A Namorada Do Papai
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Mais uma capítulo fresquinho para vcs!!
Betado pela Lais, leitora muito fofa que está me ajudando bastante com a ANDP.
Não posso deixar de agradecer as duas lindinhas que recomendaram a fic. Obrigada, fiquei muito feliz com a recomendação.
E muito comentários no capítulo passado. Que lindo! Obg a todas vcs!
Até a nota final.
Divirtam-se!
Boa leitura.
Edward's Pov
Rachel estava desesperada. Saia pela porta quando a detive.
- Meu Deus! Edward, o que aconteceu com a nossa filha? Ela está em coma? Por quê? Há quanto tempo?
- Calma, Rachel...
- Não. Não me peça calma. Em que hospital ela está? Quero vê-la?
- Tudo bem, ela está aqui no hospital regional de Forks... Caius? – gritei.
- Sr. Edward? – Caius apareceu imediatamente.
- Onde estava?
- No jardim, algumas plantas estavam murchas então...
- Sim, sim. Tudo bem. – Fiz sinal com as mãos para que ele parasse de se explicar. – Tem uma criança no andar de cima. Ela está dormindo. Precisamos sair agora então, peça a Heidi que cuide dela.
- Sim... Oh meu Deus! – Caius colocou a mão na boca quando Rachel se virou. – Sr.ª. Cullen?
- Caius! – Rachel o cumprimentou.
- Meu Deus! A defunta voltou?
- Não, Caius. Eu não morri.
- Depois esclarecemos as coisas, ok?
Caius ainda surpreso assentiu freneticamente.
Rachel já estava a minha espera no carro, impaciente.
Destravei a porta e ela entrou sentando no bando do carona. Suspirei.
- Me diz o que aconteceu – sua voz agora mais calma.
Contei tudo a Rachel – sem detalhes -, desde seu falso enterro até o que tinha acontecido com Renesmee.
- Você não tinha o direito de fazer isso com a nossa filha – vociferou.
- Ah, claro! Mais uma para me fazer sentir culpado. Obrigado.
- Não digo do acidente e a mentira sobre a minha “morte”, mas sobre Bella. Essa garota é uma traidora.
- Não fale assim dela. – Vociferei. – A decisão é minha. Sou eu quem a beija, sou eu quem a toca então eu decido. Nem você, nem Renesmee tem o direito de escolher as pessoas que eu devo amar.
- Mas isso faz mal a Renesmee...
- Faz mal a ninguém. Desde quando amar alguém faz a outra pessoa?
- Faz mal a mim... ainda te amo, Edward. Não aceito isso.
Dei de ombros.
Nada do que ela dissesse iria mudar o que eu sentia pela Bella.
Chegamos ao hospital.
Carlisle se sobressaltou quando Rachel o envolveu em um abraço, mas se conteve, diferentemente de Caius.
- Carl, que saudade!
- Rachel... err... bom ver você. Nossa, isso é estranho! – sorriu.
- Eu sei. Todos reagem assim. Já estou me acostumando.
Ele assentiu.
- Suponho que já sabe sobre Renesmee.
Rachel olhou para mim por um momento e depois assentiu para Carlisle.
- Posso vê-la?
- Claro. Terceira porta a direita – Rachel mal esperou a informação e já estava abrindo a porta do quarto.
Carlisle olhou-me.
- Como? Quando...? – Carlisle começou, mas o cortei a tempo.
- Hoje, e aliás, parabéns. Você tem mais uma neta! – disse caminhando lentamente em direção ao quarto de Nessie.
- Mais uma neta? Como assim?
- Quando Rachel sofreu o acidente ela estava grávida – suspirei. – é uma longa história, com certeza ela vai querer contar tudo a todos vocês.
Carlisle assentiu e colocou a mão em meu ombro.
- E Bella? – perguntou.
- Tudo vai continuar sendo como deve ser. Nada mudou.
- O.k. – ele suspirou.
- Como a Nessie está?
- Tenho boas novas. O edema no cérebro já está diminuindo. Já respira sem ajuda de aparelhos. Ela teve uma progressão nesta madrugada. Foi como um milagre. – Meu coração acelerou ao ouvir aquelas palavras. – Já estamos começando a reduzir a indução ao coma.
Sorri aliviado. Aquela tinha sido a melhor noticia do mundo para mim. A minha filha estava voltando para o mundo, voltando para mim . Era como se ela estivesse renascendo.
- Obrigado, pai! – disse emocionado. – Se não fosse por você e todo o sacrifício que fez para salvá-la...
- Eu faria isso por qualquer pessoa de nossa família, meu filho. Ela vai ficar bem.
Assentiu e enfim adentrei o quarto.
Renesmee agora estava em posição fetal. Todos os dias eles trocavam o peso de seu corpo para outro lado, para que os músculos não atrofiassem. Carlisle disse que ela teria que passar por uma árdua sessão de fisioterapia.
Rachel mantinha o corpo de Nessie alinhado ao seu e chorava todas as lágrimas que eu já tinha chorado. Ora dizia estar com saudade, ora dizia sentir muito por tudo o que acontecido.
- Estamos juntas agora, meu amor. Mamãe está aqui com você, para sempre! – o cabelo de Nessie abafava o soluço de Rachel.
