A Namorada Do Papai

25 Capítulo 25: Tão perto da felicidade


Notas iniciais
Hey batatinhas! Td bem??
Bem, aqui estou, postando mais um capitulo fresquinho de ANDP, acabei de escrevê-lo e não passou por correção, então por favor ignorem os erros.
Ahhhh eu quero agradecer muito a todos que comentaram, forma mais de 44 comentário no ultimo capítulo eu fiquei tipo *o* sério, muito, muito, muito feliz que vocês tenham gostado od capítulo, amei cada comentário, sério, tipo vocês fizeram elogios que não são merecidos, mas cara, muito muito obrigada, isso só aumenta minha paixão pela escrita. E ah, sem esquecer, obrigada a quem indicou a fic também! Vocês são incríveis.
Esse capítulo ficou pequeno e tem um titulo, então sim, ele é especial e o titulo é bem subjetivo, mas no fim vocês vão entender.
Vejo vocês na nota final.
Boa Leitura!!

Edward pegou o celular da minha mão e olhou para mim.

- Calma, amor, pode ser que esteja em outra pasta, deixe que eu procure.

Edward ficou um tempo com meu celular na mão, procurando algo que já não estava mais ali.

- Algum problema Sr. Edward?

- Sim, alguém apagou os arquivos da Bella, o que, no entanto, deve ter sido o garoto a fazer isso.

- Quer que eu o interrogue?

- Deixe que eu faça isso, aliás, você consegue recuperar os arquivos apagados?

- Não senhor, mas conheço alguém que consegue, senhor.

- Ótimo, faça isso, eu quero todas as imagens de volta, todas.

- Tudo bem, senhor Cullen.

Felix sacou o celular de seu bolso e conversa baixo com alguém.

Edward voltou e segurou minha mão na sua.

- Não chore, por favor, vai dar tudo certo.

- Estou frustrada, só isso.

- Com licença, senhor Edward Cullen, sou David, sua esposa reconhece o individuo?

Esposa?

Edward olhou para mim e se afastou um pouco para que eu reconhecesse o garoto, porem eu não sabia, eu não o tinha visto.

- Eu não sei — suspirei. — Eu não o vi — deu de ombros.

- Não se recorda de nada, senhora? Não há nenhuma testemunha?

- Olhe, eu não sei, foi tudo muito rápido... talvez...

O garoto me olhava assustado, seus olhos azuis piscina clamavam por desculpas.

- Bem, se ele estava com a bolsa dela com certeza foi ele quem a roubou — Edward acusou.

- Claro! — David comentou.

- Posso fazer algumas perguntas a ele? — Edward perguntou a David.

- Sim, senhor Cullen.

Edward olhou-me de novo. — Quer perguntar algo a ele, Bella?

- Sim.

Avancei um passo, mas Edward me impediu.

- Tudo bem, ele não pode me machucar — murmurei.

Edward continuou me olhando, seus olhos imploravam para que eu ficasse longe do garoto.

Assenti para ele e enfim soltou meu braço, mas seguiu paço a paço ao meu lado.

- Hei — acenei para o garoto assustado.

Edward olhou-me chocado. O que ele queria que eu fizesse, batesse no garoto?

- Eu... me desculpe, não foi minha intenção machucar você, moça. Foi um homem louro que pediu para que eu fizesse isso, juro, eu pensei que... desculpe, eu sei que isso é roubo, mas eu estava com fome e ele me prometeu um almoço se eu fizesse então... desculpe.

Ah meu Deus!

- Um homem louro? E havia mais alguém com ele?

- Sim, uma mulher e um bebê... olha eu não sei, me desculpe.

James, Rachel e Melanie, claro!

Olhei para Edward.

- Agora acredita em mim?

Edward olhou-me boquiaberto, olhou para Felix.

- Encontre a Rachel, agora.

- Sim, senhor Cullen.

- Bella, eu... me desculpe — sussurrou.

- Tudo bem — dei de ombros.

