A Namorada Do Papai
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Depois de quase um mês aqui estou eu postando mais um capítulo.
Podem me xingar, me bater, colocar meu nome no macumba on-line pela demora do capítulo.
Não vou explicar porque toda a demora porque vcs já sabem né e é chatinho ficar lendo minhas desculpas.
Capítulo nada bom. Me desculpem, irei compensar no próximo.
Espero que gostem e se divirtam.
ótima leitura!
A discussão entre os dois continuou de um modo mais baixo agora, mas ainda discutiam. Era difícil entende-lo, era difícil saber o que estava acontecendo, mas qualquer pessoa conseguiria entender que era uma discussão.
Eu tinha que sair dali, quer dizer, eu tinha que ficar, eu tinha que dar um jeito para gravar, tirar fotos, qualquer coisa que comprove que os dois estão juntos.
Tirei meu celular rapidamente da bolsa, mas eu estava de costas para eles não daria certo, daria?
Pensei por um momento. Não haveria uma forma de tirar fotos sem que percebessem ao menos se...
Vasculhei minha bolsa a procura do meu espelho, droga onde está o espelho na hora em que eu preciso?
Depois de dois minutos, desajeitada e desesperada eu encontrei o espelho. Meu coração batendo forte no peito, até parecia que eu estava fazendo algo proibido, errado.
Sentei-me de forma ereta na cadeira, arrumei meu cabelo cobrindo o possível de meu rosto e fingindo passar a maquiagem eu ergui o espelho na altura onde eu conseguia encontrar os cabelos louros e compridos de James, ele estava de costas para mim, sua mão reposando na mesa e a outra gesticulando para Rachel sem parar. Afastei o espelho mais para o lado, como se ajusta um retrovisor de um carro e encontrei Rachel.
Seu cabelo louro-morango caia em cachos como o habitual, Mel brincava distraída ao seu lado naquelas cadeiras especiais para bebê enquanto ela assentia para James sem nada dizer. Eu tinha pouco tempo, para fazer o que tinha em mente, se é que daria certo.
Sem mais delongas apertei a tecla do menu do meu celular, configurei a opção de imagem e arrisquei apertar o click para a primeira imagem.
Não tinha ficado nítida, não mesmo, mas olhando bem dava para ver que era Rachel, coloquei o espelho para o lado e bem, qualquer pessoa que visse, saberia que eu estava utilizando espelho para bisbilhotar e não para me maquiar. Arrisquei um pouco e tentei virar meu corpo na cadeira, capturei a imagem e no instante seguinte os olhos de James encontraram os meus.
Meu coração disparou.
Merda. Merda. Merda.
Guardei o celular rapidamente como se fosse à arma de um crime preste a ser examinada. Joguei para o lado meu cabelo mais uma vez e sem mais delongas deixei o dinheiro em cima da mesa.
Ele havia me visto. James sabia que eu estava ali e sem duvidas isso mudaria muita coisa.
Andei sobre os saltos rapidamente em fuga para a saída.
Quando é que o corredor dessa lanchonete ficou tão extenso?
Minha boca estava seca, pulsação acelerada. O movimento na lanchonete mudou, eu sabia que alguém estava atrás de mim, alguém me seguia pela saída.
- Isabella.
Apressei meus passos e agradeci por já estar na rua. Avistei meu carro do outro lado.
- Hei, espere.
Não dei ouvido a ela e continuei andando até que tive que parar quando o semáforo fechou para mim.
- Droga. – sussurrei e mordi os lábios com forças.
- Isabella? – fechei os olhos quando sua mão tocou meu braço. Suspirei e me virei para lhe encarar.
Rachel parecia assustada, mas do que assustada, desesperada.
- O que você...? Por que está me seguindo?
- Não estou seguindo... solte-me.
Puxei meu braço me desvencilhando dela.
- O que você viu lá dentro? Quer dizer, não é nada do que está imaginando... – Rachel se atrapalhou com as palavras.
- E o que acha que eu estou imaginando?
Rachel abriu a boca, uma, duas vezes e nada saiu.
- Não pode contar nada ao Edward.
- Ah, por favor, quer mesmo que eu faça isso? – perguntei irônica.
- Você não tem nada a ver com está história... eu vou...