- Quanto tempo faz...? Quero dizer, há quanto tempo ela está em coma?
- Hoje completa um mês e quatro dias – murmurei e cruzei meus braços.
- Nada disso teria acontecido se eu estivesse presente.
- Nada disso teria acontecido se ela não fosse tão problemática e aceitasse as coisas como elas devem ser.
- Não fale assim dela, Edward. Não pensei que estivesse tão mudado. O que essa tal de Bella tem feito com você?
- Será que da pra parar de colocar culpa de tudo que esta acontecendo na Bella?
- Não, não dá. Se tiver alguém que tem culpa aqui...
- Se falar o nome dela... – rosnei. – Bella salvou a vida da nossa filha. Ela doou seu próprio sangue... ela ama a Nessie como todo nós.
- Será que dá para pararem de discutir? Renesmee pode ouvir tudo. Meu Deus! O que isso? – Carlisle ralhou.
Que ótimo! Rachel mal tinha chego e já estava causando um reboliço em minha vida.
O que eu fiz, senhor? Joguei pedra na cruz? Então me perdoei, esse castigo está demasiadamente difícil de pagar.
- Carlisle tem razão. – Rachel suspirou. – Está tudo bem, querida. Desculpe, Edward?
Assenti e sai do quarto. Precisava tomar um café.
Minha cabeça explodia em milhões de pensamentos. Estava realmente cansado de tudo.
***
Rachel decidiu não passar a noite no hospital e eu precisava descansar e muito, já não me aguentava mais em pé.
Esme ficaria com Nessie naquela noite.
Voltamos para casa e pude ver a Mel acordada. Ela era muito linda. Carinha de anjo. Segurei a peuquena por um momento. Seus olhinhos verdes penetravam o meu. Sua mãozinha foi para o meu rosto, como se ela quisesse me conhecer melhor.
- Hey... você é muito... linda – disse com uma voz fininha. Típica voz de babão que fazemos com animais e bebês.
Melanie gargalhou quando beijei sua barriguinha e não deixei de rir com sua risadinha contagiante.
Rachel após seu banho parou a soleira da porta do quarto e sorriu.
- Ela gosta de você!
- Sim. Ela é muito divertida. Nessie vai amá-la.
- E você?
- Eu o que?
- Você a ama?
- Não sei... é estranho. Eu gosto dela. Não sei dizer, só faz algumas horas que nos conhecemos, mas sinto que temos uma ligação.
- Uma ligação de pai e filha. – Rachel sorriu e se aproximou sentando em minha cama ao nosso lado.
Não respondi e não me afastei com sua aproximação. Mas ela segurou minha mão na sua.
- Me desculpe por hoje mais cedo.
Olhei em seus olhos.
- É claro que você e nem Bella tem culpa de nada. Eu nem deveria julgá-la antes de conhecer. É que eu simplesmente não consigo aceitar que o homem que eu amo está com outra pessoa.
- Tudo bem, Rachel. Só... não quero mais confusões. Você acabou de chegar e... quero que fique tudo certo entre nós.
- Claro. Vou respeitar isso.
- Obrigado. Bella é importante.
Ela assentiu.
Melanie havia adormido em meus braços e Rachel a levou para o quarto de hospedes onde ela ficaria.
Tinha que providenciar um berço. Não que eu fosse manter ela naquela casa. Era difícil tomar uma decisão. Talvez eu pudesse pagar o aluguel de um apartamento para ela. Mas deixaria esse assunto para depois, quando as coisas de acalmassem.
Tomei um logo banho. Relaxei meus músculos e gemi de prazer quando deitei na minha cama. Há tempos eu não sentia aquele conforto. Não deitava em minha cama, ligava a TV e assistia ao jogo de futebol ou o noticiário. Ou até mesmo colocava meus óculos de grau para ler um livro qualquer.
Eu poderia fazer aquilo qualquer dia desses, pensei. Mais só queria mesmo era dormir.
Meu corpo agradeceu, minha mente agradeceu. E enfim adormeci.
Eu poderia estar no mais perfeito sonho. Eu não queria acordar. Mas o desejo de retribuir os carinhos de Bella falavam mais alto. Agora ela beijava meu pescoço. Eu podia simplesmente deixa-la e fingir que estava dormindo, só para ver até onde ela iria, meus eu precisava sentir seus lábios nos meus.
- Bells – sussurrei a abraçando. Mas no momento seguinte empurrei seu corpo para longe do meu.
- Droga! Rachel, o que você...? – acendi a luz do abajur para melhor enxergar.
- Estou com saudades, Edward.
- Mas... isso não significa que...
- Você também me quer, eu sei quem sim. Por favor, eu passei dois anos esperando por esse momento. Eu quero fazer amor com você.
Rachel voltou a se aproximar, seus lábios estavam quase tocando os meus novamente.
- Não – disse levantando da cama.
Mais ela não desistiu. Me abraçou por trás e pegou no meu pau.
Uivei. Reprimi a tensão.
- Rachel pare! – a empurrei.
- Não... por favor, Edward! – sussurrou em meu ouvido.
- Não. Eu estou com a Bella agora. Isso não é certo e você sabe disso.
- O que não é certo? Fazer amor com a sua mulher?
- Não é certo fazer amor com a minha ex- mulher.
