceira. Era estranho e ao mesmo tempo prazeroso demais para Levi olhar uma das mulheres mais fortes da tropa se derreter e fraquejar àqueles pequenos toques. Sua masculinidade ansiava para possuir aquele corpo. Abriu as pernas de Lara como um selvagem e, prendendo os braços da mulher pelos pulsos, posicionou seu membro pulsante entre aquela fenda macia.

— Levi... — O sussurro da mulher era quase inaudível. — E-Eu não... não sou um brinquedo... não quero ser um brinquedinho que você irá descartar depois.

Levi mordeu o lábio inferior e beijou a testa da mulher tremula que estava sob seu corpo. Ela estava confusa, assustada porem excitada. O olhar de ambos estava carregado com a mais pura lascívia. Lentamente, e para não machucar a morena, Levi se enterrou entre as pernas de Lara, que gemeu baixinho.

Ele retirou seu membro devagar e investiu mais uma, duas, três, quatro vezes até conseguir tomar um ritmo mais acelerado e os gemidos da mulher passaram a ser mais audíveis para ele. Por impulso, ela mordeu o lábio inferior com força para tentar abafar os ruídos que fazia.

O capitão parecia hipnotizado pela vista que tinha. Ela não precisava dizer nada a ele, suas expressões falavam por si só. Os olhos da mulher pareciam incendiar ainda mais a alma de Levi, que investia mais e mais e beijava com urgência a pele do pescoço dela, subindo novamente para os lábios de Lara e os tomando com voracidade. Ao soltar os pulsos da morena, ela ergueu os braços para toca-lo, o envolvendo com pressa o corpo já suado do homem. Os pequenos e gélidos dedos da mulher tocavam vagarosamente as costas de Levi, iniciando uma pequena e simples caricia na área, levando o moreno a arfar em determinados momentos.

Eles pareciam estar ligados um ao outro, mas não por conta do ato sexual. Ele já havia experimentado o corpo de outra mulher uma vez, mas com Lara tudo parecia diferente. Sem aviso, Levi se desvencilhou dela e a virou de costas, puxando os quadris da mulher para cima e a penetrando com mais força, pegando-a de surpresa.

— I-Isso está... isso está errado! Não devíamos... não podemos...

— Cale a boca... Você quer que eu continue... Seu corpo está pedindo por mim. — Ele fez questão de ressaltar a última palavra apertando as nádegas dela. Levi sentia necessidade de mostrar quem estava mandando no ato e não precisou pensar muito antes de estapear um lado do quadril de Lara que soltou um rápido grito.

O prazer estava tomando o corpo da morena, ela podia sentir que não demoraria muito até chegar em seu ápice e para sua desgraça, ou talvez não, ele notou nisso e afastou novamente seu membro da intimidade dela. Ambos estavam ofegantes, mas não possuíam um resquício sequer de cansaço. Ao invés de continuar, ele a virou para si outra vez, a puxando pelos braços para perto de si. Seus lábios tomaram os da mulher, mas agora com calmaria. O ritmo havia mudado drasticamente, o homem selvagem deu lugar a outra uma nova versão. Nem mesmo com Petra ele havia conseguido ser tão calmo como estava sendo naquele momento com Lara. Levi só queria apreciar o doce gosto que podia sentir ao beija-la.

As pequenas mãos da mulher então envolveram a nuca do capitão, o puxando para mais perto. Por estar sentada sobre o colo do moreno, ele não precisou se esforçar muito antes de penetra-la outra vez, mas agora em um ritmo suave. As estocadas eram lentas conforme o beijo. As mãos pesadas de Levi dançavam sobre a pele da mulher, a apertando conforme subia novamente para seus seios até chegar aos biquinhos e massageá-los no mesmo ritmo da transa. Não demorou muito para que ele voltasse a estocar com mais velocidade e vontade, a fazendo quicar sobre seu membro até ela não aguentar mais.

Em questão de segundos o corpo da garota fora tomado por fortes espasmos e um prazer que a fez explodir e clamar pelo nome de Levi, chegando a arranhar as costas do capitão que sorriu ao vê-la em tal situação. Levou alguns minutos para que ela pudesse se recompor. O moreno permaneceu em silencio, a deitando sobre a peça de roupa e dando pequenos beijos em sua nuca e ombros.