Agora sim ele acredita em mim. Sim, eu consegui!!!

Edward tirou seu celular do bolso e discou um número. Esperei um tempo e discou novamente, e de novo.

Nunca o tinha visto tão bravo como agora.

- Eu juro que eu mato o James se encontrar com ele.

- Preciso que me acompanhem até a delegacia, Sr. Cullen.

- Hmmm... não quero prestar queixa, o garoto foi manipulado.

- Mas ele a roubou e a agrediu, por lei isto é um crime.

- O garoto precisa sofrer as consequências, poderia ter acontecido algo mais grave com você.

- Mas não aconteceu – puxei Edward para um canto. – Olhe para o garoto, ele só estava com fome. – Murmurei.

Edward contrariado passou a mão no cabelo, exasperado.

- Talvez outra pessoa devesse responder por isso... – comecei.

- James vai pagar por tudo o que ele fez.

- E a Rachel?

- Com ela é tudo mais complicado, podemos discutir isso mais tarde?

- Claro – dei de ombros.

Não havia mais com o que me preocupar. Sua casa caiu Rachel.

- Bem, temos que levar o garoto, ele é menor de idade, lá iremos contatar os pais – disse David.

- Tudo bem, nós iremos acompanhar vocês – Edward informou e entramos no carro.

Fizemos um boletim de ocorrência, apesar de não poder fazer isso contra Rachel, pois o delegado não tinha nenhuma prova.

Mais o garoto teria que fazer serviços sociais como a Nessie andava fazendo nestas ultimas semanas, era isso ou... Ele era apenas um garoto com fome, talvez tivesse família, talvez não e não achava justo, ele foi manipulado.

“Ele machucou você.” – disse Edward, mas o machucado já não tinha mais importância.

Suspirei e enfim, por um momento eu me sentia aliviada, acho que agora tudo acabou. Não preciso mais sentir medo ou insegurança, ela iria embora, Edward descobriu a verdade.

- Felix vai recuperar seus arquivos – murmurou acariciando minha mão em círculos.

Ele olhava sério pela janela do carro, seguindo duas viaturas de policia.

Suspirei.

- O que foi? Você está bem?

- Sim, só... – mordi o lábio a procura de palavras. – Pode ser que Felix não consiga recuperar as imagens e então você...

- Não preciso das imagens, Bella. É sério, eu acredito em você. – Apertou minha mão na sua. Relaxei no banco.

Na delegacia, o delegado me interrogou com perguntas da qual eu não soube responder e aquilo deixou Edward frustrado. Ele passou um bom tempo conversando no telefone celular, mas não era Felix.

O dia havia sido extremamente cansativo, eu me sentia mentalmente esgotada, fisicamente dolorida. Antes de irmos para casa de Edward passamos em minha casa, eu precisava de roupas de dormir.

No caminho da casa de Edward meu celular vibrou no bolso e logo a musica estridente de Muse começou a tocar.

Era Alice.

- Alô.

- Bee?

- Hei Alice!

- Oh meu Deus, Renée nos contou o que aconteceu, como você está?

- Bem, eu estou bem.

- Eu juro que eu mato a pessoa que fez isso com você... que idiota.

- Obrigada, Alice. Já foi tudo resolvido.

- Onde está o tolo do Edward? Será que posso falar com ele?

- Humm... ele está dirigindo – olhei para Edward que sorriu minimamente.

- Eu sabia, eu sabia o quão louca aquela Rachel podia ser, aliás, ela e o James, meu Deus como eu pude um dia amá-lo?

Sorri. Alice estava elétrica.

- Agora está tudo bem, eu acho.

- Sinto muito por ter duvidado de você Bee, agora entendo porque toda esta loucura, no começo eu e a Rose pensamos que você queria apenas fazer o Edward comer na sua mão, mas foi sempre mais que isso.

- Sempre, mas por um momento eu achei que eu estava realmente paranoica, não sei.

Edward olhou para mim no momento em que disse, ele parecia arrependido, e muito.