- Bella, nem vai ficar sabendo Edward... por favor. São dois anos, estou subindo pelas paredes.
- Não. Desculpe, Rachel. Mas não da. Eu não te desejo como antes.
- Sério? Então por que você está excitado? – apontou para o meu membro.
- Pensei que fosse a Bella, ok?
- Mentira.
- Por favor, volte para o seu quarto.
- Você não sabe o quanto dói ser rejeitada pelo próprio marido – algumas lágrimas surgiram. – Preferia não ter voltado. Preferia nunca ter recordado essas lembranças. Preferia ser Jill. A morta que você criou.
- Pare. Não diga essas coisas.
- Essa foi a pior atitude que você poderia ter tomado em relação a nós. Dizer que não me deseja mais é...
Rachel balançou a cabeça e depois saiu do quarto ainda chorando.
Suspirei.
Tudo bem eu tinha sido um pouco insensível, mas tinha dito a verdade.
Vesti meu casaco e peguei as chaves do carro.
Envie-lhe uma mensagem.
Bella’s Pov
Tudo bem, se Edward realmente me ama não tem porque sentir medo. Eu repetia freneticamente aquelas palavras em minha mente enquanto dirigia.
Eu já tinha parado de chorar, não havia porque fazer isso. Mas o medo em mim era comovente.
Meu ciúme estava à flor da pele. Vê-la beijando e chamando meu amor de seu amor era a pior coisa que eu poderia ter ouvido.
Eu podia sentir que as coisas agora seriam mais complicadas.
E se Edward tivesse uma recaída?
Não, não Isabella. Ele te ama. Que merda de pensamento é essa?
Fiz certo em deixa-lo lá? Sozinho com ela? E caramba, Edward tinha uma filha... Aquilo era o que mais doía em mim. Havia uma criança no meio de tudo isso.
Cheguei rápido em casa. Dirigi tão absorta que o carro se guiou praticamente sozinho.
Suspirei. Limpei os resquícios de lágrimas – só para Renée não se preocupar e me revirar do avesso para saber por qual motivo eu estava chorando – e sai. Tranquei o carro e percebi que no outro lado da calçada estava o Porsche de Alice.
Abri a porta e em poucos segundos braços em envolveram
- Bellinha – Alice gritou em ouvido. Retribui o abraço sorrindo. – Saudades! – Alice sorriu.
- Pensei que não voltaria hoje – comentei.
- Eu disse que voltaria – ela sorriu. – Acabamos de chegar. Jazz estava com saudades, então passamos aqui antes de ir para casa. Estou morta de cansada.
Assenti.
Jazz desceu a escada sorrindo e depois me abraçou.
- Hei, maninha! – bagunçou meu cabelo.
Dei-lhe um tapa fraquinho no ombro por bagunçar meu cabelo.
- Você está bem? – perguntou minutos depois.
- Sim.
Ele assentiu. Sabia que eu estava mentindo.
- Vem, Bells, tenho um monte de coisas que eu comprei para você nessa viagem.
Alice me puxou para a sala e fez com que eu me sentasse ao seu lado.
Tentei sorrir, mais eu precisava mesmo ir para o meu quarto. Mas ao mesmo tempo eu tinha que contar a Alice sobre o James.
- Quero muito ir para casa e ver meu bebê. Estou com tanta saudade do Brian – ela sorriu.
- Bella, querida, qual é o problema? – Minha mãe perguntou de repente.
- Ah... é... Alice o James voltou.
- O que?
- O James, pai do Brian voltou.
- Mas, o que ele quer? Por que agora?
- E tem outra coisa também... Rachel também voltou.
- Ah meu Deus!
- Quando?
- Hoje... e ela veio com uma criança em seus braços.
- Ah meu Deus! – Alice exclamou novamente.
- Como assim, gente? Quem é James? E Rachel? – minha mãe perguntou.
Contei tudo o que tinha acontecido a eles. Tive que explicar para Renée que Rachel não tinha morrido e que ela não era um cadáver.
- Ah meu Deus! – dessa vez foi Jasper. – Não vou deixar esse cara chegar perto do nosso filho, Alice.
— Eu sei, amor.
- E você, Bella?
- Eu o que?
- Você e Edward?
- Está tudo certo, por enquanto. Na verdade eu não sei de mais nada. Tudo está certo, mas ao mesmo tempo tudo está errado.
- Sinto muito.
- Tudo bem, Alice. Vou para o meu quarto agora se não se importam.
- Tudo bem, querida. Vou preparar o seu jantar – disse Renée.
- Não precisa mãe. Estou sem fome.
Ela deu de ombros.
Talvez tivesse sido mal educado de minha parte não ficar empolgada com os presentes de Alice. Espero que ela tenha entendido. Não estava nem um pouco animada.
Tomei um banho e deitei-me. E fiquei imaginando o que Edward poderia estar fazendo naquele momento. Estaria com Mel em seus braços, curtindo sua bebezinha? Estaria com Rachel?
Eu não podia impedi-lo ou pedir que ficasse longe de ambas. Afinal, Melanie precisava de um pai e Rachel... bem, eu não sabia nada a respeito dela.
Já era tarde da noite quando Edward mandou um sms. Em poucas palavras dizia que ele precisava me ver e que estava na porta de casa.