- Não importa o que você vai fazer. Acabou Rachel, chega desse seu joguinho. Não vê que fazendo isso você só está enganando a si mesma? Sinceramente, você é hipócrita demais, não entendo porque faz isso. Edward não a ama mais, para que continuar com esse joguinho? Diz a verdade sobre a Mel, diz a verdade sobre tudo.
- Eu não posso.
- Rachel? – Ouvi James gritar há alguns metros.
Não pode? Fala sério.
- Não pode? – sorri irônica. – Eu e Edward estamos muito bem e felizes, sei o que você quer, mas isso não vai acontecer, eu não vou deixar acontecer.
- Tudo isso é medo de perdê-lo Isabella? Você é muito autoconfiante – caçoou.
Sorri.
- Acabou Rachel, sua mascara caiu.
Dei-lhe as costas e atravessei a rua em direção ao meu carro. Olhei para trás uma vez e Rachel permanecia parada, extasiada no mesmo lugar.
Parei em frente à porta do motorista a procura de minha chave na bolsa. Apoiei a bolsa em minha perna enquanto lutava para encontrar a chave quando de repente ouvi um baque vindo em direção a mim.
Foi tudo muito rápido, quando dei por mim estava no chão. Pisquei algumas vezes, algumas pessoas ao meu redor. Um homem me ajudou a se levantar e apoiou meu braço em seus ombros.
- Moça você está bem? – perguntou. Havia mais algumas pessoas ao meu redor.
- S-sim – respondi em um sussurro. Minha cabeça latejava. Levei a mão até o lugar. – Ai!
- Sente-se aqui – o homem me levou até um banco próximo em baixo de uma árvore, sentei-me.
- O que aconteceu? Quer dizer, você estava ali e de repente caiu? Se sente tonta?
- Não sei – respondi. Olhei ao redor.
Eu me lembro de Rachel, James, discussão e...
- Onde está minha bolsa? – me levantei rapidamente, a tontura tomando conta de mim novamente, cambaleei.
- Droga, minha bolsa? Eles levaram minha bolsa?
Merda, por um momento eu tinha tudo e agora... nada.
Virei-me para o homem desconhecido.
- Minha bolsa? Meu celular? – perguntei a ele e ao mesmo procurei desesperada por ela.
- Não sei – ele deu de ombros. – Sinto muito, acho que o garoto levou com ele.
- Garoto?
- Sim, ele estava em alta velocidade com a bicicleta, por isso você caiu no chão.
— Para onde ele foi? Eu preciso da minha bolsa, eu... eu tenho que recupera-la, minhas coisas estão...
- Hei moça, se acalme. – O homem desconhecido me levou até o banco novamente. – Você está sangrando um pouco – murmurou e tirou um lencinho de seu bolso. Agachou-se a minha frente e estendeu a mão, me desvencilhei. – Posso? – perguntou olhando em meus olhos. Eu conhecia aquele homem de algum lugar.
Suspirei e comecei a sentir uma dor incomoda em minha testa, próximo ao couro cabeludo. Latejava. Levei a mão até o lugar e senti o pegajoso e vermelho liquido.
- Ai – gemi novamente.
O desconhecido homem sorriu e levou seu lencinho até minha testa pressionando o corte.
Recostei-me ao banco. Não tinha mais nada para fazer, eu não posso acreditar que estive tão perto novamente e ela escapou pelos vão de meus dedos.
- Tenho a impressão de que conheço você – ele murmurou sorrindo, ainda pressionando o meu machucado.
- Eu também – respondi.
Ele estava sendo... cavalheiro demais. Seu sorriso era bonito, gracioso. Ele não era jovem, porem não tão velho, talvez a idade de Edward. Talvez!
Sua pele morena era bem cuidada, sua barba para fazer o deixava charmoso. Seus olhos castanho-claros olhavam para os meus, curioso, encantador. Senti seus dedos roçarem em meu rosto.
Droga, o que ele estava fazendo? O que eu estava fazendo?
Levantei novamente, segurando eu mesma o lenço.
- Hei, você é Isabella, certo? – perguntou me seguindo até meio fio.
Procurei por Rachel novamente. Nada. Nada.
- Sim... e você... hum... Taylor? Teddy? Hum... sou péssima com nomes, me desculpe.
Ele sorri novamente.
- Tyler, Sr. Tyler! – se apresenta.
Sr. Tyler, claro! Professor de matemática da Renesmee.
- Tyler! – sorri. – Bom revê-lo.