- É algo subjetivo Alice, mas as coisas estão bem melhores agora.

- Tudo bem, aproveite a noite... sabe do que estou dizendo.

- Nenhum desafio diário? – sussurrei, Edward parecia distante demais para prestar atenção no assunto.

Alice riu.

- Não, acho que você sabe o que fazer, Bee. Surpreenda-me, ou apenas faça amor, agora ele é só seu.

Sorri.

- Ok, Alice, nos falamos depois.

- Claro, vamos sair para comemorar.

- Sim, talvez na sexta.

- Sexta.

Alice gargalhou mais uma vez e desligou. Edward ainda absorto estacionou o carro em frente a grande garagem.

- Hei – segurei seu braço quando ele ia sair do carro, olhei em seus olhos. – Você está bem?

- Sim – murmurou. Sorriu minimamente. – Só estou pensando e talvez eu esteja um pouco cansado – confessou.

- Nada que um bom banho não resolva – dei-lhe uma piscadela.

Ele gargalhou e abriu a porta do carona para mim.

- Se você me acompanhar, por que não? – disse minutos depois beijando meu cabelo. Senti minha pele esquentar.

- Bem-vinda novamente – murmurou abrindo a porta para a grande sala. Aquele ambiente já não era tão estranho como das primeiras vezes.

-Obrigada.

- Bells! – Ouvi a voz da Nessie me chamar. – Ela apareceu na ponta da escada, vestindo um lindo vestido rosa-claro de cetim e sapatilhas combinando, seu cabelo ruivo caía em cachos até o comprimento das costas.

- Nessie! – sorri ao vê-la, ela desceu a escada rapidamente me envolvendo em seus braços.

- O que faz aqui? Quer dizer, hoje ainda é terça, não é? – sorriu e seus olhos encararam meu machucado.

- Humm – olhei para Edward. – Só passeando? – ri.

Nessie riu também.

- O que andou fazendo? – apontou para o meu machucado.

- Ah, é uma longa história – dei de ombros. – Nada demais. – Talvez fosse melhor não dizer nada a ela hoje, não queria estragar sua noite.

- Tanto faz – deu um tapa na testa. – Estou atrasada – cantarolou.

- Ah é, e posso saber onde você vai? – Edward perguntou jogando as chaves em cima da mesinha de centro, o vidro tintilou ao impactar com a chave.

- Claro, eu tenho um encontro – sorriu.

- Um encontro? Com o...? – Edward murmurou.

- Não, não é com o Jacob ok – ela explicou rapidamente e percebi em sua voz que tocar no assunto ainda mexia com ela, ela ainda devia amá-lo.

- Tudo bem – Edward suspirou. – Só não quero que...

- Estou realmente atrasada, tenho que ir pai. Tchau Bells – me abraçou, seu cheiro adocicado chegou até meu nariz.

- Divirta-se! – pisquei para ela.

- Vocês também!

Nessie saiu cantarolando pela porta enquanto Edward a fitava com preocupação.

- Hei – o abracei.

- Me preocupo mais do que parece com essa garota... acho que ela já sofreu demais.

- Ela está feliz, não viu o sorriso dela?

- Claro, claro.

- E você? – perguntou segundos depois.

- Eu?

- Você está feliz?

- Sim, agora eu estou – sorri.

- Andei pensando... – murmurou e nos sentamos no sofá. Me virei de frente para ele, sua mão segurava as minhas. – Foram tantos erros e precisou chegar até aqui para eu poder ver algo que estava embaixo do meu nariz.

- O que vai fazer?

- Não sei, quero Rachel longe a minha vida, longe da nossas vidas, mas...

- Mas?

- Melanie... eu a amo e seria realmente ruim ficar longe dela.

Ah Edward, não. Meu peito se apertou em uma agonia.

- Ela é apenas um bebê, não tem culpa de nada e eu já me acostumei com sua risadinha e... sua companhia.

Apertei sua mão.