Levantei rapidamente e olhei pela janela. Coloquei a mão para fazer sombra a luz do poste que clareava a rua. Edward estava parado, olhando para a minha janela encostado em seu Vanquish.
Sorri no mesmo momento. Calcei minha pantufa e desci a escada aos pulos. Parecia mais uma adolescente fugindo de casa para encontrar com o namorado. Na verdade era isso que eu estava fazendo.
Edward sorriu e abriu os braços. Eu fiz o mesmo. A noite estava fria, mas nada impedia de eu sentir o calor do seu corpo contra o meu.
O beijei por um minuto. Os lábios do qual eu era viciada, o cheiro do qual se eu passasse cinco minutos sem seria capaz de enlouquecer.
Enterrei minha mão em seus cabelos e continue a beijá-lo. Eu precisava ter certeza que ele estava ali comigo, que ele era meu.
Minutos depois me afastei, não por querer, mas porque eu precisava respirar.
- Você está bem? – Edward murmurou depois de minutos de silencio.
- Sim – menti.
- Bella... você está linda! – ele sorriu.
- Estou de moletom e pantufa, Edward.
- Está linda.
Fiz uma careta.
- Desculpa ter acordado você... é que eu precisava...
- Na verdade eu não estava dormindo. Estava pensando em você. – Interrompi.
Edward assentiu.
- Quer falar sobre isso? Quer dizer, sobre a Rachel?
- Vocês têm uma filha – repeti a frase que já tempo estava em minha mente.
- Melanie – ele sussurrou. – Mas isso não significa nada.
- O que foi que ela te contou? Onde ela estava? Você ainda a ama, Edward? Por favor, seja sincero – fechei meus olhos e o abracei, qualquer que seja a resposta eu queria estar agarrada a ele.
- Bella, você sabe que não. Tenho muito o que te contar, está frio aqui fora. Vamos entrar no carro.
- Não. – balancei a cabeça. – Vamos entrar. Fica comigo essa noite. Durma comigo, Edward?
- E Renée? Charlie?
Ela deu de ombros.
- Não vão saber que está aqui. – sorri.
Ele assentiu e entramos sorrateiramente. Não estava a fim de ver Charlie na soleira da porta do meu quarto com um sorrisinho irônico dizendo: “Peguei vocês.”.
Assim que adentramos o quarto tranquei a porta, só por precaução.
- Nunca tinha estado aqui antes – Edward sorriu se referindo ao meu quarto.
- Humm... preciso fazer uma visitinha no seu qualquer dias desses – sorri e me sentei na cama.
Joguei todas as almofadas no chão ao lado e de um tapinha para que Edward sentasse ao meu lado no espaço vago da cama.
Por um momento ele ficou observando os detalhes do quarto. As fotografias. Meu notebook. A cama e depois de sorrir mais uma vez se sentou ao meu lado.
- Desculpe, eu não deveria estar fazendo isso... posso esperar até amanhã – murmurei.
- Não. Eu preciso te contar tudo o que ela me contou.
- Você parece cansado...
- Não vou negar que estou, mas eu preciso desabafar... entende?
- Claro, amor. – dei de ombros.
Por um bom tempo Edward me contou tudo o que Rachel tinha dito a ele. Sobre o acidente. Beth e Joe. Como descobriu a verdade e como voltou para casa.
- Não sei se devo acreditar nela – suspirou.
-Acha que ela está mentindo?
- Não sei, amor. Eu não sei de mais nada, Bella. Estou confuso.
- Como assim confuso? Confuso com o que?
- Eu... não quero... não quero ter que morar no mesmo teto que ela, mas a Melanie...
Suspirei. Eu não sabia o que dizer.
- Talvez ela esteja dizendo a verdade.
- É. E é por isso que eu não posso fazer nada para mudar essa situação. Não posso ficar longe dela e da Mel agora. Se ela estiver dizendo a verdade e eu a abandonar...
- Está certo. Não pode abandoná-las, mas isso não significa que tenham que dormir na mesma cama, não é? – perguntei com a voz um pouco alterada.
- Não. Fica calma.
- Não posso ficar calma com toda essa história.
- Ela queria... queria transar comigo hoje – Edward disse. De imediato afastei meu corpo do dele e olhei em seus olhos.
- E você? – engoli em seco.
- Eu vim para cá. Fugi como gato foge de água.
- Edward... você... quando ela chegou, você sentiu vontade de beijá-la? Quer dizer, você ainda sente algo por ela...? – acabei atrapalhando com as palavras e quando percebi estava bem longe de Edward.
Antes mesmo de responder Edward puxou meu corpo para junto do seu. Me abraçou e depois olhou em meus olhos.
- Não, Bella. Eu não sinto mais nada por ela.
Assenti e depois o abracei. Eu acreditava nele. Não tinha porque não acreditar.
- Ainda sim eu não consigo odiá-la – murmurei um tempo depois de imaginar a cena de Rachel tentando fazer amor com o meu homem. – Mas não suporto a ideia de saber que vai ser ela ao estar ao seu lado todos os dias e não eu.
- É claro que você vai estar ao meu lado todos os dias. Trabalhamos juntos, esqueceu?
- Humm... ela mora com você – cruzei os braços.
- E eu amo você. Percebe a diferença?
- Eu também te amo. – acomodei-me mais ao seu corpo e escondi meu rosto em seu pescoço.