- Digo o mesmo, Srta Isabella. E pelo visto você continua aventureira e se metendo em encrencas, hein?
Sorrio amarelo.
- Não é bem assim.
- Não?
- Isso não é da sua conta.
- Oh, desculpe, isso foi grosseiro de minha parte.
- Tudo bem.
- E Renesmee ainda acha que namoramos? Quer dizer, tínhamos um caso – sorriu divertido.
- Ah, não – sorri. – Agora tudo está diferente.
- Ela ficou uma semana me olhando debochada e depois disse que sentia muito pelo termino do nosso relacionamento, foi hilário.
Era estranho e reconfortante encontrar com Tyler naquele exato momento.
- Hei, você não viu quem levou minha bolsa? Sério?
- Não, não vi. Sinto muito.
- Tudo bem – suspirei exasperada.
Eu juro que mataria Rachel assim que encontrasse com ela.
- Está à procura de alguém? Olha, acho melhor eu chamar a policia, afinal tivemos um crime aqui.
- Não, sem envolver policia, por favor. – Minha voz soou desesperada.
- Por que não? Por que está tão assustada?
- Não há nada o que relatar para a policia... pode me emprestar seu celular?
- Claro. – Tyler me entregou o minúsculo aparelho cinza com detalhes em preto.
Digitei rapidamente o número de Edward e esperei que chamasse.
- Por favor, atenda, por favor – murmurei andando de um lado a outro.
Esperei ansiosamente para ouvir sua voz até que caiu na caixa de mensagem. Tentei mais duas vezes, seguidamente e ele não atendia aquele maldito celular.
- Porra. – esbravejei silenciosamente.
O que eu faria? Estava longe da Cullen Editora. E não tinha dinheiro para um táxi, não tinha um celular para ligar, não tinha documentos e nada, não tinha absolutamente nada.
Respirei fundo. Eu não podia explodir agora, não aqui na rua. Não adiantaria em nada eu querer socar alguém e gritar, isso só me faria mais louca. Engoli o choro, as lágrimas que ameaçavam sair e fazerem meus olhos arderem.
- Hei, não fique tão brava. Posso te dar um carona... ainda acho que você deveria ir até uma delegacia.
- Não, sem delegacia.
- Ok. Como está isso? – perguntou apontando para o corte, eu já havia até esquecido. O lugar voltou a latejar.
- Vou sobreviver.
Tyler sorriu.
- Você é durona – deu dois tapinhas leves em meu ombro.
- Vem, te dou uma carona.
Sem escolhas entrei no carro de Tyler assim que ele abriu a porta do carona para mim.
- Acho que chegamos – anunciou quando parou em frente ao grane prédio.
- Obrigada, fico te devendo essa.
- Está me devendo duas, Srta Isabella – sorriu. – Boa sorte e tome cuidado em suas aventuras.
Reviro os olhos e sorrio assentindo. Abro a porta do carona e saio ainda segurando seu lenço em meu corte estancando o sangue.
- Hei – tirei o lenço de cima do machucado. – Vai querer isso de volta? – estendi o pano azul claro manchado de sangue.
Tyler sorriu divertido e meneou a cabeça negativamente.
- Definitivamente não.
- Obrigada por tudo, obrigada mesmo.
- As ordens Isabella.
Acenei com a mão desocupada e me virei em direção a Editora.
- Hei, você ainda tem o meu número de telefone? Para emergências como essa? – perguntou rindo.
Revirei os olhos novamente.
- Adeus Tyler.
Ouvi sua gargalhada e deu partida no carro seguindo em frente. Caminhei até a calçada e subi a escadaria que me daria acesso ao Hall de entrada.
Na fachada com letras maiúsculas e lustrosas tonalizadas de prata dizia: “Cullen Editora.”.
Maldito Cullen.
Ainda pressionando o machucado e chamei pelo elevador e subi até o ultimo andar.
Cambaleando em meus saltos caminhei até a sala de Edward.
- Hei Bella – sorriu Maggie a me ver passar. – Está tudo bem?
- Sim.
- Ah, o senhor Edward está meio ocupado, acho que em uma reunião.
- Não ele não está – disse furiosa.
- Bem ele disse que estaria...
- Eu sou a secretária dele e ele não está – gritei.
Maggie arregalou seus olhos azuis assustada com minha atitude.
Foda-se reunião. Eu só queria matar a Rachel. E neste momento eu não sabia onde ela estava então...