- Edward, talvez... talvez Rachel também tenha mentido sobre Mel. – Olhei para nossas mãos entrelaçadas.

- Eu sei – suspirou. Sua cabeça tombou para trás apoiando no sofá. – Isso é realmente ruim.

- Eu sei que isso é difícil, pode ser verdade, tem chances, mas se a Mel não for sua filha... nós – Edward voltou a olhar em meus olhos. Senti meu rosto corar. – Nós podemos tentar... Eu posso te dar um filho – fitei nossas mãos novamente, ouvi o riso de Edward. Suas mãos soltaram as minhas, ele se aproximou e ergueu meu queixo. Seus olhos verdes expressivos transbordavam de surpresa, confusão e alegria.

- Você... faria isso, Bella?

- Claro – acariciei seu rosto. – Eu quero um futuro ao seu lado. Claro que eu acho que está muito cedo para tudo isso, mas eu faço, por você.

Edward sorriu, tão feliz em pensar que os seus olhos seguravam lágrimas de tristezas a minutos atrás.

- Você quer construir uma família comigo?

Dei de ombros.

- Estar com você para sempre é o meu propósito – confessei.

- Sempre?

- Sempre, até que me coração pare de bater...

- Talvez até depois – completou e depois me beijou calmamente.

Era tão bom sentir seu toque, seus lábios moldados aos meus, nossos corpos conectados, nossas línguas em total sintonia. Passaram-se minutos ou horas? Não sei, mas sei que passamos um bom tempo apenas nos beijando, nos tocando e fazendo juras de amor.

Edward gargalhou quando meu estomago reclamou pela terceira vez, saiu de cima de mim no espaçoso sofá e me beijou na testa.

- Preciso alimentar você! – sorriu.

Meu corpo estremeceu ao sentir o abandono do seu.

Poderia dizer que não estava com fome, mas seria uma grande mentira.

- Vou pedir comida – pegou o telefone na mão. Levantei vestindo minha blusa que foi parar no chão depois dos amassos no sofá de couro. – Talvez você queira tomar um banho, o dia foi longo – se aproximou novamente me envolvendo em um abraço.

- É, talvez eu queira – sorri.

- Ok, vou preparar o seu banho, você vem?

Segui Edward escada a cima, passamos pelo corredor comprido e abriu a porta do seu quarto me dando passagem.

- Ah, tem alguns filmes naquela estante, pode escolher algo que goste para vermos?

- Claro.

Entrei no familiar quarto, estava do mesmo jeito que da ultima vez, a não ser pelos lençóis brancos e engomados na cama.

Edward entrou no banheiro enquanto analisei a estante, eram tantos títulos, talvez uma comédia romântica.

Ouvi o barulho da água, eu realmente precisava de um banho.

Edward voltou logo, e sorriu quando lhe entreguei o DVD.

- Quer ver esse?- perguntei.

- Claro.

- Desde quando gosta de comédias românticas?

- Esse filme na verdade é da Nessie.

- Certo, então vamos vê-lo.

- O banho está pronto, espero que goste de sais florais.

- Ah claro, Edward, tomo banho de banheira todos os dias – ironizei.

Ele riu.

- Vou providenciar nosso jantar, aproveite o banho – sussurrou em meus lábios.

Como assim aproveite o banho? Pensei que nós iríamos tomar banho.

Escondi minha decepção.

Edward saiu e eu entrei no banheiro. Ver a banheira cheia fazia parecer menor do que habitual. O perfume e o vapor da água quentinha inebriavam-me, meu corpo clamou por estar ali dentro.

Me despi da saia calmamente apoiando-me na porta, desabotoei a camisa branca que por sorte não estava suja de sangue e me fitei no imenso espelho. Suspirei, meu corpo não estava diferente, minha menstruação estava regular, mas eu juro que por um breve momento eu pensei estar grávida. Todo aquele misto de emoções eram apenas emoções então.

- Melhor assim – murmurei para mim mesma.