- Mas, antes de eu chegar você disse que estava pensando em mim. Que tipo de pensamento?
- O que você estaria fazendo naquele exato momento.
- Ah – assentiu. – Por um momento eu achei que fosse outro tipo de pensamento – sorriu.
- Sério? Tipo, o que?
- Sei lá – deu de ombros. Ficou vermelho e sorriu malicioso.
Balancei a cabeça negativamente sorrindo e dei-lhe um tapa no ombro.
-Vai dizer que nunca fez isso.
- Já, claro que já pensei em você desta forma. Pensamentos insanos, confesso. Deveria ser pecado a forma que te desejo. – Confessei.
- Bem, se desejar seu parceiro sexualmente fosse crime eu seria condenado a prisão perpétua – ele sorri.
- Estamos no mesmo barco então.
- É.
- Podíamos continuar o que começamos hoje cedo – sussurrou mordiscando minha orelha.
- Humm... podíamos se o quarto dos meus pais não fosse ao lado do meu – sorri beijando-o.
- Ah, claro. Você não se controla muito na hora do prazer, com certeza eles iram nos ouvir.
- Eu não me controlo? Perguntei indignada.
- Sim – gargalhou.
- Ok – dei de ombros. – Vou tentar ser mais discreta das próximas vezes.
- Não... eu amo quando você grita meu nome – sua voz estava rouca.
Corei ao saber daquilo. E não disse mais nada. Edward sabia como me deixar encabulada.
- Dorme, meu anjo! – murmurei quando Edward bocejou pela terceira vez.
Ele assentiu e se deitou confortavelmente na cama. Dormir abraçada com Edward definitivamente era a melhor sensação do mundo.
***
Tinha sido uma noite muito agradável, apesar de eu ter acordado várias vezes durante a noite e ficar fitando Edward dormir, tão sereno, tão calmo; mais parecido com um anjo adormecido.
As vezes em pensamento eu me repreendia; não queria amá-lo tanto, querê-lo tanto. Gostaria que tivesse sido só uma paixãozinha de verão. Uma romance na ilha. Mas eu podia dizer que era tarde demais, quando o beijei pela primeira vez já era tarde demais. Meus sentimentos eram estranhamente profundos, demasiados. Ou talvez eu só estivesse apaixonada e aquele sentimento era tão forte que eu achava que era demais. Talvez.
Espreguicei-me na cama e estava tão espaçosa. Estranho, durante a noite parecia ser tão pequena e agora... Ah! Edward não estava mais ali. Pisquei algumas vezes para tentar aplacar a luz do dia que machucava meus olhos, foi quase inútil se Renée não tivesse entrado no quarto e fechado as cortinas cor de rosa.
- Mãe? – perguntou em meio a um bocejo. Onde raios se meteu Edward?
- Bella! – cantarolou. – Bom dia, querida! – deu-me um beijo na bochecha.
- Bom dia – murmurei. Varri o quarto com os olhos a procura de um Edward escondido no guarda-roupa, ou embaixo da cama, quem sabe.
- Procurando alguém?
- Não – menti meneando a cabeça. – Não.- disse com mais convicção.
- Edward, já está lá embaixo. Tomando café com Charlie – ela sorriu.
- Ah! – sorri amarelo.
- Não vejo problemas dele dormir aqui, querida. Você parece um adolescente agindo dessa forma.
- É que você e o papai...- cocei a cabeça.
- Eu e Charlie?
- Nada. – sorri me levantando. – Vocês são maravilhosos!
- Claro, claro – Renée sorriu.
Escovei meus dentes e penteei os cabelos prendendo em um coque, que se desfazia com o tempo, aquilo realmente me irritava.
Desci a escada me arrastando, estava com uma preguiça medonha naquela manhã.
Ao chegar na soleira da porta da cozinha vi Charlie e Edward tomando café da manhã. Discutiam sobre jogos e politica. Homens!
- Bella! – Edward sorriu e se levantou de imediato quando me viu parada ali. – Bom dia! – deu-me um beijo rápido, quase não senti seus lábios tocando os meus, e me puxou para sentar ao seu lado.
- Bom dia, pai! – apertei seus dedos nos meus. Sua mão estava gelada.
- Bom dia, filha. Vejo que você anda acordando durante a madrugada – sorriu.
Edward e eu sorrimos, mas eu corei.
- Dizem que faz bem. – O.k. Nunca ninguém dissera aquilo antes, mas eu tinha que dar-lhe uma resposta sarcástica a altura da dele.
- Ah, claro. – deu de ombros. – O autor dessa frase se chama Edward Cullen.
- Charlie, deixe-os em paz – Renée ralhou descendo a escada com um balde de roupas na mão.
- Você não deveria estar na empresa esta hora? – perguntei a Edward quando fitei o relógio e já era 10h00 da manhã.
- Sim. Acabei acordando tarde demais – sorriu passando o braço em meu ombro para me abraçar.
- O.k. – suspirei. – Vou trocar de roupa e podemos ir juntos.
- Não. Bella, este não é o horário que combinamos. Se turno é durante a tarde, amor.
- Mas, eu quero ir agora. Preciso trabalhar ou vou enlouquecer, além disso, a faculdade volta daqui uma semana, então vou poder seguir as regras.