Caminhei com foco até a maçaneta da porta de Edward e sem hesitar empurrei a porta sem cerimônia.
Primeiro meus olhos encontraram os de Edward, sentado atrás de sua mesa conversava com alguém e assim que me viu parou no mesmo segundo.
Meu coração disparou novamente. Minha mão coçou como nunca antes, quando vi Rachel se virar na cadeira juntamente com um homem velho e careca ao lado dela para ver quem era.
Desviei meus olhos para Rachel, ela sorriu minimamente.
- Eu.Vou.Matar. Você – falei entre dentes, palavra por palavra. Minhas mãos se fecharam em punho e sem pensar caminhei até Rachel louca para cravar minhas unhas em seu rosto.
Rachel se levantou no mesmo momento erguendo as mãos em defesa, mas isso não me impediu para que eu lhe desse um tapa em sua face. O estalido me causou prazer, e eu queria mais, ela merecia muito mais que tapas. Avancei novamente e senti braços envolvendo minha cintura me impedindo de encostar nela novamente.
- Bella pare – a voz de Edward em meu ouvido me reprimindo.Tentei me desvencilhar, mas foi em vão, ele era mais forte do que eu.
Rachel estava parada, olhando-me como se eu fosse a culpada de tudo. Fazendo cara de vitima acariciando o próprio rosto no lugar que minha mão esquentou.
- Me solte Edward – gritei me debatendo.
- Bella... pare – Edward com dificuldade prendeu meus braços contra meu corpo.
- Eu vou matar você Rachel... — ameacei.
- Rachel saia, por favor – Edward esbravejou.
- Ela é louca. – Rachel disse apontando para mim.
- Louca? Eu sou louca? Já contou a verdade para ele? Já contou a merda que você está fazendo? Ah não, esqueci que a sínica e mentirosa aqui é você... vamos vadia diga a verdade, acabou seu joguinho.
- Edward do que está louca está falando? – sorriu irônica.
- Rachel, Stefan, saiam, por favor... – Edward pediu tentando me impedir enquanto eu lutava em vão.
- Não, fique Rachel, fique e conte ao Edward que a Melanie é filha do James, fique e conte a ele que a única coisa que você quer é dinheiro, conte Rachel, conte – gritei.
- Isso não é verdade.
- Conte a ele que você é uma vadia mentirosa que dorme com outro homem e fingi ser a coitada sozinha... Você sabe, eu vi, eu sei.
- Eu não posso acreditar que você namora uma... psicopata – Rachel saiu da sala secando as lágrimas fingidas, Stefan a seguiu batendo a porta.
Edward ainda me segurava enquanto eu me desvencilhei de seus braços e segui caminho para fora, mas antes mesmo de chegar à porta ele estava ali, barrando minha saída. Trancou a porta.
- Saí da minha frente, Edward.
- Bella pare, por favor, vamos conversar.
- Saí, eu não quero te machucar, por favor.
- PORRA, PARE COM ISSO AGORA – Edward gritou arrancando a chave da porta e seguindo para a sua mesa. – SERÁ QUE DA PARA FALAR QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO?
Continuei extasiada, enquanto ele gritava coisas desconexas do outro lado da mesa. Me virei para ele e ele estava de costas para mim, olhando pela janela de vidro. Suas mãos em seus cabelos puxando com tanta força que deveria estar machucando.
Minha respiração voltou ao normal aos poucos e quando percebi eu estava em seu colo chorando copiosamente toda a raiva, a magoa, ferocidade que eu estava naquele momento.
- Por favor, baby, me diz o que aconteceu? – murmurou, havia lágrimas em seu rosto também. – Merda, quem fez isso com você? – perguntou beijando meu corte.
Não respondi, meus soluços tornaram-se ainda mais intensos e voltei a chorar.
Edward me segurou por um momento em seus braços, como um bebê e deixou que eu chorasse.
- Não chore mais, por favor, Bella – pediu pela décima vez.
Tentei acalmar meus soluços respirei fundo e aos poucos eu me acalmei. Olhei em seus olhos, pela primeira vez naquele dia, o verde transparecendo preocupação, amor e raiva.
- Ela está mentindo, Edward eu juro...
- Bella... – ele suspirou. – O que realmente aconteceu?