Lara estava fora de si, seu corpo fraquejava todas as vezes que tentava levantar. O homem a sua frente parecia até mesmo outro, seu semblante apresentava mudanças, o ar ranzinza que sempre o rodeava por uns instantes havia desaparecido. Voltando apenas quando a garota tentava se levantar mesmo estando fraca.

— Onde estão suas roupas? — A voz do capitão saiu como um sussurro. Já ela não se esforçou nem para abrir a boca, ainda estava desnorteada pelo o ocorrido. Apenas apontou a direção de onde suas vestes e sua égua estavam. — Eu não vou demorar. Não levante, fique aqui!

Aquelas foram as últimas palavras que ela ouviu antes de Levi se distanciar. O cansaço do treinamento realizado durante o dia em conjunto com a "obra" fez-se abater uma forte fadiga sobre Lara. Antes de fechar seus olhos para descansar pode vê-lo vestir a calça do uniforme e partir na direção que lhe foi indicada.

(...)

— Lara?! Vamos, acorde. Você perderá o café da manhã! — A voz melodiosa de Petra não foi o suficiente para acordar a mulher. Somente as batidas insistentes serviram de despertador.

— Err... eu já estou indo. — Ela suspirou, derrotada. — Desço em um instante.

Quando finalmente abriu os olhos e notou que estava em seu quarto, Lara arregalou seus orbes castanhos e começou a questionar em sua mente como havia chegado em seus aposentos. A noite anterior parecia ter sido apenas um sonho erótico para ela que começou a se repreender. Mas ao se levantar e olhar no pequeno espelho disposto em sua cômoda e vislumbrar os pequenos roxos em seu pescoço pode então se lembrar de tudo o que tinha ocorrido.

Ela imediatamente passou a sentir os toques do capitão em seu corpo novamente e tremeu ao lembra-los. A morena então passou a pensar em como encararia o homem, sabia que se encontrariam em algum momento durante o dia e que precisava manter sua postura perante ele. Não podia deixar que ninguém descobrisse. Ninguém mesmo.

Depois de passar alguns minutos se arrumando e tentando esconder as marcas em seu pescoço, a morena finalmente desceu para o desjejum. Ela agradeceu aos céus por não ver Levi no refeitório, imaginando que estaria resolvendo algo com Erwin ou outro superior.

A mulher permaneceu inquieta por boa parte da manhã. Nunca ficava em um lugar só. Sempre arrumava algo para fazer, mas na verdade estava tentando evitar Levi ao máximo, embora quisesse vê-lo uma outra vez.

— Lara? — Erwin se aproximou da garota. — Está tudo bem?

Ela levou um breve susto, virando-se para onde o comandante estava. — Eu estou agitada mais do que o normal. É só ansiedade para conhecer os novos membros do esquadrão. Não é nada com que precise de atenção. — Ela sorriu.

— Eles já chegaram. Gary Bezarius, Chang May, Dianny, Jenny e Emmy chegaram hoje cedo. Eu esperava apresenta-los a você pela manhã, mas precisei resolver alguns assuntos da próxima expedição. — O loiro alto sorriu simpático, mas com pequenos traços de preocupação em seu rosto. — Eu acabei de vê-los no pátio.

— Eu vou me encontrar com eles.

— Tem certeza de que não precisa de nada? — Erwin a segurou gentilmente pela mão, mirando seus belos olhos azuis para ela.

— Eu estou bem. — A mulher tremeu sobre o olhar do comandante, eles possuíam o mesmo jeito de quando Levi a olhou na noite em que se encontraram no riacho.

A morena se apressou para chegar ao pátio e ao fazer isso pode encontrar seus novos parceiros facilmente. Gary estava sentado em uma pedra jogando conversa fora com Chang, que não parecia dar atenção ao parceiro já que estava olhando para Christa e Sasha do outro lado do pátio. Já as três irmãs estavam acuadas em um canto próximo aos estábulos tão sérias quanto Gary. Lara as reconheceu assim que as viu. Havia salvado a vida das três meninas quando Trost fora invadida. Quando a nova capitã se aproximou do grupo, os novos cadetes a saudaram rapidamente.