- Tudo bem, se você quer assim – deu de ombros.
***
Chegamos à editora junto com Rosalie.
- Fiquei sabendo do babado, Bellita! – exclamou assim que me viu. Edward a encarou.
- Hey, maninho!- sorriu o cumprimentando.
- Oi, Rose.
De repente o humor de Edward tinha mudado.
- Eu vou indo... – murmurou e deu-me um beijo na bochecha.
- Nossa, que bicho mordeu ele? – Rose perguntou. Ainda estávamos no térreo.
Dei de ombros.
- Alice me contou que a Rachel voltou, com um bebê no colo, meu Deus! – Rose exclamou.
- Sim. – assenti.
- Certeza que ela não é filha do Edward – Rose resmungou baixinho.
- Como assim? O que você sabe?
- Bella, acorda! Melanie não é filha do Edward. Junte os pontos, James voltou e Rachel também, praticamente juntos...
- Não... Rose, ela foi sequestrada – expliquei.
- Hãm?
- Sim. Ela foi sequestrada e teve perda de memória... é uma longa história.
- Não sei, Bells! Mas, está tudo certo entre você e Edward, não é?
- Claro.
- O.k. Vamos subir. Tenho muito trabalho a fazer.
Assenti e segui Rose, mas parei quando percebi que ela entraria no elevador.
- Vem, Bella!
- Ah, prefiro subir pela escada. Estou um pouco fora de forma, sabe...
-Você está perfeita, vem não posso segurar a porta por muito tempo.
- Vou exercitar um pouco as pernas.
- Tudo bem, então. Até mais!
Suspirei. Não pisaria em um elevador nunca mais. Ficar duas horas presa, sozinha fora demais para mim. Trauma que talvez nunca supere.
Tomei folego e enfrentei os lances de escada.
***
O dia foi tranquilo. Tive remarcar algumas reuniões. Edward dissera-me que estava indisposto hoje.
Pensei perguntar-lhe o que tinha acontecido, mas sabia que os problemas que ele tinha era demasiados e a pergunta tornaria-se tosca.
Entre um telefona e outro, anotações e agendamentos o dia passou. No fim da tarde, uma voa ao telefone me surpreenderá. Era Rachel.
- Olá, com quem falo?
- Isabella Swan – murmurei.
- Isabella, pode, por favor, pedir a Edward que atenda minha ligação. Não consigo falar com ele.
- Claro, vou transferir a ligação.
- Não... só um momento.
Pude ouvir Rachel conversando com Melanie do outro lado da linda. A pequena colocava algo na boca, algo que talvez ela pudesse engolir.
- Pronto, desculpe interromper. Diz a Edward, que convide nossa família para um jantar especial nesta noite.
Nossa família?
- Claro, tudo bem – respondi a contragosto.
- Obrigada, querida.
Desliguei o telefone e suspirei.
Nossa família? – a pergunta se repetia em minha mente. – E que jantar especial era esse?
Dei o recado a Edward e ele percebeu minha preocupação.
- Vocês está bem?
- Estou ótima – menti.
Ele percebeu o sarcasmo.
- Rachel não tem limites. Renesmee no hospital e ela quer dar um jantar especial para família – murmurou irritado.
- Vai ver ela quer dar boas vindas. Afinal, ela está de volta para a família dela. – cruzei os braços.
- Quero você nesse jantar – afirmou.
- Não faço parte da família dela, Edward.
Sim, aquilo tinha me aborrecido.
- Sim, você faz parte da minha família, Bella.
- Desculpa, mais eu não consigo... ela é eloquente demais. Aliás, o sorriso dela é falso.
- Mudança de humor repentino – ele sorriu e veio até eu. Me abraçou. – Isso é TPM? Devo não me aproximar? – sorriu.
- Isso não tem graça, e não é TPM. Eu não tenho isso.
- Não?
- Vamos ficar discutindo minha menstruação e TPM? – ergui as sobrancelhas.
- Não – sorriu. – É que na verdade eu adoro quando você fica brava e com ciúmes, fica tão linda.
Mostrei a língua ao saber disso. Edward riu com essa minha atitude.
- Acho que esse jantar vai ser bom.
O fuzilei com os olhos.
- Claro, depois todos vão embora e vocês “ o casal feliz” vão terminar a noite com um bela dose de prazer e amor.
Edward gargalhou.
- Para de rir, isso não tem a menor graça.
- Claro que tem, Bella.
- Não tem.
- Tem sim. Obvio que a minha noite vai terminar com muito prazer e amor.
- Edward?
- Só que tem uma troca de personagens nessa história. Sai Rachel de cena e entra você.
- Fica levando tudo na brincadeira, meu humor está ótimo agora, Edward Cullen.
Ele riu.
- Claro, Srta. Swan. Perdoe-me. O que posso fazer para vê-la sorrindo?
Não respondi.
- O que acha de uma sessão de cócegas? – perguntou apertando minha cintura.
- Não – eu sorri quando Edward começara sua sessão cocegas.
- Cocegas não? Uma piada?
- Ok. Quem sabe um beijo? – me beijou por um momento.
- Eu te amo! – sussurrou.
E sim eu sorri.
- Eu sei – suspirei. – Eu também te amo.
- Por favor, não fique brava comigo, Bella.