- Eu estava na lanchonete, ia tomar meu café antes de vir para cá, então Rachel e James estavam lá, junto com a Mel e eu ouvi a conversa deles e...
- Impossível.
- O quê?
- Bella, Rachel estava aqui comigo... agora – ele se levantou e me sentou na cadeira. Passou a mão no cabelo, exasperado.
- Edward, acha que eu estou inventando tudo isso? Acha que eu estou mentindo? – perguntei e levantei indo em sua direção, segurei em seu braço fazendo-o olhar em meus olhos.
- Não, é que... Bella, você mesma viu, ela estava aqui...
- Ela estava lá também... eu a vi, eu tirei fotos.
Edward olhou-me incrédulo, assentiu negativamente.
- Tirei fotos, mas James me viu e Rachel veio atrás de mim no momento em que viria para cá, foi tudo muito rápido... e... e quando vi eu estava no chão, levaram a minha bolsa, Edward. Com o meu celular, meus documentos a chave do carro...
- Bella isso já está passando dos limites.
- O que quer dizer com passando dos limites? Você não acredita em mim? Não vê o que ela está fazendo? É tudo uma farsa, tudo uma mentira.
- Bella – Edward segurou-me, olhou em meus olhos e engoliu em seco. – Amor, você pediu para que eu fizesse o exame, você viu, deu positivo...
- É mentira, ela falsificou – rosnei.
Edward sorriu com amargura.
- Foi o Carlisle que fez... eu acredito nele.
O afastei.
- Então você prefere acreditar nela? Depois de tudo você prefere acreditar nela?
- Não tem no que acreditar e desacreditar, amor... você está doente – se aproximou. – Eu disse para parar com isso, baby, mas agora foi longe demais...
Edward segurou minha mão.
- Não me toque – sussurrei me afastando dele.
- Bella, não...
- Eu nunca pensei que seria assim, você... você prefere acreditar na mentira. Você está cego Edward, só você não vê?
- Me desculpe, mas não sei aonde você quer chegar com isso.
- Eu quero acabar com isso, com tudo. Eu não suporto mais a ideia de saber que ela está fazendo algo para te prejudicar e você é obtuso o bastante para não perceber. Não suporto a ideia de saber que a qualquer momento eu vou te perder, eu não suporto ter ela tão perto, eu não admito que ela faça parte da sua vida, das nossas vidas. Eu não perdi praticamente um ano te amando e lutando em vão para te perder agora. Eu não posso... te perder, porque eu sei que não... – solucei. – Por que eu sei não serei capaz de viver assim...
- Bella não – Edward me abraçou forte. – Bella, eu nunca vou te deixar. Aconteça o que acontecer. Deus, o que tenho que fazer para você tirar isso da cabeça? Me diz o que eu tenho fazer? Como eu posso provar meu amor por você? Queria tanto que você acreditasse nas minhas palavras.
- E eu gostaria que você acreditasse nas minhas.
- Eu acredito em você é que isso é tão...
- Por favor, estou dizendo a verdade. Eu tinha provas, eu tinha e tudo seria diferente, mas me roubaram.
- Tudo bem, amor, eu acredito em você Bella, eu acredito – Edward me abraçou mais forte. – Foi ela que fez isso com você? Quem te machucou? – murmurou beijando meu machucado.
Dei de ombros.
- Eu não vi quem foi, fui atropelada por um ciclista.
- Oh meu Deus. Se machucou em mais algum lugar?
Edward começou a fazer uma inspeção pelo meu corpo atrás de lesões e cortes.
- Não.
- Vamos ao médico, Carlisle vai cuidar disso.
- Não quero ir ao médico.
- Bella...
- Gostaria muito de ter minhas coisas de volta, a chave do meu carro, meus documentos e meu celular... as fotos estão lá e você vai acreditar em mim.
Edward suspirou.
- Eu acredito em você, não preciso de provas.
- Então não deixe que ela...
- Ela está indo embora hoje, estávamos terminando de assinar os papéis para novo apartamento dela.
Apenas isso não basta.
Edward tirou o telefone celular do bolso e discou um número.
- Carlisle, estou levando Bella até seu consultório... não... ela está bem, foi apenas um corte superficial... certo... lhe conto quando chegar ai... ok.
Edward desligou e discou outro número.
- Felix... preciso que vá até a rua.. – Edward tira o celular do ouvido. – Em que rua você estava, meu amor?