— Então é você a suicida que enfrentou um titã anormal sozinha? — Gary foi o primeiro a se pronunciar, não desfazendo a saudação da tropa.

— Tão suicida quanto você, eu suponho. — Ele deu uma breve risada. — Todos aqui são suicidas se pararmos para pensar. — Lara fez um sinal para que eles pudessem descansar. — Acredito que vocês já tenham se apresentado uns para os outros. Meu nome é Lara Beckett, serei a capitã de vocês.

(...)

O treinamento foi duro. Mas todos haviam demonstrado habilidades notáveis e disciplina durante o treino. O comandante parecia satisfeito com o novo esquadrão, eles pareciam tão promissores quanto Lara. Dianny e suas irmãs possuíam um sincronismo ilustre. Eram fortes e não tinham problemas em acatar as ordens dadas por Lara. Chang era detentor de um exímio raciocínio lógico e reflexos apurados. Gary era rápido e habilidoso, tanto no DMT quanto em solo.

Durante o jantar todos sentaram na mesma mesa, como ainda não conheciam os outros cadetes e veteranos optaram por sentar em um dos bancos mais afastados.

— Como vocês conheceram a capitã? — Chang questionou para as três irmãs enquanto levava um pedaço de carne até a boca.

— Ela nos ajudou quando a muralha em Trost caiu. Jenny se machucou enquanto tentava desviar de um titã. A capitã apareceu mais rápido do que o vento. — Emmy deu uma pausa. — Se não fosse pela ajuda dela poderíamos ter sido devoradas naquele dia.

— Dizem que ela é realmente muito rápida. Mas que também é imprudente. — Gary entrou na conversa. — Pelo menos é o que eu ouvi enquanto estava vindo pra cá.

— Não deveria dar importância a fofocas, cadete. — Por estar passando por perto, o capitão Levi se pronunciou. Ele conhecia bem Gary Bezarius e ambos não simpatizavam. O garoto chegou a se levantar para responder ao homem, mas fora impedido por Lara que forçou seu ombro para que voltasse a se sentar. — É melhor controlar melhor seu soldado, Beckett. — Ele tinha frieza em suas palavras, não lembrava nem um pouco o Levi que havia se deleitado com ela na noite passada. Seu olhar indiferente gelou por alguns segundos a morena, a deixando com um semblante de dúvida.

— Certamente ele não queria dizer nada, não é Bezarius? — Agora era Lara que possuía frieza no olhar, ou ao menos ela tentou. Precisava mantê-lo sentado ou os dois poderiam começar uma discussão ou algo pior. Ele permaneceu quieto, voltando seus olhos para o prato de comida a sua frente.

Assim que o moreno passou por ela foi-se sentar com Petra e Hanji em outra mesa a poucos metros de distância de onde Lara e se esquadrão se encontravam. De longe ela podia sentir que Levi a vigiava, embora Petra estivesse tentando puxar assunto com o capitão ele não parecia dar a mínima atenção a ruiva a seu lado. Quando Erwin o contou pela manhã que Lara havia sido promovida e que lideraria um esquadrão próprio ele discordou da ideia de imediato. Depois de descobrir que Gary Bezarius, uma das pessoas que mais desprezava em toda tropa seria um dos cadentes de Beckett, achou a ideia de promove-la ainda mais absurda.

O silencio permaneceu na mesa por alguns segundos, sendo rompido apenas quando a capitã se pronunciou.

— Tenho notícias não muito boas. — O semblante dela agora exalava preocupação. — Amanhã partiremos em uma expedição.

— O que? Mas nem tivemos tempo de treinar direito. — Dianny se queixou, deixando o garfo em sua mão cair sobre o prato ainda cheio.

— Concordo com ela. Não temos como sobreviver a uma expedição de verdade sem mais treinos. — Com a mão sobre as têmporas, Chang parecia temeroso.

— A posição que ficaremos não será tão ruim assim. Temos chances de sobreviver, eu garanto. — Ela suspirou. Era muita responsabilidade, deveria zelar agora pela vida de seus cadetes e protege-los caso algo desse errado. — Eu prometo a vocês, voltaremos seguros para casa.