Por ultimo despi-me das roupas intimas e relaxei enfim quando a água da banheira emergiu para fora.

Ah, a sensação era tão boa.

Brinquei com a espuma por um tempo, fiz bolhas de sabão, cantarolei uma música antiga, derramei mais água para o lado de fora e enfim acho que cochilei, mas tive uma surpresa quando acordei. O espaço era menor, a água estava morna e a banheira estava mais vazia. Minha cabeça estava apoiada em seu peito, minhas costas em seu corpo, suas pernas coladas as minhas, suas mãos brincavam com espumas em meus braços, nossos dedos entrelaçados, eu podia sentir sua ereção.

Suspirei.

Edward beijou meu pescoço e mordiscou minha orelha. Estremeci.

- Está bom o banho? – murmurou, sua voz rouca em minha orelha.

- Agora está muito, muito bom – respondi e me virei de frente a ele.

Edward fitou meu corpo, metade dele estava fora da água.

- Faz muito tempo que está aqui?

- Hum, talvez alguns 5 minutos, você dormiu mesmo... Eu até deveria lhe dar uma bronca por isso, poderia ter se afogado, mas você é tão irresistivelmente linda – se aproximou de mim, o movimento transformou a água calma em ondas fazendo cócegas em minha pele. Edward pousou suas mãos em meus ombros e começou a massageá-lo calmamente.

- Hmmm... isso é tão bom – fechei os olhos absorvendo a ótima sensação

Edward sorriu e intensificou o peso de suas mãos. Era como tirar dez quilos de peso das costas.

- Relaxa amor – ordenou.

E voltei a me recostar nele enquanto suas mãos trabalhavam em meu corpo.

Ficamos mais um momento ali, decidi retribuir o gesto a Edward fazendo massagem nele também.

Entramos embaixo da ducha para tirar toda a espuma do corpo. Edward lavou meu cabelo com xampu e se ajoelhou para que eu fizesse o mesmo.

- Hei – gargalhei e encolhi a barriga quando seus dentes me mordiscaram aquilo tinha me excitado.

Suas mãos em minha cintura desceram para minha coxa e minhas pernas.

- Edward. – Reclamei terminando de massagear seus fios.

- Humm – respondeu beijando meu ventre.

- Não... – gemi. – Preciso me concentrar aqui, levante, me deixe enxaguar – sorri.

- Claro, podemos terminar isso na cama, certo stra. Swan?

- Sim, senhor Cullen.

Edward rosnou impaciente e deixou-me terminar de secar seu cabelo.

- Pare quieto, Edward – disse pela terceira vez, minha voz um oitavo mais alto que a do secador.

- Isso é quente – reclamou.

Estava terminando de secar seu cabelo, sentada em seu colo de frente para ele com um secador não mão e um Edward inquieto. Mudei a intensidade do ar.

- Melhor assim?

- Sim, obrigado.

Minutos depois eu havia terminado. Edward vestiu uma camisa verde-escura que combinava com os seus olhos e um jeans preto e eu vesti a camisola que havia trago. Era de cetim, cor de perola e deixava parte de meu corpo amostra.

Ouvimos a campainha tocar, uma, duas vezes. Heidi estava de folga me dissera Edward, a casa era só nossa.

- Vou atender a porta, amor, pode ir colocando o filme?

- Sim.

Edward deixou o quarto enquanto liguei a Tv e o DVD.

Me sentia tão... feliz. Era ótima a sensação que sentia naquele momento. Tudo havia acabado, ah sim, nunca mais temeria nada, Edward me amava, nós nos amávamos.

Meu estomago reclamou mais uma vez e decidi descer para ver o que Edward havia comprado para o jantar.

Ele não estava na sala e então decidi ir até a sala de jantar. E lá estava ele, terminando de acender uma vela no castiçal.

Ergui as sobrancelhas surpresa.

Estava tudo tão perfeito, como no nosso primeiro jantar.