- Rua Stewart, cruzamento com a rua quatro. – sussurro.
- Rua Stewart, cruzamento com a rua quatro... sim... quero que cheque todas as câmeras disponíveis dessa rua... sim... minha Bella foi assaltada... encontre o individuo e traga as coisas dela de volta... sim... agora... aguardo resposta... de forma alguma. – Edward desliga o telefone.
- Com quem estava falando?
- Felix.
- Felix?
- Um dos seguranças da Cullen Editora e bem... meu segurança.
- Você tem um segurança? Particular?
- Sim.
- Como eu nunca...?
- Felix é muito reservado, ele fica de longe, só para emergências.
- Ah. Mas o que sobre você que eu não sei, Sr. Cullen?
Ele meneia a cabeça e pede um instante.
- Joham, aqui é Edward Cullen... preciso de um grande favor... siga Rachel para onde quer que ela vá... entendeu?... Não desgrude um minuto se quer dela... isso é importante... e faça um relato de todos os lugares que ela passar e de todas as pessoas que ela encontrar e falar... sim, não vejo porque não... você vai se sair bem nesta missão... fico no aguardo da resposta.
Uau. Eu nunca vi um Edward tão... mandão.
- Joham – assenti.
- Tem muita coisa sobre mim que você ainda não sabe, querida.
Suspirei.
- Sou toda ouvidos.
- Vamos, Carlisle nos espera.
***
Edward abriu a porta do carona para mim na garagem da Editora.
- Joham vai pegar seu carro e deixá-lo na sua casa.
- Obrigada.
- Não me agradeça, é o mínimo eu posso fazer – sorriu acariciando meu braço.
Em sua mão e seus braços havia marcas de minhas unhas, arranhões. Mal percebi que o havia machucado. Acaricie.
- Desculpe por isso, eu realmente não queria machucá-lo.
Edward olhou de relance para seus arranhões.
- Você é uma garota forte, indomável quando está nervosa – sorriu novamente. Beijei sua mão e toda extensão de seus machucados.
- Me desculpe, me desculpe, me desculpe – sussurrei entre cada beijo.
- Shhh! Está tudo bem, Bella.
- Não, não está.
Edward balançou a cabeça negativamente e puxou seu braço delicadamente.
- Gosto quando você crava suas unhas em mim, gosto de sentir sua mão, sua marca pelo meu corpo – sorriu maliciosamente.
- Edward... – sorri envergonhada.
Ele sorriu novamente e seguimos caminho até o hospital.
***
- Vai cicatrizar em breve. Troque o curativo duas vezes por dia, ok? – Carlisle terminava de fazer o curativo e limpar meu machucado enquanto passava as instruções.
Edward nos olhava sério. Em sua feição havia apenas dor. Seus olhos se encontraram com os meus e ele balançou a cabeça negativamente saindo da sala.
Carlisle se virou para olhá-lo, mas ele já havia saído.
O que havia acontecido?
- Então, vai me contar como fez isso? – apontou para o meu curativo.
- Hmm... depois.
- Sério?
Assenti.
- O que está havendo com você e com Edward?
O que estava havendo? Eu não sei.
- Não sei – suspirei enfim. – Estamos bem – menti.
Não estávamos bem.
- Ok – deu de ombros. – Prontinho.
- Obrigada, achei um exagero isso, mas obrigada – sorri.
- Deveria voltar para casa, parece bastante cansada.
- Estou bem – menti novamente.
Carlisle deu de ombros e me ajudou a descer da maca. Tudo aquilo era ridiculamente exagerado.
Carlisle tirou as luvas de látex, jogou-as no lixo junto com os algodoes sujos de sangue e remédio.
Fiquei parada o observando.
- Hmmm, quer mais alguma coisa? Ainda está com dor? – perguntou.
- Não – respondi imediatamente. – Não, na verdade e queria fazer uma pergunta.
- Pode perguntar.
- A Melanie... – revirei os olhos. Não era bem assim que era para começar a pergunta. – Foi você que fez o exame de DNA, certo?
- Sim... quer dizer, foi eu que colhi as amostras de sangue, mas outra pessoa chegou no resultado final.
O que?
- Então quer dizer que não foi você a analisar e dar a ultima resposta?
- Não, na época eu tive uma cirurgia de urgência, então pedi para que um enfermeiro de confiança fizesse isso por mim.
Isso! Era ai que eu queria chegar.