- Não estou brava contigo... só é estranho tudo o que está acontecendo.
- Nada é mais estranho que sua mudança de humor – gargalhou já longe de mim.
Mordi os lábios para não ofende-lo.
- Vamos? – perguntou.
Assenti e juntos saímos de seu escritório.
Edward parou em frente ao elevador.
- Ah, Edward, eu não vou entrar ai – apontei.
- Por que não?
-Prefiro ir pela escada; aliás, estou precisando me exercitar um pouco já que não tenho ido para a academia – comecei com o mesmo papo furado de antes.
Mas a única coisa que Edward fez foi rir de mim.
- Você tem medo de elevadores?
- Não – menti.
- Tem sim.
- Não tenho... Ta legal, eu tenho, o.k. – confessei me sentindo derrotada.
- Mas...
- Eu já fiquei presa, durante duas horas, sozinha. Fiquei traumatizada.
- O.k. Não precisa usar o elevador se você tem medo.
- O que foi? – Rose perguntou se aproximando.
- Bella tem medo de elevador.
- Edward?
- Ah, queria se exercitar então – Rose riu.
- Vão ficar se divertindo a minhas custas? – cruzei os braços.
- Não – Edward parou de rir. – Vou pela escada com você – pegou minha mão nas suas.
- Não... querem saber? Eu cansei desse medo idiota, está na hora de superar – falei entrando no elevador.
Edward e Rose deram de ombros e entraram no mesmo.
Assim que as portas de fecharam eu respirei fundo. Era só um elevador, tudo bem.
Edward percebeu meu nervosismo e me abraçou, fez carinho em meus cabelos para que eu me distraísse.
- Droga! Esqueci meu celular – Rose reclamou. – Vou ter que voltar para pegar.
Rose saiu do elevador assim que o mesmo parou, no 5º andar.
- Viu, não é tão ruim assim – Edward comentou segundos depois. Suas mãos agora seguravam as minhas.
- É, não é tão ruim assim – sorri e encostei minha cabeça em seu ombro.
- Não poderíamos ir ao cinema qualquer dia desses – Edward comentou enquanto chegávamos no 4º andar.
- Ótima ideia – murmurei.
De repente o elevador tinha parado. Um barulho de algo que acabou de parar de funcionar veio até meus ouvidos. Olhei para Edward assustada.
- Nós paramos – disse nervosa.
- Sim... calma, já vai voltar a funcionar.
- Não é possível isso...sério que o elevador parou? Estamos presos?
- Calma, meu amor.
- Droga! – chutei a porta. – Droga! Isso só acontece comigo.
- Calma, Bella fica calma – Edward me segurou para que eu parasse.
- Já vão nos tirar daqui, ok – olhou em meus olhos. — Tudo bem, meu amor. Não fique tão assustada.
- Não quero ficar presa aqui, temos que sair...
Comecei a andar de um lado ao outro.
- Edward apertou todos os botões possíveis e para ajudar a luz começou a piscar e depois não vi mais nada.
- Edward? – perguntei.
- Estou aqui – ouvi sua voz e seu rosto próximo ao meu. – Deve ter sido uma queda de energia, só isso.
- Quero sair daqui, amor. – choraminguei.
- Eu sei. Desculpe-me, eu deveria ter ouvido você.
- A culpa não é sua – ofeguei.
- Você está bem? Sua mão está gelada.
- Não consigo respirar direito...
- Isso é psicológico, amor. Respira de vagar, ok?
Assenti e tentei acalmar meus batimentos cardíacos.
Vi Edward esticar o braço e levantar algo, ele fez força suficiente e depois um pouco de luz entrou no elevador.
- Melhor assim? – perguntou.
Assenti.
Estava encostada na parede do elevador. De costa para o espelho.
Edward se aproximou de mim e me abraçou.
- Tudo bem, já vão nos tirar daqui. É só a energia de o prédio voltar.
Assenti.
- Talvez se... me beije, amor. – pedi.
- Te beijar?
- Sim, talvez se eu estiver com a mente ocupada...
Edward não esperou que eu terminasse de explicar e tomou meus lábios com os seus.
Por um momento tinha dado certo, mas a minha dificuldade de respirar em lugares fechados atrapalhava.
Edward se afastou.
- Não está dando certo – murmurei.
- Ah, desculpe. Vamos tentar de novo.
- Não, não posso te beijar e respirar ao meu mesmo tempo. Tudo bem, eu vou tentar ficar calma. Nós só estamos presos em um elevador, no escuro e eu não consigo respirar é só isso...
- Eu sei o que fazer. Vou cuidar de você, linda. – Edward murmurou. Seus lábios mordiscavam meu lóbulo, o que me fez arrepiar repentinamente.
Suas mãos antes em minha cintura passaram a percorrer toda a extensão do meu corpo, serpenteando para dentro de minha saia sem pudor.
- Edward... o que você ta..?
- Shhh!
Seus lábios passaram rapidamente pelos meus, descendo para o meu pescoço. Edward chupou e mordiscou por um tempo, enquanto suas mãos abriam alguns botões da minha camisa social.
Já podia sentir pontos quentes em meu corpo desejando Edward. E bem aquele tipo de distração estava funcionando.
Os lábios dele desceram para os meus seios e se concentraram ali por um momento, mesmo que não os tocando da forma que ele realmente gostaria. E da forma que eu implorava mentalmente que tocasse.