A luz era baixa, tocava uma música suave, uma mulher desconhecida cantava em sua voz rouca e encantadora, as velas davam um ar romântico e o jantar posto a mesa me impressionou.

Edward sorriu, como ele fizera tudo isso tão rápido?

- Espero que goste de comida japonesa – murmurou assoprando uma vela.

- Sim, eu amo – sorri. Observei ainda mais o ambiente. Me aproximei dele com passos lentos. – Incrível!

Ele piscou e puxou a cadeira delicadamente e esperou eu me sentar.

Ah, Edward! Como não te amar?

Deu a volta até o outro lado da mesa, e sem mencionar uma palavra me serviu com vinho. Seu braço roçou no meu. Senti minha nuca formigar.

Dei um grande gole, o gosto era divino.

- Com sede Srta Swan? – perguntou com um sorriso suspeito.

- Muita – respondi no mesmo tom provocativo. Passei a língua entre os lábios e prendi em meus dentes.

Ouvi Edward suspirar baixinho.

Durante todo o jantar conversamos, sobre muitas coisas, foram muitas revelações, mas acho que no final tudo daria certo.

- Não há nada nesse mundo que fará com que eu te amo menos. – Edward sussurrou depois de um gole em seu vinho. A terceira taça.

Meu coração palpitou frenético com suas declarações.

- Até hoje não entendo seus medos.

- É confuso, mas agora não têm mais importância – dei de ombros.

Edward gargalhou assentindo.

- Não há o que temer stra Swan.

- Não há, você é meu Cullen.

- Sou seu, Bella.

Terminamos o jantar e o filme havia começado, estava deitada sobre o peito de Edward, seu braços ao meu redor, sua mão acariciando meus cabelos.

Seu celular tocou de repente fazendo eu me assustar, ele levantou preguiçosamente e pegou o aparelho.

Voltou para a cama e o abracei novamente.

Pacientemente repetiu “alô” cinco vezes.

- Desligou – deu de ombros.

- Olhe o número, talvez seja a Nessie.

Edward conferiu o número e engoliu em seco se deitando novamente, eu sabia, algo estava em errado.

- De quem é o número, amor? – perguntei.

- Não sei, também não conheço – murmurou voltando os olhos para a TV.

- Sério? Edward por favor...

- Bella, confiança... lembra?

Suspirei.

- Tudo bem, desculpe.

- Sem problemas. — Edward jogou o celular no canto do quarto e me abraçou.

- Sabe Edward – me levantei e depois montei em seu corpo e comecei a beijá-lo por todo o rosto. – Temos coisas bem melhores para fazer do que ficar vendo comédia romântica.

- Ah é, me diz o que podemos fazer – murmurou remexendo seu corpo embaixo do meu.

- Prefiro mostrar a você – mordi seu pescoço.

Edward sorriu divertido e quando percebi estava embaixo de seu corpo, sendo dominada e me entregando ao prazer de tê-lo dentro de mim.

***

Edward’s Pov

Despertei um pouco tarde do que o habitual. O sol batia na janela, refletindo na pele nua da mulher mais incrível que ressonava tranquila e feliz ao meu lado.

Por Deus, ela estava feliz e aquilo me fazia se sentir bem. Por quanto tempo eu a havia magoado? Ah, Bella se eu soubesse dos seus medos.

A noite havia sido incrivelmente maravilhosa, e não, eu percebi que não merecia um terço do amor dela por mim, mas amá-la era algo que eu não podia evitar.

Acariciei seu rosto, sua feição de menina. Poderia ficar o dia inteiro apenas olhando para ela e não iria me cansar. Mas, eu tinha uma empresa para administrar.

Peguei o aparelho celular do chão, o número de ontem era realmente desconhecido, mas eu ouvi a voz de Rachel chamar uma vez antes de desligar.

E tinha que resolver isso de uma vez por todas. Eu não sabia o que Rachel queria afinal e depois de tudo o que fez com Bella eu sabia o quão ruim e falsa ela era. Eu só queria saber a verdade sobre a Mel, e faria isso hoje.