- Mas porque está perguntando isso?
- Hmm... a pessoa que fez o exame era mesmo de confiança?
- Bella, o que...? Aonde quer chegar com isso?
- Por favor, eu só preciso de algumas informações.
- Sim, Bradley trabalha aqui há alguns meses, três eu acho – Carlisle deu de ombros e cruzou os braços.
- Olha, eu sei que isso é... estranho. Mas tem como você mesmo fazer o teste? Tipo, você analisar as amostras e...
- Não acredita que Melanie seja filha de Edward – concretizou.
Balancei a cabeça em resposta.
- Eu poderia fazer isso, no entanto, não tenho mais amostras de sangue deles, teríamos que repetir o exame.
Droga.
- Não se preocupe, Bella. Bradley é profissional, não há erro.
Meneei a cabeça. Não havia outra forma.
- Tudo bem, é só que...
- Entendo você. No começo todos nós duvidamos. Mas não precisa se sentir assim, o que quer que esteja acontecendo com você e Edward é passageiro.
Sorri.
- Ele está apaixonado, nunca o vimos assim antes. Você faz muito bem a ele e a Nessie. Esqueça Rachel. Edward te ama, de verdade.
- Ouvi meu nome? – Edward nos interrompeu e entrou pela porta.
Virei-me para olhá-lo. Seu olhar encontrou o meu. Olhos ansiosos com pedido de desculpas.
- Você está bem? – murmurou e logo estava a minha frente colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
- Sim.
Edward beijou meu curativo com carinho e acariciou meu rosto com o polegar.
- Podemos ir?
- Claro – pigarreei limpando a garganta.
- Ok.
- Ela está bem. Se sentir dor tome um comprimido.
Assenti para Carlisle.
- Carlisle, obrigado. – Edward estendeu a mão e o cumprimentou.
Carlisle deu de ombros.
Após cumprimentar Carlisle também nós saímos em silencio. Edward abriu a porta do carona e esperou que eu sentasse para fechar a porta.
Relaxei.
Edward entrou no carro e me olhou.
- Está mesmo bem?
- Sim.
- Quer conversar? Sobre... sobre tudo o que está acontecendo?
- Me desculpe, por favor, me desculpe. Eu tenho tornado tudo tão... complicado. Eu me sinto confusa, sou totalmente insegura e isso nunca me fez bem. Eu sempre pensei que fosse ela, mas agora eu entendo que o tempo todo fui eu, eu estou acabando com o nosso relacionamento. Eu estou deixando o medo tomar a frente de tudo e...
Edward se aproximou rapidamente e me beijou. Seus lábios aquietaram os meus, por um momento apenas um toque, um carinho. Lábios pressionados contra os meus. Me aproximei mais dele, enroscando meus dedos em seus cabelos. O beijo se aprofundou quando dei passagem a sua língua. Era como fios desencapados, seu beijo me arrepiava e eu sempre queria mais e mais.
Só dei conta de mim mesma quando estava em seu colo, no banco do carro. Nossas roupas jogadas em um canto e nossos gemidos e juras de amor nos inebriando. Edward investia contra mim lentamente, provocativamente enquanto eu seus lábios se concentravam em meus seios, mordendo e chupando de acordo com sua investida. Movimentei meu corpo contra o seu, acompanhando seu ritmo, sentindo-o me invadir cada vez mais. Ele aumentou o ritmo, sua investidas fazendo-me perder o fôlego e chegar cada vez mais perto do clímax.
- Porra, isso baby – gemeu em meu pescoço.
Prendi meus dedos em seus cabelos o puxando e mordendo seus lábios com força.
Suas mãos apertavam com força minhas coxas e seus dedos ágeis chegaram ao meu clitóris.
- Edward, ah.
- Vem comigo, Bella.
Edward estocou com mais força e mais rápido fazendo ambos chegar ao orgasmo.
Gozei alto com espasmos violentos por todo meu corpo.
***
Balancei a cabeça negativamente ainda rindo enquanto Edward manobrava o carro para fora do estacionamento.
- O que foi? – perguntou sorrindo. Seu rosto e seu cabelo pós-foda me fazia sentir vontade de fazer sexo de novo e de novo.
- Nós transamos no estacionamento... de um hospital.
Edward gargalhou e assentiu como se ele mesmo não acreditasse.
- Fica comigo essa noite? Vamos jantar juntos, ver um filme, namorar...