Uma de suas mãos apertava a minha bunda enquanto a outra se brincava com o elástico da minha calcinha. Com sua mão tão perto de meu sexo me apertando daquela forma fazia com que seus toques me deixassem excitada, extremamente molhada. Meus músculos se contraiam, doíam a cada toque. Mas era uma dor da qual eu gostava, uma dor maravilhosa.
Minha respiração estava mais irregular do que antes, meu coração em ritmo tão acelerado que fazia meu subir e descer rapidamente.
Enlacei meus dedos no cabelo de Edward e puxei levemente seguido de um gemido.
Edward sabia que eu estava pronta para ele, mas continuou a beijar meu pescoço e ante de mais nada selou seus lábios com os meus.
No momento seguinte eu entendi qual era seu propósito.
Ele se ajoelhou em minha frente, sua cabeça ainda na altura de minha cintura; suas mãos levantaram a minha saia deixando-me seminua.
Edward distribuiu beijos em minha coxa e virilha, meu Deus tão próximo.
- Edward... – gemi prendendo minha mão em seus cabelos.
- Sinto seu cheiro, Bella. O cheiro do seu mel.
Senti-me cada vez mais molhada, mais quente, Edward mais desejável que nunca. A única coisa que eu queria naquele momento era ser tocada.
- Pelo amor de Deus, Edward me toque – pedi e esfreguei minhas pernas para ver se conseguia aplacar minha vontade de explodir em um orgasmo instantâneo.
Ele sorriu e senti minha calcinha sendo retirada, agora totalmente exposta.
Seus lábios encostaram-se a minha pele causando-me um tremor. Minhas pernas fraquejaram, sentia que iria cair em qualquer momento, mas segurei-me na barra de ferro atrás de mim.
Edward passou minha perna esquerda para cima de seu ombro e me invadiu com sua língua.
- Oh meu... – não terminei a frase.
Senti aos poucos ele me invadindo com sua língua. Ora me penetrando, ora soprando e chupando. Aquilo era maravilhoso, mas eu precisava de mais.
- Edward, por favor...
Senti meus clitóris em sua boca. Preso entre seus dentes, gritei de prazer.
- Caralho – gemi e com as duas mãos prendi Edward ali, ergui meu corpo em direção a ele, não percebi que estava o machucando, de certa forma.
Edward ao mesmo tempo massageava seu membro, sincronizando suas investidas em mim.
- Eu quero mais, Edward... mais – gemi.
Senti seus dedos me invadindo, sincronizados com a sua língua em meu clitóris fazendo me chegar cada vez mais perto.
- Oh, Oh, não para... porra, não para.
- Goza na minha boca, amor. Quero sentir o gosto do seu mel.
Edward aumentou a velocidade de suas estacadas e explodi em um orgasmo maravilhoso, derramando todo o gozo que Edward tanto queria.
Edward não deixara uma gota se quer escapar, sua língua e seus lábios percorrera toda a extensão da minha coxa recolhendo todo e qualquer resquício do “mel” que tinha escorrido.
Assim que Edward soltou meu corpo eu cai sentada. Ofeguei em seu colo. Limpou os vestígios de suor em minha testa, enquanto eu tentava me lembrar de como falar novamente.
Edward me beijou avidamente por um momento e depois nos separamos.
- Isso foi... – comecei a dizer, mas desisti.
- Você tem um gosto maravilhoso – murmurou.
Sorri e mordi seu pescoço.
- Essa foi uma ótima distração – disse.
Ele deu de ombros. – Você parece bem melhor – sorriu.
- Sem duvidas.
A luz do elevador voltou a piscar e ascendeu.
Levantamos juntos e elevador voltou a funcionar. Edward sorriu.
Descemos até a garagem.
- Sabe, até que não é tão ruim ficar presa em um elevador – comentei sorrindo enquanto caminhávamos até o volvo.
- Claro, podemos ficar presos mais vezes.
- Será que você pode devolver minha calcinha?
- Humm... não – sorriu. – Você não precisar dela nas próximas horas.
- Claro que... o que você tem em mente, Sr. Cullen? – sussurrei.
- Eu, você, cama, orgasmos a noite inteira.
Sorri e entrei no carro sentando no banco do carona.
Edward ainda sorria quando seu celular tocou.
- Alô – disse ainda sorrindo.
Edward ouviu por um momento.
Seus olhos lacrimejaram e um grande sorriso apareceu em seus lábios.
- Claro, estarei ai em cinco minutos – sua voz embargada dizia.
Desligou o telefone.
- O que foi? – perguntei.
-Ela acordou Bella. Ela voltou pra mim.
Continua...
Notas finais
@.@
Nessie acordou o/. Confesso que já estava com saudade dela. u.u
Quem quer ficar presa no elevador com o Edward? Porque né...
Rachel já começou colocar as azinhas de fora e dar encima do Edward. É complicado.
Assim que der eu respondo os reviews de vocês, ok?
Bem, não tenho o que comentar hoje, estou ansiosa demais para On The Road, contando os dias. kk
Comentem, comentem, comentem e o próximo capítulo saíra rapidinho. Lembrem-se escritor feliz, escritor produtivo!
Milhões de beijos da LSCullen
Fale com o autor