Tomei um banho rápido e me vesti. Decidi não acordar Bella, ela estava tão linda dormindo, e bem daria tempo o suficiente de eu resolver essa situação com a Rachel antes de ela chegar na empresa, já que seu turno é da tarde. Não queria magoá-la mais e eu sei que se ela me visse falando com a Rachel isso a chatearia muito.

Felix me mandou uma mensagem enquanto eu dirigia absorto a caminho da Cullen Editora. Eles haviam resuperados as fotos da Bella. Suspirei, ah meu Deus.

- Ok... me encontre na Cullen Editora... em meu escritório a exatamente cinco minutos, contate o Stefan, quero que ele traga a Rachel até mim... e Felix, obrigado – agradeci.

Estacionei o volvo na minha vaga habitual e entrei no elevador.

- Sr. Cullen – Laurent me cumprimentou.

- Laurent.

- Bree, assim que Rachel e Stefan chegar deixe-os entrar ok? – informei.

- Claro senhor Cullen, ah... tem uma reunião hoje com a Rosalie, as 15:00.

- Tudo bem.

Entrei em meu escritório e pontualmente Felix estava me esperando, sentado no sofá de couro, ele se levantou.

- Bom dia, Sr. Cullen.

- Bom dia, Felix.

- Não conseguimos recuperar exatamente todas as fotos, nem todos os arquivos perdidos, mas 90% foi resgatado com sucesso.

- Ok, deixe eu ver, por favor.

Felix me entregou o aparelho celular de Bella.

Entrei rapidamente na pasta de arquivos e a primeira foto, na verdade, a última que foi tirada apareceu na tela, era ruim a imagem, distante, mas era Rachel, James e Mel.

- Algum problema, Sr. Cullen?

- Não. – Respondi. – Obrigado, Felix, pode ir agora.

- Tudo bem, senhor.

Felix saiu e fechou a porta atrás de si.

Coloquei o celular no bolso do blazer que eu usava e suspirei.

Fitei o relógio, haviam se passado exatamente dez minutos e Stefan passou pela porta, formal em seu terno preto.

- Sr. Cullen, a Sra. Cullen está aqui...

- Ela não é mais a Sra. Cullen, Stefan – rosnei.

- Tudo bem, desculpe senhor. A Sra. Rachel está aqui.

- Ótimo, mande-a entrar.

- Ok.

Stefan saiu pela porta.

- Bree, desmarque a minha reunião que tenho agora as 11h00, por favor.

- Sim, Sr. Cullen.

Sentei-me novamente e a vi entrar. Seus olhos nos meus. Suspirei.

- Edward – sussurrou.

- Sente-se, por favor.

Ela não estava com a Mel, com quem ela estava?

- Onde a Mel está? – de repente senti a necessidade de perguntar.

- Na escolinha, estou advogando agora e não tenho muito tempo.

Assenti.

- Precisa de alguma coisa, querido? Stefan me disse que precisava me ver urgente.

Sorri, não acredito nisso.

- Preciso apenas da verdade, e por favor, não precisa ser sínica, ok?

- Edward? O que...?

- O que você quer de mim? O que James quer de mim?

- James? Ah, você não acreditou na...

- Eu tenho provas suficientes Rachel, e mesmo que eu não tivesse... merda, o que você quer?

Rachel permaneceu em silêncio.

- Desde quando está com ele? Desde quando você foi embora, quando você me abandonou e a Nessie? Por que voltou? Inventou o acidente? Você teve coragem de...

- Eu não inventei, eu sofri o acidente, eu realmente perdi a memória Edward, mas encontrei com James antes de vir para casa, ele me ameaçou...

- Ah, por favor, vocês são farinha do mesmo saco.

- Tem que acreditar, eu estou arrependida.

- Não me venha com lamentos.

- Edward, tem que acreditar em mim, e por mais que seja difícil de acreditar eu ainda o amo.

Gargalhei e me levantei, andei pela sala enquanto ouvia seu falso lamento.