- Coisas de casais normais? – ergui as sobrancelhas.
- Sim, acho que sim – sorriu beijando cada um de meus dedos.
- Como se eu fosse capaz de ficar longe de você – respondi fitando o sol pela janela do carro.
***
Estávamos terminando o nosso almoço quando o celular de Edward tocou. Ele pediu um momento e o atendeu.
- Felix... você o encontrou?... ótimo... não o deixe ir embora... chame a polícia, estamos a caminho.
Edward desligou o celular e me olhou seriamente
- Felix encontrou o individuo que te machucou e te roubou.
Levantei rapidamente.
Minha bolsa havia sido recuperada?
- Felix está com as suas coisas, você quer ir lá?
- Sim.
- Bella, não precisa fazer isso. Acho melhor se você...
- Não Edward, eu quero ir.
- Não quero que ninguém mais te machuque.
- Não vou mais me machucar, eu preciso ir, por favor.
Edward suspirou resignado.
- Tudo bem. Quem quer que seja que tenha feito isso com você será preso mesmo.
- Preso?
- Sim. Não espera que eu deixe ele soltou por ai fazendo isso com outras pessoas?
- Talvez não tenha sido... culpa dele.
- O que?
- Nada.
Edward deu de ombros e dirigiu até o endereço que Felix lhe passou.
Havia duas viaturas no lugar, pessoas curiosas, um homem alto e um tanto conhecido e um garoto encostado a parede sendo interrogado pelos policias.
- Felix – Edward chamou quando saiu. Abri a porta e sai também. Edward me olhou e me envolveu pela cintura.
- Sr. Edward – Felix o cumprimentou. – Sr. Isabella.
Felix me conhece? Sorri amarelo. Como que eu nunca notei a presença dele?
- Este é o individuo? – Edward perguntou apontando para o garoto de olhos assustados.
Olhei em sua direção e o garoto se sobressaltou quando me viu também. Seus olhos imploravam por perdão.
- Sim, pelo que tudo indica sim.
- Onde estão as coisas da Bella?
- Estão aqui senhor. Melhor ela ver se está tudo ai.
Felix entregou-me minha bolsa. Com a mão tremula eu peguei e chequei minhas coisas.
Minha chave, meus livros da faculdade, maquiagem, perfume, carteira e celular.
Meu coração disparou ao ver o celular. Seria agora, Edward veria que eu estava falando a verdade.
Ele tirou a bolsa de minha mão ao ver que eu estava com dificuldade para manusear o celular.
- Está tudo ai, Bella? – Edward perguntou ansioso.
- Sim.
Desbloqueei o teclado e segui para a tela de armazenamento de arquivos.
Cliquei na pasta onde estavam as fotos e a mensagem “Nenhum arquivo encontrado” me fez sentir raiva.
- O que foi?
- Eles apagaram as fotos, merda eles apagaram.
Merda, e agora? A única prova que eu tinha?
Cacete, que ódio.
Edward me olhou confuso enquanto eu chorava deixando a raiva e frustração me consumir.
Notas finais
Ok, não me matem por isso, kkkk
No fim tudo vai dar certo, não é? Eu torço para que sim.
Bella confusa sim ou claro? Sério se estivesse no lugar dela eu estaria da mesma forma, porem a insegurança dela é a mais.
Na verdade, vocês sobreviveram ao dia 15, porque sinceramente eu morri, infartei, tive um filho na cadeira do cinema, sério, Bill é um filho da puta de um troll (que eu amo), cara se ele queria matar os fãs era só dizer, não precisa daquela surpresa skdmxscknxakLklsamK, mas eu amei, muito, muito perfeito. Ainda um pouco deprimida por ter visto a palavra Forever na tela e quando ouço Thousand Years eu choro, mas como todos os Twilighters dizem, Twilight is Forever, sempre e sempre no meu coração.
Não vejo a hora de ver o filme e morrer de novo!!! Deixem nos comentários de vocês relatos sobre o que acharam do filme. E bem, Robsten ta uma loucura ultimamente, ta tudo muito louca nestes dias, estou muito feliz.
Sem mais, espero que tenham gostado deste capítulo bipolar, na verdade, espero ainda ter leitoras porque a toda capítulo some 2 ou 3 =(
Comentem, sei que não mereço, mas comentem!!
Bjos da LSCullen.
Até mais.
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