- Você teve coragem de machucar a Bella, até que ponto você é capaz de chegar?

- Eu só preciso de dinheiro – confessou. – Dez mil dólares.

- O que?

- James deve um cara e tem um tempo para conseguir a grana ou vão matá-lo, ele me ameaçou e ameaçou a contar tudo a você sobre o caso que tivemos sendo que o meu único propósito era voltar pra casa e amá-lo e fazer com que me amasse novamente, mas com medo de que ele estragasse tudo eu aceitei ajudá-lo e quando tivesse oportunidade e sacaria o dinheiro e ele me deixaria em paz.

- Você é louca.

- Eu fiz por amor – ela levantou a voz. – Não entende isso? Ele fez ameaças de machucar a Nessie.

- E quanto a Melanie? Você tem noção do que estou sentindo agora? – gritei.

- Melanie é sua filha.

- Não, ela não é, você está mentindo.

- Ela é sua filha, por Deus Edward, vocês fez a droga do exame, você viu.

- Você é suficientemente capaz de forjar um exame.

- Eu não fiz isso.

- Nada do que me disser agora vai adiantar, eu deveria denunciar você, o James e qualquer outra pessoa que está fazendo mal a mim e a Bella. Será que pode me deixar em paz?

- Edward, eu ainda te amo – Rachel se levantou. Havia lágrimas em seus olhos. Eu sentia nojo dela.

- Se afaste, eu tenho nojo de você.

- Não faço isso.

- Você não faça isso. Eu quero você longe e mim, da Nessie, da Bella e da minha família, você me ouviu?

- Eu só fiz por amor, eu juro.

- Não jure, Rachel. Eu nunca mais quero vê-la.

- Não pode me impedir de ver a Nessie, ela ainda é minha filha, nós ainda somos casados.

- Não, não somos mais, aliás, o papel do divórcio está ali para você assinar.

- Edward, por favor, não. – Rachel chorou e se aproximou, segurou em meu braço.

- Não me toque – disse friamente.

- Por favor, me perdoe?

- Vai embora e não volte nunca mais.

- Edward, eu não posso, por favor, o James é capaz de fazer qualquer coisa.

- O problema nunca foi meu e ainda assim eu confiei em você merda, eu confiei.

- Eu me arrependo de tudo, entendo que não ficar comigo, mas me perdoe, diz que sim e eu prometo nunca mais interferir na sua vida, só não posso me afastar, eu não tenho mais ninguém.

- Porra, suas palavras não me comovem, se afaste de mim, Rachel.

- Edward, por favor.

Rachel segurou com mais força o meu braço e afastei, mas de repente senti seus lábios tocarem os meus, sua lágrimas molharam meu rosto, foi tudo muito rápido, uma fração de segundo, seus lábios mal tocaram os meus e eu a afastei, mas um movimento estranho dentro da sala me assustou.

De repente dois copos da Starbucks impactaram com o chão derramando seu conteúdo e os cabelos cor de chocolate chicotearam contra a porta voando para a saída.

Foram segundos capazes de acabar com a minha vida.

- Bella?

Continua...

Notas finais
Calma, leitoras, não precisam me xingar, nem jogar os sapatos em mim.
Sim,aconteceu o que estão pensando e por favor, por favor, por favor, espero que não desistam agora da fic porque muita gente me pediu para que isso não acontecesse, mas a questão é que isso tinha que acontecer, tinha mesmo, mesmo.
Eu não vou nem comentar o capítulo porque vocês devem estar bravas comigo.
Só espero ter o mesmo número de comentários que tive cap passado, podem me xingar nos comentário, sem problemas.
Espero que tenham gostado do capítulo, apesar do fim (OI OI OI) foi bem fofo a noite deles. Amei escrever e espero que tenham gostado de ler também.
Comentem e me façam feliz, batatinhas.
Até o próximo capítulo
Feliz Natal, Feliz Ano Novo! Até 2013!!!
Bjos da LSCullen